Sem Spoilers: filmes de fevereiro

Estamos comemorando 1 ano de #SemSpoilers! Uhuuuuu! \o/\o/ Gostaria de agradecer o carinho da Fran em ceder esse espaço no “Sobre o Nada” para eu falar do que eu tanto amo: cinema. Obrigada também a todos que leram os posts, curtiram, comentaram, aproveitaram as dicas e podem esperar que continuarei por aqui, com minhas críticas açucaradas. Hasta la vista, baby!😉

Garota Exemplar

gone_girlTítulo Original: Gone Girl

Gênero: Drama

Direção: David Fincher

Ano: 2014

País de Origem: EUA

Sinopse: Amy Dunne (Rosamund Pike) desaparece no dia do seu aniversário de casamento, deixando o marido Nick (Ben Affleck) em apuros. Ele começa a agir descontroladamente, abusando das mentiras, e se torna o suspeito número um da polícia. Com o apoio da sua irmã gêmea, Margo (Carrie Coon), Nick tenta provar a sua inocência e, ao mesmo tempo, procura descobrir o que aconteceu com Amy.

Baseado no livro de Gillian Flynn, o filme é completamente envolvente, cheio de reviravoltas inteligentes, surpresas e suspense na medida certa. Os atores, Ben Affleck e Rosamund Pike, combinam perfeitamente com seus personagens apáticos e inexpressivos, colocando sempre em dúvida em quem devemos acreditar. Um thriller que critica a fundo o casamento de aparências e a mídia sensacionalista, que transforma detalhes em pontos de audiência. O diretor, que comandou também “Seven – Os Sete Crimes Capitais”, “Zodíaco”, “Clube da Luta”, “A Rede Social” e “Millennium – Os Homens que não Amavam as Mulheres”, surpreende pelo quebra-cabeça super encaixado, pelo cinismo cômico devidamente dosado com a tensão e pela construção intrigante e não linear da narrativa. Um desfecho diferente que me deixou dividida: gostei muito, mas… assistam!😉

Clube dos Cinco

the breakfast clubTítulo Original: The Breakfast Club

Gênero: Drama / Comédia

Direção: John Hughes

Ano: 1985

País de Origem: EUA

Sinopse: Em virtude de terem cometido pequenos delitos, cinco adolescentes são confinados no colégio em um sábado, com a tarefa de escrever uma redação de mil palavras sobre o que pensam de si mesmos. Apesar de serem pessoas completamente diferentes, enquanto o dia transcorre eles passam a aceitar uns aos outros, fazem várias confissões e tornam-se amigos.

Um clássico, que eu ainda não tinha visto (¬¬ #shameonme), que reúne estereótipos adolescentes bem conhecidos: o rebelde, a patricinha, o CDF, o atleta e a anti-social esquisita. Representantes de cada “tribo” descobrem que são apenas rótulos, pois os problemas de cada um são comuns. Achei um pouco cansativo, mas sei que se deve ao fato de assistir, pela primeira vez, 30 anos depois do lançamento…perdi o timing!

Cinquenta Tons de Cinza

cinquenta-tons-de-cinzaTítulo Original: Fifty Shades of Grey

Gênero: Drama / Romance

Direção: Sam Taylor-Johnson

Ano: 2015

País de Origem: EUA

Sinopse: Anastasia Steele (Dakota Johnson) é uma estudante de literatura de 21 anos, recatada e virgem. Uma dia ela deve entrevistar para o jornal da faculdade o poderoso magnata Christian Grey (Jamie Dornan). Nasce uma complexa relação entre ambos: com a descoberta amorosa e sexual, Anastasia conhece os prazeres do sadomasoquismo, tornando-se o objeto de submissão do sádico Grey.

A adaptação do best seller de E.L.James, “Cinquenta Tons De Cinza” vem dando o que falar. Críticas mornas, protestos contra a escolha dos atores e a favor dos bons costumes. Ok, haters gonna hate forever! Com certeza não é uma obra merecedora de prêmios ou algum destaque cinematográfico. Mas foi muito bem ao que se propôs. Jamie Dornan satisfaz, mas é Dakota Johnson que brilha, com seu jeito ingênuo e atrapalhado, faz uma excelente Ana e arranca ótimas risadas. A ousadia das cenas está na medida certa, sem ser vulgar. O romantismo, começando a transparecer pela teimosia de Ana em querer um namoro convencional. O livro, claro, tem muito mais detalhes, mas achei muito bem adaptado. Além de contar com uma trilha sonora super envolvente!

Amor à Toda Prova

crazy_stupid_loveTítulo Original: Crazy, Stupid, Love

Gênero: Comédia / Romance

Direção: John Requa e Glenn Ficarra

Ano: 2011

País de Origem: EUA

Sinopse: Cal Weaver (Steve Carell) tem quarenta e poucos anos e leva uma vida perfeita, com um bom emprego, filhos e um casamento com a namorada do colégio, Emily (Julianne Moore). Até que, ao descobrir que Emily o está traindo e quer o divórcio, sua vida desaba por completo. Forçado a voltar ao mundo dos solteiros, ele enfrenta as dificuldades habituais de quem não sabe mais como se portar para se aproximar de uma mulher. É quando entra em cena Jacob Palmer (Ryan Gosling), um amigo que passa a lhe dar algumas dicas.

