Sem Spoilers: filmes de junho

O Contador

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Título Original: The Accountant

Gênero: Ação / Suspense / Drama

Direção: Gavin O’Connor

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Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Desde criança, Christian Wolff (Ben Affleck) sofre com ruídos altos e problemas de sensibilidade, devido ao autismo. Apesar da oferta de ir para uma clínica voltada para crianças especiais, seu pai insiste que ele permaneça morando em casa, de forma a se habituar com o mundo que o rodeia. Ao crescer, Christian se torna um contador extremamente dedicado, graças à facilidade que tem com números, mas antissocial. A partir de um escritório de contabilidade, instalado em uma pequena cidade, ele passa a trabalhar para algumas das mais perigosas organizações criminosas do mundo. Ao ser contratado para vistoriar os livros contábeis da Living Robotics, criada e gerenciada por Lamar Blackburn (John Lithgow), Wolff logo descobre uma fraude de dezenas de milhões de dólares, o que coloca em risco sua vida e da colega de trabalho Dana Cummings (Anna Kendrick).

Surpreendente! Até a metade, é um filme comum, até um pouco cansativo. Depois tem uma sequência acontecimentos que vão te deixando de queixo caído até o final que é, nada menos que UAU! Ótima interpretação de Ben Affleck, de um personagem muito bem construído e cheio de nuances. O roteiro mistura muito bem ação, suspense, espionagem e fala de uma forma interessante sobre o autismo. Muito bom e promete sequência! \o/

A Nona Vida de Louis Drax

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Título Original: The 9th Life Of Louis Drax

Gênero: Suspense / Fantasia

Direção: Alexandre Aja

Ano: 2016

País de Origem: EUA / Canadá / Reino unido

Sinopse: Louis Drax (Aiden Longworth) é um garoto brilhante na escola, mas com sérias dificuldades em fazer amigos. Os colegas o consideram estranho e vários acontecimentos sombrios se passam ao seu redor. Ao completar nove anos, ele cai de um abismo e fica em coma. Seu pai (Aaron Paul) logo é apontado como culpado pelo ocorrido, devido a uma discussão durante um piquenique em família. Cabe ao dr. Allan Pascal (Jamie Dornan) cuidar da recuperação de Louis, por mais que sinta-se cada vez mais atraído pela mãe dele (Sarah Gadon).

Um filme cheio de mistérios e reviravoltas, mas superficial e com atuações médias. A história é boa, instigante, o suspense se sustenta, mas algumas situações são muito fantasiosas. As atuações de Aaron Paul e do menino Aiden dão uma elevada no conceito, mas a adaptação do livro de Liz Jensen acaba sendo cansativa e clichê.

Tallulah

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Título Original: Tallulah

Gênero: Drama

Direção: Sian Heder

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Lu (Ellen Page), uma jovem independente, teve o seu dinheiro roubado pelo ex-namorado. Pobre e morando em uma van, ela decide procurar a mãe dele, Margo (Allison Janney), que não a conhece e nega ajudar. Em um hotel buscando por comida, Lu conhece uma mãe descuidada para cuidar da sua filha. Lu decide “resgatar” a criança e levá-la até Margo, dizendo que a bebê é a neta dela.

Uma história sobre relações familiares, recomeços e autoconhecimento. Num primeiro momento, achei cansativa e exagerada a protagonista Lu, mas quando ela encontra a Margo, a trama flui e melhora bastante. Os diálogos são bons, o crescimento das personagens é visível e as lições que ambas passam são tocantes. E tem a ótima participação de David Zayas, o Angel de Dexter! *-*

Um Homem Entre Gigantes

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Título Original: Concussion

Gênero: Drama

Direção: Peter Landesman

Ano: 2016

País de Origem: EUA / Reino Unido / Austrália

Sinopse: Dr. Bennet Omalu (Will Smith), neuropatologista forense, diagnostica um severo trauma cerebral em um jogador de futebol americano e, investigando o assunto, descobre se tratar de um mal comum entre os profissionais do esporte. Determinado a reverter o quadro e expor para o mundo a grave situação, ele trava uma guerra contra a poderosa NFL.

Will Smith representa, com esse personagem, claramente a minoria: negro, estrangeiro e levantando dúvidas contra a “inquestionável” NFL. O tema é muito interessante, as atuações são boas, mas falta profundidade ao roteiro. A pesquisa científica sobre essa nova doença entre os atletas é instigante e queremos fazer onde vai chegar, mas falta emoção. Mas gostei! rs

Sandy Wexler

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Título Original: Sandy Wexler

Gênero: Comédia

Direção: Steven Brill

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Los Angeles, 1990. Sandy Wexler (Adam Sandler) é um agente determinado, empenhado e focado na evolução da carreira de seus excêntricos clientes. Sua rotina, no entanto, é abalada quando ele descobre em um parque de diversões a talentosa cantora Courtney Clarke (Jennifer Hudson), por quem acaba se apaixonando.

Não sou de recusar nenhum filme, exceto terror, então parei para assistir Sandy Wexler. O que falar de Adam Sandler, ele é divertido, às vezes mais, outras menos. Nesse filme, produzido pela Netflix, foi de menos. Destaque para a ambientação anos 90,  os depoimentos de grandes nomes da show business, representando a si mesmos, como Judd Apatow, Chris Rock, Jimmy Kimmel, Guy Oseary, Quincy Jones, Conan O’Brien…e os momentos musicais com Jennifer Hudson.

Relacionamento à Francesa

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Título Original: Papa ou Maman

Gênero: Comédia / Drama / Romance

Direção: Martin Bourboulon

Ano: 2016

País de Origem: França

Sinopse: Florence (Marina Foïs) e Vicent Leroy (Laurent Lafitte) são um casal bem-sucedido. Eles têm três filhos e ótimos empregos. Tudo corre bem, até que ambos recebem propostas de promoção. Com a turbulência e o caos da vida em conjunto, eles decidem se separar, mas nenhum deles quer ficar com a guarda dos filhos.

Uma comédia aparentemente boba, mas que com ótimos atores e um clima francês, torna-se interessante e diferente. Marina Foïs, que eu ainda não conhecia, e Laurent Laffite, de Até a Eternidade  e Elle  formam um excelente casal em pé de guerra e em uma situação incomum: se livrar da guarda dos filhos! Tem algumas situações exageradas, mas, no geral, é bem divertido.

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Sem Spoilers: filmes de maio

A Garota no Trem

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Título Original: The Girl on the Train

Gênero: Suspense

Direção: Tate Taylor

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Rachel (Emily Blunt), uma alcoólatra desempregada e deprimida, sofre pelo seu divórcio recente. Todas as manhãs ela viaja de trem de Ashbury a Londres, fantasiando sobre a vida de um jovem casal que vigia pela janela. Certo dia ela testemunha uma cena chocante e mais tarde descobre que a mulher está desaparecida. Inquieta, Rachel recorre a polícia e se vê completamente envolvida no mistério.

Baseado no best seller de mesmo nome, A Garota no Trem é instigante e suas personagens femininas muito bem construídas. Com ótimo roteiro e atuações complexas, focando no lado psicológico, ficamos o tempo todo na dúvida do que realmente aconteceu. E o final é surpreendente!  Lembra muito Garota Exemplar – o estilo de narrativa, o clima “frio”, personagens femininas em destaque, reviravoltas – , mas fica abaixo deste.

