Sem Spoilers: filmes de dezembro

Filadélfia

filadelfiatulo Original: Philadelphia

Gênero: Drama

Direção: Jonathan Demme

Ano: 1993

País de Origem: EUA

Sinopse: Andrew Beckett (Tom Hanks) é um promissor advogado que trabalha para um tradicional escritório da Filadélfia. Após descobrirem que ele é portador do vírus da AIDS, Andrew é demitido da empresa. Ele contrata os serviços de Joe Miller (Denzel Washington), um advogado negro que é homofóbico. Durante o julgamento, este homem é forçado a encarar seus próprios medos e preconceitos.

Comecei o mês dedicado ao combate à AIDS com um filmão que faz jus ao tema: “Philadelphia”. E, momento vergonha alheia total, eu ainda não tinha assistido! =O Ao menos não completinho… Um filme importante como registro histórico do preconceito à essa doença que assombrou os anos 80 e vitimou famosos nos anos 90, como Freddie Mercury, Cazuza e Renato Russo. Um filme informativo para a época em que a doença estava no auge e cercada de mitos. Um filme brilhante pela atuação impecável de Tom Hanks, vencedor do Oscar de Melhor Ator, e Denzel Washington, sempre com o seu tom irônico de ser, durão, mas que baixa a guarda, mesmo indo contra ao que acredita. Um filme marcante, não só pelo tema e atores, mas pela trilha, pois mesmo que você não tenha assistido, quando ouve “Streets Of Philadelphia” associa automaticamente à história. Aliás, essa música, do Bruce Springsteen, foi a vencedora do Oscar de Melhor Canção Original. Um filme comovente, lindo e reflexivo, que deve ser visto.

A Vila

A VilaTítulo Original: The Village

Gênero: Suspense

Direção: M. Night Shyamalan

Ano: 2004

País de Origem: EUA

Sinopse: Em 1897 uma vila parece ser o local ideal para viver: tranquila, isolada e com os moradores vivendo em harmonia. Porém este local perfeito passa por mudanças quando os habitantes descobrem que o bosque que o cerca esconde uma raça de misteriosas e perigosas criaturas, por eles chamados de “Aquelas de Quem Não Falamos”. O medo de ser a próxima vítima destas criaturas faz com que nenhum habitante da vila se arrisque a entrar no bosque. Apesar dos constantes avisos de Edward Walker (William Hurt), o líder local, e de sua mãe (Sigourney Weaver), o jovem Lucius Hunt (Joaquin Phoenix) tem um grande desejo de ultrapassar os limites da vida rumo ao desconhecido. Lucius é apaixonado por Ivy Walker (Bryce Dallas Howard), uma jovem cega que também atrai a atenção do desequilibrado Noah Percy (Adrien Brody). O amor de Noah termina por colocar a vida de Ivy em perigo, fazendo com que verdades sejam reveladas e o caos tome conta da vila.

Sempre achei que “A Vila” fosse um filme de terror, até uma colega falar o contrário e ainda me instigar por causa do final, que ela não gostou, mas me deixou curiosa. Confesso que tem uma pitada de terror, para os meus parâmetros de medo (rs). O motivo comum aos líderes da vila é bem plausível e a trama misteriosa é muito envolvente, mas o desfecho deixa a desejar, apesar de fazer sentido. Como li num comentário do Filmow: “Eu ainda não sei dizer se gostei, estou processando.” Mais ou menos por aí.

Jobs

jobsTítulo Original: Jobs

Gênero: Drama / Biografia

Direção: Joshua Michael Stern

Ano: 2013

País de Origem: EUA

Sinopse: De hippie sem foco nos estudos a líder de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. Este é Steve Jobs (Ashton Kutcher), um sujeito de personalidade forte e dedicado, que não se incomoda de passar por cima dos outros para atingir suas metas, o que faz com que tenha dificuldades em manter relações amorosas e de amizade.

 “Se quisermos ser grandes, temos que arriscar.”