Uma comédia que parece clichê, com personagens previsíveis mas que funciona e surpreende muito, devido a um roteiro consistente e um elenco de peso. Um filme com ótimas atuações e uma história que flui, deixando tudo muito divertido e emocionante, ao abordar o amor de forma sincera. A comédia romântica dá lugar a uma comédia mais realista, bem dosada com o romance e o drama. Curti muito e recomendo!

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

birdmanTítulo Original: Birdman

Gênero: Drama / Comédia

Direção: Alejando Iñárritu

Ano: 2015

País de Origem: EUA

Sinopse: No passado, Riggan Thomson (Michael Keaton) fez muito sucesso interpretando o Birdman, um super-herói que se tornou um ícone cultural. Entretanto, desde que se recusou a estrelar o quarto filme com o personagem sua carreira começou a decair. Em busca da fama perdida e também do reconhecimento como ator, ele decide dirigir, roteirizar e estrelar a adaptação de um texto consagrado para a Broadway. Entretanto, em meio aos ensaios com o elenco formado por Mike Shiner (Edward Norton), Lesley (Naomi Watts) e Laura (Andrea Riseborough), Riggan precisa lidar com seu agente Brandon (Zach Galifianakis) e ainda uma estranha voz que insiste em permanecer em sua mente.

Vencedor dos Oscars de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Fotografia e Melhor Roteiro Original, “Birdman” é um filme que se diferencia. Humor negro e longos planos-sequência estão presentes nessa história em que se destacam as atuações viscerais de Michael Keaton e Edward Norton. Emma Stone também vai bem. Muito bem feito tecnicamente, com uma produção cheia de estilo, abordando temas densos como a relevância de cada um no mundo, a importância da arte e da crítica, mas a história não me fisgou.

Boyhood – Da Infância à Juventude

boyhoodTítulo Original: Boyhood

Gênero: Drama

Direção: Richard Linklater

Ano: 2014

País de Origem: EUA

Sinopse: O filme conta a história de um casal de pais divorciados (Ethan Hawke e Patricia Arquette) que tenta criar seu filho Mason (Ellar Coltrane). A narrativa percorre a vida do menino durante um período de doze anos, da infância à juventude, e analisa sua relação com os pais conforme ele vai amadurecendo.

”As pessoas estão sempre lhe dizendo para aproveitar o momento. Mas acho que é o contrário, é o momento que nos aproveita.”

Boyhood não é um filme. É uma experiência. Um projeto ousado que deu certo. Durante 12 anos (2002-2014) foram feitas as gravações, em segredo, dessa história simples, sem nada extraordinário, pelo contrário, cotidiana de Mason, uma criança de 6 anos, que vai crescendo e amadurecendo junto com a história e seus colegas de elenco. É algo único, inovador e só por isso vale a pena assistir. Mas não é só isso, tem diálogos lindos, um saudosismo do início dos anos 2000 e uma trilha sonora que agrada demais, com Coldplay, Foo Fighters, Lady Gaga, Paul McCartney e Sheryl Crowl. Recebeu 5 indicações ao Oscar e venceu na categoria Melhor Atriz Coadjuvante, para a “mãe” Patricia Arquette. Uma viagem de quase 3 horas que não se vê passar, pois a sensação é de vivenciar e, ter certeza, que o protagonista vai continuar a sua jornada na faculdade, no trabalho, formar uma família… #PrecisamosSaberMaisSobreMason❤

Eu, Robô

eu, robôTítulo Original: I, Robot

Gênero: Ação / Ficção

Direção: Alex Proyas

Ano: 2004

País de Origem: EUA

Sinopse: Em 2035 a existência de robôs é algo corriqueiro, sendo usados constantemente como empregados e assistentes dos humanos. Os robôs possuem um código de programação chamado Lei da Robótica, que impede que façam mal a um ser humano. Esta lei parece ter sido quebrada quando o Dr. Miles aparece morto e o principal suspeito de ter cometido o crime é justamente o robô Sonny. Caso Sonny realmente seja o culpado, a possibilidade dos robôs terem encontrado um meio de quebrarem a Lei da Robótica pode permitir que eles dominem o planeta, já que nada mais poderia impedi-los de subjugar os seres humanos. Para investigar o caso é chamado o detetive Del Spooner (Will Smith) que, com a ajuda da Dra. Susan Calvin (Bridget Monayhan), precisam desvendar o que realmente aconteceu.

Mais um filme baseado nos contos do russo Isaac Azimov, “Eu, Robô” é uma ficção moderna, recheada de aventura, suspense e muito bom humor. E nada melhor que Will Smith pra conduzir isso. Os efeitos especiais são ótimos, verossímeis, principalmente ao que se refere ao robô Sonny, interpretado por Alan Tudik, que teve os movimentos faciais e corporais transferidos para um modelo digital na pós-produção. Uma história criada por Azimov nos anos 40, produzida por Proyas há mais de 10 anos, mas que continua super atual e possível.

carolwerner3

 

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