4 dicas para aprender um novo idioma sozinho

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Recentemente resolvi transformar o ócio em algo produtivo e comecei a aprender Francês. Sozinha, online e de graça. Com muito tempo, porém pouco dinheiro, resolvi usar recursos à disposição para estudar. E gente, nem só de redes sociais vive a internet! Tem TANTO site legal e confiável que disponibiliza aulas gratuitas sobre praticamente tudo ao nosso alcance, basta ter interesse, saber e ter paciência para pesquisar e ter dedicação para de fato aprender sozinho.

Como a minha experiência está sendo com o aprendizado de uma nova língua – da qual até então eu só conhecia duas palavras: bonjour e merci – vou deixar aqui 5 dicas para aprender um novo idioma que estão funcionando para mim.

1. Sites online e gratuitos

Como disse no comecinho do post, existem MUITOS sites legais e confiáveis à disposição. Com uma pesquisa mais refinada, você vai encontrar aquele que mais corresponde às suas expectativas. No meu caso, tenho utilizado três sites diferentes que têm funcionado muito bem comigo. Um é melhor para vocabulário, outro para gramática e um terceiro para exercícios. O mais bacana de todos é o Polly Lingual, que oferece aulas básicas e gratuitas de vários idiomas (e tem ainda a opção de aulas mais avançadas no plano pago). Ele é mais focado em vocabulário e pronuncia.

2. Música

Sou movida à música, e aprender um idioma com o auxílio de canções ajuda bastante a fixar. Depois de encontrar alguns artistas franceses que gostei, como Zaz e Joyce Jonathan (aceito dicas! rs), separei algumas músicas favoritas. Ouço, leio, vejo a tradução, faço as associações, canto junto e vou repetindo até a coisa fixar e eu saber não só a letra como também o que ela significa. Excelente para formar vocabulário e aprender pronuncia (fundamental principalmente em uma língua tão diferente da nossa como o Francês e tantas outras). Vale também vídeos no Youtube. Tem alguns bem legais para quem tá aprendendo um novo idioma.

3. Escrita

Qualquer que seja a língua, aprender a escrever é um passo mais complicado. Em Francês então, Jesus! rsrs Por isso praticar a escrita é fundamental. Vá praticando escrever as palavras que vai aprendendo, crie um sistema que funcione para você. Eu costumo escrever a palavra em português e depois, sem consulta, escrevê-la em Francês. Além de ajudar a memorizar o termo, vamos praticando a gramática.

4. Leitura

É óbvio que no começo vai ser difícil porque tudo o que você ler vai precisar de tradução. Mas com a prática as palavras vão ficando mais familiares, algumas delas você vai começar a deduzir antes mesmo de traduzir, e assim você vai aprendendo. Também acho a leitura muito útil para ir compreendendo a gramática e as estruturas das frases. Você vai prestando atenção em como elas são formadas e quando vê já consegue construir suas próprias frases. Assim, volte para o item “3- Escrita” e pratique 😉

Quero deixar claro que acho indispensável um aprendizado mais formal e aprofundado, com acompanhamento de um profissional. Mas para quem quer sair do nada para o básico, as dicas acima funcionam e muito. Mas também tem muito curso de responsa online, com temáticas e conteúdos mais diversos possíveis, que garantem certificados. Então antes de começar, dedique algum tempo a pesquisar as opções e crie uma rotina para se comprometer com o aprendizado.

Já se dispuseram a aprender algo novo sozinhos? Quais técnicas funcionam para vocês?

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Os desacontecimentos de Eliane Brum

Foto: Imprensa Feira do Livro

Foto: Imprensa Feira do Livro

“Toda vida é extraordinária.” Foi com essa frase que a jornalista, documentarista e escritora Eliane Brum chamou minha atenção durante uma entrevista antes de sua palestra no dia 14 de junho, na 15ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto. Tímida, ela disse que a escrita foi a voz que encontrou para se conectar com o mundo e ainda revelou que precisou de muito esforço para se acostumar a falar em público. “A palavra escrita me salvou”, declara.

