Sem Spoilers: filmes de outubro

 Curtindo a Vida Adoidado

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Título Original: Ferris Bueller’s Day Off

Gênero: Comédia

Direção: John Hughes

Ano: 1986

País de Origem: EUA

Sinopse: No último semestre do curso do colégio, Ferris Bueller (Matthew Broderick) sente um incontrolável desejo de matar a aula e planeja um grande programa na cidade com sua namorada (Mia Sara), seu melhor amigo (Alan Ruck) e uma Ferrari. Só que para poder realizar seu desejo ele precisa escapar do diretor do colégio (Jeffrey Jones) e de sua irmã (Jennifer Grey).

Um clássico da sessão da tarde e na minha lista interminável de “preciso assistir”! Como já falei outras vezes, filmes vistos na infância se tornam parte da vida e, quando revistos, só trazem boas lembranças. Já esses mesmos filmes vistos pela primeira vez agora, já não causam tanto impacto, mas Curtindo a Vida Adoidado me envolveu nessa atmosfera de ingenuidade e aventura que era faltar aula e passear por aí! (eu sempre fui muito CDF, mas me convenciam a fazer isso! ;)) Uma boa história sobre a rebeldia adolescente dos anos 80, cheia de bom humor e com uma ótima trilha sonora.

O Círculo

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Título Original: The Circle

Gênero: Drama / Suspense / Ficção

Direção: James Ponsoldt

Ano: 2017

País de Origem: EUA / Emirados Árabes

Sinopse: The Circle é uma das empresas mais poderosas do planeta. Atuando no ramo da Internet, é responsável por conectar os e-mails dos usuários com suas atividades diárias, suas compras e outros detalhes de suas vidas privadas. Ao ser contratada, Mae Holland (Emma Watson) fica muito empolgada com possibilidade de estar perto das pessoas mais poderosas do mundo, mas logo ela percebe que seu papel lá dentro é muito diferente do que imaginava.

“Isso é muito Black Mirror.” O famoso meme gerado pela ótima série Black Mirror cabe aqui para definir O Círculo, apesar da superficialidade do filme. Além disso, estava empolgada para ver o Tom Hanks \o/, mas como ele tem uma participação pequena, ficou abaixo das minhas expectativas. A história de um futuro não muito distante prende e traz uma importante lição sobre a internet, as redes sociais e o quanto as pessoas estão presas nesse mundo virtual.

Os Últimos na Terra

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Título Original: Z for Zachariah

Gênero: Drama / Suspense / Ficção

Direção: Craig Zobel

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Ann Burden (Margot Robbie) sobrevive a uma guerra nuclear em uma pequena cidade norte-americana. Ela acredita ser a única humana na Terra, até encontrar um cientista procurando por sobreviventes. A relação entre eles fica frágil quando entra em cena outro sobrevivente e os dois homens passam a lutar pelo afeto de Ann.

Três ótimos personagens, interpretados por Margot Robbie, Chiwetel Ejiofor e Chris Pine, últimos sobreviventes na Terra e um clima super tenso entre eles. O contexto é sombrio, o trio é completamente estranho um ao outro e nunca se sabe o que realmente querem. A história traça um paralelo com o início da humanidade, pelo ponto de vista religioso: o paraíso inabitado, Adão e Eva, a tentação. Um filme simples, um pouco lento, mas muito bem aproveitado e faz uma ótima reflexão sobre a essência humana e os instintos primitivos.

Um Grito no Escuro

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Título Original: Evil Angels

Gênero: Drama

Direção: Fred Schepisi

Ano: 1988

País de Origem: EUA / Austrália

Sinopse: No ano de 1980, no estado australiano de Queensland, um desaparecimento de um bebê choca a sociedade. Enquanto seus pais, que são da igreja adventista, estão acampando, uma espécie de cão selvagem leva o bebê embora. Com isso uma busca é iniciada, junto com outras pessoas que também estavam no acampamento, mas o corpo da criança nunca mais é achado. A intolerância religiosa e o estranhamento a alguns costumes dos adventistas faz com que a mídia crie diversos mitos em torno do que realmente aconteceu no dia do desaparecimento, e os pais acabam culpados por assassinato. Lyndi Chamberlain (Meryl Streep) e seu marido Michael Chamberlain (Sam Neill) terão que provar que são inocentes, mesmo todos estando contra eles.

Baseado numa história real, o filme é chocante de diversas formas: pela tragédia, pelo preconceito religioso, pela imprensa sensacionalista e pela condenação sem provas conclusivas. As atuações de Sam Neil e, principalmente, Meryl Streep são impecáveis. Ela inclusive recebeu uma indicação ao Oscar por esse papel. Um filme intenso e que nos faz pensar nas nossas próprias atitudes, no quanto julgamos os outros, sem conhecer.

360

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Título Original: 360

Gênero: Drama / Romance

Direção: Fernando Meirelles

Ano: 2012

País de Origem: Reino Unido / Áustria / Brasil / França

Sinopse: Inspirado em “La Ronde”, clássica peça de Arthur Schnitzler, 360 é uma reunião de histórias dinâmicas e modernas, passadas em diversas partes do mundo. Laura (Maria Flor) é uma mulher que deixou a vida na terra natal para tentar a sorte em Londres ao lado do namorado Rui (Juliano Cazarré). Ao descobrir que o parceiro está tendo um caso com Rose (Rachel Weisz), ela decide voltar para o Brasil. Na volta pra casa, ela conhece um simpático senhor (Anthony Hopkins) e Tyler (Ben Foster), duas pessoas em momentos difíceis em suas vidas. Num outro lado da história, Mirka (Lucia Siposová) é uma jovem tcheca que começa a trabalhar como prostituta para juntar dinheiro. Ao mesmo tempo, lida com a desaprovação da irmã Anna (Gabriela Marcinkova). O primeiro cliente de Mirka é Michael (Jude Law), que por sua vez é casado com Rose.

