Sem Spoilers: filmes de março

Para Sempre Alice

para-sempre-aliceTítulo Original: Still Alice

Gênero: Drama

Direção: Richard Glatzer e Wash Westmoreland

Ano: 2015

País de Origem: EUA / França

Sinopse: A Dra. Alice Howland (Julianne Moore) é uma renomada professora de linguistica. Aos poucos, ela começa a esquecer certas palavras e se perder pelas ruas de Manhattan. Ela é diagnosticada com Alzheimer. A doença coloca em prova a força de sua família. Enquanto a relação de Alice com o marido, John (Alec Baldwin) se fragiliza, ela e a filha caçula, Lydia (Kristen Stewart), se aproximam.

 “It was about love”

Uma triste e emocionante história sobre o Alzheimer, do ponto de vista de quem sofre com a doença. Julianne Moore e sua sensibilidade ímpar desenvolvem a personagem de forma comovente e, com certeza, merecedora do Oscar de Melhor Atriz. O que fazer quando as memórias simplesmente se vão? Viver o momento, seria uma alternativa, mas até quando? O elenco é bom, mas a protagonista é quem leva o filme. Gosto do Alec Baldwin, mas acho que ele não combinou muito com o papel, nem com a Julianne. E Kristen ainda incomoda com o seu jeito “Bella” de ser, mas fez valer seu papel de rebelde e sua aproximação com a mãe rendeu cenas muito sinceras e carinhosas. Uma lição de vida sobre a fragilidade humana. Assistam! *-*

A Família

the_familyTítulo Original: The Family

Gênero: Comédia / Ação

Direção: Luc Besson

Ano: 2013

País de Origem: EUA / França

Sinopse: Após entrar para o programa de proteção à testemunha, uma família tradicional ítalo-americana ligada à máfia é transferida para a França. De início eles se adaptam à nova vida, mas aos poucos os velhos hábitos voltam à tona e eles passam a resolver os problemas que surgem a seu modo. Ao mesmo tempo, líderes da máfia nos Estados Unidos, procuram pelo grupo em busca de vingança. O agente do FBI Stansfield (Tommy Lee Jones) fará de tudo para protegê-los, mas nem sempre contará com a ajuda do pai da família, Fred Blake (Robert De Niro), e nem dos outros membros.

Uma comédia razoável. Esperava muito mais por causa do elenco – Robert De Niro, Tommy Lee Jones e Michelle Pfeiffer – mas tudo ficou tão estereotipado que perdeu a graça. Mas nunca é demais ver De Niro atuando.

Uma Longa Queda

a-long-way-down_t65620_jpg_290x478_upscale_q90Título Original: A Long Way Down

Gênero: Drama / Comédia

Direção: Pascal Chaumeil

Ano: 2014

País de Origem: Reino Unido / Alemanha

Sinopse: Na noite de Ano Novo, quatro pessoas solitárias se encontram no topo de um prédio. Curiosamente, todos têm o mesmo plano: cometer suicídio. Diante da ironia da situação, eles se tornam amigos, e fazem um pacto: nenhum deles se matará até o Dia dos Namorados, em fevereiro. Nos meses que se seguem, os quatro acabam ajudando uns aos outros.

Estava com uma expectativa bem alta sobre esse filme, pela sinopse, trailer e para ver o Aaron Paul pós Breaking Bad. Tirando o sotaque irritante da Imogen Poots e a apatia do Pierce Brosnam, o elenco vai bem. Destaque para a subtrama interpretada por Tony Collete, a mais emocionante. A adaptação da obra de Nick Hornby tem reflexões bem interessantes, de que todos têm problemas e não importa a gravidade, cada um vai sentir da pior forma possível. A apresentação individual dos personagens, dentro da cronologia da história também foi muito bem feita. Enfim, um bom entretenimento.

Círculo de Fogo

pacific_rimTítulo Original: Pacific Rim

Gênero: Ação / Aventura

Direção: Guillermo Del Toro

Ano: 2013

País de Origem: EUA

Sinopse: Quando várias criaturas monstruosas, conhecidas como Kaiju, começam a emergir do mar, tem início uma batalha entre estes seres e os humanos. Para combatê-los, a humanidade desenvolve uma série de robôs gigantescos, os Jaegers, cada um controlado por duas pessoas através de uma conexão neural. Entretanto, mesmo os Jaegers se mostram insuficientes para derrotar os Kaiju. Diante deste cenário, a última esperança é um velho robô, obsoleto, que passa a ser comandado por um antigo piloto (Charlie Hunnam) e uma treinadora (Rinko Kikuchi).

