Uma palavra para 2015

Em 2013, quando fui escolher uma palavra para 2014 (o projeto original é o “One Little Word“, criado pela Ali Edwards e se vocês clicarem no link e lerem um pouquinho sobre ele, vão ver que a ideia é muito maior do que ter simplesmente escolher uma palavra que definirá o seu ano), foi a palavra quem me escolheu. “Verdade” esteve presente em muitos momentos da minha vida ao longo de todo o ano. Ela norteou muitas das minhas decisões e estava sempre ali, na ponta da língua, me motivando a ser cada vez mais verdadeira comigo mesma e com os outros.

Felicidade Realista_Martha Medeiros

Dessa vez, quando foi chegando o final do ano, já fui pensando em qual seria a minha palavra para 2015. Foi difícil e eu só cheguei a uma decisão definitiva quando vi essa imagem com um trecho do texto “Felicidade Realista”, da Martha Medeiros, no Instagram.

Em 2014, tive alguns encontros com a simplicidade.

Ao fazer o meu “100 happy days”, me dei conta de que muito do que me deixava feliz no dia a dia eram coisas simples para as quais eu não costumava estar muito atenta.

Em uma palestra que assisti, o palestrante falou sobre algumas pessoas que são viciadas em problemas. Elas encontram problemas até mesmo nas soluções. A partir daí, comecei a reparar como, para muitos dos nossos problemas, as soluções são simples e a gente realmente tem dificuldade de aceitar essa simplicidade, essa resolução fácil e rápida.

Em outra ocasião, eu fiquei sem carro por dias e percebi o quanto uma caminhada na volta do trabalho para casa era mais reconfortante (e dava menos dor de cabeça) do que o trânsito nosso de cada dia.

Então, foi assim que eu me dei conta de que a minha palavra para 2015 já havia me escolhido há algum tempo, eu só não tinha me dado conta ainda.

Por isso, para 2015 eu espero atrair “simplicidade” para a minha vida. Que eu saiba enfrentar os problemas e dificuldades com mais simplicidade e que eu saiba reconhecer nas coisas simples a beleza e a alegria que elas têm para me oferecer.

Que em 2015, possamos todos ser simplesmente felizes!

Por fim, deixo para vocês a crônica da Martha Medeiros que me levou à minha palavra de 2015.

 *   *   *

“FELICIDADE REALISTA”

( Martha Medeiros )

 A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão.

Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode, ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.

Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

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6 comentários sobre “Uma palavra para 2015

  1. ADOREI a sua palavra, Fran! Que reflexão linda! Meio que o que eu escrevi na minha retrospectiva, né? Que a gente tem que estar atento para perceber que os bons momentos da vida não vêm com fogos de artifício e tapete vermelho, mas que a felicidade se dá nas pequenas coisas da vida. 🙂

    A minha palavra me pescou também, eu acho. Disposição. Ainda não refleti muito sobre ela, mas sempre que paro pra pensar na palavra, só me vem disposição na cabeça. Parece que se eu tentar escolher outra, vou estar mentindo pra mim mesma, sabe?

    Um ano novo de simplicidade pra você! Beijo!

    • Ana, confesso que seu post me ajudou a pensar e refletir na minha palavra e colocar este texto aqui. Assim como foi seu blog que me levou a conhecer o projeto e sempre me inspira! Muita disposição a você, e que 2015 seja incrível para você e sua família! Bjo

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