Cinquenta Tons Mais Escuros

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Título Original: Fifty Shades Darker

Gênero: Romance / Drama

Direção: James Foley

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Incomodada com os hábitos e atitudes de Christian Grey (Jamie Dornan), Anastasia (Dakota Johnson) decide terminar o relacionamento e focar no desenvolvimento de sua carreira. Ele, no entanto, não desiste tão fácil e fica sempre ao seu encalço, insistindo que aceita as regras dela. Tal cortejo acaba funcionando e ela reinicia o relacionamento com o jovem milionário, sendo que, aos poucos, passa a compreender melhor os jogos sexuais que ele tanto aprecia.

O segundo filme da trilogia é mais denso e com mais suspense que o anterior. O foco agora são os traumas de Grey e sua “descida do pedestal”, implorando pelo amor de Ana, coisa que ele jamais pensaria fazer antes de se apaixonar por ela. O roteiro foi muito bem adaptado do livro, os protagonistas foram competentes na evolução dos seus personagens e a ótima trilha sonora deu aquele toque especial.

Aliados

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Título Original: Allied

Gênero: Romance / Suspense

Direção: Robert Zemeckis

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Em uma missão para eliminar um embaixador nazista em Casablanca, no Marrocos, os espiões Max Vatan (Brad Pitt) e Marianne Beausejour (Marion Cotillard) se apaixonam perdidamente e decidem se casar. Os problemas começam anos depois, com suspeitas sobre uma conexão entre Marianne e os alemães. Intrigado, Max decide investigar o passado da companheira e os dias de felicidade do casal vão por água abaixo.

Um romance de época, em meio à Segunda Guerra, com um casal de protagonistas espiões impecável: Marion Cottilard e Brad Pitt! O roteiro não tem grandes surpresas, mas as atuações e o figurino ganham destaque. O mistério da personagem de Cotillard ser ou não uma informante se sustenta até o surpreendente e emocionante final. Gostei e recomendo!

Silêncio

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Título Original: Silence

Gênero: Drama

Direção: Martin Scorsese

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Século XVII. Dois padres jesuítas portugueses, Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garupe (Adam Driver), viajam até o Japão em uma época onde o catolicismo foi banido. À procura do mentor deles, padre Ferreira (Liam Neeson) os jesuítas enfrentam a violência e perseguição de um governo que deseja expurgar todas as influências externas.

Um bom filme sobre fé, perseverança e perseguição. Um trabalho impactante de Scorsese, com ótimas atuações – destaque para Andrew Garfield, que já havia chamado a minha atenção em Até o Último Homem . Os diálogos levantam diversas questões interessantes sobre religião, mas acaba sendo cansativo e longo demais.

A Vida Secreta das Abelhas

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Título Original: The Secret Life Of Bees

Gênero: Drama / Comédia

Direção: Gina Prince-Bythewood

Ano: 2009

País de Origem: EUA

Sinopse: Carolina do Sul, 1964. Lily Owens (Dakota Fanning) é uma garota de 14 anos atormentada pelas poucas lembranças que tem da mãe falecida em um trágico acidente causado por ela. Decidida a fugir da solidão e do relacionamento complicado com o pai, T. Ray (Paul Bettany), Lily foge de casa com sua empregada Rosaleen (Jennifer Hudson) e segue a única pista que pode levar ao passado de sua mãe numa pequena cidade do interior. Lá ela conhece August (Queen Latifah), a mais velha das irmãs Boatwright, dona de um tradicional apiário da cidade e que também conhece alguns segredos do passado de sua mãe.

A verdade é só metade do caminho. O que importa é o que você vai fazer com ela“.

Adoro a Dakota Fanning, desde Uma Lição De Amor , quando ela fez um papel brilhante com apenas 7 anos de idade. Em A Vida Secreta das Abelhas ela interpreta uma adolescente com uma carga dramática muito forte e passa uma veracidade incrível! Um filme leve, sobre temas pesados como violência doméstica, racismo e rejeição familiar. Lindo e emocionante. Adorei!

A Cabana

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Título Original: The Shack

Gênero: Drama

Direção: Stuart Hazeldine

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Um homem vive atormentado após perder a sua filha mais nova, cujo corpo nunca foi encontrado, mas sinais de que ela teria sido violentada e assassinada são encontrados em uma cabana nas montanhas. Anos depois da tragédia, ele recebe um chamado misterioso para retornar a esse local, onde ele vai receber uma lição de vida.

Prepare-se para chorar. Muito!!! Baseado no best seller homônimo, de William P. Young, o filme foi muito bem adaptado e é fiel ao livro. A história te faz refletir sobre muitas coisas, mas principalmente sobre o perdão. De forma lúdica, a trama vai se desenrolando e te envolvendo a ponto de você não saber se tudo aquilo é real ou só imaginação do protagonista. E a resposta depende da interpretação de cada um. Algumas cenas foram um pouco exageradas e, o principal ponto negativo pra mim, foi a escolha do ator, o inexpressivo Sam Worthington. Mas Octavia Spencer toma conta da maioria das cenas e dá um show!

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Sem Spoilers: filmes de dezembro

Freud

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Título Original: Tutta Colpa di Freud

Gênero: Comédia

Direção: Paolo Genovese

Ano: 2014

País de Origem: Itália

Sinopse: O protagonista é um psicanalista (Marco Giallini), pai de três filhas em crise: uma lésbica frustrada tentando se tornar heterossexual (Anna Foglietta), uma jovem de dezoito anos de idade com um homem maduro (Laura Adriani), uma bibliotecária atraído por um ladrão de livros (Vittoria Puccini). Todos os três acabam no escritório do pai para falar sobre seus problemas.

Uma comédia leve e divertida que toca em pontos importantes dos relacionamentos amorosos e familiares, com ironia, veracidade e bom humor. Do mesmo diretor de Perfetti Sconosciuti e com alguns mesmos atores, a história flui e encaixa muito bem os personagens, com diálogos certeiros e boas surpresas.

Sete Homens e Um Destino

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Título Original: The Magnificent Seven

Gênero: Faroeste / Ação / Aventura

Direção: Antoine Fuqua

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Refilmagem do clássico faroeste Sete Homens e um Destino (1960), que por sua vez é um remake de Os Sete Samurais, de Akira Kurosawa. Os habitantes de um pequeno vilarejo sofrem com os constantes ataques de um bando de pistoleiros. Revoltada com os saques, Emma Cullen (Haley Bennett) deseja justiça e pede auxílio ao pistoleiro Sam Chisolm (Denzel Washington), que reúne um grupo especialistas para contra-atacar os bandidos.

Faroeste mais do mesmo! Ok, é um remake, mas esperava mais de um filme com Denzel Washington. A trama é superficial e não trouxe novidades. Bang, bang pra cá e pra lá que não contribui em nada no andamento da história e acaba ficando cansativo.

Uma Nova Chance Para Amar

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Título Original: The Face Of Love

Gênero: Drama / Romance

Direção: Arie Posin

Ano: 2014

País de Origem: EUA

Sinopse: Após o marido morrer afogado em uma praia mexicana, Nikki (Annette Bening) fica devastada. Cinco anos depois, ela ainda sente falta do marido, por mais que tenha seguido adiante em uma carreira de sucesso como decoradora de imóveis que estão prestes a serem vendidos. Um dia, ela encontra por acaso um homem parecidíssimo com seu grande amor: Tom (Ed Harris). Impressionada com a semelhança, Nikki resolve segui-lo e descobre que ele é professor de artes. Logo ela o contrata para que lhe dê aulas particulares de pintura, de forma que esteja sempre por perto. Não demora muito para que eles engatem um romance, por mais que a imagem do finado esteja sempre estampada no rosto de Tom.

