Sem Spoilers: filmes de janeiro

Oscar time!!!

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E lá vamos nós a essa época linda de premiações, cheinha de lançamentos e glamour, onde podemos assistir os melhores filmes do ano! *.* (É o que dizem, mas não é bem assim…rs)

Dunkirk

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Título Original: Dunkirk

Gênero: Guerra / Histórico / Drama

Direção: Christopher Nolan

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Na Operação Dínamo, mais conhecida como a Evacuação de Dunquerque, soldados aliados da Bélgica, do Império Britânico e da França são rodeados pelo exército alemão e devem ser resgatados durante uma feroz batalha no início da Segunda Guerra Mundial. A história acompanha três momentos distintos: uma hora de confronto no céu, onde o piloto Farrier (Tom Hardy) precisa destruir um avião inimigo, um dia inteiro em alto mar, onde o civil britânico Dawson (Mark Rylance) leva seu barco de passeio para ajudar a resgatar o exército de seu país, e uma semana na praia, onde o jovem soldado Tommy (Fionn Whitehead) busca escapar a qualquer preço.

Um filme de guerra muito bem feito tecnicamente, com cenas fortes, onde a tensão está presente o tempo todo. Minha expectativa estava bem alta, por causa dos elogios da crítica, indicações a vários prêmios, diretor consagrado e, quando o filme iniciou e me deparei com Mark Rylance, lembrei do ótimo papel dele em Ponte dos Espiões e pensei: agora vai! Só que não… Filmes de guerra não são meus preferidos, mas me chamam a atenção e me prendem quando tem uma boa história por trás das bombas e do cenário cinzento, como foi o caso de Até o Último Homem , concorrente do Oscar passado. Dunkirk não teve, foi um tanto quanto vazio nesse sentido.

Concorre ao Oscar de Melhor Filme, Direção, Fotografia, Mixagem de Som, Edição de Som, Design de Produção, Montagem e Trilha Sonora Original.

Me Chame Pelo Seu Nome

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Título Original: Call Me By Your Name

Gênero: Drama / Romance

Direção: Luca Guadagnino

Ano: 2018

País de Origem: França / Itália / EUA / Brasil

Sinopse: O sensível e único filho da família americana com ascendência italiana e francesa Perlman, Elio (Timothée Chalamet), está enfrentando outro verão preguiçoso na casa de seus pais na bela e lânguida paisagem italiana. Mas tudo muda quando Oliver (Armie Hammer), um acadêmico que veio ajudar a pesquisa de seu pai, chega.

“Quando você menos espera a natureza tem maneiras astutas para encontrar nossos pontos mais fracos.”

Um filme sobre amadurecimento, com uma estética admirável e com uma história de amor sensível e dramática. Os atores estão ótimos, com destaque para o protagonista Timothée Chalamet, que entrega um personagem carismático e corajoso. Sem contar com todo o clima anos 80 magnífico e uma ótima trilha sonora. Muito mais do que um drama homossexual, a história é sobre relações humanas, com emoção e sem apelação.

Foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, Ator (Timothée Chalamet), Roteiro Adaptado e Canção Original.

Lady Bird – A Hora de Voar

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Título Original: Lady Bird

Gênero: Drama / Comédia

Direção: Greta Gerwig

Ano: 2018

País de Origem: EUA

Sinopse: Christine McPherson (Saoirse Ronan) está no último ano do ensino médio e o que mais deseja é ir fazer faculdade longe de Sacramento, Califórnia, ideia firmemente rejeitada por sua mãe (Laurie Metcalf). Lady Bird, como a garota de forte personalidade exige ser chamada, não se dá por vencida e leva o plano de ir embora adiante mesmo assim. Enquanto sua hora não chega, no entanto, ela se divide entre as obrigações estudantis no colégio católico, o primeiro namoro, típicos rituais de passagem para a vida adulta e inúmeros desentendimentos com a mãe.