Um filme simples, mas muito bem entrelaçado, reunindo histórias de amor, traição, raiva, amizade e diversos relacionamentos em várias partes do mundo e entre pessoas de diferentes gerações e nacionalidades. As tramas se cruzam em diversos momentos, mas nunca perdem a sua individualidade. Com ótimos atores e um roteiro envolvente, 360 mostra a vida como ela é, que as nossas escolhas nos moldam e que estamos em constante movimento. Muito bom!

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Sem Spoilers: filmes de agosto

Beleza Oculta

 

599032Título Original: Collateral Beauty

Gênero: Drama

Direção: David Frankel

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Após uma tragédia pessoal, Howard (Will Smith) entra em depressão e passa a escrever cartas para a Morte, o Tempo e o Amor – algo que preocupa seus amigos. Mas o que parece impossível, se torna realidade quando essas três partes do universo decidem responder. Morte (Helen Mirren), Tempo (Jacob Latimore) e Amor (Keira Knightley) vão tentar ensinar o valor da vida para o protagonista.

Quer ver um filme emocionante? É esse! Danem-se as críticas, essa história vai te tocar de forma única e vai arrancar lágrimas até dos mais duros. (Tenho provas! kkkkk) Com um elenco de peso, a trama vai se desenrolando cheia de surpresas e, quando você  achar que já chorou o suficiente, vem outra reviravolta ainda mais comovente! Uma ótima reflexão sobre a morte, o tempo e o amor. ♥

Loving

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Título Original: Loving

Gênero: Drama / Romance

Direção: Jeff Nichols

Ano: 2016

País de Origem: EUA / Reino Unido

Sinopse: Richard (Joel Edgerton) e Mildred Loving (Ruth Negga), um casal inter-racial, são presos em junho de 1958 por terem se casado. Jogados na prisão e exilados do estado onde viviam, eles lutam pelo matrimônio e pelo direito de voltar para casa como uma família.

O racismo já foi abordado de diferentes formas no cinema, mas em Loving o discurso é diferente. Aliás, não há discurso, apenas uma relação de amor linda e delicada entre duas pessoas que só querem ficar juntas e formar uma família. Baseado numa história real, faz uma ótima crítica ao preconceito, tão injusto e revoltante da época. Um filme socialmente necessário, que mostra que, infelizmente, esse tipo de julgamento ainda persiste nos dias de hoje, mesmo que de forma diferente.

Rei Arthur – A Lenda da Espada

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Título Original: King Arthur: Legend of the Sword

Gênero: Ação / Aventura / Fantasia

Direção: Guy Ritchie

Ano: 2016

País de Origem: EUA / Reino Unido / Austrália

Sinopse: Arthur (Charlie Hunnam) é um jovem das ruas que controla os becos de Londonium e desconhece sua predestinação até o momento em que entra em contato pela primeira vez com a Excalibur. Desafiado pela espada, ele precisa tomar difíceis decisões, enfrentar seus demônios e aprender a dominar o poder que possui para conseguir, enfim, unir seu povo e partir para a luta contra o tirano Vortigern, que destruiu sua família.

O diferentão ame ou odeie Guy Ritchie traz uma versão moderna da lenda de Excalibur. Charlie Hunnam encara perfeitamente esse novo Arthur e conduz a história com muita ação, excelente humor e idas e vindas no tempo com cortes rápidos e precisos, sem dar tempo de respirar. Impossível desassociá-lo de Jax Teller, personagem tão famoso da série Sons Of Anarchy, mas o papel desse rei diferenciado caiu como uma luva. Com ótimos diálogos, boa ação e efeitos especiais (só um pouquinho de fantasia além do meu gosto) Rei Arthur – A Lenda da Espada é um excelente entretenimento, com uma trilha sonora estilo medieval super pertinente. Adorei!

Mulher Maravilha

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Título Original: Wonder Woman

Gênero: Ação / Aventura / Fantasia

Direção: Patty Jenkis

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

A repercussão desse filme foi grande e continua dando o que falar, com razão! Mulher Maravilha é divertidíssimo e passa uma mensagem incrível de força feminina, determinação e de que o amor pode sim vencer. Todos temos o bem e o mal dentro da gente, cabe a nós decidir o que vai prevalecer e pelo que vamos lutar! Gal Gadot interpreta com veracidade essa heroína ingênua e determinada a mudar o mundo. Nos vemos nela. E sua interação com Chris Pine só traz benefícios ao longa, com diálogos cheios de humor e intensidade. Adorei!

The Belko Experiment

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Título Original: The Belko Experiment

Gênero: Suspense / Ação

Direção: Greg McLean

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Tudo corria bem nas Indústrias Belko, mais um dia normal de trabalho. No entanto, tudo muda repentinamente para os funcionários da empresa quando eles descobrem que, na verdade, são cobaias humanas e que terão que seguir as ordens de uma misteriosa voz, que se anuncia apenas através dos alto-falantes instalados no prédio, mesmo que isso signifique matar os colegas de trabalho para sobreviver.

Um experimento psicológico que vai te levar à tensão extrema, junto com os personagens. As situações são intensas e todos vão se dando conta que, o que parecia ser inicialmente uma brincadeira, é algo completamente sério e precisam lutar pela sobrevivência, nem que isso implique em matar. Não é o tipo de filme que eu escolheria assistir, mas a presença de Tony Goldwyn (o presidente Fitzgerald da série Scandal e o amigo da onça Carl de Ghost: Do Outro Lado da Vida) me chamou a atenção e não me decepcionei. Um filme ousado, pouco divulgado, mas que traz uma reflexão interessante do que o ser humano é capaz, fazendo uma analogia com esse mundo corporativo tão competitivo, onde quem vence é o melhor, independente das circunstâncias, mesmo passando por cima das pessoas.

