Sem Spoilers: filmes de agosto

Beleza Oculta

 

599032Título Original: Collateral Beauty

Gênero: Drama

Direção: David Frankel

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Após uma tragédia pessoal, Howard (Will Smith) entra em depressão e passa a escrever cartas para a Morte, o Tempo e o Amor – algo que preocupa seus amigos. Mas o que parece impossível, se torna realidade quando essas três partes do universo decidem responder. Morte (Helen Mirren), Tempo (Jacob Latimore) e Amor (Keira Knightley) vão tentar ensinar o valor da vida para o protagonista.

Quer ver um filme emocionante? É esse! Danem-se as críticas, essa história vai te tocar de forma única e vai arrancar lágrimas até dos mais duros. (Tenho provas! kkkkk) Com um elenco de peso, a trama vai se desenrolando cheia de surpresas e, quando você  achar que já chorou o suficiente, vem outra reviravolta ainda mais comovente! Uma ótima reflexão sobre a morte, o tempo e o amor. ♥

Loving

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Título Original: Loving

Gênero: Drama / Romance

Direção: Jeff Nichols

Ano: 2016

País de Origem: EUA / Reino Unido

Sinopse: Richard (Joel Edgerton) e Mildred Loving (Ruth Negga), um casal inter-racial, são presos em junho de 1958 por terem se casado. Jogados na prisão e exilados do estado onde viviam, eles lutam pelo matrimônio e pelo direito de voltar para casa como uma família.

O racismo já foi abordado de diferentes formas no cinema, mas em Loving o discurso é diferente. Aliás, não há discurso, apenas uma relação de amor linda e delicada entre duas pessoas que só querem ficar juntas e formar uma família. Baseado numa história real, faz uma ótima crítica ao preconceito, tão injusto e revoltante da época. Um filme socialmente necessário, que mostra que, infelizmente, esse tipo de julgamento ainda persiste nos dias de hoje, mesmo que de forma diferente.

Rei Arthur – A Lenda da Espada

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Título Original: King Arthur: Legend of the Sword

Gênero: Ação / Aventura / Fantasia

Direção: Guy Ritchie

Ano: 2016

País de Origem: EUA / Reino Unido / Austrália

Sinopse: Arthur (Charlie Hunnam) é um jovem das ruas que controla os becos de Londonium e desconhece sua predestinação até o momento em que entra em contato pela primeira vez com a Excalibur. Desafiado pela espada, ele precisa tomar difíceis decisões, enfrentar seus demônios e aprender a dominar o poder que possui para conseguir, enfim, unir seu povo e partir para a luta contra o tirano Vortigern, que destruiu sua família.

O diferentão ame ou odeie Guy Ritchie traz uma versão moderna da lenda de Excalibur. Charlie Hunnam encara perfeitamente esse novo Arthur e conduz a história com muita ação, excelente humor e idas e vindas no tempo com cortes rápidos e precisos, sem dar tempo de respirar. Impossível desassociá-lo de Jax Teller, personagem tão famoso da série Sons Of Anarchy, mas o papel desse rei diferenciado caiu como uma luva. Com ótimos diálogos, boa ação e efeitos especiais (só um pouquinho de fantasia além do meu gosto) Rei Arthur – A Lenda da Espada é um excelente entretenimento, com uma trilha sonora estilo medieval super pertinente. Adorei!

Mulher Maravilha

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Título Original: Wonder Woman

Gênero: Ação / Aventura / Fantasia

Direção: Patty Jenkis

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

A repercussão desse filme foi grande e continua dando o que falar, com razão! Mulher Maravilha é divertidíssimo e passa uma mensagem incrível de força feminina, determinação e de que o amor pode sim vencer. Todos temos o bem e o mal dentro da gente, cabe a nós decidir o que vai prevalecer e pelo que vamos lutar! Gal Gadot interpreta com veracidade essa heroína ingênua e determinada a mudar o mundo. Nos vemos nela. E sua interação com Chris Pine só traz benefícios ao longa, com diálogos cheios de humor e intensidade. Adorei!

The Belko Experiment

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Título Original: The Belko Experiment

Gênero: Suspense / Ação

Direção: Greg McLean

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Tudo corria bem nas Indústrias Belko, mais um dia normal de trabalho. No entanto, tudo muda repentinamente para os funcionários da empresa quando eles descobrem que, na verdade, são cobaias humanas e que terão que seguir as ordens de uma misteriosa voz, que se anuncia apenas através dos alto-falantes instalados no prédio, mesmo que isso signifique matar os colegas de trabalho para sobreviver.

Um experimento psicológico que vai te levar à tensão extrema, junto com os personagens. As situações são intensas e todos vão se dando conta que, o que parecia ser inicialmente uma brincadeira, é algo completamente sério e precisam lutar pela sobrevivência, nem que isso implique em matar. Não é o tipo de filme que eu escolheria assistir, mas a presença de Tony Goldwyn (o presidente Fitzgerald da série Scandal e o amigo da onça Carl de Ghost: Do Outro Lado da Vida) me chamou a atenção e não me decepcionei. Um filme ousado, pouco divulgado, mas que traz uma reflexão interessante do que o ser humano é capaz, fazendo uma analogia com esse mundo corporativo tão competitivo, onde quem vence é o melhor, independente das circunstâncias, mesmo passando por cima das pessoas.

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Sem Spoilers: filmes de julho

Rainbow

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Título Original: Dhanak

Gênero: Drama

Direção: Nagesh Kukunoor

Ano: 2015

País de Origem: Índia

Sinopse: Em Rajasthan na Índia, Pari (Hetal Gada), uma menina de 10 anos, e Chotu (Krrish Chhabria), seu irmão de 8 anos, moram em uma vila perto das dunas de areia. Eles perderam os pais em um acidente e moram com os tios. Chotu é cego, mas lida bem com a situação, enquanto Pari é os olhos dele, sua guia e melhor amiga. Ainda inocentes, Pari promete a Chotu que ao completar 9 anos ele irá enxergar e, ao ver um cartaz de doação de olhos, ela acredita que encontrará alguém que possa ajudá-la.

Excelente! Diferentes culturas (da nossa e dos EUA) sempre trazem reflexões e aprendizados interessantíssimos e, nesse caso, uma lição de simplicidade, esperança e fraternidade. A cativante história dos irmãos Pari e Chotu nos leva por uma road trip leve e otimista, em meio a dificuldades tão distantes da nossa realidade. Muita música indiana, bom humor, companheirismo e amor pelo cinema. Apaixonante! Super recomendo!