Um romance maduro, bem clichê, mas com sentimento e fortes emoções. Imagina encontrar alguém que é a cara de alguém que já se foi? Coincidência, destino, loucura…seja o que for, você vai querer se aproximar, saber mais, reviver! Ótimas interpretações da dupla Annete Bening e Ed Harris e aquela pontinha de saudade ao ver Robin Williams em um dos seus últimos papéis.

O Maior Amor do Mundo

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Título Original: Mother’s Day

Gênero: Comédia / Romance

Direção: Garry Marshall

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Nesta comédia romântica, várias histórias associadas à maternidade se cruzam: Sandy (Jennifer Aniston) é uma mãe solteira com dois filhos, Bradley (Jason Sudeikis) é um pai solteiro com uma filha adolescente, Jesse (Kate Hudson) tem uma história complicada com a sua mãe, Kristin (Britt Robertson) nunca conheceu a sua mãe biológica e Miranda (Julia Roberts) é uma escritora de sucesso que abre mão de ter filhos para se dedicar à carreira.

Depois do dia dos namorados (Valentine’s Day / Idas e Vindas do Amor) e do réveillon (New Year’s Eve / Noite de Ano Novo), Garry Marshal conta novas histórias cruzadas em uma data comemorativa: o dia das mães. É clichê, tem umas besteiras, mas é leve e muito divertido. Não tem como não rir com Jennifer Aniston e Kate Hudson! Curti, ri muito e tem as famosas cenas finais de making off! 😉

O Que os Homens Falam

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Título Original: Una Pistola En Cada Mano

Gênero: Comédia / Drama

Direção: Cesc Gay

Ano: 2014

País de Origem: Espanha

Sinopse: Oito homens enfrentam a crise de meia-idade neste filme de episódios. E. (Eduardo Fernandez), que perde tudo o que tem e volta a morar na casa da mãe, se encontra casualmente com um amigo de longa data, J. (Eduardo Sbaraglia), que conquista tudo o que deseja, mas fica deprimido. S. (Javier Camara) tenta retomar o casamento dois anos após o divórcio. G. (Ricardo Darín) confessa a L. (Luis Tosar) que desconfia que sua esposa o trai. P. (Eduardo Noriega) tenta seduzir uma colega de trabalho. Já A. (Alberto San Juan) e M. (Jordi Mollà) têm seus segredos íntimos revelados.

Pode parecer banal no começo, mas logo as histórias ganham forma e um ótimo tom de humor e veracidade sobre o que os homens geralmente não falam (ou falam entre si, não sei! rs). Todo e elenco masculino se destaca, apesar de Ricardo Darín e Javier Cámera serem os mais conhecidos. Um ótimo retrato do universo masculino, tão pouco explorado no cinema.

O Poder e a Lei

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Título Original: The Lincoln Lawyer

Gênero: Suspense / Drama

Direção: Brad Furman

Ano: 2011

País de Origem: EUA

Sinopse: Mick Haller (Matthew McConaughey) é um advogado diferente, a começar pelo seu local de trabalho devidamente instalado no banco de trás de seu carro, um automóvel modelo Lincoln. Separado da competente promotora Maggie (Marisa Tomei), ambos possuem uma filha e tudo corria bem com ele defendendo pequenos conflitos, mas um dia um caso importante caiu em suas mãos e ele estava disposto a provar a inocência do réu, um jovem milionário (Ryan Phillippe) acusado de assassinato. Só que ele não imaginava seu cliente escondendo a verdade, o que pode tornar todo o processo numa causa perdida.

Matthew McConaughey está ótimo nessa trama cheia de suspense e reviravoltas. Um ótimo filme de tribunal que te prende do começo ao fim e de te deixa sempre em dúvida quanto à inocência do acusado.

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Sem Spoilers: filmes de novembro

Jogo do Dinheiro

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Título Original: Money Monster

Gênero: Suspense

Direção: Jodie Foster

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Lee Gates (George Clooney) é o apresentador do programa de TV “Money Monster”, onde dá dicas sobre o mercado financeiro mesclando com performances típicas de um popstar. Um dia, um desconhecido (Jack O’Connell) invade o programa exatamente quando ele está sendo gravado e, com um revólver, obriga Lee a vestir um colete repleto de explosivos. Patty Fenn (Julia Roberts), a produtora do programa, imediatamente ordena que o mesmo saia do ar, mas o invasor exige que ele permaneça ao vivo, caso contrário matará Lee. Assim acontece e, a partir de então, tem início uma investigação incessante para descobrir quem é o sequestrador e algum meio de salvar todos os que permanecem no estúdio. Paralelamente, a audiência do programa sobe sem parar e todos passam a acompanhar o que acontecerá com o apresentador.

Investimentos, bolsa de valores, ações… não são meus temas preferidos, mas Jogo do Dinheiro consegue envolver, principalmente pelas boas atuações do elenco. A trama faz uma eficaz  crítica ao capitalismo e ao sensacionalismo da tv, mas eu esperava mais de um filme dirigido por Jodie Foster e protagonizado por George Clooney e Julia Roberts.

Filho de Saul

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Título Original: Saul Fia

Gênero: Guerra / Drama / Suspense

Direção: László Nemes

Ano: 2016

País de Origem: Hungria

Sinopse: 1944, campo de concentração de Auschwitz, durante a Segunda Guerra Mundial. Saul (Géza Röhrig) é um judeu obrigado a trabalhar para os nazistas, sendo um dos responsáveis em limpar as câmaras de gás após dezenas de outros judeus serem mortos. Em meio à tensão do momento e às dificuldades inerentes desta tarefa, ele tenta salvar o corpo de um menino.

Filme húngaro vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro deste ano, Filho de Saul choca. Pelas imagens da barbárie do holocausto, mesmo que desfocadas e pela intensa atuação do protagonista, que precisa agir mecanicamente e sem reação ou expressão diante dos horrores da guerra. É um filme bem difícil de lidar e também cansativo, pois a câmera acompanha sempre o protagonista, como se fôssemos os olhos dele, então é instável demais. A motivação de Saul ao encontrar o menino, fazendo de tudo para dar a ele um enterro digno é muito boa, mas o desfecho não leva a lugar algum. Não assisti todos os concorrentes ao Oscar nesta categoria, mas Mustang era o meu preferido.

Capitão Fantástico

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Título Original: Captain Fantastic

Gênero: Comédia / Drama

Direção: Matt Ross

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Ben é o pai de seis crianças pequenas, que decide fugir da civilização e criar os filhos nas florestas selvagens do Pacífico Norte. Ele passa os seus dias dando lições às crianças, ensinando-os a praticar esportes e a combater inimigos. Um dia, no entanto, Ben é forçado a deixar o local e retornar à vida na cidade. Começa o aprendizado do pai, que deve se acostumar à vida moderna.