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Sem Spoilers: filmes de julho

Rainbow

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Título Original: Dhanak

Gênero: Drama

Direção: Nagesh Kukunoor

Ano: 2015

País de Origem: Índia

Sinopse: Em Rajasthan na Índia, Pari (Hetal Gada), uma menina de 10 anos, e Chotu (Krrish Chhabria), seu irmão de 8 anos, moram em uma vila perto das dunas de areia. Eles perderam os pais em um acidente e moram com os tios. Chotu é cego, mas lida bem com a situação, enquanto Pari é os olhos dele, sua guia e melhor amiga. Ainda inocentes, Pari promete a Chotu que ao completar 9 anos ele irá enxergar e, ao ver um cartaz de doação de olhos, ela acredita que encontrará alguém que possa ajudá-la.

Excelente! Diferentes culturas (da nossa e dos EUA) sempre trazem reflexões e aprendizados interessantíssimos e, nesse caso, uma lição de simplicidade, esperança e fraternidade. A cativante história dos irmãos Pari e Chotu nos leva por uma road trip leve e otimista, em meio a dificuldades tão distantes da nossa realidade. Muita música indiana, bom humor, companheirismo e amor pelo cinema. Apaixonante! Super recomendo!

A Incrível Jornada de Jacqueline

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Título Original: La Vache

Gênero: Comédia

Direção: Mohamed Hamidi

Ano: 2016

País de Origem: França

Sinopse: Fatah, um pequeno fazendeiro argelino, só tem olhos para sua vaca Jacqueline, que ele sonha em ver na grande feira de Agricultura, realizada em Paris. Determinado a levar a vaca até lá, ele a carrega consigo e cruza a França à pé, após pegar um barco para Marselha. No caminho, Fatah e Jacqueline vivem uma jornada cheia de surpresas e aventuras.

Divertido, simples e com uma ingenuidade tocante. A Incrível Jornada de Jacqueline e Fatah é cheia de aventura, bom humor e diálogos críticos que te fazem pensar. Há muita força de vontade, esperança e carisma no protagonista. Apesar de alguns clichês, é uma comédia encantadora que valoriza sentimentos essenciais e pouco usuais atualmente, como a tolerância, a solidariedade e a amizade.

Mulheres do Século 20

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Título Original: 20th Century Women

Gênero: Drama / Comédia

Direção: Mike Mills

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Na Califórnia dos anos 70, uma mãe (Annette Bening) tenta cuidar de sua família da melhor forma possível enquanto também procura respostas para as vidas de suas duas jovens amigas – uma fotógrafa aficcionada pela cultura punk (Greta Gerwig), e uma amiga de seu filho (Elle Fanning).

Três gerações de mulheres se encontram na trama principal desse filme: Dorothea (Anette Bening) com 55 anos, Abbie (Greta Gerwig) perto dos 30 e Julie (Elle Fanning) com 17 anos. É final dos anos 70, o feminismo está no auge, mas a história vai muito além disso, falando sobre a relação de mãe e filho, educação e amadurecimento. Com uma forma diferente de contar, explorando cada personagem, sua idade e contextualizando com o ano de nascimento, somos inseridos no mundo de cada um deles e nos envolvendo de forma única. Sem nada de extraordinário, mas com uma profundidade e força incrível, e embalado por uma trilha sonora espetacular. Uma homenagem a todas as mulheres e mães. Adorei!

A Morte lhe Cai Bem

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Título Original: Death Becomes Her

Gênero: Comédia / Fantasia

Direção: Robert Zemeckis

Ano: 1992

País de Origem: EUA

Sinopse: Uma famosa atriz egocêntrica (Meryl Streep) rouba de uma aspirante a escritora (Goldie Hawn) o noivo (Bruce Willis), um famoso cirurgião plástico. A noiva rejeitada se torna extremamente complexada e gorda, mas após 14 anos ela lança o livro “Eternamente Jovem” e, na noite de autógrafos, está mais linda do que nunca. Despertando a atenção de todos, principalmente da atriz que, sentindo-se cada dia mais velha, acaba indo se consultar com uma mulher sensual, bela e misteriosa (Isabella Rossellini), que tem uma poção da juventude que proporciona resultados inimagináveis. Ao bebê-la, ela fica jovem outra vez e descobre que sua rival também é cliente da feiticeira. Inicialmente elas começam a brigar pelo médico, mas logo as duas estão preocupadas e, de certa forma, unidas contra um terrível efeito colateral.

Uma comédia divertida, com muita fantasia, mas que consegue refletir sobre um tema atemporal: a eterna busca pela juventude. Meryl Streep, premiada e reconhecida por seus papéis dramáticos, está ótima como comediante. E, logo no início do filme, faz uma apresentação musical, cantando e dançando espetacularmente. Uma atriz completa! #soufã *-* Bruce Willis também tem destaque, num papel extremamente cômico e ingênuo. Um ótimo entretenimento com efeitos visuais inovadores que, na época, renderem um Oscar ao filme.

O Mínimo para Viver

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Título Original: To The Bone

Gênero: Drama

Direção: Marti Noxon

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Uma jovem (Lily Collins) está lidando com um problema que afeta muitos jovens no mundo: a anorexia. Sem perspectivas de se livrar da doença e ter uma vida feliz e saudável, a moça passa os dias sem esperança. Porém, quando ela encontra um médico (Keanu Reeves) não convencional que a desafia a enfrentar sua condição e abraçar a vida, tudo pode mudar.

Um filme bom, sem nada surpreendente, mas que passa muito bem a mensagem sobre anorexia. O grande destaque vai para a atuação da protagonista, Lily Collins, que entrou no personagem, emagreceu e reviveu os medos e desafios desse distúrbio, que já havia sofrido na adolescência. Mesmo sem muita profundidade, é um tema interessante e necessário, que foi tratado de forma bem realista.