Ao falar da carreira de jornalista, na qual já tem mais de 20 anos de experiência, Eliane Brum me fez, além de não desligar os ouvidos de suas respostas, refletir sobre a carreira que escolhi seguir há alguns anos. Eliane se sobressai entre os muitos jornalistas “famosos” da nossa época por sua sensibilidade e pelo humanismo que ficam mais do que comprovados em sua fala e em sua escrita. Ela, que se dispôs a escrever sobre “desacontecimentos”, nos prova que jornalismo nem sempre é notícia ruim.Pelo contrário. “Os desacontecimentos são notícias que não são notícias para a imprensa tradicional”, explica.

Para ela o desafio constante dos jornalistas é manter o “olhar de espanto” sobre tudo e todos à sua frente. “Não existem vidas comuns”, afirma. Há algum tempo escritora, Eliane Brum falou sobre algumas diferenças entre o jornalismo e a literatura em sua vida. “Jornalismo é despir-se de si mesmo. É isso que diferencia a reportagem de outras narrativas. Por outro lado, tem realidades que só a ficção suporta.”

Ainda falando sobre sua carreira, mas enveredando um pouco mais para o lado pessoal da sua profissão, Eliane Brum abordou questões como o tempo e a liberdade. “A máxima liberdade está ligada ao mínimo de dinheiro. Quanto mais dinheiro você precisa para viver, menos livre você é”, comentou fazendo referência à decisão de deixar as redações e a “carteira assinada” de lado, optando por uma liberdade maior de decidir o que fazer, quais matérias escrever, quais projetos tocar em frente. “Escolhi viver meu próprio tempo, sob meus próprios termos. E não mais o tempo dos outros.” 

Segundo Eliane Brum, a frase que ouviu de uma entrevistada durante a produção de uma longa reportagem sobre a morte, na qual passou 115 dias acompanhando uma mulher com câncer incurável, foi uma das coisas que a levaram a mudar seu estilo de vida. “No meu primeiro encontro com essa mulher ela disse algo que me fez repensar a questão do tempo. Ela disse ‘quando eu tive tempo descobri que meu tempo tinha acabado'”. De acordo com a jornalista, sua entrevistada se referia a um (mau) hábito que muitos de nós temos. Decidimos primeiro “ganhar a vida” para depois vivê-la, sem se dar conta de que ai pode ser tarde demais. “A partir disso, percebi que minha vida é aqui e agora. Para viver o presente eu preciso querer estar aqui e dar sentido para isso.”

***

Já no Salão de Ideias durante a programação da Feira do Livro, Eliane Brum encerrou sua participação lendo “Menina Quebrada”, uma crônica que escreveu para sua afilhada, deixando eu e quase toda a plateia com os olhos cheios de lágrimas. Vale a pena a leitura!

 

 

Estudando a distância (EAD)

Imagem tirada do blog super30.blogspot.com.br

Imagem tirada do blog super30.blogspot.com.br

 

Acabei de concluir uma pós-graduação a distância e, depois da experiência, achei que valia a pena compartilhar um pouquinho do meu parecer sobre essa forma de ensino que tem crescido cada dia mais, afinal, segundo o Ministério da Educação, entre 2011 e 2012, o número de alunos de EAD (educação a distância) aumentou 12,2%, enquanto que o número de estudantes do ensino presencial cresceu 3,1%.

Peço que considerem que tudo o que disse abaixo é baseado na minha experiência com uma instituição e eu não sei se em todo lugar é igual. Mas acredito que a minha opinião possa ajudar a esclarecer um pouquinho o funcionamento do ensino a distância de maneira geral.

1) A tecnologia – nem sempre o sistema utilizado é tão simples para todo mundo. No meu caso, achava o site bastante complexo devido à sua segmentação extrema. São muitos ícones que acabam confundindo sua funcionalidade. Alguns são bem similares, o que deixa o aluno perdido sem saber qual deles usar para “isso” e qual usar para “aquilo”.

2) O curso – o curso é dividido em módulos, sendo que cada módulo representa uma matéria e você estudará uma matéria por mês. Você tem 15 dias para assistir às aulas e 15 dias para fazer a prova online. O ponto negativo é que se você terminar antes, você terá alguns dias de “folga”, digamos assim. Isso porque o sistema não compreende que você já está apta a seguir em frente. Essa bur(r)ocratização acabou transformando o meu curso de 14 meses (1 ano e 2 meses) em um curso de 1 ano e 8 meses.