Capitão Fantástico é fantástico! *-* Um road movie indie que te pega de jeito e te faz refletir por dias pela mensagem profunda e inteligente que passa. Fotografia lindíssima, figurinos excêntricos e diálogos cativantes que te fazem se apaixonar por essa família incomum. E tem uma cena musical encantadoramente emocionante, que vai ser difícil de ser superada por algum outro filme esse ano. (#vamosacompanhar) Uma história diferente que toca não pela impossibilidade do modo de viver daquela família “fantástica”, mas porque nos mostra que a maneira que vivemos já cansou e que, não precisamos ser radicais, mas encontrar um adequado meio termo. Recomendadíssimo e necessário.  ❤

Suíte Francesa

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Título Original: Suite Française

Gênero: Drama / Guerra / Romance

Direção: Saul Dibb

Ano: 2016

País de Origem: Reino Unido, França, Bélgica, Canadá

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, na França, Lucile Angellier (Michelle Williams) passa os dias junto de sua sogra (Kristin Scott Thomas) esperando pelo retorno do marido, um prisioneiro de guerra. Enquanto alguns combatentes franceses retornam para a casa, o pequeno vilarejo onde Lucile mora começa a ser invadido por soldados alemães, incluindo o refinado Bruno von Falk (Matthias Schoenaearts). Apesar de resistir aos flertes do soldado, Lucile acaba cedendo e inicia uma relação amorosa com ele.

Inspirado em manuscritos de Irène Némirovsky, possivelmente baseados em fatos que presenciou no campo de concentração e, aproximadamente 60 anos depois achados pela filha que lançou o livro homônimo, Suíte Francesa retrata a guerra de um ponto de vista diferente. Em meio a invasões, angústias e medos, o amor pode acontecer! A ambientação nos anos 40 é ótima e as atuações contidas, como pedem os personagens, mas impecáveis. Um filme cheio de dilemas e emoções verdadeiras, só senti falta do idioma francês. Gostei!

Desconhecido

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Título Original: Unknown

Gênero: Suspense / Ação

Direção: Jaume Collet-Serra

Ano: 2011

País de Origem: Reino Unido, Alemanha, França, Canadá, EUA, Japão

Sinopse: Martin Harris (Liam Neeson) acabou de sair de um coma de quatro dias, fruto de um acidente de carro em Berlim.  Ao acordar, descobre que sua esposa (January Jones) não o reconhece e, para piorar, existe um outro homem (Aidan Quinn) usando sua identidade. Ignorado pelas autoridades e na mira de assassinos, sua única chance de desvendar este mistério é contar com Gina (Diane Kruger), uma motorista de táxi que poderá ajudá-lo a provar que ele não está louco.

Um dos meus filmes de ação com o Liam Neeson preferidos! A história é ótima, tem um suspense na medida e te deixa instigado pelo desfecho, sempre em dúvida sobre quem realmente é Martin Harris. Tem clichê de ação típica de Hollywood, claro, mas convence e tem boas surpresas.

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Sem Spoilers: filmes de maio

Que Horas Ela Volta?

que-horas-ela-volta_t104058_jpg_290x478_upscale_q90Título Original: Que Horas Ela Volta?

Gênero: Comédia / Drama

Direção: Anna Muylaert

Ano: 2015

País de Origem: Brasil

Sinopse: A pernambucana Val (Regina Casé) se mudou para São Paulo a fim de dar melhores condições de vida para sua filha Jéssica. Com muito receio, ela deixou a menina no interior de Pernambuco para ser babá de Fabinho, morando integralmente na casa de seus patrões. Treze anos depois, quando o menino (Michel Joelsas) vai prestar vestibular, Jéssica (Camila Márdila) lhe telefona, pedindo ajuda para ir à São Paulo, no intuito de prestar a mesma prova. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, só que quando ela deixa de seguir certo protocolo, circulando livremente, como não deveria, a situação se complica.

Um filme brasileiro que chamou minha atenção pelas críticas positivas, mas não foi tudo isso. A trama é boa, as situações implícitas de submissão da empregada doméstica aos patrões ricos são bem desenvolvidos até certo ponto, depois desanda. O que se sobressai é a boa atuação de Regina Casé.

Capitão América: Guerra Civil

capitao-america-guerra-civil_t93414_1ZIsJit_jpg_290x478_upscale_q90Título Original: Captain America: Civil War

Gênero: Ação / Fantasia

Direção: Anthony Russo e Joe Russo

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Steve Rogers (Chris Evans) é o atual líder dos Vingadores, super-grupo de heróis formado por Viúva Negra (Scarlett Johansson), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Falcão (Anthony Mackie) e Máquina de Combate (Don Cheadle). O ataque de Ultron fez com que os políticos buscassem algum meio de controlar os super-heróis, já que seus atos afetam toda a humanidade. Tal decisão coloca o Capitão América em rota de colisão com Tony Stark (Robert Downey Jr.), o Homem de Ferro.

Super heróis não são o meu forte, mas depois de Superman e Batman, o Iron Man é o que mais simpatizo. Ele é ótimo! E não é tanto pelo super herói ou pelos poderes, mas pela atuação impecável, bem humorada e muito, muito sarcástica de Roberto Downey Jr. Por ele vale o filme. E as cenas em que ele contracena com o jovem Spider Man são impagáveis! 😀

Três Corações

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Gênero: Drama / Romance

Direção: Benoít Jacquot

Ano: 2015

País de Origem: França / Alemanha / Bélgica

Sinopse: Após perder o trem de volta para Paris, Marc (Benoît Poelvoorde) encontra Sylvie (Charlotte Gainsbourg) em uma cidade provincial francesa. Eles andam pelas ruas até de manhã, conversando sobre tudo, menos sobre suas vidas pessoais. A química entre os dois é muito forte, mas Marc tem que pegar o trem. Então, ele combina um reencontro, alguns dias depois. Mas, por causa de imprevistos, os dois não se veem. Marc acaba conhecendo Sophie (Chiara Mastroianni) e se aproxima dela, sem saber que ela é irmã de Sylvie.

A proposta do filme é muito boa, o clima francês e a fotografia dão um tom sensível a essa história de encontros e desencontros, com um destino inusitado. Somos levados pela angústia dos personagens, mas a trama segue sem grandes atrativos. Vale pela ótima atuação de Charlotte Gains e a participação de Catherine Deneuve.

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho

hoje-eu-quero-voltar-sozinho_t44735_15_jpg_290x478_upscale_q90Título Original: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho

Gênero: Drama / Romance

Direção: Daniel Ribeiro

Ano: 2014

País de Origem: Brasil

Sinopse: Leonardo (Guilherme Lobo), um adolescente cego, tenta lidar com a mãe superprotetora ao mesmo tempo em que busca sua independência. Quando Gabriel (Fabio Audi) chega na cidade, novos sentimentos começam a surgir em Leonardo, fazendo com que ele descubra mais sobre si mesmo e sua sexualidade.

Gostei muito do curta-metragem “Eu Não Quero Voltar Sozinho”, que foi uma prévia deste filme, do mesmo diretor e com os mesmos atores. O filme acaba sendo um pouco arrastado, mas não menos sensível e com uma abordagem muito interessante e leve sobre a adolescência, a deficiência física e o amor. Uma história simples, com demonstrações de puro afeto nas relações familiares, de amizade e namoro.