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Sem Spoilers: filmes de maio

A Garota no Trem

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Título Original: The Girl on the Train

Gênero: Suspense

Direção: Tate Taylor

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Rachel (Emily Blunt), uma alcoólatra desempregada e deprimida, sofre pelo seu divórcio recente. Todas as manhãs ela viaja de trem de Ashbury a Londres, fantasiando sobre a vida de um jovem casal que vigia pela janela. Certo dia ela testemunha uma cena chocante e mais tarde descobre que a mulher está desaparecida. Inquieta, Rachel recorre a polícia e se vê completamente envolvida no mistério.

Baseado no best seller de mesmo nome, A Garota no Trem é instigante e suas personagens femininas muito bem construídas. Com ótimo roteiro e atuações complexas, focando no lado psicológico, ficamos o tempo todo na dúvida do que realmente aconteceu. E o final é surpreendente!  Lembra muito Garota Exemplar – o estilo de narrativa, o clima “frio”, personagens femininas em destaque, reviravoltas – , mas fica abaixo deste.

Cinquenta Tons Mais Escuros

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Título Original: Fifty Shades Darker

Gênero: Romance / Drama

Direção: James Foley

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Incomodada com os hábitos e atitudes de Christian Grey (Jamie Dornan), Anastasia (Dakota Johnson) decide terminar o relacionamento e focar no desenvolvimento de sua carreira. Ele, no entanto, não desiste tão fácil e fica sempre ao seu encalço, insistindo que aceita as regras dela. Tal cortejo acaba funcionando e ela reinicia o relacionamento com o jovem milionário, sendo que, aos poucos, passa a compreender melhor os jogos sexuais que ele tanto aprecia.

O segundo filme da trilogia é mais denso e com mais suspense que o anterior. O foco agora são os traumas de Grey e sua “descida do pedestal”, implorando pelo amor de Ana, coisa que ele jamais pensaria fazer antes de se apaixonar por ela. O roteiro foi muito bem adaptado do livro, os protagonistas foram competentes na evolução dos seus personagens e a ótima trilha sonora deu aquele toque especial.

Aliados

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Título Original: Allied

Gênero: Romance / Suspense

Direção: Robert Zemeckis

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Em uma missão para eliminar um embaixador nazista em Casablanca, no Marrocos, os espiões Max Vatan (Brad Pitt) e Marianne Beausejour (Marion Cotillard) se apaixonam perdidamente e decidem se casar. Os problemas começam anos depois, com suspeitas sobre uma conexão entre Marianne e os alemães. Intrigado, Max decide investigar o passado da companheira e os dias de felicidade do casal vão por água abaixo.

Um romance de época, em meio à Segunda Guerra, com um casal de protagonistas espiões impecável: Marion Cottilard e Brad Pitt! O roteiro não tem grandes surpresas, mas as atuações e o figurino ganham destaque. O mistério da personagem de Cotillard ser ou não uma informante se sustenta até o surpreendente e emocionante final. Gostei e recomendo!

Silêncio

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Título Original: Silence

Gênero: Drama

Direção: Martin Scorsese

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Século XVII. Dois padres jesuítas portugueses, Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garupe (Adam Driver), viajam até o Japão em uma época onde o catolicismo foi banido. À procura do mentor deles, padre Ferreira (Liam Neeson) os jesuítas enfrentam a violência e perseguição de um governo que deseja expurgar todas as influências externas.

Um bom filme sobre fé, perseverança e perseguição. Um trabalho impactante de Scorsese, com ótimas atuações – destaque para Andrew Garfield, que já havia chamado a minha atenção em Até o Último Homem . Os diálogos levantam diversas questões interessantes sobre religião, mas acaba sendo cansativo e longo demais.

A Vida Secreta das Abelhas

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Título Original: The Secret Life Of Bees

Gênero: Drama / Comédia

Direção: Gina Prince-Bythewood

Ano: 2009

País de Origem: EUA

Sinopse: Carolina do Sul, 1964. Lily Owens (Dakota Fanning) é uma garota de 14 anos atormentada pelas poucas lembranças que tem da mãe falecida em um trágico acidente causado por ela. Decidida a fugir da solidão e do relacionamento complicado com o pai, T. Ray (Paul Bettany), Lily foge de casa com sua empregada Rosaleen (Jennifer Hudson) e segue a única pista que pode levar ao passado de sua mãe numa pequena cidade do interior. Lá ela conhece August (Queen Latifah), a mais velha das irmãs Boatwright, dona de um tradicional apiário da cidade e que também conhece alguns segredos do passado de sua mãe.

A verdade é só metade do caminho. O que importa é o que você vai fazer com ela“.

Adoro a Dakota Fanning, desde Uma Lição De Amor , quando ela fez um papel brilhante com apenas 7 anos de idade. Em A Vida Secreta das Abelhas ela interpreta uma adolescente com uma carga dramática muito forte e passa uma veracidade incrível! Um filme leve, sobre temas pesados como violência doméstica, racismo e rejeição familiar. Lindo e emocionante. Adorei!

A Cabana

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Título Original: The Shack

Gênero: Drama

Direção: Stuart Hazeldine

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Um homem vive atormentado após perder a sua filha mais nova, cujo corpo nunca foi encontrado, mas sinais de que ela teria sido violentada e assassinada são encontrados em uma cabana nas montanhas. Anos depois da tragédia, ele recebe um chamado misterioso para retornar a esse local, onde ele vai receber uma lição de vida.

Prepare-se para chorar. Muito!!! Baseado no best seller homônimo, de William P. Young, o filme foi muito bem adaptado e é fiel ao livro. A história te faz refletir sobre muitas coisas, mas principalmente sobre o perdão. De forma lúdica, a trama vai se desenrolando e te envolvendo a ponto de você não saber se tudo aquilo é real ou só imaginação do protagonista. E a resposta depende da interpretação de cada um. Algumas cenas foram um pouco exageradas e, o principal ponto negativo pra mim, foi a escolha do ator, o inexpressivo Sam Worthington. Mas Octavia Spencer toma conta da maioria das cenas e dá um show!