3) As aulas – funciona assim (pelo menos no meu caso): em uma parte são postados vários textos e slides para você baixar. Eles são como uma apostila de estudo. Em outra parte são postados os vídeos das aulas. É como se o professor estivesse na frente da sala enquanto você está ali na sua carteira. No entanto, a aula está gravada e elas costumam ter um tempo padrão. A vantagem é que o vídeo pode ser pausado e revisto a qualquer momento. Então, se você não entendeu direito uma aula, você pode revê-la. O aspecto negativo é que há uma certa desatualização nas aulas. Alguns conteúdos são um pouco antigos. Por exemplo, o professor fala sobre uma pesquisa realizada “no ano passado”, mas a pesquisa é de fato de 2007. Acho que falta um pouco de atenção das instituições em manter o material sempre atualizado, regravando as aulas. Eu tive aulas com professores que já haviam deixado a instituição há pelo menos dois anos, mas ele estava lá, na minha tela como se ainda fizesse parte do quadro de funcionários. Isso passa para o aluno a impressão de desleixo, de economia por parte da instituição.

4) As provas – sim, apesar de ser um ensino a distância você terá que passar por avaliação. Para mim funcionava da seguinte forma: ao fim de cada módulo, eu fazia uma prova de testes online e de tempos em tempos, de acordo com o calendário acadêmico eu ia até o polo da faculdade e fazia uma prova escrita, com questões dissertativas e testes. A minha aprovação no módulo era calculada com base na nota dessas duas provas.

5) O TCC (trabalho de conclusão de curso) – sim, mais uma coisa da qual você não escapará e aqui está minha maior decepção com o sistema de EAD. Passei dois meses escrevendo um artigo sendo orientada por uma professora através de trocas de mensagens pelo próprio sistema da faculdade. Mas o que de fato aconteceu foi que fiz o TCC por minha conta e risco. A minha orientadora não me deu em momento algum um retorno dizendo se tinha algo certo ou errado, nem me mandou fazer alterações ou acrescentar algo no meu artigo. Ela também não me indicou leituras ou qualquer referência. Me senti às cegas quando chegou o dia da minha apresentação, afinal, havia feito tudo quase sem orientação nenhuma.

Por falar em apresentação, outra decepção. A apresentação, a defesa da sua tese, acontece por Skype. Você vai até o polo mais perto da sua casa, senta na frente de um computador orientada por uma professora assistente e, diante da tela, com um fone de ouvido e um microfone, você vê a sua banca e se comunica com ela. Ao final da sua apresentação, eles dizem que você foi aprovado (ou não) e te dão a sua nota final.

Além de tudo isso, ao longo do curso, os alunos de EAD têm no próprio site espaços para tirar dúvidas, plantões em grupo com professores, fóruns de discussões com outros alunos e outras ferramentas que poderiam auxiliá-lo nos estudos. No entanto, isso nem sempre funciona de forma eficiente. Os horários desses “encontros” online são pouco flexíveis e a discussão perde um pouco o controle.

Considerações gerais:

Se você não tem tempo ou paciência para ir à faculdade assistir aulas presenciais, o EAD é uma boa opção, afinal, sempre acreditei que o bom desempenho em qualquer curso depende, acima de tudo, do próprio aluno. Então, se você for dedicado e estiver determinado a fazer um bom curso, essa é uma ótima opção. Tem também a vantagem de serem mais baratos que uma faculdade tradicional. E há toda a comodidade de estudar direto da sua casa ou de qualquer canto do mundo.

No entanto, se você é daqueles que gostam de tudo muito certinho, o sistema de funcionamento dos cursos a distância pode te tirar do sério e fazer você pensar muitas vezes antes de seguir adiante com os estudos. O oposto também vale. Se você não está nem ai pra nada, o EAD também não servirá para você, pois como eu disse, é preciso muita determinação para conseguir lidar com esse sistema.

Há ainda a distração de estudar online (Facebook, Twitter e muitos outros sites que podem chamar sua atenção mais do que a aula) que pode atrapalhar no seu desempenho.

