A sorte de um amor

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Você vive 10 anos em 10 dias. E de repente já não quer mais a “sorte de um amor tranquilo”. A calmaria e a paz são mais desconfortáveis do que a bagunça que o amor provoca na sua cabeça e no seu coração. Te ensinaram que amar era fácil, mas ninguém avisou que, às vezes, tudo aquilo que você aprendeu sobre o amor pode ser completamente diferente quando ele de fato bate à sua porta. Amar não é calmo, muito menos previsível. É viver um turbilhão de sentimentos que causam um frio constante na barriga. E é ao mesmo tempo não querer nunca que essa sensação acabe. É aprender tudo do zero, juntos.

Como pode existir saudade de quem acabou de te deixar na porta?

A culpa é do vento que traz o teu cheiro.

Tudo aquilo que te disseram, tudo que você leu nos livros, ou viu nos filmes já não faz mais nenhum sentido. Aliás, amar é livrar-se de qualquer lógica, de qualquer roteiro. É fechar os olhos e sentir apenas com o coração. É viver tudo de uma vez só, ao mesmo tempo. Coragem e medo. Companheirismo e solidão. Alegria e tristeza. Acertos e erros. Perdas e ganhos.

É virar na cama e esbarrar em você.

É um cafuné que silencia um ronco.

É querer estar junto, mesmo que longe, não pensando apenas no hoje, mas principalmente no amanhã.

Então você duvida das certezas nas quais sempre acreditou, duela com a razão na busca de uma solução. À espera de que o amor seja maior que o tempo ou que a distância para que se façam reais os planos para o futuro que ainda virá.

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