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Sem Spoilers: filmes de agosto

Legião

a7487f93a7d85c5edc577696acb6ed09_1_jpg_290x478_upscale_q90Título Original: Legion

Gênero: Suspense

Direção: Scott Charles Stewart

Ano: 2010

País de Origem: EUA

Sinopse: Deus perdeu a fé na humanidade e enviou o anjo Michael (Paul Bettany), juntamente com uma legião de anjos, para dar início ao apocalipse. Entretanto, ao chegar Michael resolve se opor às ordens recebidas e proteger os humanos. O palco da batalha será no interior dos Estados Unidos, onde fica uma lanchonete gerenciada por Bob Hanson (Dennis Quaid) e seu filho Jeep (Lucas Black). Juntamente com Charlie (Adrianne Palicki), uma garçonete grávida, e Percy Walker (Charles S. Dutton), eles precisam encontrar um meio para sobreviver aos anjos que desejam exterminá-los a todo custo.

Não me perguntem por que assisti esse filme, já que há tempos eu evito o gênero terror (pra mim, o suspense indicado aí em cima está bem pesado… O.O). Claro que não assisti sozinha e, apesar do medo, gostei! Tem boas atuações, ótima fotografia e uma história sobrenatural, mas cheia de verdades.

Estão Todos Bem

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Título Original: Everybody’s Fine

Gênero: Comédia / Drama

Direção: Kirk Jones

Ano: 2010

País de Origem: EUA / Itália

Sinopse: Frank Goode (Robert De Niro) sempre trabalhou em uma fábrica de cabos telefônicos, dedicando sua vida a sustentar a família. Aposentado e viúvo há oito meses, ele aguarda a vinda dos quatro filhos – David (Austin Lysy), Robert (Sam Rockwell), Rosie (Drew Barrymore) e Amy (Kate Beckinsale) -, espalhados em várias cidades, para um churrasco em família. Entretanto, de última hora eles desmarcam o compromisso. Querendo vê-los, Frank desobedece a recomendação de seu médico e decide visitá-los em suas casas. É quando descobre que há algo de errado em suas vidas.

A difícil relação de pais e filhos é o tema central dessa emocionante história. O pai, que não era tão próximo aos filhos, tinha na esposa esse elo da relação. Mas agora que ela se foi, como atravessar esse abismo? E por causa dessa distância, aparentemente “estão todos bem”, mas é só se aproximar pra ver que não é bem assim. Robert De Niro dá um show, como sempre, com um personagem verossímil e com uma sensibilidade real nos diálogos.  Aliás, toda a história é muito realista, nos identificamos demais. Super recomendo!

Sete Vidas

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Título Original: Seven Pounds

Gênero: Drama

Direção: Gabriele Muccino

Ano: 2008

País de Origem: EUA

Sinopse: Ben Thomas (Will Smith) é um agente do imposto de renda que possui um segredo trágico. Por conta disso, ele é um homem que tem um grande sentimento de culpa, o que faz com que salve as vidas de completos desconhecidos. Porém, tudo muda quando ele conhece Emily Posa (Rosario Dawnson), pela primeira vez é Ben quem tem a chance de ser salvo.

Filme denso, com muitas peças de um grande quebra-cabeça pra encaixar, que aos poucos vão sendo apresentadas. Nada é óbvio, mas com idas e vindas no tempo, vamos montando a trama. Com um roteiro inteligente e atuações emocionantes, a história sobre bondade e redenção traz uma linda lição de vida. Assistam e se preparem pra chorar.

Memórias Secretas

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Título Original: Remember

Gênero: Drama

Direção: Atom Egoyan

Ano: 2015

País de Origem: Canadá

Sinopse: Aos 80 anos, Zev (Christopher Plummer) aceita uma missão incumbida pelo seu colega de asilo, Max Zucker (Martin Landau): deixar o local em que vive em busca de um antigo guarda nazista. Seu objetivo é, mesmo após tantas décadas, puni-lo pelo assassinato de sua família durante a Segunda Guerra Mundial. Só que, ao longo da jornada, Zev precisa lidar com falhas de memória causadas pela idade avançada.

Um drama muito bem amarrado, que retrata um pouco da história de Auschwitz, mas o foco está na delicada eimplacável jornada de Zev, brilhantemente interpretado por Christopher Plummer. Em busca de vingança e da própria memória, o protagonista enfrenta adversidades, comete alguns erros e encara uma reviravolta incrível no final, completamente surpreendente. Muito bom!

E.T. – O Extraterrestre

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Título Original: E.T. The Extra-Terrestrial

Gênero: Ficção / Aventura

Direção: Steven Spielberg

Ano: 1982

País de Origem: Canadá

Sinopse: Um garoto faz amizade com um ser de outro planeta, que ficou sozinho na Terra, protegendo-o de todas as formas para evitar que ele seja capturado e transformado em cobaia. Gradativamente, surge entre os dois uma forte amizade.

Não lembro se já tinha assistido por completo esse filme na infância, mas relembrei de poucas cenas. Super clássico dos anos 80, E.T. entrou pra história do cinema e encantou (e ainda encanta!) muitas gerações. Um filme atemporal e completamente inovador pra época, conta a história de uma amizade mágica e fascinante. Spielberg, mais uma vez, mostrou que sabe fazer um entretenimento com qualidade. Filme obrigatório! 😉

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Sem Spoilers: filmes de maio

Que Horas Ela Volta?

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Gênero: Comédia / Drama

Direção: Anna Muylaert

Ano: 2015

País de Origem: Brasil

Sinopse: A pernambucana Val (Regina Casé) se mudou para São Paulo a fim de dar melhores condições de vida para sua filha Jéssica. Com muito receio, ela deixou a menina no interior de Pernambuco para ser babá de Fabinho, morando integralmente na casa de seus patrões. Treze anos depois, quando o menino (Michel Joelsas) vai prestar vestibular, Jéssica (Camila Márdila) lhe telefona, pedindo ajuda para ir à São Paulo, no intuito de prestar a mesma prova. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, só que quando ela deixa de seguir certo protocolo, circulando livremente, como não deveria, a situação se complica.

