Harlan Coben na 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Harlan Coben

Quem acompanha a Sociedade do Livro há algum tempo sabe do quanto gosto de literatura policial. Durante a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, tive a oportunidade de participar de dois bate-papos sobre o assunto. Um completamente por acaso, no dia 24, com Raphael Montes e Pablo de Santis. Eu não havia colocado o evento na minha listinha de “coisas pra fazer na Bienal”, mas já que estávamos lá e milagrosamente havia senhas disponíveis, por que não aproveitar, não é mesmo?

Mas o melhor momento, e o mais esperado por mim durante a Bienal, foi o bate-papo do dia 23 com Harlan Coben.

Confesso que fiquei surpresa quando o autor subiu ao palco da Arena Cultural exalando simpatia para todos os lados. Confesso que pelas fotos que vejo dele por ai nas contracapas de livros e na internet, aquele porte de segurança de boate e a cara quase sempre séria me passavam uma outra impressão dele. Engano meu. Harlan Coben era só sorrisos e atenção com os fãs que estavam ali para vê-lo.

Parte da simpatia dele se refletiu no fato de que, apesar de terem sido distribuídas apenas 200 senhas para autógrafos, ele autografou muito além disso. Infelizmente, nem assim não consegui um autógrafo do autor nem uma foto com ele, mas só de ter conseguido participar do bate-papo já está valendo!

E por fim, com certeza Harlan Coben não irá se esquecer dos fãs brasileiros graças a uma fã em particular que, durante o momento aberto para perguntas do público, ela pegou o microfone e fez um pedido para o autor. “Posso beijar sua careca?” Ele riu e disse que sim. E lá foi ela palco acima, na frente de milhares de pessoas, beijar a careca do autor. O pedido mais inusitado que já fizeram a ele, como bem destacou Harlan.

Harlan Coben estava aqui principalmente para falar sobre o lançamento mais recente no Brasil, pela Arqueiro, “Seis anos depois”. Ele contou um pouco sobre como surgiu a história e falou da adaptação do livro para o cinema, que será estrelado por Hugh Jackman.

seis anos depois

Ele também abordou um pouco sua relação com adaptações de forma geral e fez questão de ressaltar que “filmes são filmes e livros são livros”. Por isso, ele disse que não se estressa com o fato de um ficar diferente do outro, são coisas distintas.

O autor falou ainda sobre como nascem os livros “únicos” em meio às séries que escreve. Segundo ele, muitos deles nascem a partir de uma ideia que não se encaixa para nenhum personagem das séries, e assim ele tem que criar tudo do começo. Ah, e pra variar um pouquinho do que a maioria dos autores costumam dizer por ai, Harlan Coben destacou que sempre sabe como o livro vai terminar e deu algumas dicas para quem gosta de escrever sendo que a principal delas é, justamente, escrever. Não adianta nada querer escrever sem praticar a escrita.

Harlan ainda destacou que “só” escreve porque não saberia ser outra coisa na vida e por fim, imitou a reação da filha adolescente diante do sucesso dele o que arrancou ainda mais risos da plateia. De acordo com ele, quando a jovem vê uma foto dele no jornal, ela faz cara de nojo e diz um sonoro “eugh”! Apesar disso, ele comentou que algumas vezes ele coloca um pouquinho dos filhos nos livros e que às vezes “rouba” algo que aconteceu com eles, na escola, por exemplo, para usar em suas histórias.

**Post publicado originalmente no blog Sociedade do Livro RP.

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