A Incrível Jornada de Jacqueline

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Título Original: La Vache

Gênero: Comédia

Direção: Mohamed Hamidi

Ano: 2016

País de Origem: França

Sinopse: Fatah, um pequeno fazendeiro argelino, só tem olhos para sua vaca Jacqueline, que ele sonha em ver na grande feira de Agricultura, realizada em Paris. Determinado a levar a vaca até lá, ele a carrega consigo e cruza a França à pé, após pegar um barco para Marselha. No caminho, Fatah e Jacqueline vivem uma jornada cheia de surpresas e aventuras.

Divertido, simples e com uma ingenuidade tocante. A Incrível Jornada de Jacqueline e Fatah é cheia de aventura, bom humor e diálogos críticos que te fazem pensar. Há muita força de vontade, esperança e carisma no protagonista. Apesar de alguns clichês, é uma comédia encantadora que valoriza sentimentos essenciais e pouco usuais atualmente, como a tolerância, a solidariedade e a amizade.

Mulheres do Século 20

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Título Original: 20th Century Women

Gênero: Drama / Comédia

Direção: Mike Mills

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Na Califórnia dos anos 70, uma mãe (Annette Bening) tenta cuidar de sua família da melhor forma possível enquanto também procura respostas para as vidas de suas duas jovens amigas – uma fotógrafa aficcionada pela cultura punk (Greta Gerwig), e uma amiga de seu filho (Elle Fanning).

Três gerações de mulheres se encontram na trama principal desse filme: Dorothea (Anette Bening) com 55 anos, Abbie (Greta Gerwig) perto dos 30 e Julie (Elle Fanning) com 17 anos. É final dos anos 70, o feminismo está no auge, mas a história vai muito além disso, falando sobre a relação de mãe e filho, educação e amadurecimento. Com uma forma diferente de contar, explorando cada personagem, sua idade e contextualizando com o ano de nascimento, somos inseridos no mundo de cada um deles e nos envolvendo de forma única. Sem nada de extraordinário, mas com uma profundidade e força incrível, e embalado por uma trilha sonora espetacular. Uma homenagem a todas as mulheres e mães. Adorei!

A Morte lhe Cai Bem

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Título Original: Death Becomes Her

Gênero: Comédia / Fantasia

Direção: Robert Zemeckis

Ano: 1992

País de Origem: EUA

Sinopse: Uma famosa atriz egocêntrica (Meryl Streep) rouba de uma aspirante a escritora (Goldie Hawn) o noivo (Bruce Willis), um famoso cirurgião plástico. A noiva rejeitada se torna extremamente complexada e gorda, mas após 14 anos ela lança o livro “Eternamente Jovem” e, na noite de autógrafos, está mais linda do que nunca. Despertando a atenção de todos, principalmente da atriz que, sentindo-se cada dia mais velha, acaba indo se consultar com uma mulher sensual, bela e misteriosa (Isabella Rossellini), que tem uma poção da juventude que proporciona resultados inimagináveis. Ao bebê-la, ela fica jovem outra vez e descobre que sua rival também é cliente da feiticeira. Inicialmente elas começam a brigar pelo médico, mas logo as duas estão preocupadas e, de certa forma, unidas contra um terrível efeito colateral.

Uma comédia divertida, com muita fantasia, mas que consegue refletir sobre um tema atemporal: a eterna busca pela juventude. Meryl Streep, premiada e reconhecida por seus papéis dramáticos, está ótima como comediante. E, logo no início do filme, faz uma apresentação musical, cantando e dançando espetacularmente. Uma atriz completa! #soufã *-* Bruce Willis também tem destaque, num papel extremamente cômico e ingênuo. Um ótimo entretenimento com efeitos visuais inovadores que, na época, renderem um Oscar ao filme.

O Mínimo para Viver

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Título Original: To The Bone

Gênero: Drama

Direção: Marti Noxon

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Uma jovem (Lily Collins) está lidando com um problema que afeta muitos jovens no mundo: a anorexia. Sem perspectivas de se livrar da doença e ter uma vida feliz e saudável, a moça passa os dias sem esperança. Porém, quando ela encontra um médico (Keanu Reeves) não convencional que a desafia a enfrentar sua condição e abraçar a vida, tudo pode mudar.

Um filme bom, sem nada surpreendente, mas que passa muito bem a mensagem sobre anorexia. O grande destaque vai para a atuação da protagonista, Lily Collins, que entrou no personagem, emagreceu e reviveu os medos e desafios desse distúrbio, que já havia sofrido na adolescência. Mesmo sem muita profundidade, é um tema interessante e necessário, que foi tratado de forma bem realista.

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Sem Spoilers: filmes de junho

O Contador

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Título Original: The Accountant

Gênero: Ação / Suspense / Drama

Direção: Gavin O’Connor

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Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Desde criança, Christian Wolff (Ben Affleck) sofre com ruídos altos e problemas de sensibilidade, devido ao autismo. Apesar da oferta de ir para uma clínica voltada para crianças especiais, seu pai insiste que ele permaneça morando em casa, de forma a se habituar com o mundo que o rodeia. Ao crescer, Christian se torna um contador extremamente dedicado, graças à facilidade que tem com números, mas antissocial. A partir de um escritório de contabilidade, instalado em uma pequena cidade, ele passa a trabalhar para algumas das mais perigosas organizações criminosas do mundo. Ao ser contratado para vistoriar os livros contábeis da Living Robotics, criada e gerenciada por Lamar Blackburn (John Lithgow), Wolff logo descobre uma fraude de dezenas de milhões de dólares, o que coloca em risco sua vida e da colega de trabalho Dana Cummings (Anna Kendrick).

Surpreendente! Até a metade, é um filme comum, até um pouco cansativo. Depois tem uma sequência acontecimentos que vão te deixando de queixo caído até o final que é, nada menos que UAU! Ótima interpretação de Ben Affleck, de um personagem muito bem construído e cheio de nuances. O roteiro mistura muito bem ação, suspense, espionagem e fala de uma forma interessante sobre o autismo. Muito bom e promete sequência! \o/

A Nona Vida de Louis Drax

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Título Original: The 9th Life Of Louis Drax

Gênero: Suspense / Fantasia

Direção: Alexandre Aja

Ano: 2016

País de Origem: EUA / Canadá / Reino unido

Sinopse: Louis Drax (Aiden Longworth) é um garoto brilhante na escola, mas com sérias dificuldades em fazer amigos. Os colegas o consideram estranho e vários acontecimentos sombrios se passam ao seu redor. Ao completar nove anos, ele cai de um abismo e fica em coma. Seu pai (Aaron Paul) logo é apontado como culpado pelo ocorrido, devido a uma discussão durante um piquenique em família. Cabe ao dr. Allan Pascal (Jamie Dornan) cuidar da recuperação de Louis, por mais que sinta-se cada vez mais atraído pela mãe dele (Sarah Gadon).