Um filme brasileiro que chamou minha atenção pelas críticas positivas, mas não foi tudo isso. A trama é boa, as situações implícitas de submissão da empregada doméstica aos patrões ricos são bem desenvolvidos até certo ponto, depois desanda. O que se sobressai é a boa atuação de Regina Casé.

Capitão América: Guerra Civil

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Gênero: Ação / Fantasia

Direção: Anthony Russo e Joe Russo

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Steve Rogers (Chris Evans) é o atual líder dos Vingadores, super-grupo de heróis formado por Viúva Negra (Scarlett Johansson), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Falcão (Anthony Mackie) e Máquina de Combate (Don Cheadle). O ataque de Ultron fez com que os políticos buscassem algum meio de controlar os super-heróis, já que seus atos afetam toda a humanidade. Tal decisão coloca o Capitão América em rota de colisão com Tony Stark (Robert Downey Jr.), o Homem de Ferro.

Super heróis não são o meu forte, mas depois de Superman e Batman, o Iron Man é o que mais simpatizo. Ele é ótimo! E não é tanto pelo super herói ou pelos poderes, mas pela atuação impecável, bem humorada e muito, muito sarcástica de Roberto Downey Jr. Por ele vale o filme. E as cenas em que ele contracena com o jovem Spider Man são impagáveis! 😀

Três Corações

trois-coeurs_t79367_1_jpg_290x478_upscale_q90Título Original: 3 Coeurs

Gênero: Drama / Romance

Direção: Benoít Jacquot

Ano: 2015

País de Origem: França / Alemanha / Bélgica

Sinopse: Após perder o trem de volta para Paris, Marc (Benoît Poelvoorde) encontra Sylvie (Charlotte Gainsbourg) em uma cidade provincial francesa. Eles andam pelas ruas até de manhã, conversando sobre tudo, menos sobre suas vidas pessoais. A química entre os dois é muito forte, mas Marc tem que pegar o trem. Então, ele combina um reencontro, alguns dias depois. Mas, por causa de imprevistos, os dois não se veem. Marc acaba conhecendo Sophie (Chiara Mastroianni) e se aproxima dela, sem saber que ela é irmã de Sylvie.

A proposta do filme é muito boa, o clima francês e a fotografia dão um tom sensível a essa história de encontros e desencontros, com um destino inusitado. Somos levados pela angústia dos personagens, mas a trama segue sem grandes atrativos. Vale pela ótima atuação de Charlotte Gains e a participação de Catherine Deneuve.

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho

hoje-eu-quero-voltar-sozinho_t44735_15_jpg_290x478_upscale_q90Título Original: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho

Gênero: Drama / Romance

Direção: Daniel Ribeiro

Ano: 2014

País de Origem: Brasil

Sinopse: Leonardo (Guilherme Lobo), um adolescente cego, tenta lidar com a mãe superprotetora ao mesmo tempo em que busca sua independência. Quando Gabriel (Fabio Audi) chega na cidade, novos sentimentos começam a surgir em Leonardo, fazendo com que ele descubra mais sobre si mesmo e sua sexualidade.

Gostei muito do curta-metragem “Eu Não Quero Voltar Sozinho”, que foi uma prévia deste filme, do mesmo diretor e com os mesmos atores. O filme acaba sendo um pouco arrastado, mas não menos sensível e com uma abordagem muito interessante e leve sobre a adolescência, a deficiência física e o amor. Uma história simples, com demonstrações de puro afeto nas relações familiares, de amizade e namoro.

Um Presente para Helen

418104abe211ae451dbc614a39b3fc73_jpg_290x478_upscale_q90Título Original: Raising Helen

Gênero: Comédia

Direção: Garry Marshall

Ano: 2004

País de Origem: EUA

Sinopse: Em Nova York, Helen Harris (Kate Hudson) está fazendo o que sempre sonhou ao trabalhar em uma grande agência de modelos. Sua carreira está em ascensão, com Helen passando seus dias em desfiles de modas e as noites se divertindo nas mais badaladas discotecas. No entanto seu estilo de vida sofre uma enorme transformação ao saber que sua irmã, Lindsay Davis (Felicity Huffman), e o cunhado Paul (Sean O’Bryen) morreram e, por precaução, já tinham escolhido Helen como tutora dos seus filhos caso algo lhes acontecesse. Ela então se vê responsável pelos sobrinhos Audrey (Haden Panettiere), de 15 anos; Henry (Spencer Breslin), de 10 anos; e Sarah (Abigail Breslin), de 5 anos. Ninguém duvida que Helen é a tia mais legal da cidade, mas a grande verdade é que nada sabe sobre criar crianças. Helen logo descobrirá que suas noitadas acabaram, pois agora seu ritmo de vida é ditado pelos sobrinhos. Isto a faz tomar sérias decisões, mas o que ninguém entende é por qual razão ela foi escolhida para cuidar das crianças, pois Jenny Portman (Joan Cusack), sua outra irmã, é uma pessoa que nasceu para cuidar dos filhos.

Garry Marshall é expert em comédias românticas, vide aos ótimos “Noite de Ano Novo”, “Noiva em Fuga” e “Uma Linda Mulher”. Mas “Um Presente para Helen” é só bom, o destaque está na atuação da sempre carismática Kate Hudson e na fofura de um dos primeiros papéis de Abigail Breslin no cinema, com 8 anos! ❤

Flashdance – Em Ritmo de Embalo

476a59b8d4741a233e55fa48ff96b8a8_jpg_290x478_upscale_q90Título Original: Flashdance

Gênero: Drama / Romance / Musical

Direção: Adrian Lyne

Ano: 1983

País de Origem: EUA

Sinopse: Uma jovem (Jennifer Beals) de garra e talento não mede esforços para realizar o sonho de se tornar uma bailarina. Para tanto, durante o dia ela trabalha como operária e à noite solta seu corpo no ritmo alucinante das discotecas.