Resumindo, fazer EAD foi muito prático, mas me senti desamparada em muitos aspectos. É preciso avaliar bem quais são suas intenções e quais são suas condições antes de embarcar num estudo a distância. Por enquanto, ainda sou da opinião de que esse novo formato educacional ainda está engatinhando e tem muito a melhorar para alcançar tudo que foi construído até hoje no ensino tradicional, aquele das salas de aula, com um professor na sua frente com quem discutir o que ele está ensinando e alguém mais próximo de você para te orientar no que for preciso.

Entrevista Thalita Rebouças

A escritora infanto-juvenil Thalita Rebouças foi a autora homenageada da 12ª edição da Feira do Livro de Ribeirão Preto e esteve na cidade nesta sexta-feira (25/05), para participar do evento.

Eu a entrevistei por telefone, para a Rádio BandNews FM Ribeirão Preto, e a escritora disse ter adorado a homenagem e estar ansiosa para encontrar os fãs.

“Eu já tenho o maior carinho por Ribeirão, está já é a terceira vez que participo da Feira do Livro. Ser homenageada do jeito que foi feita a escolha, por votação popular via internet, então foi muito bacana os jovens de Ribeirão terem escolhido meu nome, então eu estou muito feliz porque tenho o maior carinho por qualquer evento que promova a literatura e o hábito da leitura.”

Segundo Thalita Rebouças, falar que os jovens, em sua maioria não gostam de ler, já é coisa do passado. “Isso acontecia há 12 anos, quando comecei a escrever. A verdade é que os adolescentes e pré-adolescentes estão lendo cada vez mais. No começo perguntava para 30 pessoas numa turma em uma sala de aula quem gostava de ler e três levantavam a mão. Agora, quem não gosta de ler tem vergonha disso e então 25 levantam a mão pra dizer que gostam de ler.”

De acordo com a escritora, sagas como Harry Potter, por exemplo, foram as motivadoras para essa mudança no perfil do jovem leitor. “Harry Potter tem muito a ver com isso. E cada vez mais autores estarem escrevendo para esse público juvenil, também.”

E o público infanto-juvenil não é fácil. Thalita ressalta que nessa fase, eles não são nem crianças nem adultos, então são delicados e exigentes,

Então, como será que ela faz para agradar os milhões de fãs que tem espalhados no Brasil e em Portugal (onde sete de seus livros já foram publicados)? “Eu acho que o que meus livros têm são coisas que acontecem na vida deles. São histórias que fazem rir e que não querem passar nenhuma lição de moral. Eu quero fazer, com meus livros, que a partir do humor, do riso, que eles pensem, reflitam e tirem as próprias conclusões. Eu não quero dizer o que é certo o que é errado, eu não quero ser uma tia chata ou preocupada. Eu só quero fazer companhia para eles e aproximar eles do hábito da leitura. E tem dado certo, graças a Deus!”

Uma forma de aproximar ainda mais a leitura dos jovens, é o projeto “Ler é bacana” que a escritora criou há mais ou menos sete anos. O projeto “nasceu como uma resposta que eu arrumei para dar as pessoas que falavam pra mim ‘ eu não gosto de ler’ e eu perguntava por que e eles falavam ‘ah ler é chato’. Na verdade ler não é chato, é o oposto de chato, ler é bacana”.

Ela inclusive trouxe para a cidade vários broches com o lema da campanha para distribuir entre o público dos três eventos que ela participou na cidade. Uma conferência pela manhã, uma salão de idéias a tarde e uma bate-papo na Fnac do Ribeirão Shopping, a noite.

E com 37 anos, Thalita já não é mais uma adolescente (embora tenha o jeitinho alegre de uma). Simpática, ela responde como consegue escrever para jovens como se fosse um deles. “Eu penso no que eu gostaria de ler se eu tivesse 13, 14 anos. Então eu sento no computador, viro uma menina de 13, 14 anos e ai não fico me julgando. A mulher, jornalista, de 37 anos revisa, mas é a menina de 13, 14 que escreve, que dá asas a imaginação. Para mim é muito simples, flui naturalmente o texto na hora que eu to escrevendo.”