Um filme cheio de mistérios e reviravoltas, mas superficial e com atuações médias. A história é boa, instigante, o suspense se sustenta, mas algumas situações são muito fantasiosas. As atuações de Aaron Paul e do menino Aiden dão uma elevada no conceito, mas a adaptação do livro de Liz Jensen acaba sendo cansativa e clichê.

Tallulah

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Título Original: Tallulah

Gênero: Drama

Direção: Sian Heder

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Lu (Ellen Page), uma jovem independente, teve o seu dinheiro roubado pelo ex-namorado. Pobre e morando em uma van, ela decide procurar a mãe dele, Margo (Allison Janney), que não a conhece e nega ajudar. Em um hotel buscando por comida, Lu conhece uma mãe descuidada para cuidar da sua filha. Lu decide “resgatar” a criança e levá-la até Margo, dizendo que a bebê é a neta dela.

Uma história sobre relações familiares, recomeços e autoconhecimento. Num primeiro momento, achei cansativa e exagerada a protagonista Lu, mas quando ela encontra a Margo, a trama flui e melhora bastante. Os diálogos são bons, o crescimento das personagens é visível e as lições que ambas passam são tocantes. E tem a ótima participação de David Zayas, o Angel de Dexter! *-*

Um Homem Entre Gigantes

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Título Original: Concussion

Gênero: Drama

Direção: Peter Landesman

Ano: 2016

País de Origem: EUA / Reino Unido / Austrália

Sinopse: Dr. Bennet Omalu (Will Smith), neuropatologista forense, diagnostica um severo trauma cerebral em um jogador de futebol americano e, investigando o assunto, descobre se tratar de um mal comum entre os profissionais do esporte. Determinado a reverter o quadro e expor para o mundo a grave situação, ele trava uma guerra contra a poderosa NFL.

Will Smith representa, com esse personagem, claramente a minoria: negro, estrangeiro e levantando dúvidas contra a “inquestionável” NFL. O tema é muito interessante, as atuações são boas, mas falta profundidade ao roteiro. A pesquisa científica sobre essa nova doença entre os atletas é instigante e queremos fazer onde vai chegar, mas falta emoção. Mas gostei! rs

Sandy Wexler

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Título Original: Sandy Wexler

Gênero: Comédia

Direção: Steven Brill

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Los Angeles, 1990. Sandy Wexler (Adam Sandler) é um agente determinado, empenhado e focado na evolução da carreira de seus excêntricos clientes. Sua rotina, no entanto, é abalada quando ele descobre em um parque de diversões a talentosa cantora Courtney Clarke (Jennifer Hudson), por quem acaba se apaixonando.

Não sou de recusar nenhum filme, exceto terror, então parei para assistir Sandy Wexler. O que falar de Adam Sandler, ele é divertido, às vezes mais, outras menos. Nesse filme, produzido pela Netflix, foi de menos. Destaque para a ambientação anos 90,  os depoimentos de grandes nomes da show business, representando a si mesmos, como Judd Apatow, Chris Rock, Jimmy Kimmel, Guy Oseary, Quincy Jones, Conan O’Brien…e os momentos musicais com Jennifer Hudson.

Relacionamento à Francesa

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Título Original: Papa ou Maman

Gênero: Comédia / Drama / Romance

Direção: Martin Bourboulon

Ano: 2016

País de Origem: França

Sinopse: Florence (Marina Foïs) e Vicent Leroy (Laurent Lafitte) são um casal bem-sucedido. Eles têm três filhos e ótimos empregos. Tudo corre bem, até que ambos recebem propostas de promoção. Com a turbulência e o caos da vida em conjunto, eles decidem se separar, mas nenhum deles quer ficar com a guarda dos filhos.

Uma comédia aparentemente boba, mas que com ótimos atores e um clima francês, torna-se interessante e diferente. Marina Foïs, que eu ainda não conhecia, e Laurent Laffite, de Até a Eternidade  e Elle  formam um excelente casal em pé de guerra e em uma situação incomum: se livrar da guarda dos filhos! Tem algumas situações exageradas, mas, no geral, é bem divertido.

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Sem Spoilers: filmes de maio

A Garota no Trem

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Título Original: The Girl on the Train

Gênero: Suspense

Direção: Tate Taylor

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Rachel (Emily Blunt), uma alcoólatra desempregada e deprimida, sofre pelo seu divórcio recente. Todas as manhãs ela viaja de trem de Ashbury a Londres, fantasiando sobre a vida de um jovem casal que vigia pela janela. Certo dia ela testemunha uma cena chocante e mais tarde descobre que a mulher está desaparecida. Inquieta, Rachel recorre a polícia e se vê completamente envolvida no mistério.

Baseado no best seller de mesmo nome, A Garota no Trem é instigante e suas personagens femininas muito bem construídas. Com ótimo roteiro e atuações complexas, focando no lado psicológico, ficamos o tempo todo na dúvida do que realmente aconteceu. E o final é surpreendente!  Lembra muito Garota Exemplar – o estilo de narrativa, o clima “frio”, personagens femininas em destaque, reviravoltas – , mas fica abaixo deste.

Cinquenta Tons Mais Escuros

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Título Original: Fifty Shades Darker

Gênero: Romance / Drama

Direção: James Foley

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Incomodada com os hábitos e atitudes de Christian Grey (Jamie Dornan), Anastasia (Dakota Johnson) decide terminar o relacionamento e focar no desenvolvimento de sua carreira. Ele, no entanto, não desiste tão fácil e fica sempre ao seu encalço, insistindo que aceita as regras dela. Tal cortejo acaba funcionando e ela reinicia o relacionamento com o jovem milionário, sendo que, aos poucos, passa a compreender melhor os jogos sexuais que ele tanto aprecia.

