Jon Bon Jovi Soul Kitchen: conhecendo o restaurante do Jon Bon Jovi em Nova Jersey

JBJSoulKitchen-fachada

O Jon Bon Jovi Soul Kitchen (restaurante comunitário do cantor Jon Bon Jovi) fica em Red Bank, Nova Jersey, a praticamente uma hora de trem a partir da Penn Station, em Nova York. A passagem de ida e volta custa US$32 (você compra na hora). O trem faz paradas em várias cidades até chegar em Red Bank (praticamente um metrô em linha local) e a estação da cidade é a exato um quarteirão do restaurante. Ou seja, super fácil chegar até lá!

RedBank-estação

Os horários de atendimento do restaurante são bem específicos (quarta, quinta, sexta e sábado das 17 às 19 horas e domingo das 11:30 às 14h). Em algumas datas, eles não funcionam. Então é sempre bom estar atento ao site oficial.

O JBJ Soul Kitchen é um restaurante comunitário, que funciona com base em serviço voluntário e oferece alimentação para todo mundo, possa o cliente pagar ou não. Alguns dos alimentos são plantados em uma horta que fica na frente do restaurante. Outros são doados ao restaurante. E todas as pessoas, pagantes ou não, são servidas de entrada, prato principal e sobremesa. E a comida é muito boa! (Até eu que não gosto de sopa fiquei com gostinho de quero mais depois do prato de entrada.)

Quando fui conhecer o restaurante, as opções de entrada eram salada ou sopa, com acompanhamento de pão e manteiga, e para o prato principal eu pude escolher entre carne ou peixe (mais o acompanhamento do dia). Para beber, água a vontade. Por fim, de sobremesa, serviram um bolo de red velvet com peanut butter com café ou chá gelado.

JBJSoulKitchen-pratos

Na hora de pagar, os garçons voluntários – que são extremamente simpáticos e você percebe que estão ali com todo prazer do mundo (além da paciência deles com os fãs de Bon Jovi como eu e minha amiga que quisemos tirar foto de cada detalhezinho do restaurante) – te orientam do seguinte: se você não puder pagar, ok (ninguém vai te olhar de cara feia quando você levantar e sair). Se você puder pagar, US$10 é o suficiente para cobrir os gastos de TUDO o que você comeu e bebeu. Se você quiser dar mais do que US$10, eles chamam isso de doação e a quantia a mais que você der será destinada a cobrir os custos do prato de outra pessoa que comeu o mesmo que você, mas não tinha condições de pagar.

O bacana disso tudo é que tive a oportunidade de ver que esse “sistema” de fato funciona. Várias mesas ao meu redor estavam ocupadas por pessoas que não pagaram, simplesmente comeram e foram embora. O serviço, a comida, tudo o que é oferecido a eles é exatamente o mesmo que é oferecido a alguém que possa pagar, US$10 ou US$100.

Além disso, o restaurante “rende” com a venda de merchandising. Eles têm camisetas (US$25) e canecas (US$10) com a “marca” do restaurante.

JBJSoulKitchen-paredes

Para os fãs da banda Bon Jovi, a visita é indispensável. Para os turistas que estiverem procurando uma opção diferente de restaurante, com comida boa, preço acessível, embalada em um passeio, a dica é mais do que válida.

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EU TÔ NO CLIP DO RICHIE SAMBORA!!!!!!!!!

Momento histórico na minha vida. Sério! Ai nem consigo acreditar. Tipo, SURREAL!

Eu não faço a menor ideia de quantas fotos foram enviadas para esse projeto do Richie Sambora de fazer um clip da sua nova música “Every Road Leads Home To You” com fotos enviadas por fãs. Mas tenho a ligeira impressão de que eu fui uma das poucas escolhidas em meio ao, no mínimo, um milhão de fotos (só eu, em parceria com a Carol mandamos umas 20).