Ashton Kutcher novamente surpreende (como em Por Amor) com um papel dramático, introspectivo, sem gracinhas. Eu já havia achado a escolha muito boa fisicamente, quando o vi caracterizado de Jobs, mas estava em dúvida quanto à interpretação, por não ter assistido ainda “Por Amo”. Claro que não é uma atuação brilhante, mas satisfaz. A história conta um período muito grande da vida de Steve Jobs, por isso acaba sendo corrido e superficial em alguns momentos, mas mostra bem o seu lado visionário e inspirador, sua genialidade, a loucura pelo trabalho e a arrogância para quem não estava no mesmo ritmo, ao custo de uma vida familiar e afetiva comprometida.

Missão Madrinha de Casamento

missão_madrinha_de_casamentoTítulo Original: Bridesmaids

Gênero: Comédia / Romance

Direção: Paul Feig

Ano: 2011

País de Origem: EUA

Sinopse: Lillian (Maya Rudolph) vai se casar e convida a amiga Annie (Kristen Wiig) para ser sua madrinha. Ela, que enfrenta problemas profissionais e amorosos, resolve se dedicar à função de corpo e alma. Só que, logo no primeiro evento organizado, Annie conhece Helen (Rose Byrne), uma bela e rica mulher que quer ser a nova melhor amiga de Lillian. As duas logo passam a disputar a proximidade da amiga, assim como o posto de organizadora do casamento e demais eventos pré-nupciais.

Já vi este filme em diferentes listas de “tem que assistir”, mas não achei tudo isso não. O elenco é bom, tem boas interpretações, mesclando um pouco de drama com muita comédia, mas, no geral, achei a história boba e com algumas cenas completamente nonsenses.

Amor Bandido

amor_bandidoTítulo Original: Mud

Gênero: Drama

Direção: Jeff Nichols

Ano: 2013

País de Origem: EUA

Sinopse: Ellis (Tye Sheridan) e Neckbone (Jacob Lofland) são grandes amigos que decidem desbravar uma ilha que fica no rio próximo às suas casas. Lá eles encontram Mud (Matthew McConaughey), um homem foragido que tem vivido em um barco preso nos galhos de uma árvore. Apesar da desconfiança inicial, os garotos resolvem ajudar Mud em seus planos ao saber que ele está à espera de Juniper (Reese Witherspoon), o grande amor de sua vida, que se envolveu com o homem errado.

Uma história que retrata de forma simples e sincera a amizade, a confiança, o amadurecimento e a complexidade do amor, com ótimas atuações dos meninos Tye Sheridan e Jacob Lofland, somadas à experiência de Matthew McConaughey. Um tema adulto, sobre crime, amor e traição do ponto de vista juvenil e inocente. Gostei!

O Casamento do Ano

o-casamento-do-anoTítulo Original: The Big Wedding

Gênero: Comédia / Romance

Direção: Justin Zackhan

Ano: 2013

País de Origem: EUA

Sinopse: Missy (Amanda Seyfried) e Alejandro (Ben Barnes) se conhecem desde pequenos e estão prestes a se casar. Al, como é chamado pelos mais íntimos é adotado e fica feliz com a notícia de que sua mãe biológica irá ao seu casamento. Mas tem um problema… Ela é muito religiosa e não acredita no divórcio. Com isso, o jovem pede para seus pais adotivos, divorciados há anos (Robert De Niro e Diane Keaton), para fingirem que vivem juntos e felizes.

Robert De Niro, Diane Keaton, Robin Williams e Susan Saradon já valem o filme com suas excelentes interpretações cômicas. A história é boa, com momentos bobos, mas arrancam boas risadas. Tudo é clichê, mas diverte.