O segundo filme da trilogia é mais denso e com mais suspense que o anterior. O foco agora são os traumas de Grey e sua “descida do pedestal”, implorando pelo amor de Ana, coisa que ele jamais pensaria fazer antes de se apaixonar por ela. O roteiro foi muito bem adaptado do livro, os protagonistas foram competentes na evolução dos seus personagens e a ótima trilha sonora deu aquele toque especial.

Aliados

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Título Original: Allied

Gênero: Romance / Suspense

Direção: Robert Zemeckis

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Em uma missão para eliminar um embaixador nazista em Casablanca, no Marrocos, os espiões Max Vatan (Brad Pitt) e Marianne Beausejour (Marion Cotillard) se apaixonam perdidamente e decidem se casar. Os problemas começam anos depois, com suspeitas sobre uma conexão entre Marianne e os alemães. Intrigado, Max decide investigar o passado da companheira e os dias de felicidade do casal vão por água abaixo.

Um romance de época, em meio à Segunda Guerra, com um casal de protagonistas espiões impecável: Marion Cottilard e Brad Pitt! O roteiro não tem grandes surpresas, mas as atuações e o figurino ganham destaque. O mistério da personagem de Cotillard ser ou não uma informante se sustenta até o surpreendente e emocionante final. Gostei e recomendo!

Silêncio

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Título Original: Silence

Gênero: Drama

Direção: Martin Scorsese

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Século XVII. Dois padres jesuítas portugueses, Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garupe (Adam Driver), viajam até o Japão em uma época onde o catolicismo foi banido. À procura do mentor deles, padre Ferreira (Liam Neeson) os jesuítas enfrentam a violência e perseguição de um governo que deseja expurgar todas as influências externas.

Um bom filme sobre fé, perseverança e perseguição. Um trabalho impactante de Scorsese, com ótimas atuações – destaque para Andrew Garfield, que já havia chamado a minha atenção em Até o Último Homem . Os diálogos levantam diversas questões interessantes sobre religião, mas acaba sendo cansativo e longo demais.

A Vida Secreta das Abelhas

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Título Original: The Secret Life Of Bees

Gênero: Drama / Comédia

Direção: Gina Prince-Bythewood

Ano: 2009

País de Origem: EUA

Sinopse: Carolina do Sul, 1964. Lily Owens (Dakota Fanning) é uma garota de 14 anos atormentada pelas poucas lembranças que tem da mãe falecida em um trágico acidente causado por ela. Decidida a fugir da solidão e do relacionamento complicado com o pai, T. Ray (Paul Bettany), Lily foge de casa com sua empregada Rosaleen (Jennifer Hudson) e segue a única pista que pode levar ao passado de sua mãe numa pequena cidade do interior. Lá ela conhece August (Queen Latifah), a mais velha das irmãs Boatwright, dona de um tradicional apiário da cidade e que também conhece alguns segredos do passado de sua mãe.

A verdade é só metade do caminho. O que importa é o que você vai fazer com ela“.

Adoro a Dakota Fanning, desde Uma Lição De Amor , quando ela fez um papel brilhante com apenas 7 anos de idade. Em A Vida Secreta das Abelhas ela interpreta uma adolescente com uma carga dramática muito forte e passa uma veracidade incrível! Um filme leve, sobre temas pesados como violência doméstica, racismo e rejeição familiar. Lindo e emocionante. Adorei!

A Cabana

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Título Original: The Shack

Gênero: Drama

Direção: Stuart Hazeldine

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Um homem vive atormentado após perder a sua filha mais nova, cujo corpo nunca foi encontrado, mas sinais de que ela teria sido violentada e assassinada são encontrados em uma cabana nas montanhas. Anos depois da tragédia, ele recebe um chamado misterioso para retornar a esse local, onde ele vai receber uma lição de vida.

Prepare-se para chorar. Muito!!! Baseado no best seller homônimo, de William P. Young, o filme foi muito bem adaptado e é fiel ao livro. A história te faz refletir sobre muitas coisas, mas principalmente sobre o perdão. De forma lúdica, a trama vai se desenrolando e te envolvendo a ponto de você não saber se tudo aquilo é real ou só imaginação do protagonista. E a resposta depende da interpretação de cada um. Algumas cenas foram um pouco exageradas e, o principal ponto negativo pra mim, foi a escolha do ator, o inexpressivo Sam Worthington. Mas Octavia Spencer toma conta da maioria das cenas e dá um show!

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Sem Spoilers: filmes de abril

Pulp Fiction – Tempo de Violência

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Título Original: Pulp Fiction

Gênero: Policial / Suspense

Direção: Quentin Tarantino

Ano: 1994

País de Origem: EUA

Sinopse: Vincent Vega (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson) são dois assassinos profissionais que trabalham fazendo cobranças para Marsellus Wallace (Ving Rhames), um poderosos gângster. Vega é forçado a sair com a garota do chefe, temendo passar dos limites; enquanto isso, o pugilista Butch Coolidge (Bruce Willis) se mete em apuros por ganhar luta que deveria perder.

Um clássico de um diretor que virou gênero e que popularizou o modo não-linear de contar uma história, de forma atrativa e com o toque especial de violência sarcástica tão característica dele. Tramas independentes que se ligam de um jeito único, com uma trilha sonora em sintonia para cada momento e recheado de cenas que marcaram o cinema e são referência até hoje. Sem querer ser clichê, até porque demorei muuuuito tempo pra vê-lo, mas, sim, é um filme necessário.

Zodíaco

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Título Original: Zodiac

Gênero: Suspense

Direção: David Fincher

Ano: 2007

País de Origem: EUA

Sinopse: 1º de agosto de 1969. Três cartas diferentes chegam aos jornais San Francisco Chronicle, San Francisco Examiner e Vallejo Times-Herald, enviadas pelo mesmo remetente. A carta enviada ao Chronicle trazia a confissão de um assassino e as três juntas formavam um código que supostamente revelaria a identidade do criminoso. O assassino exigia que as cartas fossem publicadas, caso contrário mais pessoas morreriam. Um casal de Salinas consegue decodificar a mensagem, mas é Robert Graysmith (Jake Gyllenhaal), um tímido cartunista, quem descobre sua intenção oculta: uma referência ao filme “Zaroff, o Caçador de Vidas” (1932). Os assassinatos e as cartas se sucedem, provocando pânico na população de San Francisco.