Voltei aos anos 80 e 90 lembrando das séries japonesas ao estilo “Jaspion”, que assistia diariamente, antes do almoço. *-* Hoje o gênero já não me atrai tanto, mas quis conferir essa história nerd tão comentada e a atuação de Charlie Hunnam, após a minha exaustiva e gratificante maratona de Sons Of Anarchy❤. Charlie está muito bem no filme. Aliás, todo o elenco está em sintonia, com exceção da oriental inexpressiva Rinko Kikuchi. A atriz da sua versão infantil está bem melhor e acredito que Lucy Liu teria feito uma Mako bem melhor. A produção e efeitos são impecáveis, mas o que me chamou mais a atenção foram as cenas humanas, os conflitos e dramas dos personagens e os motivos para se vingarem.

Maverick

maverickTítulo Original: Maverick

Gênero: Comédia / Faroeste / Aventura

Direção: Richard Donner

Ano: 1994

País de Origem: EUA

Sinopse: Em meio à uma série de aventuras, o inveterado jogador de pôquer Bret Maverick (Mel Gibson) tenta arrumar os três mil dólares que lhe faltam para participar de um jogo milionário em uma barca do Mississipi, no qual o vencedor vai receber meio milhão de dólares. Para entrar neste jogo poderoso, ele vai juntar forças com uma interessante e misteriosa jogadora.

Um clássico do faroeste contemporâneo. Ótimos atores – Mel Gibson, Jodie Foster e James Garner– em papéis divertidos, num belo cenário empoeirado do oeste americano. Tudo funciona bem, as trapaças, os jogos, a aventura, as piadas e a ironia. Totalmente agradável.

A Teoria de Tudo

a-teoria-de-tudo_t92819_2_jpg_290x478_upscale_q90Título Original: The Theory of Everything

Gênero: Drama / Biografia

Direção: James Marsh

Ano: 2014

País de Origem: Reino Unido

Sinopse: Baseado na biografia de Stephen Hawking, o filme mostra como o jovem astrofísico (Eddie Redmayne) fez descobertas importantes sobre o tempo, além de retratar o seu romance com a aluna de Cambridge Jane Wide (Felicity Jones) e a descoberta de uma doença motora degenerativa quando tinha apenas 21 anos.

Linda e tocante história. Eddie Redmayne, vencedor do Oscar de Melhor Ator, está impecável. Sua dedicação e talento o transformou no próprio Hawking. Um retrato fiel e bem humorado da vida de Stephen, sem muito drama, mostrando a realidade de forma sutil. Fotografia linda e com ótimos efeitos ao estilo vídeo caseiro, para momentos importantes do filme, como uma recordação que ficará para sempre. Uma trama linear, sem grandes reviravoltas, com destaque absoluto para o protagonista.

Clube de Compras Dallas

dallas-buyers-club_t64699_jpg_290x478_upscale_q90Título Original: Dallas Buyers Club

Gênero: Drama / Biografia

Direção: Jean-Marc Vallée

Ano: 2013

País de Origem: EUA

Sinopse: Em 1986, o eletricista texano Ron Woodroof (Matthew McConaughey) é diagnosticado com AIDS e logo começa uma batalha contra a indústria farmacêutica. Procurando tratamentos alternativos, ele passa a contrabandear drogas ilegais do México.

Um ótimo filme sobre perseverança. Os anos 80 foram experimentais para a AIDS, com pacientes sendo testados por tratamentos incertos, placebos e a indústria farmacêutica faturando em cima disso. O machista Ron enfrentou não só os médicos, mas o preconceito, tentando sobreviver em meio ao caos e se aliando a Rayon (Jared Leto), um travesti que sofria do mesmo mal. Matthew e Jared brilham em suas atuações, com uma debilidade física e psicológica impecáveis, se apoiando mutuamente para ter uma melhor qualidade de vida e ajudar quem estivesse disposto a entrar para o clube. Merecidamente foram os ganhadores do Oscar de Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante. Uma história real que vale a pena conferir!