Frozen – Uma Aventura Congelante

frozenTítulo Original: Frozen

Gênero: Animação

Direção: Chris Buck e Jennifer Lee

Ano: 2014

País de Origem: EUA

Sinopse: A caçula Anna (Kristen Bell/Gabi Porto) adora sua irmã Elsa (Idina Menzel/Taryn Szpilman), mas um acidente envolvendo os poderes especiais da mais velha, durante a infância, fez com que os pais as mantivessem afastadas. Após a morte deles, as duas cresceram isoladas no castelo da família, até o dia em que Elsa deveria assumir o reinado de Arendell. Com o reencontro das duas, um novo acidente acontece e ela decide partir para sempre e se isolar do mundo, deixando todos para trás e provocando o congelamento do reino. É quando Anna decide se aventurar pelas montanhas de gelo para encontrar a irmã e acabar com o frio.

Animações geralmente são encantadoras, pela magia das cores, histórias emocionantes e boas trilhas sonoras. “Frozen” se encaixa em tudo isso e emplacou diversos prêmios, como o Oscar de Melhor Animação e Melhor Canção Original com “Let It Go”. Os personagens são cativantes e, apesar da trama girar em torno de Elsa, os meus favoritos são a determinada Anna e Olaf, o boneco de neve que dá o toque de humor à jornada. Não acompanho tanto o gênero, mas, segundo a crítica, é o retorno da Disney às animações musicais de qualidade. Um filme para todos!

Amor Pleno

amor plenoTítulo Original: To The Wonder

Gênero: Drama / Romance

Direção: Terrence Malick

Ano: 2012

País de Origem: EUA

Sinopse: Um homem (Ben Affleck), descontente com a sua vida, viaja a Paris e inicia uma profunda relação amorosa com uma europeia (Olga Kurylenko). Ele volta para os Estados Unidos e se casa com esta mulher, para ajudá-la a ter a permissão de estadia americana. Mas após o casamento, a relação dos dois se degrada. Neste momento, ele encontra uma antiga namorada (Rachel McAdams), com quem inicia um novo romance.

Bons atores (ainda temos Javier Bardem), um drama romântico considerável, por que não? Talvez porque é do mesmo diretor de “A Árvore da Vida” e tem o mesmo estilo entediante? Isso não quer dizer que o filme seja ruim. A fotografia é belíssima, as atuações teatrais e a narração cheia de poesia. Mas cansa, quase não há diálogos e a história fica num nível muito conceitual.

Questão de Tempo

questao-de-tempoTítulo Original: About Time

Gênero: Romance

Direção: Richard Curtis

Ano: 2013

País de Origem: Inglaterra

Sinopse: Ao completar 21 anos, Tim (Domhnall Gleeson) é surpreendido com a notícia dada por seu pai (Bill Nighy) de que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo. Ou seja, todos os homens da família conseguem viajar para o passado, bastando apenas ir para um local escuro e pensar na época e no local para onde deseja ir. Cético a princípio, Tim logo se empolga com o dom ao ver que seu pai não está mentindo. Sua primeira decisão é usar esta capacidade para conseguir uma namorada, mas logo ele percebe que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu pode provocar consequências inesperadas.

Adoro filmes que me fazem ficar com um sorriso bobo na cara o tempo todo e “Questão de Tempo” é um deles. O grande destaque vai para o protagonista Tim, que cativa com seu jeito tímido, desajeitado, simpático e esquisito. A princípio, parece não combinar com Rachel McAdams, mas ela dá um tom introspectivo à Mary que deixa tudo em sintonia. Eles são pessoas comuns, sem uma beleza física atrativa, o que os torna muito reais e identificáveis. Um romance criativo, simples, encantador e com uma mensagem emocionante! E, além de tudo isso, tem uma trilha sonora incrível, com The Killers, Amy Whinehouse, The Cure, Nick Cave…. Adorei!!! ❤

Richard Curtis também dirigiu “Simplesmente Amor” e escreveu os roteiros de “Um Lugar Chamado Nothing Hill”, “O Diário de Bridget Jones” e “Quatro Casamentos e Um Funeral”.