Um Presente para Helen

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Gênero: Comédia

Direção: Garry Marshall

Ano: 2004

País de Origem: EUA

Sinopse: Em Nova York, Helen Harris (Kate Hudson) está fazendo o que sempre sonhou ao trabalhar em uma grande agência de modelos. Sua carreira está em ascensão, com Helen passando seus dias em desfiles de modas e as noites se divertindo nas mais badaladas discotecas. No entanto seu estilo de vida sofre uma enorme transformação ao saber que sua irmã, Lindsay Davis (Felicity Huffman), e o cunhado Paul (Sean O’Bryen) morreram e, por precaução, já tinham escolhido Helen como tutora dos seus filhos caso algo lhes acontecesse. Ela então se vê responsável pelos sobrinhos Audrey (Haden Panettiere), de 15 anos; Henry (Spencer Breslin), de 10 anos; e Sarah (Abigail Breslin), de 5 anos. Ninguém duvida que Helen é a tia mais legal da cidade, mas a grande verdade é que nada sabe sobre criar crianças. Helen logo descobrirá que suas noitadas acabaram, pois agora seu ritmo de vida é ditado pelos sobrinhos. Isto a faz tomar sérias decisões, mas o que ninguém entende é por qual razão ela foi escolhida para cuidar das crianças, pois Jenny Portman (Joan Cusack), sua outra irmã, é uma pessoa que nasceu para cuidar dos filhos.

Garry Marshall é expert em comédias românticas, vide aos ótimos “Noite de Ano Novo”, “Noiva em Fuga” e “Uma Linda Mulher”. Mas “Um Presente para Helen” é só bom, o destaque está na atuação da sempre carismática Kate Hudson e na fofura de um dos primeiros papéis de Abigail Breslin no cinema, com 8 anos! ❤

Flashdance – Em Ritmo de Embalo

476a59b8d4741a233e55fa48ff96b8a8_jpg_290x478_upscale_q90Título Original: Flashdance

Gênero: Drama / Romance / Musical

Direção: Adrian Lyne

Ano: 1983

País de Origem: EUA

Sinopse: Uma jovem (Jennifer Beals) de garra e talento não mede esforços para realizar o sonho de se tornar uma bailarina. Para tanto, durante o dia ela trabalha como operária e à noite solta seu corpo no ritmo alucinante das discotecas.

“Uauuu…enfim vou ver esse super clássico” … foi o que pensei! ¬¬ Que decepção… roteiro fraco e interpretações péssimas. “Embalos de Sábado a Noite” e “Footloose”, filmes do mesmo gênero e época, são infinitamente melhores. O que salva é a trilha sonora e a cena da dança final, ao som de “What a Feeling”, um dos hits dos anos 80.

The Lobster

the-lobster_t87733_ERSTGJr_jpg_290x478_upscale_q90Título Original: The Lobster

Gênero: Ficção / Drama

Direção: Yorgos Lanthimos

Ano: 2015

País de Origem: Grécia / Reino Unido / Irlanda / França / Holanda / EUA

Sinopse: Em um futuro próximo, uma lei proíbe que as pessoas fiquem solteiras. Qualquer homem ou mulher que não estiver em um relacionamento é preso e enviado ao Hotel, onde terá 45 dias para encontrar um(a) parceiro(a). Caso não encontrem ninguém, eles são transformados em um animal de sua preferência e soltos no meio da floresta. Neste contexto, um homem se apaixona em plena floresta – algo proibido, de acordo com o sistema.

Bizarro resume! O filme é repleto de metáforas e sarcasmo, em várias situações é possível traçar paralelos com a vida real, mas é tudo tão sem noção, tudo tão estranho que fica difícil assimilar. Me lembrou um pouco “A Vila”. Ótima atuação de Colin Farrel, ele realmente entrou no personagem e nos leva por essa história excêntrica. Quer um filme diferente? Tá aqui!

Rua Cloverfield, 10

rua-cloverfield-10_t24360_jpg-large_290x478_upscale_q90Título Original: 10 Cloverfield Lane

Gênero: Ficção / Suspense

Direção: Dan Trachtenberg

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Uma jovem (Mary Elizabeth Winstead) sofre um grave acidente de carro e acorda no porão de um desconhecido. O homem (John Goodman) diz ter salvado sua vida de um ataque químico que deixou o mundo inabitável, motivo pelo qual eles devem permanecer protegidos no local. Desconfiada da história, ela tenta descobrir um modo de se libertar — sob o risco de descobrir uma verdade muito mais perigosa do que seguir trancafiada no bunker.

Um ótimo filme de suspense, que te deixa em dúvida até o final sobre o que está acontecendo fora daquele esconderijo subterrâneo. Até que ponto podemos acreditar nas supostas loucuras de Howard (John Goodman)? Michelle (Mary Elizabeth Winstead) está a salvo ou a perigo lá dentro? Seguimos os passos dela a todo instante nesse thriller psicológico e eletrizante, tentando desvendar cada pequena pista encontrada. E o final, com toda a certeza, vai dividir opiniões. Foi bom, mas eu esperava algo diferente.

Mamãe

mommy_t87052_1_png_290x478_upscale_q90Título Original: Mommy

Gênero: Drama

Direção: Xavier Dolan

Ano: 2015

País de Origem: Canadá

Sinopse: Canadá, 2015. Diane Després (Anne Dorval) é surpreendida com a notícia de que seu filho, Steve (Antoine-Olivier Pilon), foi expulso do reformatório onde vive por ter incendiado a cafeteria local e, com isso, provocado queimaduras de terceiro grau em um garoto. Os dois voltam a morar juntos, mas Diane enfrenta dificuldades devido à hiperatividade de Steve, que muitas vezes o torna agressivo. Os dois apenas conseguem encontrar um certo equilíbrio quando a vizinha Kyla (Suzanne Clément) entra na vida de ambos.

Um filme diferente, mas dos bons! Daqueles que fazem refletir e pensar sobre a vida, sobre as atitudes diante dos problemas. Filmado em grande parte no formato 1:1 (sim, você vai ver uma imagem quadrada), causa um estranhamento inicial, mas logo nos acostumamos e percebemos o significado. E nos momentos que a tela expande é tão mágico e lindo, que transmite toda a sensação dos personagens. Um drama profundo, impactante e, ao mesmo tempo, encantador, com atuações fortes e uma impecável trilha sonora.

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Sem Spoilers: filmes de fevereiro

Os Oito Odiados

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Título Original: The Hateful Eight

Gênero: Faroeste / Drama / Suspense

Direção: Quentin Tarantino

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Durante uma nevasca, o carrasco John Ruth (Kurt Russell) está transportando uma prisioneira, a famosa Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh), que ele espera trocar por grande quantia de dinheiro. No caminho, os viajantes aceitam transportar o caçador de recompensas Marquis Warren (Samuel L. Jackson), que está de olho em outro tesouro, e o xerife Chris Mannix (Walton Goggins), prestes a ser empossado em sua cidade. Como as condições climáticas pioram, eles buscam abrigo no Armazém da Minnie, onde quatro outros desconhecidos estão abrigados. Aos poucos, os oito viajantes no local começam a descobrir os segredos sangrentos uns dos outros, levando a um inevitável confronto entre eles.

Muito além de sangue e violência, Tarantino é diversão! Uma longa introdução te coloca dentro da história, sabendo cada detalhe dos personagens. Mas muitos segredos ainda serão revelados e os flashbacks são perfeitos pra isso. Uma crítica sobre raças, classes sociais e histórias que se cruzam, reunidas num mesmo local, o armazém da Minnie que é um vulcão prestes a entrar em erupção. E nesse clima tenso e de desconfiança, o filme se desenrola com diálogos extremamente precisos, engraçados e com um elenco de primeira. Adorei!

