Oscar 2015 – o musical

AWARDS-OSCARS_-GSU2370GV_1

A 87º edição do Oscar foi tachada de chata nas redes sociais e com razão: não teve pizza, nem selfie, muito menos Ellen DeGeneres, como em 2014. Mas a cerimônia se destacou pelos discursos motivadores, como o do escritor Graham Moore e sua frase “Stay weird, stay different”, e da atriz Patricia Arquette, que fez a plateia levantar em defesa dos direitos das mulheres.

MerylStreep

Meryl Streep não ganhou o Oscar, mas foi a estrela da noite!   “Yes, yes, yes!”

The Oscar goes to…. LADY GAGA!

Na noite da premiação máxima do cinema, o ponto alto foi a música. Lindas apresentações marcaram o evento e não deixaram os telespectadores dormirem. A minha favorita, Lady Gaga! Em homenagem aos 50 anos do filme “A Noviça Rebelde”, vencedor do Oscar de Melhor Filme em 1965, a cantora emocionou a todos com sua belíssima interpretação de “The Sound Of Music”. Cadê a estatueta dela, produção??? O “prêmio” foi o abraço caloroso de Julie Andrews, a própria “noviça”, dizendo que Gaga aqueceu seu coração. ❤

O show também contou com a dispensável e que transformou a noite em um VMA “Everything Is Awesome”, interpretada por Tegan and Sara with The Lonely Island, do filme “Uma Aventura Lego”; Tim McGraw com a balada “I’m Not Gonna Miss You”, do documentário “Glen Campbell…I’ll Be Me”; Rita Ora e a melódica “Grateful”, trilha de “Além das Luzes”; Jennifer Hudson cantando “I Can’t Let Go”, em memória aos artistas que morreram em 2014; e Adam Levine, interpretando “Lost Stars”, do lindo e sensível “Mesmo Se Nada Der Certo” (prefiro a versão da Keira, no filme).

John Legend & Common, além de ganharem o Oscar de Melhor Canção Original, literalmente arrancaram lágrimas da plateia, com a comovente “Glory”, presente no longa “Selma”.

E não poderia deixar de fora a abertura do evento, que vai pro hall das melhores. O apresentador Neil Patrick Harris emendou a fala numa música, que virou uma história, que contou um pouco de cada filme participante desta edição e de tantos outros clássicos vencedores, junto com Anna Kendrick e Jack Black, num misto de nostalgia, magia e diversão. Só vendo pra crer!

Apesar disso…. #VoltaEllenDeGeneres! 😉

carolwerner3

 

A música no cinema: Mesmo Se Nada Der Certo (Begin Again)

Poster

A música é uma das coisas mais tocantes e encantadoras que existe. Uma das mais emocionantes. E vê-la acontecendo é de arrepiar.

“Begin Again” (filme é de John Carney, o mesmo do aclamado “Once” (“Apenas uma vez”) já nasce com a promessa de nos fazer acreditar em algo a mais, de termos esperança “Mesmo Se Nada Der Certo” (título em português para o filme) ao nos colocar de frente com Gretta, uma compositora recém “abandonada” pelo namorado, o novo popstar do momento, Dave, e com Dan, um produtor musical falido, bêbado e abandonado pela esposa, uma crítica musical, e pela filha.

O caminho dos dois se cruza em um bar em NY quando Gretta acaba, por livre e espontânea pressão de um amigo, em cima do palco com um microfone e um violão para cantar uma de suas composições. Dan, já depois de muitas bebidas após acabar de ser demitido da empresa que ele criou, ouve a voz da jovem e acredita ser aquilo que ele vinha procurando há muito tempo no cenário musical. E com isso, os dois rendem ao espectador uma das muitas cenas de arrepiar do filme quando uma banda imaginária (motivada pelo álcool) toma conta do palco para acompanhar Gretta.

Com personagens por quem nos apaixonamos facilmente, Mark Ruffalo e Keira Kinghtley têm uma química pouco provável, mas perfeita e que faz do filme um romance não-romântico encantador. Mark é sempre ótimo. Keira não deixa nada a desejar cantando ela mesma as músicas de sua personagem. Adam Levine aparece pouco, mas marca presença com aquilo que faz de melhor: cantar.

“É por isso que eu amo a música.”

“Por quê?”

“Uma cena banal, de repente, se enche de significado. Todas as banalidades, de repente, se tornam pérolas de beleza e efervescência. Graças à música.”

Para quem não acha que um filme precisa, necessariamente, de um romance para ser apaixonante, “Begin Again” está na medida certa. Para os mais conectados com a música, o filme é perfeito.

Com algumas cenas que são de arrepiar – como a já citada cena do primeiro encontro entre Gretta e Dan, as cenas da gravação do CD de Gretta em diversos pontos de NY e a cena em que os dois saem andando pela cidade ouvindo músicas no iPod dela (tem vários behind the scenes no Youtube e se eu fosse vocês assistiria todos!) – e de fazer o espectador se remexer na poltrona do cinema ou no sofá de casa, o longa nos conecta com a história dos personagens de uma maneira única.

"You can learn a lot about a pearson by what's on their playlist"

“You can learn a lot about a person by what’s on their playlist”

E claro que não preciso nem falar muito da trilha sonora excelente que gruda na cabeça desde a primeira vez que ouvimos. As letras são lindas, as melodias encantadoras e a composição final de cada música, com elementos do ambiente e “participações especiais”, fazem da trilha sonora de “Begin Again” algo único e viciante. Confiram!

My Soundtrack #14: “Paradise”, Coldplay

Além da música que é linda (adoro a letra, apesar de ser simples é daquelas que você se identifica – pelo menos eu rs) eu amo o clipe que foi até chamado de “filme” ao contar a história de uma elefantinha que foge de um zoológico em Londres, se apresenta no metrô para arrecadar dinheiro e ir para a África onde, em um monociclo, vai atrás de amigos/família, outros elefantes, o querido e esperado Paradise (detalhe para o momento em que Chris, a elefantinha fugitiva e muito fofa, tira a máscara enquanto anda no monociclo pela estrada). Além disso, o clipe também mostra a banda se apresentando ao vivo com máscaras de elefante.

She expected the world
But it flew away from her reach so
She ran away in her sleep
And dreamed of
Para-para-paradise, para-para-paradise, para-para-paradise
Every time she closed her eyes

My Soundtrack #12: “Daydreaming”, Paramore

Mais uma vez, o My Soundtrack não precisaria de nenhuma explicação.

“Daydreaming”, música recém-lançada do Paramore, mostra a saga de duas amigas pra assistir à um show da banda. Qualquer semelhança é mera coincidência.

Tudo aquilo que a música diz com certeza ou já aconteceu na minha vida ou vive martelando na minha cabeça.

“Daydreaming” (ou sonhar acordado) com certeza é uma palavra que me define. Dia e noite vivendo de sonhos que um dia pretendo realizar e das lembranças daqueles já conquistados.

A dream is all I have

Daydreaming, daydreaming all the time

Daydreaming, daydreaming into the night

Daydreaming, daydreaming all the time

Daydreaming, daydreaming into the night, and I’m alright

Creep past the hours like the shorter hand on the clock

Hanging on the wall of a schoolhouse somewhere

We wait for the bell

And we dream of somewhere else

It’s not that I won’t remember where I’m from

Just don’t wanna be here no more

It’s not enough (we’re only half alive)

I’m gonna go (we’re only half alive)

Where the rest of the dreamers go, ohhh ah ohh (we’re only half alive)

Where the dreamers go, ohhhhh