Mandela – O Caminho Para a Liberdade

mandelaTítulo Original: Mandela – Long Walk to Freedom

Gênero: Drama / Biografia

Direção: Justin Chadwick

Ano: 2014

País de Origem: Inglaterra / África do Sul

Sinopse: A extraordinária vida de Nelson Mandela desde a sua infância numa pequena aldeia até à sua eleição como Presidente da África do Sul. Baseado na sua autobiografia, o filme mostra-nos o político ativista pela defesa dos direitos humanos e pelo fim do apartheid, mas também o homem simples, meigo e brincalhão num retrato inspirador de uma das mais importantes figuras da história da humanidade.

É inspiradora a doação de um ser humano por uma causa e, mesmo com tantas injustiças e com todos querendo vingança por ele, continua com sentimentos nobres de perdão, amor e justiça. Idris Elba interpreta talentosamente o ex-presidente sul-africano, junto com Naomie Harris, que tem toda a força e coragem de Winnie, a segunda esposa de Mandela e companheira de luta contra o regime opressor do país. Um belo e emocionante filme que não teve a recepção e nem a crítica merecida. Além da belíssima canção “Ordinary Love”, feita pelo U2 especialmente para o filme e indicada ao Oscar. *-*

12 Anos de Escravidão

twelve-years-a-slaveTítulo Original: 12 Years a Slave

Gênero: Drama

Direção: Steve McQueen

Ano: 2013

País de Origem: EUA

Sinopse: 1841. Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor) é um escravo liberto, que vive em paz ao lado da esposa e filhos. Um dia, após aceitar um trabalho que o leva a outra cidade, ele é sequestrado e acorrentado. Vendido como se fosse um escravo, Solomon precisa superar humilhações físicas e emocionais para sobreviver. Ao longo de doze anos ele passa por dois senhores, Ford (Benedict Cumberbatch) e Edwin Epps (Michael Fassbender), que, cada um à sua maneira, exploram seus serviços.

Tempos mais do que difíceis. É quase impossível de acreditar no tamanho do sofrimento dessas pessoas e a crueldade dos seus “donos”. É repugnante! E ainda pior é saber que coisas do tipo ainda acontecem hoje. Um filme forte que te faz sofrer junto com Solomon, incrivelmente interpretado por Chiwetel Ejifor, que transborda uma carga emocional impressionante, além Lupita Nyong’o, a frágil, mas forte escrava Patsey. Ambos contracenam um dos momentos mais emocionantes da trama. Destaque também para Brad Pitt, que além de produtor, faz uma pequena participação que traz um grande alento, pelo seu posicionamento e atitude diante de tanta desumanidade. Indicado a 9 Oscars e vencedor de 3 – Melhor Filme, Melhor Atriz Coadjuvante (Lupita Nyong’o) e Melhor Roteiro Adaptado -, essa história real, baseada no livro do próprio Solomon Northup, é de difícil digestão, mas que vale a emoção.

Gravidade

gravityTítulo Original: Gravity

Gênero: Ficção

Direção: Alfonso Cuarón

Ano: 2013

País de Origem: EUA / Reino Unido

Sinopse: Matt Kowalski (George Clooney) é um astronauta experiente que está em missão de conserto ao telescópio Hubble juntamente com a doutora Ryan Stone (Sandra Bullock). Ambos são surpreendidos por uma chuva de destroços decorrente da destruição de um satélite por um míssil russo, que faz com que sejam jogados no espaço sideral. Sem qualquer apoio da base terrestre da NASA, eles precisam encontrar um meio de sobreviver em meio a um ambiente completamente inóspito para a vida humana.

O visual de “Gravidade” é deslumbrante, as imagens da terra e do sol vistas do espaço são espetaculares. Não é à toa que o filme ganhou o Oscar de Melhor Fotografia e Efeitos Visuais (além de outros 5). A tensão também é outro ponto alto da trama, o estilo “câmera na mão” te coloca junto com Ryan, perdida no espaço e quase sem fôlego. Mas, apesar da ótima atuação da atriz, achei ela histérica e atrapalhada demais pra ser uma pessoa treinada para uma missão espacial. O clímax, pra mim, foi a melhor parte, quando há uma reflexão existencial e a decisão de seguir em frente.

SemSpoilersCarolWerner

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