E qual é a sensação de ter uma foto minha em um clip do Richie Sambora? Minha mãe esclarece: “precisa ficar pálida? Você tá bem? Ai meu Deus, você tá quase desmaiando, Francine!” (sim, essa foi ela falando enquanto eu me via com o clip em pausa no 1 minuto e 18 segundos).

Eu não sei como explicar a sensação, mas imaginar que ele viu a minha foto é simplesmente incrível. Tipo, ELE escolheu as fotos. Ainda mais por ser uma foto que tem a minha cara ali. Tipo, o Richie Sambora já me viu alguma vez na vida!!!!!  Hahahaha Tá, calma, menos Francine.

AI-MEU-DEUS!!!!!!!!! EU TÔ NUM CLIP DO RICHIE SAMBORA!!!!!!!!!!

Eu e a Juh, em 1’18”…somos “knew” auhauhauhau

A Carol tá em 3’15 e é “find” hehe

Entrevista Laura Jackson

Para quem ainda não sabe, eu e mais 3 amigas criamos um Clube do Livro – “Sociedade do Livro” e a partir de janeiro do ano que vem, teremos reuniões mensais para discutir, uma vez por mês, um livro que será lido por todos que quiserem participar do clube.

Primeiro, estou mega feliz de ter pensado nisso e por ter 3 amigas loucas que embarcaram com tudo comigo nessa.

Desde que assisti “O Clube de Leitura de Jane Austen” (que por sinal é um ótimo filme) tenho vontade de participar de um clube do livro. E melhor do que fazer parte de um é criar o meu próprio clube do livro. Então, estou mega feliz.

Você pode acompanhar o Clube Sociedade do Livro pelo twitter, facebook e blog.

E, para dar o start no blog, tive a ideia de entrevistar a biógrafa Laura Jackson. Há tempos mantemos certo contato pelo twitter, desde que começamos nos seguir por causa de Bon Jovi. E, qual não foi minha surpresa, quando ela de cara aceitou dar a entrevista por e-mail? Fiquei super feliz.

Caramba, era a primeira vez que eu entrevistava alguém que já tivesse tido qualquer contato com algum Bon Jovi. E foi exatamente isso que senti ao ler as respostas que ela deu à entrevista que fiz com ela para o blog da Sociedade do Livro.

Mas, claro, não podia deixar de reproduzir aqui a entrevista com a simpaticissima Laura Jackson, que vai lançar seu primeiro livro no Brasil ano que vem, então aguardem!

Confiram:

(Agradecimentos especiais: Juh Garzon pela help na tradução)

Sociedade do Livro: Laura, como é a produção de uma biografia? Além do contato com a celebridade sobre quem você está escrevendo, quais são as outras fontes que não podem deixar de ser ouvidas?

Laura Jackson: Quando se escreve a biografia de alguém, um monte de informações tem de ser reunidas a partir de uma variedade de fontes e, claro, entrevistar pessoas que sabiam que a estrela é uma parte vital desse processo. É bom entrevistar celebridades, mas informações de pessoas que cresceram com a estrela, trabalharam com, ou para, a estrela é inestimável, etc – muitas vezes, essas pessoas fornecem a melhor informação.

SL: Quais as principais dificuldades em se publicar uma biografia? Tem muita gente que reclama depois que a obra é publicada?

LJ: Não é que existam tantas dificuldades em escrever uma biografia – mas é muito importante que todas as informações no livro sejam precisas e venham de fontes confiáveis. Felizmente, até agora eu tive a sorte de ninguém reclamar.

SL: Quanto tempo você leva para escrever uma biografia?

LJ: Levo um ano por livro. A pesquisa é muito intensa e exige muito do meu tempo. Eu tenho o costume de trabalhar 16 horas por dia, 7 dias por semana em alguns livros para cumprir prazos.

SL: Sobre qual celebridade você mais gostou de escrever? Por quê?