Um filme gostoso de ver, despretensioso, com aquela aura cult confortável e identificável. Saoirse Ronan está ótima no papel de Lady Bird, na passagem para a vida adulta, do colégio para a faculdade, cheia de dilemas e rebeldias. Leve, divertido e com a profundidade necessária, a estreia de Greta Gerwig como diretora e roteirista foi certeira e nos mostra uma história simples, mas cheia de vida e boas lições.

Na corrida pelo Oscar, Lady Bird está no páreo nas categorias Melhor Filme, Direção, Atriz (Saoirse Ronan), Atriz Coadjuvante (Laurie Metcalf) e Roteiro Original.

Três Anúncios para um Crime

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Título Original: Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

Gênero: Drama / Comédia

Direção: Martin McDonagh

Ano: 2018

País de Origem: Reino Unido, EUA

Sinopse: Inconformada com a ineficácia da polícia em encontrar o culpado pelo brutal assassinato de sua filha, Mildred Hayes (Frances McDormand) decide chamar atenção para o caso não solucionado alugando três outdoors em uma estrada raramente usada. A inesperada atitude repercute em toda a cidade e suas consequências afetam várias pessoas, especialmente a própria Mildred e o Delegado Willoughby (Woody Harrelson), responsável pela investigação.

Histórias da vida, dramas reais (não necessariamente baseada numa história real) me pegam de jeito. Com um nome extenso, esse faroeste contemporâneo tem muito a falar. Principalmente sobre dor, injustiça, preconceito, perdão e solidariedade. Recheado de boas atuações, com destaque para Frances McDormand, que está insuperável. Uma mulher forte, mas com um buraco no peito. Uma mãe que quer vingança a qualquer custo, mas com justiça. E quem faz o contraponto nessa jornada é Sam Rockwell com um personagem que vamos do ódio ao amor, surpreendente. E não podemos esquecer de Woody Harrelson, com cenas marcantes, incluindo uma carta emocionante. Personagens humanos, com qualidades e defeitos. Adorei e é o meu preferido do Oscar 2018! ❤

Concorre ao Oscar de Melhor Filme, Atriz (Frances McDormand), Ator Coadjuvante (Sam Rockwell e Woody Harrelson), Roteiro Original, Edição e Trilha Sonora Original.

A Forma da Água

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Título Original: The Shape of Water

Gênero: Drama / Romance / Fantasia

Direção: Guillermo del Toro

Ano: 2018

País de Origem: EUA

Sinopse: Década de 60. Em meio aos grandes conflitos políticos e transformações sociais dos Estados Unidos da Guerra Fria, a muda Elisa (Sally Hawkins), zeladora em um laboratório experimental secreto do governo, se afeiçoa a uma criatura fantástica mantida presa e maltratada no local. Para executar um arriscado e apaixonado resgate ela recorre ao melhor amigo Giles (Richard Jenkins) e à colega de turno Zelda (Octavia Spencer).

Um filme esteticamente belo e poético. Uma fábula que coloca a sua imaginação pra funcionar e te levar o mais longe que você sonhar ou o quanto você for capaz de trazer os personagens para a realidade. A protagonista Sally Hawkins e o clima sonhador da história me lembrou muito O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (mas gosto mais do francês). E Octavia Spencer está impagável num papel que lembra muito Histórias Cruzadas.  Além disso, tem uma fotografia linda, com cenas em tons de azul e um clima romântico e antiquado que saltam aos olhos. A crítica só faz elogios e acredito que deve levar a maioria das estatuetas. Não concordo totalmente, mas cada um com a sua opinião! rs

O Destino de uma Nação

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Título Original: Darkest Hour

Gênero: Drama / Histórico

Direção: Joe Wright

Ano: 2018

País de Origem: Reino Unido

Sinopse: Winston Churchill (Gary Oldman) está prestes a encarar um de seus maiores desafios: tomar posse do cargo de Primeiro Ministro da Grã-Bretanha. Paralelamente, ele começa a costurar um tratado de paz com a Alemanha nazista que pode significar o fim de anos de conflito.

