{Resenha} “A menina quebrada e outras colunas de Eliane Brum”

A_MENINA_QUEBRADA__1370541644B

““Assistam!” (…) Em geral, é o melhor que podemos dizer sobre os filmes que gostamos, assim como “leiam!” para os livros que nos tornaram outros depois da última página.” (p. 413)

Começo essa resenha com uma frase da própria autora na crônica “Memória é tanto lembrar quanto esquecer”, que faz parte do livro “A menina quebrada e outras colunas de Eliane Brum”. Desde que comecei minha leitura, suas palavras foram me transformando, me inquietando, me confortando e despertando inúmeros sentimentos que estavam inacessíveis dentro de mim. Terminei o livro com uma vontade absurda de distribuir exemplares por ai para conhecidos e desconhecidos. No caso dos conhecidos, eu indicaria uma coluna ou outra especificamente das muitas que não só marquei com um post-it por terem se tornado as minhas favoritas, mas que rabisquei e sublinhei incansavelmente cada vez que me tocavam mais fundo.

Eliane Brum tem o dom de usar as palavras para expressar a vida. Em muitas de suas colunas presentes neste livro, era como se ela estivesse conversando comigo, falando diretamente ao meu coração.

Com assuntos que variam desde questões comportamentais, econômicas, políticas, culturais, familiares, entre outras, ela nos convida a pensar, refletir e criar nossos próprios conceitos, opiniões e dúvidas sobre inúmeros temas que com certeza nos “desacomodam”, como ela mesma gosta de dizer.

Embora seus textos, por serem colunas, tenham a característica de serem opinativos e pessoais, eles nos apresentam “os dois lados da moeda”, com o perdão do clichê. A autora, embora deixe sempre claro seu ponto de vista, também é capaz de não influenciar, mas provocar o leitor a construir sua própria visão sobre o tema em questão.

Já nos casos dos textos mais “poéticos”, quando fala sobre vida, família, sentimentos, entre outras coisas, Eliane Brum consegue nos emocionar ao tocar em pontos delicados de cada um de nós.

Meu interesse pelo livro foi desperto pela leitura que a autora fez de “A menina quebrada” na 15ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão, como contei aqui, mas após acompanhar cada uma das colunas, em uma leitura calma, para saborear cada palavra de cada um dos textos que me provocaram e me inquietaram, posso dizer que cheguei ao fim do livro mais humana e conhecendo um pouco mais de mim mesma.

Foram muitos os textos que me marcaram que seria injusto citar apenas alguns aqui. Portanto, minha singela dica é para que leiam o livro ou que ao menos busquem por suas colunas na internet. Da minha parte, já comecei a espalhar suas palavras por ai presenteando amigos e parentes com alguns exemplares.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s