Mais um filme que estava na minha lista há tempos e ficou abaixo das expectativas. Baseado na história real de um serial killer, a história vai mostrando toda a investigação para descobrir quem estava por trás dessas mortes em San Francisco. O elenco é ótimo, personagens super estruturados, mas acaba sendo longo e arrastado. Vai ver eu não estava no clima, pois só li críticas favoráveis e a fama do diretor é excelente, com os ótimos “Garota Exemplar”, “Millennium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres”, “O Curioso Caso de Benjamin Button”, “O Quarto do Pânico” e por aí vai!

Atirador

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Título Original: Shooter

Gênero: Ação

Direção: Antoine Fuqua

Ano: 2007

País de Origem: EUA

Sinopse: Bob Lee Swagger (Mark Wahlberg) é um ex-atirador de elite dos Marines, que se afastou do trabalho após uma traição. Isolado em um refúgio remoto nas montanhas, Bob é encontrado pelo coronel aposentado Isaac Johnson (Danny Glover). Johnson lhe diz que o país precisa de sua ajuda, já que a vida do presidente está em risco e apenas suas habilidades em tiro de longa distância podem impedir que esta ameaça se concretize. Inicialmente relutante, Bob aceita o trabalho. Porém logo ele descobre que tudo é na verdade uma armação patrocinada por Johnson.

Cheio de clichês, mas é um bom filme de ação, que prende do início ao fim e com uma ótima atuação de Mark Wahlberg. Não é imprescindível, mas vale o entretenimento.

A Cor de um Crime

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Título Original: Freedomland

Gênero: Policial / Drama

Direção: Joe Roth

Ano: 2006

País de Origem: EUA

Sinopse: Durante a madrugada, em um subúrbio de classe média de Nova Jersey, uma mulher ensanguentada aparece muda e estupefata no Centro Médico de Dempsy. Ela é Brenda Martin (Julianne Moore), que, após ser tratada contra choque e histeria, conta ao detetive Lorenzo Council (Samuel L. Jackson) o que lhe aconteceu. Brenda diz que foi levada de carro para uma pista isolada em uma área não-construída, que divide os conjuntos habitacionais de Dempsy. Inicialmente ela diz que foi obrigada a sair do carro por um homem negro, o que não convence o detetive. Ele pressiona Brenda e, após horas de interrogatório, ela diz que Cody (Marlon Sherman), seu filho de 4 anos, estava no banco traseiro do carro. Motivados pela ativista Karen Collucci (Edie Falco), integrantes das comunidades de Dempsy e de Gannon se unem para procurar Cody, que está desaparecido. Porém as investigações em torno deste suposto sequestro fazem com que surjam tensões raciais entre integrantes das comunidades.

Um suspense muito bem arquitetado e cheio de reviravoltas, um pouco confusas, por vezes, mas que não deixam a trama decair, principalmente pelas ótimas atuações de Julianne Moore e Samuel L. Jackson. Denso e impactante, o filme tem o foco no racismo e na história contada por uma mãe desesperada, que te deixa com a pulga atrás da orelha: será que é verdade?

Ferrugem e Osso

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Título Original: De rouille et d’os

Gênero: Drama

Direção: Jacques Audiard

Ano: 2013

País de Origem: França / Bélgica

Sinopse: Alain (Matthias Schoenaerts) está desempregado e vive com o filho, de apenas cinco anos. Ele parte para a casa da irmã em busca de ajuda e logo consegue um emprego como segurança de boate. Um dia, ao apartar uma confusão, ele conhece Stéphanie (Marion Cotillard), uma bela treinadora de orcas. Alain a leva em casa e deixa seu cartão com ela, caso precise de algum serviço. O que eles não esperavam era que, pouco tempo depois, Stéphanie sofreria um grave acidente que mudaria sua vida para sempre.

Como recomeçar, depois que perdemos o chão? Ótimo drama francês sobre amor e dor, sem apelar. Cenas realistas, duras e nada romanceadas mexem com o nosso interior de forma diferente. Atuações incríveis de Marion Cotillard, como sempre, e Matthias Schoenaerts, que formam uma dupla problemática, mas com uma força verdadeira para enfrentar as adversidades. Destaque também para a fotografia solar e natural deslumbrante.carolwerner3

Sem Spoilers: filmes de fevereiro

Até o Último Homem

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Título Original: Hacksaw Ridge

Gênero: Drama / Guerra / Biografia

Direção: Mel Gibson

Ano: 2017

País de Origem: EUA / Austrália

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, o médico do exército Desmond T. Doss (Andrew Garfield) se recusa a pegar em uma arma e matar pessoas, porém, durante a Batalha de Okinawa ele trabalha na ala médica e salva mais de 75 homens, sendo condecorado. O que faz de Doss o primeiro Opositor Consciente da história norte-americana a receber a Medalha de Honra do Congresso.

Surpreendente! Não sou muito fã de filmes de guerra, mas quando entra o fator humano no meio da barbárie, a coisa muda. Baseado em uma inspiradora história real, Até o Último Homem é emocionante e lindamente dirigido por Mel Gibson. As cenas são de encher os olhos e tem uma fotografia e efeitos especiais de cair o queixo. E a entrega física e emocional de Andrew Garfiled dá um toque especial ao persistente Desmond Doss, que foi até o fim pelos seus ideais. Uma ótima narrativa, contando desde a infância do protagonista, que impressiona pela força das imagens e pelo poder da história. Um dos melhores concorrentes ao Oscar deste ano!

Concorre em 6 categorias do Oscar, dentre elas a de melhor filme, diretor e ator.

Estrelas Além do Tempo

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Título Original: Hidden Figures

Gênero: Drama / Biografia

Direção: Theodore Melfi

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: 1961. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte. É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

Maravilhoso! #GirlPowerFeelings! rs Três personagens fortíssimas, baseadas na história real das matemáticas Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson, que enfrentaram preconceitos chocantes, mesmo para uma sociedade dos anos 60. E o que choca mais é saber que, em níveis diferentes, isso ainda acontece hoje em dia. Elas quebraram barreiras raciais, de gênero e profissionais. Atuações impecáveis – destaque para o trio Taraji, Octavia e Janelle, e Kevin Costner -, com diálogos excelentes que nos fazem refletir sobre a ignorância que ainda sobrevive com o preconceito, sem transforma-las em vítimas, muito pelo contrário, tornando-as admiráveis e exemplos a seguir. Adorei!

Concorre ao Oscar de melhor filme, atriz coadjuvante (Octavia Spencer) e roteiro adaptado.