Gary Oldman está irreconhecível! A sua caracterização e interpretação de Winston Churchill está perfeita, puxando para o lado humano do Primeiro Ministro e merecedora de todos os prêmios e indicações recebidas. Mas o filme é cansativo. Gostei da história se passar na mesma época de Dunkirk (filme de Chrisopher Nolan, no topo deste post), mostrando o outro lado da história e esse lado humano do personagem. Só.

Uma Mulher Fantástica

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Título Original: Uma Mujer Fantástica

Gênero: Drama

Direção: Sebastián Lelio

Ano: 2017

País de Origem: Chile / Alemanha / Espanha / EUA

Sinopse: Marina (Daniela Vega) é uma garçonete transexual que passa boa parte dos seus dias buscando seu sustento. Seu verdadeiro sonho é ser uma cantora de sucesso e, para isso, canta durante a noite em diversos clubes de sua cidade. O problema é que, após a inesperada morte de Orlando (Francisco Reyes), seu namorado e maior companheiro, sua vida dá uma guinada total.

Um filme sensível, com uma protagonista fantástica, como define o título. Em meio a tanto preconceito, vemos nessa história uma evolução cultural ao se tratar de diversidade de gênero de forma séria. As agressões físicas, verbais e até por um simples olhar vêm de todo lado, mas o diretor soube, ao mesmo tempo, expor desumanidades e compensar com a força de Marina e com o apoio que ela recebe das poucas, mas importantes pessoas ao seu redor. Muito bom, um ótimo exercício de empatia e tem meu voto para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

The Post – A Guerra Secreta

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Título Original: The Post

Gênero: Drama / Suspense

Direção: Steven Spielberg

Ano: 2018

País de Origem: EUA

Sinopse: Kat Graham (Meryl Streep) é a dona do The Washington Post, um jornal local que está prestes a lançar suas ações na Bolsa de Valores de forma a se capitalizar e, consequentemente, ganhar fôlego financeiro. Ben Bradlee (Tom Hanks) é o editor-chefe do jornal, ávido por alguma grande notícia que possa fazer com que o jornal suba de patamar no sempre acirrado mercado jornalístico. Quando o New York Times inicia uma série de matérias denunciando que vários governos norte-americanos mentiram acerca da atuação do país na Guerra do Vietnã, com base em documentos sigilosos do Pentágono, o presidente Richard Nixon decide processar o jornal com base na Lei de Espionagem, de forma que nada mais seja divulgado. A proibição é concedida por um juiz, o que faz com que os documentos cheguem às mãos de Bradlee e sua equipe, que precisa agora convencer Kat e os demais responsáveis pelo The Post sobre a importância da publicação de forma a defender a liberdade de imprensa.

Meryl Streep + Tom Hanks + Spielberg? =O Claro que minha expectativa estava nas alturas e… não foi atingida. Baseado numa história real, o filme trata sobre um fato histórico específico onde a liberdade de expressão foi crucial para o jornal e para o povo. Os (meus ❤ ) atores entregam boas atuações, mas sem muita ênfase. Um filme importante e com classe, mas sem grandes destaques.

Concorre ao Oscar de Melhor Filme e Melhor Atriz (Meryl Streep).

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Um comentário sobre “Sem Spoilers: filmes de janeiro

  1. Eu acho que esses filmes eram bons. Dessa lista de filmes o que eu mais gostei foi o filme de Christopher Nolan. Foi uma surpresa pra mim, já que foi uma historia muito criativa que usou elementos innovadores do gênero. Adorei esta história, por que além do bom roteiro, realmente teve um elenco decente, elemento que nem todos os filmes deste gênero tem. É o primeiro filme de Harry Styles mas ele fez um trabalho incrível no papel. Cuida todos os detalhes e como resultado é uma grande atuação. Eu recomendo assistir.

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