Bons motivos para assistir “This is Us”, série da NBC

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This is Us” – série da NBC que estreou em setembro de 2016, recebeu três indicações ao Globo de Ouro e acabou de ser renovada para mais duas temporadas – foi uma boa surpresa dentre as séries recém-lançadas, está entre as mais assistidas da TV aberta nos Estados Unidos e tem os ingredientes perfeitos para fazer você também se apaixonar, assim como eu.

O drama sem exageros e os personagens nada caricatos, que vão muito além do óbvio e do clichê, emocionam e divertem em uma história com um enredo bem diferente e que conquista desde o primeiro episódio.

O piloto começa prometendo nos apresentar pessoas que nasceram no mesmo dia e nos questiona se isso significa que há alguma conexão entre elas. Em seu aniversário de 36 anos, conhecemos Kate, Kevin e Randall. Três personagens completamente diferentes, mas com muitas coisas em comum e que vão nos conduzir por episódios que intercalam presente e passado para contar a história de cada um deles e a forma como tudo se conecta em suas vidas.

This Is Us - Season 1

Kate (Chrissy Metz) é uma mulher obesa que começa a frequentar reuniões para mudar de vida e de peso. Kevin (Justin Hartley) é um ator rico e famoso, que tem quase tudo na vida, mas está infeliz e quer encontrar algo que lhe traga mais sentido. Randall (Sterling K. Brown) é um negro que foi abandonado ainda recém-nascido e acabou sendo adotado por uma família que o criou da melhor forma possível e com tanto amor que ele acabou extremamente bem sucedido e feliz, mas que agora resolveu procurar seu pai biológico. Cada um nos conquista por uma particularidade, mas Randall é meu favorito. O jeito dele é tão espontaneamente confuso, peculiar e naturalmente engraçado que arranca boas risadas e proporciona muita identificação.

This Is Us - Season 1

Enquanto isso, no passado, somos apresentados a Jack (Milo Ventimiglia) e Rebecca (Mandy Moore), um casal jovem e apaixonado, cheio de sonhos e prestes a começar uma família.

Os atores são ótimos e interpretam cada um de seus personagens com profundidade e delicadeza, dando ao seriado um toque bastante realista. Além disso, a forma como as questões que a série levanta são tratadas fogem do lugar comum.

Resumindo e para dar mais alguns motivos para você assistir, “This is Us” levanta questões importantes sobre preconceito, fala de família, de superação e transformação, faz refletir, é emocionante e divertida e faz tudo de um jeito tão único e com tamanha delicadeza que chega a tocar o espectador em um nível pessoal e transforma os personagens em parte do nosso dia a dia (ou faz de nós parte da família “This is us”).

Confira o trailer:

{Dica de livro} “Falando o mais rápido que posso: de Gilmore Girls a Gilmore Girls e tudo no meio do caminho”, Lauren Graham

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Em seu livro biográfico Falando o mais rápido que posso” (Editora Record), Lauren Graham repassa sua vida e carreira desde muito antes de Gilmore Girls. Ela conta um pouquinho sobre sua infância e adolescência, mas foca mesmo em tudo o que passou desde que começou a correr atrás do sonho de ser atriz.

Com muito bom humor, ela conta sua relação com a “glamourosa” Hollywood, brinca com os segredos do mundo dos famosos, fala sobre os papeis que mais gostou de fazer ao longo dos anos, dos apertos que passou, das portas que se abriram depois da Lorelai e entra em algumas questões pessoais.

Mas claro que, assim como o subtítulo do livro diz “De Gilmore Girls a Gilmore Girls e tudo no meio do caminho”, o que não falta por aqui é Gilmore Girls. Lauren conta como foi o começo de sua relação com a Lorelai e com o seriado como um todo, faz uma análise de todas as temporadas da série, conta com alguns detalhes como foi fazer a última temporada e saber que aquele seria o fim, como foi lidar por tantos anos com o fato de que havia acabado e como foi saber, depois de tanto tempo, que o que ela e os fãs tanto queriam estava mesmo acontecendo: haveria um retorno.

Por fim, o livro traz alguns trechos do diário que Lauren manteve durante as gravações de “Gilmore Girls um ano para recordar”. E assim como nós que assistimos ao reboot ela também está com uma dúvida…

 Você não acha que aquele final ficou meio aberto?”

Pois é…

Para os fãs da Lauren Graham, “Falando o mais rápido que posso” é quase que um especial Lorelai Gilmore. Você acaba lendo com a voz (e a velocidade da fala) da personagem na cabeça e devora o livro rapidinho. É engraçado e emocionante. Uma leitura leve e divertida. Ah, e tem um monte de fotos desde a Lauren criança até os bastidores de Gilmore Girls.

Lauren Graham também é autora de “Quem sabe um dia”. Resenha aqui.

Maratona Gilmore Girls

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Depois de ler “Quem sabe um dia”, escrito pela Lauren Graham – mais conhecida como a eterna Lorelai, fique louca para assistir Gilmore Girls.

 Há muito tempo eu acompanhava a série nas tardes de sábado, no SBT. Mas como a programação do canal não é das melhores, nunca cheguei ao final (nem sei se transmitiram tudo). Aliás, já faz tanto tempo que nem lembrava exatamente até que ponto havia assistido. Então, comecei do zero.