A Qualquer Custo

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Título Original: Hell Or High Water

Gênero: Suspense / Drama

Direção: David Mackenzie

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Interior do Texas, Estados Unidos. Toby (Chris Pine) e Tanner (Ben Foster) são irmãos que, pressionados pela proximidade da hipoteca da fazenda da família, resolvem assaltar bancos para obter a quantia necessária ao pagamento. Com um detalhe: eles apenas roubam agências do próprio banco que está cobrando a hipoteca. Só que, no caminho, eles precisam lidar com um delegado veterano (Jeff Bridges), que está prestes a se aposentar.

Um faroeste moderno com belíssimas paisagens áridas e uma excelente trilha sonora. Um retrato dos EUA longe das metrópoles, mais interiorano e “faca na bota”, com seus caricatos personagens cowboys. A história é simples, transparece veracidade e apesar de muita previsibilidade, o filme flui e te faz torcer pelo bandido. Ou seria ele o mocinho da situação? Muito bom!

Concorre ao Oscar de melhor filme, ator coadjuvante (Jeff Bridges), roteiro original e montagem.

A Chegada

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Título Original: Arrival

Gênero: Ficção

Direção: Deniis Villeneuve

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Quando seres interplanetários deixam marcas na Terra, a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade.

Assim como Interestelar, A Chegada tem esse mesmo tema de difícil compreensão sobre comunicação alienígena e destino da humanidade. Mas o primeiro me tocou mais, por causa da emoção dos personagens e por não mostrar tanta irrealidade, como naves e seres em meio à névoa. A crítica amou, Amy Adams está ótima, mas não me agradou tanto.

Concorre ao Oscar de melhor filme, diretor, roteiro adaptado, fotografia, edição, design de produção e edição de som.

Lion – Uma Jornada para Casa

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Título Original: Lion

Gênero: Biografia / Drama

Direção: Garth Davis

Ano: 2017

País de Origem: EUA / Austrália / Reino Unido

Sinopse: Quando tinha apenas cinco anos, o indiano Saroo se perdeu do irmão numa estação de trem de Calcutá e enfrentou grandes desafios para sobreviver sozinho até de ser adotado por uma família australiana. Incapaz de superar o que aconteceu, aos 25 anos ele decide buscar uma forma de reencontrar sua família biológica.

Preparem um lençol, pois um lenço não será suficiente pra carga de emoção desse filme, inspirado na história real de Saroo Brierley, um indiano de 5 anos de idade que, em 1986, se perdeu de seu irmão Guddu numa estação de trem e foi parar 1.600 quilômetros mais adiante, na caótica Calcutá, sem saber como voltar para casa. O pequeno Saroo, interpretado pelo apaixonante Sunny Pawar, faz sua estreia como ator e deixa a gente com o coração partido, tamanha delicadeza e veracidade no seu convívio com a mãe (Priyanka Bose), na interação super próxima com o irmão (Abhishek Bharate) e na sua luta para encontrar o caminho de volta. Ele foi escolhido pelo diretor em uma escola de Mumbai. Já adulto, agora com Dev Patel no papel, recomeça a jornada da busca pela família biológica. Estava um pouco receosa pelo ator, mas ele convence, se entrega e nos passa toda sua angústia por desconhecer suas origens. Impossível não chorar em vários momentos dessa aventura trágica de superação, coragem, persistência e, principalmente, esperança. Recomendadíssimo! ❤

Concorre ao Oscar de melhor filme, roteiro adaptado, fotografia, trilha sonora e ator e atriz coadjuvantes, com Dev Patel e Nicole Kidman. E eu estou muito na torcida de melhor filme!!! \o/

Um Homem Chamado Ove

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Título Original: En Man Som Heter Ove

Gênero: Comédia / Drama

Direção: Hannes Holm

Ano: 2017

País de Origem: Suécia

Sinopse: Ove é um senhor mal-humorado de 59 anos que leva uma vida totalmente amargurada. Aposentado, ele se divide entre sua rotina monótona e as visitas que faz ao túmulo de sua falecida esposa. Mas, quando ele finalmente se entregou às tendências suicidas e desistiu de viver, novos vizinhos se mudam para a casa da frente e uma amizade inesperada irá surgir.

Lembram do Ivo, lá de Tangerines? Agora é a vez de querer ser amigo do Ove! ❤ Que filme lindo, envolvente, emocionante! Cheio de lições de vida, amizade, bom humor e um drama comum, que te aproxima ainda mais da história. Entre idas e vindas no tempo, vamos conhecendo aos poucos a história do velho Ove, os motivos do seu mau humor constante e de sua rotina metódica e avessa a modernismos. Adaptação do best seller sueco de Frederick Backman, Um Homem Chamado Ove é daqueles filmes super agradáveis que tem que assistir! *-*

Concorre ao Oscar de melhor filme estrangeiro e maquiagem. E minha torcida, é claro, vai pra ele.

Elle

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Título Original: Elle

Gênero: Suspense / Drama

Direção: Paul Verhoeven

Ano: 2016

País de Origem: França / Alemanha

Sinopse: Michèle (Isabelle Huppert) é a executiva-chefe de uma empresa de videogames, a qual administra do mesmo jeito que administra sua vida amorosa e sentimental: com mão de ferro, organizando tudo de maneira precisa e ordenada. Sua rotina é quebrada quando ela é atacada por um desconhecido, dentro de sua própria casa. No entanto, ela decide não deixar que isso a abale. O problema é que o agressor misterioso ainda não desistiu dela.

Provocativo e diferente do que se espera de qualquer história de abuso sexual. A forma com que a protagonista, incrivelmente interpretada por Isabelle Huppert, lida com a situação nos choca e, ao mesmo tempo, nos encoraja a seguir em frente, na busca por quem é esse agressor. Os conflitos com todos ao seu redor são intensos e, ao longo da trama, vamos descobrindo que esse ato é só mais um dos trágicos momentos vividos por ela. Um filme único, desafiador e difícil de digerir.

Concorre ao Oscar de melhor atriz e é a minha preferida nessa categoria.

Jackie

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Título Original: Jackie

Gênero: Biografia / Drama

Direção: Pablo Larraín

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Jacqueline Kennedy (Natalie Portman), inesperadamente viúva, lida com o trauma nos quatro dias posteriores ao assassinato de seu marido, o então presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy.

O filme faz um recorte preciso do momento do atentado ao presidente JFK e os dias posteriores, na visão da primeira dama. O desenrolar desse curto espaço de tempo, que mistura flashbacks com uma entrevista de Jackie à imprensa e uma trilha sonora deprimente, acaba sendo cansativo. Destaque para a fotografia e a atuação de Natalie Portman, que está primorosa, diferente de tudo que já vimos dela, os trejeitos, a voz, o comportamento.