Ela explica também de onde vem a marca quase registrada de sua carreira, o “Fala Sério”. “O Fala Sério veio não só por causa da gíria que é tão popular, mas veio pela coisa do falar seriamente. Todos os textos “Fala Sério” têm momentos em que os personagens conversam seriamente, têm momentos emocionantes, têm momentos que fazem pensar. Então foi uma maneira de usar tanto a coisa gaiata da gíria quanto o lado sério da coisa.”

E para fechar a entrevista à BandNews FM Ribeirão Preto com chave de ouro, Thalita Rebouças falou sobre a responsabilidade de escrever para o público infanto-juvenil. “É uma responsabilidade grande porque a minha função, a minha missão, é formar leitores. O que eu quero mesmo com meus livros é fazer com que o adolescente perca a implicância com o livro e vire um adulto leitor porque quanto mais a gente lê, melhor a gente escreve, melhor se comunica e quando crescer mais vai ficar melhor no mercado de trabalho, numa entrevista de trabalho, de emprego. Então, o que eu quero é aproximar o jovem do hábito da  leitura. Pra mim, a minha responsabilidade é essa. A partir de mim, eles podem ir para Dostoievski, Kafka, Shakespeare, Jorge Amado, Saramago, Vargas Llosa…não importa. O que eu quero é que eles, a partir de mim, se interessem pelo hábito de ler.”

 

Entrevista: Francine Estevão (para BandNews FM Ribeirão Preto)

Fotos: Maju Raz

Entrevista Laura Jackson

Para quem ainda não sabe, eu e mais 3 amigas criamos um Clube do Livro – “Sociedade do Livro” e a partir de janeiro do ano que vem, teremos reuniões mensais para discutir, uma vez por mês, um livro que será lido por todos que quiserem participar do clube.

Primeiro, estou mega feliz de ter pensado nisso e por ter 3 amigas loucas que embarcaram com tudo comigo nessa.

Desde que assisti “O Clube de Leitura de Jane Austen” (que por sinal é um ótimo filme) tenho vontade de participar de um clube do livro. E melhor do que fazer parte de um é criar o meu próprio clube do livro. Então, estou mega feliz.

Você pode acompanhar o Clube Sociedade do Livro pelo twitter, facebook e blog.

E, para dar o start no blog, tive a ideia de entrevistar a biógrafa Laura Jackson. Há tempos mantemos certo contato pelo twitter, desde que começamos nos seguir por causa de Bon Jovi. E, qual não foi minha surpresa, quando ela de cara aceitou dar a entrevista por e-mail? Fiquei super feliz.

Caramba, era a primeira vez que eu entrevistava alguém que já tivesse tido qualquer contato com algum Bon Jovi. E foi exatamente isso que senti ao ler as respostas que ela deu à entrevista que fiz com ela para o blog da Sociedade do Livro.

Mas, claro, não podia deixar de reproduzir aqui a entrevista com a simpaticissima Laura Jackson, que vai lançar seu primeiro livro no Brasil ano que vem, então aguardem!

Confiram:

(Agradecimentos especiais: Juh Garzon pela help na tradução)

Sociedade do Livro: Laura, como é a produção de uma biografia? Além do contato com a celebridade sobre quem você está escrevendo, quais são as outras fontes que não podem deixar de ser ouvidas?

Laura Jackson: Quando se escreve a biografia de alguém, um monte de informações tem de ser reunidas a partir de uma variedade de fontes e, claro, entrevistar pessoas que sabiam que a estrela é uma parte vital desse processo. É bom entrevistar celebridades, mas informações de pessoas que cresceram com a estrela, trabalharam com, ou para, a estrela é inestimável, etc – muitas vezes, essas pessoas fornecem a melhor informação.

SL: Quais as principais dificuldades em se publicar uma biografia? Tem muita gente que reclama depois que a obra é publicada?

LJ: Não é que existam tantas dificuldades em escrever uma biografia – mas é muito importante que todas as informações no livro sejam precisas e venham de fontes confiáveis. Felizmente, até agora eu tive a sorte de ninguém reclamar.

SL: Quanto tempo você leva para escrever uma biografia?

