Sem Spoilers: filmes de fevereiro

Até o Último Homem

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Título Original: Hacksaw Ridge

Gênero: Drama / Guerra / Biografia

Direção: Mel Gibson

Ano: 2017

País de Origem: EUA / Austrália

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, o médico do exército Desmond T. Doss (Andrew Garfield) se recusa a pegar em uma arma e matar pessoas, porém, durante a Batalha de Okinawa ele trabalha na ala médica e salva mais de 75 homens, sendo condecorado. O que faz de Doss o primeiro Opositor Consciente da história norte-americana a receber a Medalha de Honra do Congresso.

Surpreendente! Não sou muito fã de filmes de guerra, mas quando entra o fator humano no meio da barbárie, a coisa muda. Baseado em uma inspiradora história real, Até o Último Homem é emocionante e lindamente dirigido por Mel Gibson. As cenas são de encher os olhos e tem uma fotografia e efeitos especiais de cair o queixo. E a entrega física e emocional de Andrew Garfiled dá um toque especial ao persistente Desmond Doss, que foi até o fim pelos seus ideais. Uma ótima narrativa, contando desde a infância do protagonista, que impressiona pela força das imagens e pelo poder da história. Um dos melhores concorrentes ao Oscar deste ano!

Concorre em 6 categorias do Oscar, dentre elas a de melhor filme, diretor e ator.

Estrelas Além do Tempo

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Título Original: Hidden Figures

Gênero: Drama / Biografia

Direção: Theodore Melfi

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: 1961. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte. É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

Maravilhoso! #GirlPowerFeelings! rs Três personagens fortíssimas, baseadas na história real das matemáticas Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson, que enfrentaram preconceitos chocantes, mesmo para uma sociedade dos anos 60. E o que choca mais é saber que, em níveis diferentes, isso ainda acontece hoje em dia. Elas quebraram barreiras raciais, de gênero e profissionais. Atuações impecáveis – destaque para o trio Taraji, Octavia e Janelle, e Kevin Costner -, com diálogos excelentes que nos fazem refletir sobre a ignorância que ainda sobrevive com o preconceito, sem transforma-las em vítimas, muito pelo contrário, tornando-as admiráveis e exemplos a seguir. Adorei!

Concorre ao Oscar de melhor filme, atriz coadjuvante (Octavia Spencer) e roteiro adaptado.

A Qualquer Custo

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Título Original: Hell Or High Water

Gênero: Suspense / Drama

Direção: David Mackenzie

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Interior do Texas, Estados Unidos. Toby (Chris Pine) e Tanner (Ben Foster) são irmãos que, pressionados pela proximidade da hipoteca da fazenda da família, resolvem assaltar bancos para obter a quantia necessária ao pagamento. Com um detalhe: eles apenas roubam agências do próprio banco que está cobrando a hipoteca. Só que, no caminho, eles precisam lidar com um delegado veterano (Jeff Bridges), que está prestes a se aposentar.

Um faroeste moderno com belíssimas paisagens áridas e uma excelente trilha sonora. Um retrato dos EUA longe das metrópoles, mais interiorano e “faca na bota”, com seus caricatos personagens cowboys. A história é simples, transparece veracidade e apesar de muita previsibilidade, o filme flui e te faz torcer pelo bandido. Ou seria ele o mocinho da situação? Muito bom!

Concorre ao Oscar de melhor filme, ator coadjuvante (Jeff Bridges), roteiro original e montagem.

A Chegada

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Título Original: Arrival

Gênero: Ficção

Direção: Deniis Villeneuve

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Quando seres interplanetários deixam marcas na Terra, a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade.

Assim como Interestelar, A Chegada tem esse mesmo tema de difícil compreensão sobre comunicação alienígena e destino da humanidade. Mas o primeiro me tocou mais, por causa da emoção dos personagens e por não mostrar tanta irrealidade, como naves e seres em meio à névoa. A crítica amou, Amy Adams está ótima, mas não me agradou tanto.