Dois Dias, Uma Noite

deux-jours-une-nuit_t75012_jpg_290x478_upscale_q90Título Original: Deux Jours, Une Nuit

Gênero: Drama

Direção: Jean-Pierre Dardenne / Luc Dardenne

Ano: 2015

País de Origem: França / Bélgica / Itália

Sinopse: Sandra (Marion Cotillard) perde seu emprego, pois outros trabalhadores da fábrica preferiram receber um bônus ao invés de mantê-la na equipe. Ela descobre que alguns de seus colegas foram persuadidos a votar contra ela. Mas Sandra tem uma chance de reconquistá-lo. Ela e o marido (Fabrizio Rongione) têm uma tarefa complicada para o final de semana: eles devem visitar os colegas de trabalho e convencê-los a abrir mão de seus bônus, para que Sandra possa manter o seu emprego.

Adoro a Marion Cotillard! E se a produção for francesa, já são 2 pontos extras. Uma história profundamente humana, sensível e intimista, que te coloca no drama vivido pela frágil protagonista, mas que supera a tristeza, a humilhação e, dentre tantos obstáculos, encontra um pouco de calor humano. Uma crítica ao capitalismo e ao individualismo, com destaque para as cenas musicais emocionantes dentro do carro e o final libertador. Adorei! ^.^

Ela

ela_t52084_8_jpg_290x478_upscale_q90Título Original: Her

Gênero: Drama / Romance / Ficção

Direção: Spike Jonze

Ano: 2014

País de Origem: EUA

Sinopse: Theodore (Joaquin Phoenix) é um escritor solitário, que acaba de comprar um novo sistema operacional para seu computador. Para a sua surpresa, ele acaba se apaixonando pela voz deste programa informático, dando início a uma relação amorosa entre ambos. Esta história de amor incomum explora a relação entre o homem contemporâneo e a tecnologia.

 “O amor é uma forma de insanidade socialmente aceitável.”

O amor por uma máquina pode ser real? E correspondido? Um romance que convida à reflexão nesse mundo dominado pela tecnologia, onde relações humanas estão se tornando, cada vez mais, relevantes. Samantha, a voz do sistema, tão bem interpretada por Scarlet Johansson, é cativante. Quantas vezes nos apaixonamos por personagens de livros, filmes e séries, nos emocionamos pelo amor de um casal na tv, ficamos de luto pela morte do nosso personagem favorito? É tudo ficção, essas pessoas não existem, mas nossos sentimentos são reais! Rimos, choramos, sofremos. Então, acho bem plausível a ideia futurista e, acima de tudo, poética proposta por “Ela”, que tem uma fotografia linda, atuações sinceras e ótima trilha sonora.

A Datilógrafa

a_datilógrafaTítulo Original: Populaire

Gênero: Comédia / Romance

Direção: Regis Roinsard

Ano: 2013

País de Origem: França

Sinopse: Aos 21 anos de idade, Rose Pamphyle (Déborah François) mora com seu pai e está prestes a casar com o pacífico filho de um mecânico. Ela poderia virar uma dona de casa, mas a jovem tem planos mais ambiciosos. Ela sai de sua cidade e tenta um emprego de secretária no escritório de seguros de Louis Echard (Romain Duris). Mesmo com suas habilidades fraquíssimas, o homem fica impressionado com a velocidade com a qual Rose consegue datilografar. Logo o espírito competidor de Louis se desperta: ele decide aceitar Rose como sua secretária, contanto que ela treine para participar da competição de datilógrafa mais rápida do país.

Uma comédia francesa encantadora, cheia do charme e da ingenuidade do cinema dos anos 50. O clima vintage dá um toque todo especial ao filme, que conta também com dois grandes atores, que até então eu não conhecia: Romain Duris e Déborah François. Rose é o retrato da mulher moderna da época, que tem como inspiração a musa Audrey Hepburn na parede do seu quarto. Divertido e de encher os olhos com tanta beleza e cor, nos faz voltar no tempo e nos empolgar pelo romance, pela competição e pelo ótimo humor dos diálogos, num roteiro simples, mas que funciona perfeitamente. ADOREI!❤

carolwerner3

 

2 comentários sobre “Sem Spoilers: filmes de março

  1. Adorei as dicas, amiga! Anotei Para Sempre Alice, Uma longa queda (pq Hornby é sempre Hornby! rsrs) e A teoria de tudo. Quanto a Ela, sem comentários! Um dos melhores e mais emocionantes filmes que já vi nos últimos tempos. Pra lista dos favoritos🙂

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