Concorre ao Oscar de melhor atriz, trilha sonora e figurino.

Toni Erdmann

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Título Original: Toni Erdmann

Gênero: Comédia / Drama

Direção: Maren Ade

Ano: 2017

País de Origem: Alemanha / Áustria

Sinopse: Winfried (Peter Simonischek) é um senhor que gosta de levar a vida com bom humor, fazendo brincadeiras que proporcionem o riso nas pessoas. Seu jeito extrovertido fez com que se afastasse de sua filha, Ines (Sandra Hüller), sempre sisuda e extremamente dedicada ao trabalho. Percebendo o afastamento, Winfried decide visitar a filha na cidade em que ela mora, Bucareste. A iniciativa não dá certo, resultando em vários enfrentamentos entre pai e filha, o que faz com que ele volte para casa. Tempos depois, Winfried ressurge na vida de Ines sob o alter-ego de Toni Erdmann, especialista em contar mentiras bem-intencionadas a todos que ela conhece.

Um filme que incomoda. Qualquer relação de conflito familiar provoca reações interessantes e incomodativas. Ao mesmo tempo que as piadas do protagonista quebram o gelo em alguns momentos, em outros só o colocam e deixam as pessoas ao redor em situações embaraçosas e nos mostram a verdadeira solidão por trás do “palhaço”. Concorrente alemão ao Oscar de melhor filme estrangeiro, Toni Erdmann tem um roteiro interessante, humano, super diferente e com ótimas e sensíveis atuações.

Florence – Quem é Essa Mulher?

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Título Original: Florence Foster Jenkins

Gênero: Biografia / Comédia / Drama

Direção: Stephen Frears

Ano: 2016

País de Origem: Reino Unido / França

Sinopse: Florence Foster Jenkins (Meryl Streep) é uma rica herdeira que persegue obsessivamente uma carreira de cantora de ópera. Aos seus ouvidos, sua voz é linda, mas para todos os outros é absurdamente horrível. O ator St. Clair Bayfield (Hugh Grant), seu companheiro, tenta protegê-la de todas as formas da dura verdade, mas um concerto público coloca toda a farsa em risco.

Um filme engraçado, mas comum, com roteiro fraco, válido apenas pelas atuações de Meryl Streep, Hugh Grant e com destaque para o talentoso e cômico pianista, interpretado por Simon Helberg.

Concorre ao Oscar de melhor atriz com Meryl Streep.

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Sem Spoilers: filmes de janeiro

Façam suas apostas, pois está aberta a temporada do Oscar 2017!!! \o/

Desde a última edição da premiação, estou me dedicando e conseguindo assistir à maioria dos filmes indicados antes da entrega das estatuetas. Sempre admirei essas premiações, mas sem ter assistido aos filmes ficava sem graça, sem sentido. Agora fico na torcida, concordo ou discordo dos críticos, então… se cuidem Glória Pires e Rubens Ewald Filho!!! 😛

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La La Land: Cantando Estações

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Título Original: La La Land

Gênero: Comédia / Musical / Romance

Direção: Damien Chazelle

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.

Um musical com ritmo, e não me refiro às danças, mas às grandes atuações dos protagonistas, que tem uma ótima química e se entregam verdadeiramente aos seus papéis. O filme não se trata apenas de cantoria, tem ótimos diálogos e importantes silêncios que te colocam na pele dos personagens e te fazem sentir as frustrações diante de tantos “nãos” que a vida dá. Sonhadores entenderão! Ponto extra para a belíssima fotografia, ao colorido que invade a tela e às referências a tantos clássicos, como “Cantando na Chuva”, o casal dançante Fred Astaire e Ginger Rogers, “Amor Sublime Amor”e “Moulin Rouge”. Nostálgico e encantador!

É um dos favoritos ao Oscar, concorrendo em 13 categorias.

Sully – O Herói do Rio Hudson

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Título Original: Sully

Gênero: Biografia / Drama

Direção: Clint Eastwood

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: 15 de janeiro de 2009. Logo após decolar do aeroporto de LaGuardia, em Nova York, uma revoada de pássaros atinge as turbinas do avião pilotado por Chesley “Sully” Sullenberger (Tom Hanks). Com o avião seriamente danificado, Sully não vê outra alternativa senão fazer um pouso forçado em pleno rio Hudson. A iniciativa é bem sucedida, com todos os 150 passageiros a bordo sendo salvos. Tal situação logo transforma Sully em um grande herói nacional, o que não o isenta de enfrentar um rigoroso julgamento interno coordenado pela agência de regulação aérea nos Estados Unidos.

Muitos fatores contribuíram para o sucesso prévio desse filme: história real, Tom Hanks, Nova York e Clint Eastwood. Mas, apesar de ótimo, não foi suficiente para grandes indicações, ficando apenas com a de Melhor Edição de Som. Tom Hanks é indiscutivelmente um grande ator, ele sabe interpretar seus personagens com maestria e, neste caso, colocando o fator humano em evidência. E ainda teve o apoio de Aaron Eckhart (co-piloto Jeff) que formaram uma dupla e tanto! O roteiro não tem muito a dizer, mas a direção de Clint é impecável, conduzindo a trama entre vai e vens no tempo, muito bem conectados e com objetividade. Sou suspeita, sou fã… adorei! 🙂

Zootopia – Essa Cidade é o Bicho

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Título Original: Zootopia

Gênero: Animação

Direção: Byron Howard / Rich Moore

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Judy Hopps é a pequena coelha de uma fazenda isolada, filha de agricultores que plantam cenouras há décadas. Mas ela tem sonhos maiores: pretende se mudar para a cidade grande, Zootopia, onde todas as espécies de animais convivem em harmonia, na intenção de se tornar a primeira coelha policial. Judy enfrenta o preconceito e as manipulações dos outros animais, mas conta com a ajuda inesperada da raposa Nick Wilde, conhecida por sua malícia e suas infrações. A inesperada dupla se dedica à busca de um animal desaparecido, descobrindo uma conspiração que afeta toda a cidade.

Fazia tempo que eu não me empolgava tanto com uma animação! Uma história linda e divertida sobre superação, realização de sonhos e de encontrar amizade e lealdade onde menos se espera. E ainda faz uma ótima crítica ao preconceito, racismo, classes sociais, drogas, autoritarismo, machismo e por aí vai. Uma excelente reflexão embalada por uma música que é pura energia e encorajamento: “Try Everything”, da Shakira. Super recomendo! *-*

Já ganhou o Globo de Ouro, Critic Choice e concorre ao Oscar de Melhor Animação.