“Uauuu…enfim vou ver esse super clássico” … foi o que pensei! ¬¬ Que decepção… roteiro fraco e interpretações péssimas. “Embalos de Sábado a Noite” e “Footloose”, filmes do mesmo gênero e época, são infinitamente melhores. O que salva é a trilha sonora e a cena da dança final, ao som de “What a Feeling”, um dos hits dos anos 80.

The Lobster

the-lobster_t87733_ERSTGJr_jpg_290x478_upscale_q90Título Original: The Lobster

Gênero: Ficção / Drama

Direção: Yorgos Lanthimos

Ano: 2015

País de Origem: Grécia / Reino Unido / Irlanda / França / Holanda / EUA

Sinopse: Em um futuro próximo, uma lei proíbe que as pessoas fiquem solteiras. Qualquer homem ou mulher que não estiver em um relacionamento é preso e enviado ao Hotel, onde terá 45 dias para encontrar um(a) parceiro(a). Caso não encontrem ninguém, eles são transformados em um animal de sua preferência e soltos no meio da floresta. Neste contexto, um homem se apaixona em plena floresta – algo proibido, de acordo com o sistema.

Bizarro resume! O filme é repleto de metáforas e sarcasmo, em várias situações é possível traçar paralelos com a vida real, mas é tudo tão sem noção, tudo tão estranho que fica difícil assimilar. Me lembrou um pouco “A Vila”. Ótima atuação de Colin Farrel, ele realmente entrou no personagem e nos leva por essa história excêntrica. Quer um filme diferente? Tá aqui!

Rua Cloverfield, 10

rua-cloverfield-10_t24360_jpg-large_290x478_upscale_q90Título Original: 10 Cloverfield Lane

Gênero: Ficção / Suspense

Direção: Dan Trachtenberg

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Uma jovem (Mary Elizabeth Winstead) sofre um grave acidente de carro e acorda no porão de um desconhecido. O homem (John Goodman) diz ter salvado sua vida de um ataque químico que deixou o mundo inabitável, motivo pelo qual eles devem permanecer protegidos no local. Desconfiada da história, ela tenta descobrir um modo de se libertar — sob o risco de descobrir uma verdade muito mais perigosa do que seguir trancafiada no bunker.

Um ótimo filme de suspense, que te deixa em dúvida até o final sobre o que está acontecendo fora daquele esconderijo subterrâneo. Até que ponto podemos acreditar nas supostas loucuras de Howard (John Goodman)? Michelle (Mary Elizabeth Winstead) está a salvo ou a perigo lá dentro? Seguimos os passos dela a todo instante nesse thriller psicológico e eletrizante, tentando desvendar cada pequena pista encontrada. E o final, com toda a certeza, vai dividir opiniões. Foi bom, mas eu esperava algo diferente.

Mamãe

mommy_t87052_1_png_290x478_upscale_q90Título Original: Mommy

Gênero: Drama

Direção: Xavier Dolan

Ano: 2015

País de Origem: Canadá

Sinopse: Canadá, 2015. Diane Després (Anne Dorval) é surpreendida com a notícia de que seu filho, Steve (Antoine-Olivier Pilon), foi expulso do reformatório onde vive por ter incendiado a cafeteria local e, com isso, provocado queimaduras de terceiro grau em um garoto. Os dois voltam a morar juntos, mas Diane enfrenta dificuldades devido à hiperatividade de Steve, que muitas vezes o torna agressivo. Os dois apenas conseguem encontrar um certo equilíbrio quando a vizinha Kyla (Suzanne Clément) entra na vida de ambos.

Um filme diferente, mas dos bons! Daqueles que fazem refletir e pensar sobre a vida, sobre as atitudes diante dos problemas. Filmado em grande parte no formato 1:1 (sim, você vai ver uma imagem quadrada), causa um estranhamento inicial, mas logo nos acostumamos e percebemos o significado. E nos momentos que a tela expande é tão mágico e lindo, que transmite toda a sensação dos personagens. Um drama profundo, impactante e, ao mesmo tempo, encantador, com atuações fortes e uma impecável trilha sonora.

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Sem Spoilers: filmes de abril

Batman vs Superman: A Origem da Justiça

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Título Original: Batman vs Superman: Dawn Of Justice

Gênero: Ação / Fantasia

Direção: Zack Snyder

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: O confronto entre Superman (Henry Cavill) e Zod (Michael Shannon) em Metrópolis fez com que a população mundial se dividisse acerca da existência de extra-terrestres na Terra. Enquanto muitos consideram o Superman como um novo deus, há aqueles que consideram extremamente perigoso que haja um ser tão poderoso sem qualquer tipo de controle. Bruce Wayne (Ben Affleck) é um dos que acreditam nesta segunda hipótese. Sob o manto de um Batman violento e obcecado, ele investiga o laboratório de Lex Luthor (Jesse Eisenberg), que descobriu uma pedra verde que consegue eliminar e enfraquecer os filhos de Krypton.

Não sou fanática por super heróis, mas Batman e Superman são os que mais acompanho desde a infância, em desenho animado, séries e filmes. Então fui conferir o primeiro filme que uniu os dois e gostei muito! Apesar de ter um amontoado de informações, mesmo pra mim que não sou expert no assunto, ficou tudo bem explicado. Cenas de ação, drama e humor foram bem dosadas e as atuações não deixaram a desejar. Cumpriu com as expectativas e agora é aguardar a sequência! 😉

300

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Título Original: 300

Gênero: Ação / Guerra / Épico / História

Direção: Zack Snyder

Ano: 2007

País de Origem: EUA

Sinopse: Grécia, 480 AC. Na Batalha de Termópilas, o rei Leônidas (Gerard Butler) e seus 300 guerreiros de Esparta lutam bravamente contra o numeroso exército do rei Xerxes (Rodrigo Santoro). Após três dias de muita luta, todos os espartanos são mortos. O sacrifício e a dedicação destes homens uniram a Grécia no combate contra o inimigo persa.