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A The WB (atual CW) produziu 7 temporadas do seriado, de 2000 a 2007. Para quem viveu em Marte nos últimos anos, Gilmore Girls conta a história de Lorelai e Rory, mãe e filha, que vivem na peculiar Stars Hollow e mostra o cotidiano de mãe solteira de Lorelai e a vida de estudante “nerd” de Rory.

Os diálogos rápidos (“Life’s shirt. Talk fast.”), os milhares de litros de café por dia, as várias citações de filmes, os muitos livros que a Rory leu ao longo das sete temporadas, a relação de melhores amigas entre a Rory e a Lorelai, a relação de gato-e-rato de Lorelai com os pai, Richard e Emily, e a confusão que era a vida amorosa da Lorelai, foram as principais marcas de Gilmore Girls que contou, também, com uma série de personagens apaixonantes e outros extremamente peculiares.

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Desde os velhos tempos, quando assistia “Tal mãe, tal filha” no SBT, nunca fui muito fã da Rory, sempre gostei mais da Lorelai. Achava a filha meio chatinha, meio apagada. Continuo preferindo a mãe, que sempre foi mais cheia de vida. Mas aprendi a gostar um pouquinho da Rory durante minha maratona, principalmente depois que ela entrou na faculdade.

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Lorelai, eu te entendo! Como é difícil escolher um desses dois. Claro que o Luke mora no meu coração desde sempre (quem nunca quis ir tomar café no Luke’s que atire a primeira pedra!), mas cada vez que o Chris aparecia eu ficava na dúvida se preferia que ela terminasse com ele ou com o Luke.

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A série teve alguns personagens passageiros, como o Jess, que podia ter ficado um pouquinho mais, e o mala do Dean. E outros que deveriam ter durado menos tempo, como os chatos do Taylor e o Kirk. O Michel era daqueles que hora me fazia morrer de rir, hora eu queria matar. Em compensação, alguns poderiam ter entrado antes, como o Logan e a Paris, que davam à série a energia jovem que faltava em Rory, outros poderiam ter ganhado um pouquinho mais de destaque, como o Trovador Urbano, que eu adorava quando ele aparecia tocando seu violão e sua gaitinha no meio da cidade. Também não poderia deixar de citar a Sookie me dava fome! Queria uma amiga que cozinhasse que nem ela rs e a Lane, aquela amiga improvável que deu um tom musical ao seriado e que rendeu à série a participação de Sebastian Bach por temporadas e temporadas.

Por fim, mas não menos importante…

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Quando eu já estava quase terminando minha maratona, depois de muitos livros lidos pela Rory terem entrado para a minha lista do “vou ler”, descobri através do Serendipity que existe um projeto/desafio chamado Rory Gilmore Books Challenge.

Foram quase 340 títulos citados e comentados pela personagem ao longo das sete temporadas do seriado. E a ideia do desafio é que os leitores e fãs de Gilmore Girls possam ler os mesmos livros que Rory.

Existem algumas listas espalhadas pela internet. Mas no List Challenges dá para acompanhar além da relação completa, a relação por temporada (1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, e ).

Série: “Elementary”

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Algumas séries em hiatus e eu com tempo de sobra = à caça de um novo vício.

Apaixonada por Sherlock Holmes desde sempre, dei uma chance para Elementary. Vício imediato apesar dos pesares como a) eu não gosto da Lucy Liu b) Jonny Lee Miller não é o Robert Downey Jr. c) Watson é uma mulher (que por sinal é a Lucy Liu que eu já disse que não gosto).

Em todo caso, o melhor detetive desse mundo merecia uma chance e como também já disse, o resultado foi o vício imediato.

Com um “quê” de Hugh Laurie (“House”), Jonny Lee Miller está incrível de Sherlock: um ex-viciado recém saído da rehab e ex-consultor da Scotland Yard atualmente consultor da polícia de NY.

(Além da característica física de Jonny Lee que nos lembra House, seu jeito de conduzir o personagem do detetive famoso também é muito similar – embora sim, eu saiba, que quem nasceu primeiro (seriado a parte) foi Holmes.)

Além dos trejeitos característicos do melhor “descobridor de casos”, o sotaque britânico do ator ajuda muito e o rostinho bonito e as tatuagens espalhadas pelo corpo várias vezes descoberto também contribuem.

Lucy Liu também manda bem como Watson: cirurgiã que abandou a carreira após a morte de um paciente. Agora, seu trabalho é manter Sherlock sóbrio. Por quê? Porque o pai dele – sim o pai de Sherlock Holmes – quer ver o filho fora de confusões (leia-se longe das drogas).

Como seu trabalho exige que ela passe 24 horas ao lado de Holmes (inclusive se mudando para a casa dele), Watson acaba revelando seu lado detetive auxiliando o personagem principal em alguns casos que ele vai desvendar ao longo da série.

Well, pra resumir, o seriado é viciante pros apaixonados pelo já incrível Sherlock Holmes, aqui munido de um celular ultra moderno e pedindo várias ajudas ao Google, para os que gostam de aprender um pouquinho sobre investigações e pros apaixonados por mistérios e por como são desvendados.

Bons personagens/atores, bons casos, uma boa releitura do clássico detetive.