Creed: Nascido para Lutar

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Título Original: Creed

Gênero: Drama

Direção: Ryan Coogler

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Adonis Johnson (Michael B. Jordan) nunca conheceu o pai, Apollo Creed, que faleceu antes de seu nascimento. Ainda assim, a luta está em seu sangue e ele decide entrar no mundo das competições profissionais de boxe. Após muito insistir, Adonis consegue convencer Rocky Balboa (Sylvester Stallone) a ser seu treinador e, enquanto um luta pela glória, o outro luta pela vida.

Não estava botando muita fé nesse filme e muito menos na indicação de Stallone ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, mas apesar de clichê, tem seu mérito. Mesmo não sendo fã de Rocky, o cara é lenda e o ator continua emocionando a ponto de não conseguirmos separá-lo do personagem. O roteiro e direção conseguiram resgatar elementos da saga, com a trilha, frases, métodos de treino, ao mesmo tempo que inovaram, sem parecer mais do mesmo. Um filme tenso que prende e emociona àqueles com instinto competitivo. Gostei e torci pelo Rocky, digo, Stallone! \o/

Amy

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Título Original: Amy

Gênero: Documentário

Direção: Asif Kapadia

Ano: 2015

País de Origem: EUA

Sinopse: Ainda adolescente, Amy Winehouse já demonstrava para a família o talento vocal que possuía. Aos 18 anos ela já fazia shows na Inglaterra e, com o tempo, passou a ganhar fama. O sucesso do álbum “Back to Black” a tornou uma celebridade mundial, mas também fez com que seus problemas com álcool e drogas aumentassem exponencialmente.

Recheado de fotos, depoimentos e vídeos pessoais, o documentário mostra Amy por trás dos bastidores. A menina doce e frágil que precisava de ajuda, mas ninguém conseguia ver. A fama só agravou o problema e os aproveitadores estavam sempre por perto. Tem momentos lindos e emocionantes, como o dueto com Tonny Bennet, a premiação do Grammy em 2008 e as tantas canções imortalizadas com sua belíssima e única voz. Mas a maior parte mostra a sua decadência com vídeos que não deveriam vir a público. Triste e chocante.

Divertida Mente

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Título Original: Inside Out

Gênero: Animação

Direção: Pete Docter

Ano: 2015

País de Origem: EUA

Sinopse: Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal, no estado de Minnesota, para viver em San Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. A líder deles é Alegria, que se esforça bastante para fazer com que a vida de Riley seja sempre feliz. Entretanto, uma confusão na sala de controle faz com que ela e Tristeza sejam expelidas para fora do local. Agora, elas precisam percorrer as várias ilhas existentes nos pensamentos de Riley para que possam retornar à sala de controle – e, enquanto isto não acontece, a vida da garota muda radicalmente.

Uma história muito criativa e diferente, completamente empática e, de um certo modo, verdadeira ao demonstrar como as emoções nos conduzem. É bonito, é bem feito, ganhou o Oscar de Melhor Animação, mas não me tocou tanto assim. Wall-E, Procurando Nemo, UP – Altas Aventuras e Monstros S.A., também da Pixar, são muito melhores.

Anomalisa

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Título Original: Anomalisa

Gênero: Animação

Direção: Charlie Kaufman e Duke Johnson

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Michael Stone (voz de David Thewis) é um palestrante motivacional que acaba de chegar à cidade de Connecticut. Ele segue do aeroporto direto para o hotel, onde entra em contato com um antigo caso para que possam se reencontrar. A iniciativa não dá certo, mas Michael logo se insinua para duas jovens que foram ao local justamente para ver a palestra que ele dará no dia seguinte. É quando ele conhece Lisa (voz de Jennifer Jason Leigh), por quem se apaixona.

Uma animação em stop motion muito interessante e, ao mesmo tempo, estranha, mas que faz todo o sentido. Tudo é cheio de simbologias e reflexões sobre fatos cotidianos e atuais. Um mergulho na realidade, através de bonecos. Incomum e super válido.

Ex-Machina: Instinto Artificial

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Título Original: Ex Machina

Gênero: Ficção

Direção: Alex Garland

Ano: 2015

País de Origem: Reino Unido

Sinopse: Caleb (Domhnall Gleeson), um jovem programador de computadores, ganha um concurso na empresa onde trabalha para passar uma semana na casa de Nathan Bateman (Oscar Isaac), o brilhante e recluso presidente da companhia. Após sua chegada, Caleb percebe que foi o escolhido para participar de um teste com a última criação de Nathan: Ava (Alicia Vikander), uma robô com inteligência artificial. Mas essa criatura se apresenta sofisticada e sedutora de uma forma que ninguém poderia prever, complicando a situação ao ponto que Caleb não sabe mais em quem confiar.

Uma ficção sentimental, que nos envolve na humanidade de um robô. O trio de atores conduzem o suspense e nos prendem do início ao fim. Mas o grande destaque vai para a sueca Alicia Vikander, ganhadora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “A Garota Dinamarquesa”. Ela é a robô enigmática que confunde pelo seu alto nível instintivo e de inteligência. Uma bela forma de mostrar os avanços tecnológicos e como as relações humanas estão se transformando, levantando questões que nos fazem refletir por bastante tempo. E o final é de cair o queixo! Muito bom!

O Menino e o Mundo

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Título Original: O Menino e o Mundo

Gênero: Animação

Direção: Alê Abreu

Ano: 2014

País de Origem: Brasil

Sinopse: Um garoto mora com o pai e a mãe, em uma pequena casa no campo. Diante da falta de trabalho, no entanto, o pai abandona o lar e parte para a cidade grande. Triste e desnorteado, o menino faz as malas, pega o trem e vai descobrir o novo mundo em que seu pai mora. Para a sua surpresa, a criança encontra uma sociedade marcada pela pobreza, exploração de trabalhadores e falta de perspectivas.

Completamente diferente, com traços infantis de lápis de cor, surpreende pela simplicidade e beleza em meio a tanta tecnologia das animações recentes. Um filme brasileiro, onde as falas indecifráveis feitas de traz para a frente, o torna universal e instiga o imaginário. A partir dos olhos ingênuos da criança percebemos de forma clara a crítica ao capitalismo e às desigualdades sociais, transmitindo uma mensagem bem interessante. Gostei e torci por ele no Oscar.

O Regresso

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Título Original: The Revenant

Gênero: Drama / Aventura

Direção: Alejandro Iñárritu

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: 1822. Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado por um urso, fica seriamente ferido e é abandonado à própria sorte pelo parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy), que ainda rouba seus pertences. Entretanto, mesmo com toda adversidade, Glass consegue sobreviver e inicia uma árdua jornada em busca de vingança.

Arrebatador! A história, a produção, as atuações – principalmente de Leonardo DiCaprio, que teve merecimento total do Oscar de Melhor Ator – são viscerais. O filme traz uma experiência sensorial incrível, nos sentimos naquela floresta, gelando naquela neve, com as dores físicas e psicológicas do protagonista, além de elementos que ultrapassam os limites da câmera como respingos de sangue e chuva na tela e a respiração de Glass embaçando a lente. Com uma fotografia estonteante, que também levou a estatueta, a trajetória de Hugh Glass é muito mais do que a luta de um homem pela sobrevivência, é a busca da vingança para aliviar a alma diante de tamanhas atrocidades. E o final é de tirar o fôlego. Adorei!

