Sem spoilers: filmes de maio

Divergente

divergenteTítulo Original: Divergent

Gênero: Distopia / Ficção

Direção: Neil Burger

Ano: 2014

País de Origem: EUA

Sinopse: Baseado na obra homônima de Veronica Roth, o filme se passa em uma futurística Chicago. Quando a adolescente Beatrice (Shailene Woodley) completa 16 anos, ela precisa escolher entre as cinco diferentes facções que dividem a população, cada uma representando um valor diferente: Amizade, Abnegação, Audácia, Erudição e Franqueza. Beatrice surpreende a todos e até a si mesma quando decide pela facção diferente da sua família, tendo que abandonar o lar. Ao entrar para a Audácia, ela torna-se Tris e conhece Four (Theo James), um rapaz mais experiente na facção, além de descobrir ser uma Divergente – alguém com a capacidade mental elevada, que não se enquadra em apenas uma das facções.

E aqui vamos nós, embarcando na nova saga do momento…por que? Porque sim! =D Apesar de muitos considerarem um filme exclusivamente teen, eu discordo. Tudo bem que tem esse apelo jovem, a adolescente destemida, o romance dos protagonistas, mas tem um forte foco comparativo com o mundo atual, as escolhas precoces, as divisões sejam elas sociais, raciais, culturais, as conseqüências geradas por determinada ação, muitas vezes radical e sem volta, e por ai vai! Adorei o cenário, as atuações, a forma como a história prende e te faz querer ver a seqüência de uma ficção que traça paralelos extremamente coerentes. Para quem ainda não leu o livro, como eu, o roteiro explica tudo, não te deixa perdido; e para quem leu, a adaptação foi fiel e também agradou. Ponto pra eles!

Aqui é o Meu Lugar

Aqui-e-o-Meu-LugarTítulo Original: This Must Be The Place

Gênero: Drama

Direção: Paolo Sorrentino

Ano: 2012

País de Origem: França / Itália / Irlanda

Sinopse: Cheyenne (Sean Penn) é um astro da música de 50 anos de idade, afastado dos palcos há mais de duas décadas. Deprimido e refém de sua própria fama, ele vive de renda, deprimido e angustiado. Quando recebe a notícia que seu pai, que não vê há 30 anos, está muito doente, resolve visitá-lo em Nova York, mas chega tarde demais.  Enquanto cuida das burocracias necessárias, Cheyenne fica sabendo que o pai buscava vingança pela humilhação que sofreu no passado e decide retomar o caminho de onde seu pai havia parado, decidido a encontrar aquele o algoz do seu patriarca nos tempos da guerra, no campo de concentração de Auschwitz.

Um filme estranho, meio parado e que não chega exatamente a algum lugar. Indiscutível a interpretação de Sean Penn, com poucas nuances e emoções, que acredito fazer parte do papel, mas não cativa. Além dele, temos a novata Eve Hewson (filha do Bono!) numa boa atuação, mas o destaque vai para Frances McDormand que está naturalmente divertida e verdadeira como Jane, a esposa de Cheyenne. Enfim, uma trajetória cansativa de um rockeiro decadente, mas com um final interessante.

O Lobo de Wall Street

O Lobo de Wall StreetTítulo Original: The Wolf of Wall Street

Gênero: Drama / Comédia

Direção: Martin Scorsese

Ano: 2014

País de Origem: EUA

Sinopse: Durante seis meses, Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio) trabalhou duro em uma corretora de Wall Street, seguindo os ensinamentos de seu mentor Mark Hanna (Matthew McConaughey). Quando finalmente consegue ser contratado como corretor da firma, acontece o Black Monday, que faz com que as bolsas de vários países caiam repentinamente. Sem emprego e bastante ambicioso, ele acaba trabalhando para uma empresa de fundo de quintal que lida com papéis de baixo valor, que não estão na bolsa de valores. É lá que Belfort tem a ideia de montar uma empresa focada neste tipo de negócio, cujas vendas são de valores mais baixos mas, em compensação, o retorno para o corretor é bem mais vantajoso. Ao lado de Donnie (Jonah Hill) e outros amigos dos velhos tempos, ele cria a Stratton Oakmont, uma empresa que faz com que todos enriqueçam rapidamente e, também, levem uma vida dedicada ao prazer. É uma adaptação da autobiografia do corretor da Bolsa de Nova York, Jordan Belfort.

São 3 horas (eu disse TRÊS!!!!) conduzidas naturalmente e com segurança por DiCaprio,  nos prendendo do início ao fim. Realmente ele foi merecedor do Globo de Ouro de Melhor Ator e da indicação ao Oscar, com um dos melhores desempenhos da sua carreira, se não o melhor! Lembrou-me muito Frank Abnegale Jr. em “Prenda-me Se For Capaz” (2002). E os excessos não param por ai, estão nas atuações, na comicidade irônica, na vida surreal regada a drogas, bebidas e mulheres. E tudo isso parece aceitável em se tratando de Scorsese, que leva o filme de maneira frenética e engraçada para mostrar o auge e a decadência da corrupção humana, sem limites, o mais fiel possível ao original.  Um filme ousado e extremamente exagerado, que faz jus à história real de Belfort e de tantos outros que passaram por Wall Street.

Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos

voce-vai-conhecer-o-homem-dos-seus-sonhosTítulo Original: You Will Meet a Tall Dark Stranger

Gênero: Drama / Comédia

Direção: Woody Allen

Ano: 2010

País de Origem: EUA / Espanha

Sinopse: Alfie (Anthony Hopkins) e Helena (Gemma Jones) estão casados há 40 anos, até que um dia ele resolve que precisa recuperar a juventude perdida e decide pedir o divórcio. Helena fica destroçada com a notícia e, com o apoio da filha, Sally (Naomi Watts), passa a consultar periodicamente Crystal (Pauline Collins), uma vidente. Paralelamente Sally precisa lidar com o desejo crescente por seu novo chefe, Greg (Antonio Banderas), e com a crise em seu casamento com Roy (Josh Brolin), um escritor que apenas fez sucesso em seu livro de estreia e enfrenta dificuldades em concluir seu novo trabalho. Enquanto aguarda a resposta da editora sobre seu novo livro, Roy passa a flertar com sua nova vizinha, Dia (Freida Pinto), que sempre se veste de vermelho.

“A vida é feita de som e fúria, que no final não significa quase nada.” – Shakespeare

Conflitos e romance se encaixam (e desencaixam) nesse quebra-cabeça montado ao estilo Allen – simples, cotidiano e realista, com diálogos muito bem pensados e uma narração em off que dá um toque irônico ao filme. Uma história divertida e bem contada que mostra o quanto erramos tentando acertar, na busca dos nossos sonhos. Não é o melhor momento do diretor, mas agrada.

Férias Frustradas

Férias-FrustradasTítulo Original: National Lampoon’s Vacation

Gênero: Comédia

Direção: Harold Ramis

Ano: 1983

País de Origem: EUA

Sinopse: A família Griswold está de férias e resolve ir para o “Walley Park”, um parque temático. O pai Clark (Chevy Chase), sua esposa Ellen (Beverly D’Angelo), e os filhos Audrey (Dana Barron) e Rusty (Anthony Michael Hall) pegam a longa estrada de Chicago até a Costa Oeste. No meio do caminho, encontram com o primo Eddie (Randy Quaid) e a tia Edna (Imogene Coca), e acabam tendo que levá-la até Phoenix. Até os Griswold chegarem ao parque muitas confusões acontecem e, quando eles finalmente chegam, uma surpresa pouco agradável os surpreende.

Um clássico da Sessão da Tarde, mas que eu ainda não tinha visto por completo. Uma comédia pra chorar de rir do começo ao fim. Tudo é naturalmente engraçado, sem forçar e sem apelar. Piadas simples interpretadas por quem entende do assunto: Chevy Chase! O filme conta com várias seqüências – Férias Frustradas II, Férias Frustradas no Natal e Férias Frustradas em Las Vegas – e foi cogitada uma nova aventura, com participação do casal Chevy e Beverly e focando no filho adulto e sua nova família, que seria interpretado por Ed Helmes (Se Beber Não Case), mas nada foi confirmado.

Meus Vizinhos são um Terror

Meus vizinhos são um terrorTítulo Original: The Burb’s

Gênero: Comédia

Direção: Joe Dante

Ano: 1989

País de Origem: EUA

Sinopse: A história se passa em um bairro tipicamente americano, quando os novos vizinhos mudam-se para a casa próxima a Ray Peterson (Tom Hanks) e ele nota algo errado. Os novos moradores são realmente estranhos: ninguém nunca os vê, a casa deles é uma grande bagunça e durante a noite ouvem-se barulhos suspeitos vindos do porão. A única coisa que se sabe é que se chamam Klopeks. Até que um dia um velhinho da redondeza desaparece de repente e todos começam a suspeitar dos novos e estranhos vizinhos.

“Quando você é muito jovem, os filmes têm um impacto diferente, proporcionam uma experiência imaginativa de um modo que é difícil recapturar quando se fica mais velho. Você ‘compra’ o filme de um jeito que mais tarde se torna impossível.”

Esse trecho do livro “O Clube do Filme” encaixa bem com esse filme, pois assistindo pela primeira vez agora, 25 anos depois do seu lançamento, não teve o mesmo efeito de outros filmes do gênero, vistos na época e que revejo com outros olhos. É uma comédia com suspense que mantém o interesse até o final, para saber o desfecho, com boas doses de humor e tensão. Um bom entretenimento e, claro, sempre vale a pena ver o Tom Hanks.

SemSpoilersCarolWerner

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