LJ: Levo um ano por livro. A pesquisa é muito intensa e exige muito do meu tempo. Eu tenho o costume de trabalhar 16 horas por dia, 7 dias por semana em alguns livros para cumprir prazos.

SL: Sobre qual celebridade você mais gostou de escrever? Por quê?

LJ: Essa é uma pergunta intrigante. Confesso que sempre que eu embarco em escrever a biografia de alguém, porque eu ‘habito’ o mundo deles por um ano, eu me aproximo do meu assunto- no sentido literário. Há casos em que eu comecei a biografia de alguém, só para acabar com uma admiração especial pela pessoa por causa do que eu aprendi sobre eles durante a pesquisa. Jon Bon Jovi e Kiefer Sutherland, são apenas dois que eu
poderia mencionar.

SL: Sobre quem você gostaria de escrever, mas ainda não teve oportunidade?

LJ: Uma biografia do Richie Sambora me interessa. Eu me pergunto se algum dia eu poderia escrever uma biografia de Michael Jackson. E eu ainda tenho que escrever uma biografia de algum Beatle.

SL: Como fã de Bon Jovi, não posso deixar de perguntar: você esteve em contato com o Jon para compor a biografia dele? Como ele é longe das lentes?

LJ: Bon Jovi estava em uma turnê mundial por muito tempo quando eu escrevi biografia de Jon. Eu devo dizer, que tive o prazer de entrevistar Richie Sambora para um livro anos atrás e ele é um cara extremamente amável!
Eu tenho escrito há 20 anos e entrevistei centenas de pessoas, incluindo muitas estrelas do palco e da tela; e muitos deles são tão legais – Pierce Brosnan, Joe Def Leppard, Elliott, Paul Rodgers, Sir Tim Rice, Benny Andersson, Bjorn Ulvaeus, Bruce Dickinson do Iron Maiden, Dame Judy Dench, Joe Satriani, Sir Richard Branson, Tony Iommi do Black Sabbath, etc.

SL: Seus livros já foram publicados em várias línguas e em vários países. Se não me engano, não há nada publicado no Brasil. Você pretende, tem propostas, para trazer os seus livros para cá?

LJ: Escrevi 18 livros que foram publicados em 14 idiomas. Eu fico emocionada ao dizer que meu livro Freddie Mercury – A Biografia será publicado no Brasil em Português, em Junho de 2012. Negócios de tradução sempre me animam. Eu os amo!

SL: Como você se tornou uma escritora? E por que biografias?

LJ: Eu fui secretária por 12 anos. Em uma tarde de inverno, em meados 1980, um álbum dos Rolling Stones caiu de um armário alto e me bateu na cabeça. Eu estava fascinada por um rosto dentro da capa do álbum – era Brian Jones. Comecei a ler sobre ele. Eu não acreditei em toda a comoção e comecei a pesquisar a sua vida. Levei seis anos para pesquisar e escrever sua biografia, porque eu ainda estava trabalhando no escritório na época e levantando às quatro horas para escrever. Na verdade, eu primeiro
escrevi o livro e, em seguida, procurei por uma editora, que não é a maneira correta de fazê-lo. Mas eu assinei com eles em 1992 e minha carreira decolou de lá pra cá. Eu fui a primeira pessoa a revelar a verdade da vida extraordinária de Brian Jones e a primeira a dar o nome de quem o assassinou.

SL: Você gostaria de escrever um livro de algum outro gênero? Qual?

LJ: Eu amo escrever e talvez um dia eu escreva romances também.

SL: Você gostaria que escrevessem uma biografia sobre você ou até mesmo, você escreveria uma autobiografia?

LJ: Não há absolutamente nada interessante sobre mim para ser escrito!!!!

SL: Qual a dica, o conselho, que você dá a quem quer escrever uma biografia?

LJ: Meu conselho para os futuros biógrafos é estar preparado para um trabalho muito longo, árduo. É um mundo difícil de entrar, que está se tornando ainda mais difícil por causa das novas leis de privacidade. Exige uma enorme, quase egoísta, dedicação e nem todos tem o estilo de vida que acomoda ser escrito. No entanto, ser um biógrafo é uma vida muito gratificante e interessante.