Concorre ao Oscar de melhor filme, diretor, roteiro adaptado, fotografia, edição, design de produção e edição de som.

Lion – Uma Jornada para Casa

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Título Original: Lion

Gênero: Biografia / Drama

Direção: Garth Davis

Ano: 2017

País de Origem: EUA / Austrália / Reino Unido

Sinopse: Quando tinha apenas cinco anos, o indiano Saroo se perdeu do irmão numa estação de trem de Calcutá e enfrentou grandes desafios para sobreviver sozinho até de ser adotado por uma família australiana. Incapaz de superar o que aconteceu, aos 25 anos ele decide buscar uma forma de reencontrar sua família biológica.

Preparem um lençol, pois um lenço não será suficiente pra carga de emoção desse filme, inspirado na história real de Saroo Brierley, um indiano de 5 anos de idade que, em 1986, se perdeu de seu irmão Guddu numa estação de trem e foi parar 1.600 quilômetros mais adiante, na caótica Calcutá, sem saber como voltar para casa. O pequeno Saroo, interpretado pelo apaixonante Sunny Pawar, faz sua estreia como ator e deixa a gente com o coração partido, tamanha delicadeza e veracidade no seu convívio com a mãe (Priyanka Bose), na interação super próxima com o irmão (Abhishek Bharate) e na sua luta para encontrar o caminho de volta. Ele foi escolhido pelo diretor em uma escola de Mumbai. Já adulto, agora com Dev Patel no papel, recomeça a jornada da busca pela família biológica. Estava um pouco receosa pelo ator, mas ele convence, se entrega e nos passa toda sua angústia por desconhecer suas origens. Impossível não chorar em vários momentos dessa aventura trágica de superação, coragem, persistência e, principalmente, esperança. Recomendadíssimo! ❤

Concorre ao Oscar de melhor filme, roteiro adaptado, fotografia, trilha sonora e ator e atriz coadjuvantes, com Dev Patel e Nicole Kidman. E eu estou muito na torcida de melhor filme!!! \o/

Um Homem Chamado Ove

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Título Original: En Man Som Heter Ove

Gênero: Comédia / Drama

Direção: Hannes Holm

Ano: 2017

País de Origem: Suécia

Sinopse: Ove é um senhor mal-humorado de 59 anos que leva uma vida totalmente amargurada. Aposentado, ele se divide entre sua rotina monótona e as visitas que faz ao túmulo de sua falecida esposa. Mas, quando ele finalmente se entregou às tendências suicidas e desistiu de viver, novos vizinhos se mudam para a casa da frente e uma amizade inesperada irá surgir.

Lembram do Ivo, lá de Tangerines? Agora é a vez de querer ser amigo do Ove! ❤ Que filme lindo, envolvente, emocionante! Cheio de lições de vida, amizade, bom humor e um drama comum, que te aproxima ainda mais da história. Entre idas e vindas no tempo, vamos conhecendo aos poucos a história do velho Ove, os motivos do seu mau humor constante e de sua rotina metódica e avessa a modernismos. Adaptação do best seller sueco de Frederick Backman, Um Homem Chamado Ove é daqueles filmes super agradáveis que tem que assistir! *-*

Concorre ao Oscar de melhor filme estrangeiro e maquiagem. E minha torcida, é claro, vai pra ele.

Elle

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Título Original: Elle

Gênero: Suspense / Drama

Direção: Paul Verhoeven

Ano: 2016

País de Origem: França / Alemanha

Sinopse: Michèle (Isabelle Huppert) é a executiva-chefe de uma empresa de videogames, a qual administra do mesmo jeito que administra sua vida amorosa e sentimental: com mão de ferro, organizando tudo de maneira precisa e ordenada. Sua rotina é quebrada quando ela é atacada por um desconhecido, dentro de sua própria casa. No entanto, ela decide não deixar que isso a abale. O problema é que o agressor misterioso ainda não desistiu dela.