Sicario: Terra de Ninguém

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Título Original: Sicario

Gênero: Suspense / Policial

Direção: Denis Villeneuve

Ano: 2015

País de Origem: EUA

Sinopse: A CIA está preparando uma audaciosa operação para deter o grande líder de um cartel de drogas mexicano. Kate Macy (Emily Blunt), policial do FBI, decide participar da ação, mas logo descobre que terá de testar todos os seus limites morais e éticos nesta missão.

Não é um tema que me atrai, mas “Sicario” tem ótimas atuações, uma fotografia bem feita, suspense e ação bem dosados. Pra quem gosta da luta contra (ou junto com) o narcotráfico e a aridez mexicana, vale a pena.

Sem Spoilers: filmes de dezembro

The Wonders – O Sonho Não Acabou

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Título Original: That Think You Do!

Gênero: Comédia / Drama

Direção: Tom Hanks

Ano: 1996

País de Origem: EUA

Sinopse: Em 1964, logo após os Estados Unidos serem “tomados” pelos Beatles, surge em uma pequena cidade da Pensilvânia os Oneders, mais tarde rebatizado pelo empresário como Wonders. Porém, às vésperas de uma apresentação de calouros, o baterista do grupo quebra o braço, o que faz com que, em cima da hora, um jovem infeliz (Tom Everett Scott) que trabalhava na loja de eletrodomésticos da família seja convidado para substituí-lo. O jovem baterista, um aficionado de jazz, imprime durante a apresentação uma batida mais ritmada no que deveria ser uma balada, causando o descontentamento do vocalista e compositor do grupo (Johnathon Schaech). Mas seu instinto funcionou e a música se torna sucesso nacional, levando o grupo aos primeiros lugares da Billboard.

Esse filme estava na minha lista há tempos e a única pergunta que eu me faço é: POR QUE NÃO ASSISTI ANTES?! *.* Uma comédia musical excelente que vai te fazer dançar e cantar. E tem o incrível Tom Hanks, que além de atuar, dirigiu e escreveu o roteiro. Uma história simples, mas com um clima contagiante ao extremo. Destaque para a cena que a música da banda toca pela primeira vez na rádio. “OMG!” E apesar de “That Think You Do” ser a música principal, a trilha sonora toda merece palmas. Tem emoção, tem música boa, tem que ser visto… e revisto! ❤

Manhattan

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Título Original: Manhattan

Gênero: Comédia / Drama / Romance

Direção: Woody Allen

Ano: 1979

País de Origem: EUA

Sinopse: Um escritor de meia-idade divorciado (Woody Allen) se sente em uma situação constrangedora quando sua ex-mulher decide viver com uma amiga e publicar um livro, no qual revela assuntos muito particulares do relacionamento deles. Neste período ele está apaixonado por uma jovem de 17 anos (Mariel Hemingway), que corresponde a este amor. No entanto, ele sente-se atraído por uma pessoa mais madura, a amante do seu melhor amigo, que é casado.

Os diálogos são o ponto alto dos filmes de Woody Allen. E ele, como ator, sabe dosar comédia e drama de um jeito muito preciso. Humor crítico, melancolia e romance se misturam muito bem nesse clássico, em preto e branco, com o cenário belíssimo de Manhattan. E ainda temos Diane Keaton excelente e Meryl Streep, num papel pequeno, mas cheio de charme. É nítida a paixão do diretor por New York e este filme é uma grande homenagem à cidade, tanto pela fotografia, quanto pelas falas do personagem.

Mais Perto da Lua

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Título Original: Closer to the Moon

Gênero: Comédia / Drama

Direção: Nae Caranfil

Ano: 2015

País de Origem: Romênia / EUA

Sinopse: Romênia, 1959. Um grupo de velhos amigos da resistência da Segunda Guerra Mundial decidem fazer um grande assalto à banco, convencendo todas as suas vítimas de que estão somente gravando um filme. Todos acabam presos e condenados à morte. Mas enquanto aguardam sua execução, eles são forçados a refazer o crime para estrelarem em uma propaganda governamental.

Um caso bizarro e real, que aconteceu na Romênia no final dos anos 50, muito bem interpretado por Vera Farmiga, o grande destaque da história, Mark Strong, o líder, e Harry Lloyd, o jovem ingênuo. O humor sarcástico e crítico dão o tom à essa comédia onde a torcida é para os “bandidos”.

Sr. Holmes

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Título Original: Mr. Holmes

Gênero: Drama / Policial

Direção: Bill Condon

Ano: 2015

País de Origem: Reino Unido / EUA

Sinopse: 1947. O famoso detetive Sherlock Holmes (Ian McKellen) está com 93 anos, aposentado, vivendo em uma casa remota no litoral com sua governanta Mrs. Munro (Laura Linney) e o filho dela, o pequeno Roger (Milo Parker). Lidando com a deterioração da sua mente por causa da idade, ele continua obcecado com um caso que nunca conseguiu decifrar. Sem a companhia do seu fiel escudeiro Dr. Watson, Sherlock tentar desvendar este último mistério.

Sherlock Holmes todo mundo conhece! Da literatura, do cinema, da TV… São muitos os casos desvendados pelo detetive britânico criado por Arthur Conan Doyle em 1887 e publicado em uma revista, que no ano seguinte virou o livro “Um Estudo Em Vermelho”. “Mr. Holmes” tem um foco completamente diferente de todas as histórias, após uma vida de trabalho e fama, idoso e com problemas de saúde, mas sem nunca perder as habilidades investigativas, a visão aguçada e as deduções. Essa é a essência do personagem que não pode morrer jamais e Ian McKellen responde de forma fantástica. Porém, a falta de um caso investigativo marcante, deixa o filme muito leve e, por vezes, monótono.

Terceira Pessoa

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Título Original: Third person

Gênero: Drama / Romance

Direção: Paul Haggis

Ano: 2015

País de Origem: Reino Unido / EUA / Alemanha / Bélgica

Sinopse: O filme conta três histórias de amor diferentes: Michael (Liam Neeson) é um escritor veterano, que acaba de romper com a esposa (Kim Basinger) e viaja a Paris, buscando novas histórias. Ele encontra na aspirante a escritora Anna (Olivia Wilde) uma amante e uma inspiração, devido ao passado sombrio da garota. O empresário Scott (Adrien Brody) está passeando por Roma, quando conhece a misteriosa cigana Monica (Moran Atias) e simpatiza com sua perigosa busca para reencontrar a filha pequena. Julia (Mila Kunis) é uma jovem mãe, traumatizada após perder a guarda do filho para o ex-marido famoso (James Franco), e conta com a ajuda da advogada Theresa (Maria Bello) nesta batalha judicial.

Histórias independentes que se cruzam já são contadas há tempos no cinema, mas sempre despertam curiosidade e instigam a juntar as peças do quebra-cabeça. Nesse caso, relacionamentos difíceis são retratados de forma bastante dramática e com boas cenas e atuações. Destaque para Liam Neeson, num papel bem diferente do que costuma fazer.