A Luz Entre Oceanos

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Título Original: The Light Between Oceans

Gênero: Drama / Romance

Direção: Derek Cianfrance

Ano: 2016

País de Origem: EUA / Reino Unido / Nova Zelândia

Sinopse: Austrália, após a Primeira Guerra Mundial. Tom Sherbourne (Michael Fassbender) é um veterano da guerra contratado para trabalhar em um farol, que orienta os navios exatamente na divisão entre os oceanos Pacífico e Índico. Trata-se de uma vida solitária, já que não há outras casas na ilha. Logo ao chegar Tom é apresentado a Isabel Graysmark (Alicia Vikander), com quem logo se casa. O jovem casal rapidamente tenta engravidar, mas Isabel enfrenta problemas e perde dois bebês – o que, inevitavelmente, provoca traumas. Até que, um dia, surge na ilha em que vivem um barco à deriva, contendo o corpo de um homem e um bebê. Tom deseja avisar as autoridades do ocorrido, mas é convencido por Isabel para que enterrem o falecido e passem a cuidar da criança como se fosse sua filha, já que ninguém sabia que ela tinha tido um aborto. Mesmo reticente, Tom concorda com a proposta.

Uma narrativa clássica de um romance à beira do precipício. Como não enlouquecer vivendo tão isoladamente? Como conviver com a culpa de uma mentira? Ótima atuação de Fassbender e, principalmente, da Alicia Vikander nesse drama delicado, que toca lá no fundo e te deixa ora de um lado ora de outro da situação. Gostei!

Um Limite Entre Nós

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Título Original: Fences

Gênero: Drama

Direção: Denzel Washington

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Nos anos 50, Troy Maxson (Denzel Washington) tenta criar os filhos e cuidar da família da melhor maneira possível. Mas a tarefa não é fácil. Ele sonhou em ser jogador de baseball e virou coletor de lixo. Para piorar, a relação com o filho mais velho é complicada.

Baseada na peça homônima, de 1987, que teve uma nova versão em 2010 protagonizada pelo próprio Denzel Washington, “Um Limite Entre Nós” é uma aula de atuação. Viola Davis (Rose – a esposa) e Denzel combinam muito e dão um show. Ela como a resignada e paciente matriarca da época, que mantém o equilíbrio da família. Ele com suas múltiplas faces – amargo, depressivo, amigável, apaixonado – e com discursos intermináveis, mas longe de serem cansativos. (Oscar de melhor decoreba goes to… 😛 ). Senti um pouco a falta de trilha sonora, mas não compromete o filme. Muito bom e cheio de reflexões!

Concorre ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Roteiro Adaptado, além de já ter dado a Viola o Globo de Ouro, o SAG Award e o Critic Choice nessa mesma categoria e a Denzel Washongton o SAG Award de Melhor Ator Principal.

Moonlight: Sob a Luz do Luar

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Título Original: Moonlight

Gênero: Drama

Direção: Barry Jenkis

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Black (Trevante Rhodes) trilha uma jornada de autoconhecimento enquanto tenta escapar do caminho fácil da criminalidade e do mundo das drogas de Miami. Encontrando amor em locais surpreendentes, ele sonha com um futuro maravilhoso.

Uma história sobre autoconhecimento. Chiron, o protagonista, passa por 3 fases da vida (infância, adolescência e adulta) tentando sobreviver e se achar no mundo, escondido atrás de uma sociedade preconceituosa. Até a metade do filme, na adolescência do personagem, o filme é cativante e muito emocionante. Mas depois o longa parece que desanda, fica monótono, perde o brilho.

Já ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme Dramático, SAG Award de Melhor Ator Coadjuvante (Mahershala Ali) e concorre a 8 categorias do Oscar, incluindo a de Melhor Filme, Diretor, Ator Coadjuvante e Atriz Coadjuvante.

Manchester à Beira-Mar

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Título Original: Manchester by The Sea

Gênero: Drama

Direção: Kenneth Lonergan

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Lee Chandler (Casey Affleck) é forçado a retornar para sua cidade natal com o objetivo de tomar conta de seu sobrinho adolescente após o pai (Kyle Chandler) do rapaz, seu irmão, falecer precocemente. Este retorno ficará ainda mais complicado quando Lee precisar enfrentar as razões que o fizeram ir embora e deixar sua família para trás, anos antes.

Extremamente profundo. Toca em feridas que nem são nossas, mas sentimos como se fossem. Uma tristeza reprimida que choca e abala, sem ser melodramático. O protagonista, muito bem interpretado por Casey Affleck, transmite toda essa angústia dos traumas que vivenciou em poucas palavras e expressões. Não considero Casey um ótimo ator, mas acredito que esse papel se encaixou perfeitamente. Um filme recheado de flashbacks, que contam pequenas histórias diante de cada situação atual e engrandecem ainda mais a história. Muito bom!

Concorre ao Oscar de Melhor Filme, Diretor, Ator, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante e Roteiro Original.

Interrogation

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Título Original: Visaaranai

Gênero: Drama / Suspense / Policial

Direção: Vetri Maaran

Ano: 2015

País de Origem: Índia

Sinopse: Um grupo de imigrantes estão passando por uma tremenda injustiça. Eles foram detidos pela polícia, torturados e forçados a admitir um crime que não cometeram. Mas, quando todas as suas esperanças parecem ter se perdido, um policial de sua cidade natal depõe e finalmente consegue libertá-los. Mas o real problema começa quando o policial pede um favor em troca.

Baseado numa história real, o filme impacta pela violência, injustiça e pelos cenários sujos e tristes de um lugar corrupto. É uma crítica social ao sofrimento e descaso aos imigrantes. A ingenuidade dos protagonistas e a relação entre eles em se ajudar é tão doce e cativante, que contrasta e se sobressai a todo o cenário cruel e ficamos o tempo todo torcendo por eles. Adorei! E algumas curiosidades sobre o cinema indiano: tem um intervalo no meio do filme, todas as cenas com alguém fumando aparece um alerta “proibido fumar” e as cenas com sangue ficam em preto e branco.

Representante indiano no Oscar 2017, mas não entrou nos 5 finalistas de Melhor Filme Estrangeiro. 😦

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