LJ: Essa é uma pergunta intrigante. Confesso que sempre que eu embarco em escrever a biografia de alguém, porque eu ‘habito’ o mundo deles por um ano, eu me aproximo do meu assunto- no sentido literário. Há casos em que eu comecei a biografia de alguém, só para acabar com uma admiração especial pela pessoa por causa do que eu aprendi sobre eles durante a pesquisa. Jon Bon Jovi e Kiefer Sutherland, são apenas dois que eu
poderia mencionar.

SL: Sobre quem você gostaria de escrever, mas ainda não teve oportunidade?

LJ: Uma biografia do Richie Sambora me interessa. Eu me pergunto se algum dia eu poderia escrever uma biografia de Michael Jackson. E eu ainda tenho que escrever uma biografia de algum Beatle.

SL: Como fã de Bon Jovi, não posso deixar de perguntar: você esteve em contato com o Jon para compor a biografia dele? Como ele é longe das lentes?

LJ: Bon Jovi estava em uma turnê mundial por muito tempo quando eu escrevi biografia de Jon. Eu devo dizer, que tive o prazer de entrevistar Richie Sambora para um livro anos atrás e ele é um cara extremamente amável!
Eu tenho escrito há 20 anos e entrevistei centenas de pessoas, incluindo muitas estrelas do palco e da tela; e muitos deles são tão legais – Pierce Brosnan, Joe Def Leppard, Elliott, Paul Rodgers, Sir Tim Rice, Benny Andersson, Bjorn Ulvaeus, Bruce Dickinson do Iron Maiden, Dame Judy Dench, Joe Satriani, Sir Richard Branson, Tony Iommi do Black Sabbath, etc.

SL: Seus livros já foram publicados em várias línguas e em vários países. Se não me engano, não há nada publicado no Brasil. Você pretende, tem propostas, para trazer os seus livros para cá?

LJ: Escrevi 18 livros que foram publicados em 14 idiomas. Eu fico emocionada ao dizer que meu livro Freddie Mercury – A Biografia será publicado no Brasil em Português, em Junho de 2012. Negócios de tradução sempre me animam. Eu os amo!

SL: Como você se tornou uma escritora? E por que biografias?

LJ: Eu fui secretária por 12 anos. Em uma tarde de inverno, em meados 1980, um álbum dos Rolling Stones caiu de um armário alto e me bateu na cabeça. Eu estava fascinada por um rosto dentro da capa do álbum – era Brian Jones. Comecei a ler sobre ele. Eu não acreditei em toda a comoção e comecei a pesquisar a sua vida. Levei seis anos para pesquisar e escrever sua biografia, porque eu ainda estava trabalhando no escritório na época e levantando às quatro horas para escrever. Na verdade, eu primeiro
escrevi o livro e, em seguida, procurei por uma editora, que não é a maneira correta de fazê-lo. Mas eu assinei com eles em 1992 e minha carreira decolou de lá pra cá. Eu fui a primeira pessoa a revelar a verdade da vida extraordinária de Brian Jones e a primeira a dar o nome de quem o assassinou.

SL: Você gostaria de escrever um livro de algum outro gênero? Qual?

LJ: Eu amo escrever e talvez um dia eu escreva romances também.

SL: Você gostaria que escrevessem uma biografia sobre você ou até mesmo, você escreveria uma autobiografia?

LJ: Não há absolutamente nada interessante sobre mim para ser escrito!!!!

SL: Qual a dica, o conselho, que você dá a quem quer escrever uma biografia?

LJ: Meu conselho para os futuros biógrafos é estar preparado para um trabalho muito longo, árduo. É um mundo difícil de entrar, que está se tornando ainda mais difícil por causa das novas leis de privacidade. Exige uma enorme, quase egoísta, dedicação e nem todos tem o estilo de vida que acomoda ser escrito. No entanto, ser um biógrafo é uma vida muito gratificante e interessante.