 

Confira o site de Laura Jackson: http://www.laurajacksonbooks.com/

*     *     *

Check out the English version of the interview here:

Sociedade do Livro: How is the production of a biography? In addition to the contact with the celebrity you’re writing about, who are the other people that can not fail to be heard?

Laura Jackson: When writing someone’s biography, a lot of information has to be drawn together from a variety of sources and, of course, interviewing people who knew the star is a vital part of that process. It is good to interview fellow celebrities but information from people who grew up with the star, worked with, or for, the star etc. is invaluable – often times, these people provide the best information.

SL: What are the main difficulties in publishing a biography? There are a lot of people who complain after the book is published?

LJ: It is not so much that there are difficulties in writing a biography – rather, it is so very important that all information in the book is accurate and comes from reliable sources. Mercifully, so far I have been fortunate enough that no one has complained.

SL: How long does it take from writing the book until it’s finally published?

LJ: It takes me one year, per book. Research is very intensive and demanding of my time. I have been known to work 16 hours a day, 7 days a week on some books to meet deadlines.

SL: Which celebrity did you enjoyed the most to write about? Why?

LJ: That is an intriguing question. I confess that whenever I embark on writing someone’s biography, because I ‘inhabit’ their world for a year, I get close to my subject in a literary sense. It’s been the case that I have started a biography of someone, only to end up with a special admiration for the person because of what I learned about them during research. Jon Bon Jovi and Kiefer Sutherland, are just two I could mention.
SL: About who would you like to write about, but haven’t had the opportunity, yet?

LJ: A Richie Sambora biography interests me. I wonder if someday I might write a Michael Jackson biography. And I have yet to write a Beatle-related biography.
SL: As a Bon Jovi fan I can’t fail to ask: did you got in contact with Jon himself when you wrote his biography? How is he away from the stages and away from the others of the band?

LJ: Bon Jovi was on a long world tour when I wrote Jon’s biography. I must say, I had the pleasure of interviewing Richie Sambora for a book years ago and he is an extremely lovely guy!
I’ve been writing for 20 years now and have interviewed hundreds of people, including many stars of the stage and screen and so many of them are so nice – Pierce Brosnan, Def Leppard’s Joe Elliott, Paul Rodgers, Sir Tim Rice, Benny Andersson, Bjorn Ulvaeus, Iron Maiden’s Bruce Dickinson, Dame Judy Dench, Joe Satriani, Sir Richard Branson, Black Sabbath’s Tony Iommi etc.

SL: Your books have been published in several languages and countries. But, if I´m not wrong, not in Brazil. Do you want, is there a proposal to bring the books here?

LJ: (I’ve written 18 books which are published in 14 languages. I am thrilled to say that my book Freddie Mercury The Biography will be published in Brazil in Portuguese in June 2012. Translation deals always excite. I love them!
SL: How did you become a writer? And why biographies?

LJ: I was a legal secretary for 12 years. One wintry afternoon in mid 1980s a Rolling Stones album fell from a tall cupboard and hit me on the head. I was fascinated by a face inside the album cover – it was Brian Jones. I began reading about him. I did not believe the hype and began to research his life. It took me 6 years to research and write his biography, because I was still working at the office at the time and getting up at 4am to write. I actually wrote the book first, then looked for a publisher, which is not the correct way to do it. But I was signed in 1992 and my career took off from there. I was the first person to reveal the truth of Brian Jones’s extraordinary life and the first to name who murdered him.

SL: Do you want to write a book from any other genre?

LJ: I do love writing and perhaps one day will write novels, too.

SL: Would you like someone to write a biography about you or even,
would you like to write an autobiography?

LJ: There is absolutely nothing interesting about me to remotely write about!!!!

SL: What advice can you give for the ones who want to write a biography?

LJ: My advice to would-be biographers is to be prepared for a very long, hard slog. It’s a tough world to break into, being made even tougher by increasing new privacy laws. It requires an enormous, almost selfish, dedication and not everyone has the lifestyle that accommodates writing. However, being a biographer is a very rewarding and interesting life.