Provocativo e diferente do que se espera de qualquer história de abuso sexual. A forma com que a protagonista, incrivelmente interpretada por Isabelle Huppert, lida com a situação nos choca e, ao mesmo tempo, nos encoraja a seguir em frente, na busca por quem é esse agressor. Os conflitos com todos ao seu redor são intensos e, ao longo da trama, vamos descobrindo que esse ato é só mais um dos trágicos momentos vividos por ela. Um filme único, desafiador e difícil de digerir.

Concorre ao Oscar de melhor atriz e é a minha preferida nessa categoria.

Jackie

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Título Original: Jackie

Gênero: Biografia / Drama

Direção: Pablo Larraín

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Jacqueline Kennedy (Natalie Portman), inesperadamente viúva, lida com o trauma nos quatro dias posteriores ao assassinato de seu marido, o então presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy.

O filme faz um recorte preciso do momento do atentado ao presidente JFK e os dias posteriores, na visão da primeira dama. O desenrolar desse curto espaço de tempo, que mistura flashbacks com uma entrevista de Jackie à imprensa e uma trilha sonora deprimente, acaba sendo cansativo. Destaque para a fotografia e a atuação de Natalie Portman, que está primorosa, diferente de tudo que já vimos dela, os trejeitos, a voz, o comportamento.

Concorre ao Oscar de melhor atriz, trilha sonora e figurino.

Toni Erdmann

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Título Original: Toni Erdmann

Gênero: Comédia / Drama

Direção: Maren Ade

Ano: 2017

País de Origem: Alemanha / Áustria

Sinopse: Winfried (Peter Simonischek) é um senhor que gosta de levar a vida com bom humor, fazendo brincadeiras que proporcionem o riso nas pessoas. Seu jeito extrovertido fez com que se afastasse de sua filha, Ines (Sandra Hüller), sempre sisuda e extremamente dedicada ao trabalho. Percebendo o afastamento, Winfried decide visitar a filha na cidade em que ela mora, Bucareste. A iniciativa não dá certo, resultando em vários enfrentamentos entre pai e filha, o que faz com que ele volte para casa. Tempos depois, Winfried ressurge na vida de Ines sob o alter-ego de Toni Erdmann, especialista em contar mentiras bem-intencionadas a todos que ela conhece.

Um filme que incomoda. Qualquer relação de conflito familiar provoca reações interessantes e incomodativas. Ao mesmo tempo que as piadas do protagonista quebram o gelo em alguns momentos, em outros só o colocam e deixam as pessoas ao redor em situações embaraçosas e nos mostram a verdadeira solidão por trás do “palhaço”. Concorrente alemão ao Oscar de melhor filme estrangeiro, Toni Erdmann tem um roteiro interessante, humano, super diferente e com ótimas e sensíveis atuações.

Florence – Quem é Essa Mulher?

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Título Original: Florence Foster Jenkins

Gênero: Biografia / Comédia / Drama

Direção: Stephen Frears

Ano: 2016

País de Origem: Reino Unido / França

Sinopse: Florence Foster Jenkins (Meryl Streep) é uma rica herdeira que persegue obsessivamente uma carreira de cantora de ópera. Aos seus ouvidos, sua voz é linda, mas para todos os outros é absurdamente horrível. O ator St. Clair Bayfield (Hugh Grant), seu companheiro, tenta protegê-la de todas as formas da dura verdade, mas um concerto público coloca toda a farsa em risco.

Um filme engraçado, mas comum, com roteiro fraco, válido apenas pelas atuações de Meryl Streep, Hugh Grant e com destaque para o talentoso e cômico pianista, interpretado por Simon Helberg.

Concorre ao Oscar de melhor atriz com Meryl Streep.

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Um comentário sobre “Sem Spoilers: filmes de fevereiro

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