 

Confira o site de Laura Jackson: http://www.laurajacksonbooks.com/

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Check out the English version of the interview here:

Sociedade do Livro: How is the production of a biography? In addition to the contact with the celebrity you’re writing about, who are the other people that can not fail to be heard?

Laura Jackson: When writing someone’s biography, a lot of information has to be drawn together from a variety of sources and, of course, interviewing people who knew the star is a vital part of that process. It is good to interview fellow celebrities but information from people who grew up with the star, worked with, or for, the star etc. is invaluable – often times, these people provide the best information.

SL: What are the main difficulties in publishing a biography? There are a lot of people who complain after the book is published?

LJ: It is not so much that there are difficulties in writing a biography – rather, it is so very important that all information in the book is accurate and comes from reliable sources. Mercifully, so far I have been fortunate enough that no one has complained.

SL: How long does it take from writing the book until it’s finally published?

LJ: It takes me one year, per book. Research is very intensive and demanding of my time. I have been known to work 16 hours a day, 7 days a week on some books to meet deadlines.

SL: Which celebrity did you enjoyed the most to write about? Why?

LJ: That is an intriguing question. I confess that whenever I embark on writing someone’s biography, because I ‘inhabit’ their world for a year, I get close to my subject in a literary sense. It’s been the case that I have started a biography of someone, only to end up with a special admiration for the person because of what I learned about them during research. Jon Bon Jovi and Kiefer Sutherland, are just two I could mention.
SL: About who would you like to write about, but haven’t had the opportunity, yet?

LJ: A Richie Sambora biography interests me. I wonder if someday I might write a Michael Jackson biography. And I have yet to write a Beatle-related biography.
SL: As a Bon Jovi fan I can’t fail to ask: did you got in contact with Jon himself when you wrote his biography? How is he away from the stages and away from the others of the band?

LJ: Bon Jovi was on a long world tour when I wrote Jon’s biography. I must say, I had the pleasure of interviewing Richie Sambora for a book years ago and he is an extremely lovely guy!
I’ve been writing for 20 years now and have interviewed hundreds of people, including many stars of the stage and screen and so many of them are so nice – Pierce Brosnan, Def Leppard’s Joe Elliott, Paul Rodgers, Sir Tim Rice, Benny Andersson, Bjorn Ulvaeus, Iron Maiden’s Bruce Dickinson, Dame Judy Dench, Joe Satriani, Sir Richard Branson, Black Sabbath’s Tony Iommi etc.

SL: Your books have been published in several languages and countries. But, if I´m not wrong, not in Brazil. Do you want, is there a proposal to bring the books here?

LJ: (I’ve written 18 books which are published in 14 languages. I am thrilled to say that my book Freddie Mercury The Biography will be published in Brazil in Portuguese in June 2012. Translation deals always excite. I love them!
SL: How did you become a writer? And why biographies?

LJ: I was a legal secretary for 12 years. One wintry afternoon in mid 1980s a Rolling Stones album fell from a tall cupboard and hit me on the head. I was fascinated by a face inside the album cover – it was Brian Jones. I began reading about him. I did not believe the hype and began to research his life. It took me 6 years to research and write his biography, because I was still working at the office at the time and getting up at 4am to write. I actually wrote the book first, then looked for a publisher, which is not the correct way to do it. But I was signed in 1992 and my career took off from there. I was the first person to reveal the truth of Brian Jones’s extraordinary life and the first to name who murdered him.

SL: Do you want to write a book from any other genre?

LJ: I do love writing and perhaps one day will write novels, too.

SL: Would you like someone to write a biography about you or even,
would you like to write an autobiography?

LJ: There is absolutely nothing interesting about me to remotely write about!!!!

SL: What advice can you give for the ones who want to write a biography?

LJ: My advice to would-be biographers is to be prepared for a very long, hard slog. It’s a tough world to break into, being made even tougher by increasing new privacy laws. It requires an enormous, almost selfish, dedication and not everyone has the lifestyle that accommodates writing. However, being a biographer is a very rewarding and interesting life.