 

Nicholas Sparks em Ribeirão

FOTOS: Maju Raz

Se você não leu nenhum dos livros, com certeza já assistiu algum destes filmes: “Um Amor Para Recordar”, “Diário de uma Paixão”, “Noites de Tormenta”, “A Última Música”, “Querido John”.
Agora, se você nem leu nenhum destes livros nem viu nenhum destes filmes, para de ler esse blog e vai fazer isso que é mais interessante.

Desde que assisti “Um Amor Para Recordar” pela primeira vez, em 2001, ficou impossível de encontrar história de amor mais linda do que a de Landon e Jamie. Então, antes de assistir o filme por mais incontáveis vezes, resolvi ler o livro em que a história tinha sido baseada e foi quando descobri que Nicholas Sparks é um dos escritores com os mais lindos romances.

O escritor já tem 16 livros publicados, com mais de 50 milhões de exemplares vendidos e “Diário de uma Paixão” ficou por mais de um ano na lista de mais vendidos do New York Times (o que significa muito, acredite).

Aqui, no Brasil, as histórias de Nicholas Sparks são mais conhecidas pelos filmes do que pelos livros, que costumam ser lançados algum tempo depois de o filme ter ficado famoso. Como aconteceu com “Noites de Tormenta” e “Diário de uma Paixão”, que chegou há bem pouco tempo no país, inclusive foi para lançar o livro que o autor veio fazer um “passeio” por aqui. E como explicar que até hoje, oito anos depois de “Um Amor Para Recordar” ter passado no cinema, o livro ainda não foi lançado no Brasil? Não, não tem explicação. Então se você, como eu, se apaixonou pelo filme e quis conferir a versão original da história, você teve que baixar o livro.

E apaixonada por “Um Amor Para Recordar”, imagina o meu surto quando recebi o e-mail da assessoria de imprensa do Ribeirão Shopping avisando que Nicholas Sparks estaria aqui? Sim, eu quase tive um treco. Afinal, não é todo dia que um escritor norte-americano dá as caras no Brasil, especialmente aqui, no interiorrr, em Ribeirão.

Então, claro eu não podia ficar de fora nem que tivesse que pegar a fila enorme de gente que estava esperando para receber um autógrafo, mas como em alguns casos ser da imprensa dá um empurrãozinho, nem fila precisei pegar rs.

Com uma hora de atraso, e com a fila já saindo da loja, finalmente Nicholas Sparks chegou à livraria. As meninas, meninas mesmo, a maioria com 15, 16 e algumas (muitas) até bem mais novas que isso, começaram a maior gritaria quando o viram e algumas ousaram falar em voz alta algo que infelizmente eu ouvi “ai, ele é musculoso”. Não que ele não seja, mas sinceramente eu não repararia nisso se a menina não tivesse falado.

A simpatia dele com certeza foi algo – além do talento como escritor, claro – que mais chamou atenção. Com duas pulseirinhas do Brasil, uma verde e uma amarela, ambas com a bandeira do país, o escritor chegou cumprimentando com beijos e sorrisos todos que estavam em seu caminho. E quando chegou a sua mesa de autógrafos não hesitou em subir na mesa para pousar para fotos e para que todos, ou melhor todAs que estavam na fila pudessem vê-lo. (Acho desnecessário dizer que ele fez coraçãozinho com a mão para as fãs.)

E com a mesma simpatia, Nicholas respondeu todas as perguntas da imprensa em +- 20 minutos de entrevista. Inclusive as minhas duas, com inglês mal falado. Falou sobre os livros, sobre seu público, sobre os filmes de suas obras, entre outras coisas.

E ainda com sorriso no rosto, ele autografou e tirou fotos com todos da imprensa e depois ainda encarou a fila que o esperava.

E como ser jornalista tem lá suas vantagens (além de tirar foto e ganhar autógrafo sem fila, e ainda poder entrevistar o cara), você fica sabendo de algumas histórias curiosas. Como a da menina que veio de São Paulo pra Ribeirão só para conhecê-lo. Quando ele esteve na capital ela perdeu e então ela e a mãe vieram para cá. A mãe, tão animada quanto a filha que estava realizando um sonho, fechou a empresa em SP só para acompanhar a menina. E vale registrar que quando o Nicholas chegou, a mãe pulava sem parar de alegria e não se cansava de chamá-lo pra dizer-lhe “I Love you” (sic) rs.