Palavras

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Você me pediu palavras. Palavras espontâneas e bem alinhadas. Você queria palavras certeiras que contivessem em si o significado completo e exato daquilo que você queria ouvir.

Quantas palavras fiquei devendo, quantos erros de oratória cometi simplesmente por me atrapalhar toda ao tentar dizer em voz alta algo que não podia ser dito. Porque embora as palavras sejam o meu “negócio”, elas nem sempre são capazes de expressar tudo aquilo que se pensa e menos ainda o que se sente. Palavras omitem. Mentem.

Quantos silêncios não estão repletos de significado…Pequenos gestos silenciosos dizem muito mais do que um amontoado de palavras bem elaboradas.

Meu silêncio não bastou. Nem mesmo quando ele dizia muito mais do qualquer coisa que eu pudesse falar.

Não. Não há uma palavra para cada coisa que existe no mundo. Palavras não são suficientes. Certos sentimentos, certas sensações, certas emoções não cabem na junção de algumas letras.

Não há palavras que traduzam abraços, carinhos, beijos, olhares.

E por mais que você insista na sua teoria de um be-a-bá todo caprichado aprendido com mestres e doutores que usam da mais pura (e ininteligível) filosofia dos sábios imortais, não foram palavras ditas ou escritas que me ensinaram isso.

Foi um sorriso silencioso e sincero, colorido e iluminado como o sol num dia em que tudo estava cinza e chovia dentro de mim.

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