Tangerines

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Título Original: Mandariinid

Gênero: Drama / Romance

Direção: Zaza Urushadze

Ano: 2015

País de Origem: Estônia / Geórgia

Sinopse: Guerra na Abcásia, 1992. A comunidade quer se tornar independente da Geórgia. Quase todos os habitantes já deixaram a aldeia, com exceção de dois homens. Margus permanece pois tem uma plantação de tangerinas. Ivo foi forçado a ficar. Porém, eles têm opiniões divergentes e estão em lados opostos na guerra. Eles terão que lidar com essa guerra pessoal.

Que filme maravilhoso!!! Daqueles que se entra na história, fica amiga dos personagens e torce por eles. Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2015, o longa retrata de forma simples, mas profunda e convincente, o ser humano, seus conflitos, diferenças e, acima de tudo, o amor ao próximo. Emocionante, surpreendente e nos deixa com aquela pontinha de otimismo no final e com um sorriso bobo no rosto, sem ser clichê. Adorei! Super recomendo! *-*

Até a Eternidade

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Título Original: Les Petits Mouchoirs

Gênero: Drama / Comédia

Direção: Guillaume Canet

Ano: 2012

País de Origem: França

Sinopse: Um acidente quase fatal leva um amigo a ir parar em um hospital, enquanto que o resto de grupo viaja em suas férias anuais. Os segredos e a cobiça de cada um dos envolvidos ameaça romper o grupo de amigos no meio. Terceiro longa-metragem do diretor Guillaume Canet.

 

Filme francês, com Marion Cotillard e François Cluzet, é pedida certa! Verdades e mentiras envolvem esse grupo de amigos, que costuma viajar anualmente, mas estas férias serão diferentes, transformando a todos. Um drama sério, com boas sacadas de humor e ótimo elenco, deixam o filme fácil de assistir. Cada detalhe é levado em consideração, conhecemos bem a vida de cada personagem, o que torna a trama um pouco longa (2h34min), mas não cansativa. Envolvente e com final emocionante!

Rain Man

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Título Original: Rain Man

Gênero: Drama / Comédia

Direção: Barry Levinson

Ano: 1989

País de Origem: EUA

Sinopse: Charlie (Tom Cruise), um jovem yuppie, fica sabendo que seu pai faleceu. Eles nunca se deram bem e não se viam há vários anos, mas ele vai ao enterro e ao cuidar do testamento descobre que herdou um Buick 1949 e algumas roseiras premiadas, enquanto um “beneficiário” tinha herdado três milhões de dólares. Curioso em saber quem herdou a fortuna, ele descobre que foi seu irmão Raymond (Dustin Hoffman), cuja existência ele desconhecia. Autista, Raymond é capaz de calcular problemas matemáticos com grande velocidade e precisão. Charlie sequestra o irmão da instituição onde ele está internado para levá-lo para Los Angeles e exigir metade do dinheiro, nem que para isto tenha que ir aos tribunais. É durante uma viagem cheia de pequenos imprevistos que os dois entenderão o significado de serem irmãos.

Revi esse clássico depois de muuuuuito tempo. Uma obra singela, inteligente e emocionante. Dustin Hoffman faz um papel incrível, um personagem complexo e cheio de detalhes. Um tema delicado, mas que foi abordado de forma sensível e bem humorada, deixando tudo mais leve. Um exemplo de como o amor pode transformar vidas apesar das diferenças.

Lila & Eve

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Título Original: Lila & Eve

Gênero: Drama / Suspense

Direção: Charles Stone III

Ano: 2015

País de Origem: EUA

Sinopse: O filho de Lila (Viola Davis) foi assassinado em um tiroteio. Quando ela começa a frequentar um grupo de apoio, conhece Eve (Jennifer Lopez), que também perdeu a filha. Como Lila segue insatisfeita com os resultados dos trabalhos da polícia, Eve a aconselha a procurar justiça com as próprias mãos. As duas embarcam em uma jornada de vingança, que acabará por afetar a recuperação das duas.

Uma boa história, surpreendente, com boa atuação da JLo, mas é Viola Davis que carrega o filme. Por ela, valeu!

 Margarita Com Canudinho

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Título Original: Margarita, with a Straw

Gênero: Drama

Direção: Shonali Bose

Ano: 2015

País de Origem: Índia

Sinopse: Laila (Kalki Koechelin) é uma moça indiana que tem paralisia cerebral e anda de cadeira de rodas. Ela é uma aspirante a escritora, que sonha em ser independente. Ao lado de sua mãe (Revathy), ela deixa sua casa na Índia para estudar na Universidade de Nova York, onde aproveita a oportunidade para exercitar sua rebeldia. Só que seu maior desejo é ser amada. Depois de ter namorado um rapaz em Delhi, que a rejeitou, Laila perdeu a fé no amor, mas ao chegar em Manhattan, conhece uma jovem ativista (Sayani Gupta) por quem se apaixona e as duas embarcam em uma jornada de descobertas sexuais e amorosas.

Fiquei cho-ca-da com a atuação de Kalki Koechelin. Não dá pra acreditar que ela não tem paralisia! Um filme indiano lindo e emocionante sobre descoberta, preconceito e choque cultural. Uma incrível jornada, em uma cadeira de rodas, mostrando que podemos realizar nossos sonhos apesar de todas as dificuldades. Adorei!

Um Senhor Estagiário

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Título Original: The Intern

Gênero: Comédia

Direção: Nancy Meyers

Ano: 2015

País de Origem: EUA

Sinopse: Jules Ostin (Anne Hathaway) é a criadora de um bem-sucedido site de venda de roupas que, apesar de ter apenas 18 meses, já tem mais de duas centenas de funcionários. Ela leva uma vida bastante atarefada, devido às exigências do cargo e ao fato de gostar de manter contato com o público. Quando sua empresa inicia um projeto de contratar idosos como estagiários, em uma tentativa de colocá-los de volta à ativa, cabe a ela trabalhar com o viúvo Ben Whittaker (Robert De Niro). Aos 70 anos, Ben leva uma vida monótona e vê o estágio como uma oportunidade de se reinventar. Por mais que enfrente o inevitável choque de gerações, logo ele conquista os colegas de trabalho e se aproxima cada vez mais de Jules, que passa a vê-lo como um amigo.

Uma ótima comédia, com excelentes atores, pra se divertir e se emocionar! Nancy Meyers sabe muito bem como conduzir o gênero, sem besteirol. É dela também “Alguém Tem Que Ceder”, “Do Que as Mulheres Gostam”, “Simplesmente Complicado” e “O Amor Não Tira Férias”, todos muito bons e com grande elenco.  Uma história sobre conflitos de gerações um pouco clichê, mas com muito charme.

Perdido em Marte

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Título Original: The Martian

Gênero: Ficção

Direção: Ridley Scott

Ano: 2015

País de Origem: EUA

Sinopse: O astronauta Mark Watney (Matt Damon) é enviado a uma missão em Marte. Após uma severa tempestade ele é dado como morto, abandonado pelos colegas e acorda sozinho no misterioso planeta com escassos suprimentos, sem saber como reencontrar os companheiros ou retornar à Terra.

Adaptação do livro de Andy Weir, “Perdido em Marte” é uma ficção muito bem produzida, sem forçação de barra, quase tudo que acontece é possível, inclusive a NASA prestou assessoria para deixar tudo verossímil. E muito desse realismo se deve ao brilhantismo de Matt Damon, que em grande parte da história está sozinho, praticamente contracenando com o expectador. Uma história angustiante, mas com muito otimismo, bom humor e referências à cultura pop. Adorei!

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