Ainda não tinha assistido o tão falado “300” – por sua grandiosidade, por retratar a história de Esparta e pela atuação de Rodrigo Santoro – pois não é um gênero que me atrai. Mas fui conferir, na parceria. A produção e os efeitos visuais, realmente, são imponentes, mas também exagerados e a história não me prendeu.

Truman

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Título Original: Truman

Gênero: Comédia / Drama

Direção: Cesc Gay

Ano: 2016

País de Origem: Espanha / Argentina

Sinopse: Dois amigos de infância, separados por um oceano, se encontram depois de muitos anos. Eles passam uns dias juntos, lembrando os velhos tempos e grande amizade que se manteve com os anos, tornando-os inesquecíveis, devido o seu reencontro ser também o último adeus.

Adorável! Um filme emocionante e super divertido, pra chorar rindo (e rir chorando!). Uma história simples que se torna grande pelas incríveis atuações de Ricardo Darín e Javier Cámara. Um tema extremamente delicado, mas tratado com ótimo humor, deixa tudo leve e realista, nos aproximando demais desses personagens. E a relação do protagonista com o cachorro (que dá nome ao filme) é de uma sensibilidade tocante. Amei e recomendo muito!

Confirmação

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Título Original: Confirmation

Gênero: Drama / Biografia

Direção: Rick Famuyiwa

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: O juiz Clarence Thomas (Wendell Pierce) é nomeado para o importante cargo de Juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos, substituindo outro juiz negro. Mas na hora da validação junto aos outros juízes, uma ex-funcionária na faculdade, a professora de direito Anita Hill (Kerry Washington), acusa-o de tê-la assediado sexualmente dez anos atrás. Na ausência de provas, o caso gera um escândalo no país, suscitando debates sobre o papel das mulheres na política, o abuso de poder no sistema americano e as questões raciais nas altas instâncias do governo.

Um bom filme que se passa de forma cronológica, retratando muito bem os anos 90, época em que a história real aconteceu. Gostei da atuação de Kerry Washington, bem distante da sua Olivia Pope da série Scandal. E apesar de muitos críticos falarem que ficaram em dúvida se a acusação de assédio foi verdadeira, em momento algum eu senti isso. Pra mim, Anita Hill tinha razão. Não tem nada de espetacular na trama, mas serve para conhecer melhor a história e, mesmo sem um veredito, como o caso mudou a história, criando oportunidades e dando força para a mulher nos EUA.

O Juiz

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Título Original: The Judge

Gênero: Drama

Direção: David Dobkin

Ano: 2014

País de Origem: EUA

Sinopse: Advogado de muito sucesso, Hank Palmer (Robert Downey Jr.) volta à cidade em que cresceu para o velório de sua mãe, que há muito não via. É recebido de forma hostil pela família e resolve ficar um pouco mais quando seu pai, veterano juiz, é apontado pela polícia como responsável pela morte de um homem que condenou há vinte anos. Mesmo não se entendendo com o pai, Hank debruça-se sobre o caso, mas os dois não conseguem conviver amigavelmente e a possibilidade de condenação aumenta a cada revelação.

Um drama familiar que vai muito além do tribunal. Ótimas atuações do pai durão, cheio de moral e orgulho, interpretado por Roberto Duval e do filho, prepotente, com humor sarcástico e com uma carreira de sucesso duvidoso, por Robert Downey Jr. Já vimos muitas dessas histórias de tribunais, volta pra casa e problemas entre pais e filhos, mas a dupla conduz muito bem, equilibrando o drama com pitadas de humor, com veracidade e sensibilidade. Adorei!

Um Momento Pode Mudar Tudo

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Título Original: You’re Not You

Gênero: Drama

Direção: George C. Wolfe

Ano: 2015

País de Origem: EUA

Sinopse: Bec (Emmy Rossum) é uma universitária meio perdida, que está se relacionando com um professor casado e perdendo o interesse no seu futuro acadêmico. Ela começa um novo trabalho, cuidando de Kate (Hilary Swank), uma mulher que sofre de uma doença terminal. Aos poucos, a jovem vai aprendendo a aproveitar o mundo, mas acaba se afastando cada vez mais da sua antiga vida. Baseado no livro de mesmo nome, escrito por Michelle Wildgen.

Uma história linda, meio clichê, mas muito emocionante! Hilary Swank está ótima, transmitindo muita veracidade à personagem Kate, diagnosticada com ELA (esclerose lateral amiotrófica), uma doença degenerativa que faz perder o controle dos músculos. A sutileza mostrada em cada etapa da doença, somando com a crescente amizade entre a cuidadora Bec e Kate, dão um ótimo tom de companheirismo e superação ao filme.

Filhos do Paraíso

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Título Original: Bacheha-Ye Aseman

Gênero: Drama

Direção: Majid Majidi

Ano: 1999

País de Origem: Irã

Sinopse: Ali (Amir Farrokh Hashemian) é um menino de 9 anos proveniente de uma família humilde e que vive com seus pais e sua irmã, Zahra (Bahare Seddiqi). Um dia ele perde o único par de sapatos da irmã e, tentando evitar a bronca dos pais, passa a dividir seu próprio par de sapatos com ela, com ambos revezando-o. Enquanto isso, Ali treina para obter uma boa colocação em uma corrida que será realizada, pois precisa da quantia dada como prêmio para comprar um novo par de sapatos para a irmã.

Um filme iraniano belíssimo, com lições sobre respeito, solidariedade, disciplina e honestidade, que deveria ser assistido por todos. Uma história simples, mas com uma carga enorme de delicadeza e humanidade. Merecidamente indicado ao Oscar 1999 de Melhor Filme Estrangeiro, “Filhos do Paraíso” é um enorme aprendizado, mostrando que mesmo numa vida humilde, a dignidade e o caráter são essenciais.

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