Sem Spoilers: filmes de março

 

 

 

 

 

Olá, Eu Preciso Ir

hello-i-must-be-going-largeTítulo Original: Hello I Must Be Going

Gênero: Comédia/Drama

Direção: Todd Louiso

Ano: 2012

País de Origem: EUA

Sinopse: Circunstâncias forçam Amy (Melanie Lynskey), uma jovem divorciada, a se mudar de volta para casa dos pais em Connecticut, onde um caso com um garoto mais novo, Jeremy (Christopher Abbott), traz de volta sua paixão pela vida.

 “Às vezes é mais fácil ser o que os outros esperam”.

Um filme independente, simples e delicado sobre sentimentos humanos e dramas familiares. As incertezas e desmotivações de Amy vêm à tona, uma jovem recém divorciada e sem emprego (pois largou tudo por causa do ex-marido rico), que nunca teve incentivo familiar e agora precisa voltar a conviver com os pais e com as mesmas críticas. Mas um novo amor, nada convencional, pode mudar tudo. E não é clichê, acreditem! rs Adorei a interpretação da Melanie Lynskey, que eu achei que não conhecia, mas é a Rose de “Two and a half man” (num papel bem diferente) e já fez participações em outros filmes que já vi, mas não lembrava… **shame on me**

“E você, o que quer fazer de verdade?”

Sem Escalas

SEM-ESCALAS

Título Original: Non-Stop

Gênero: Ação/Suspense

Direção: Jaume Collet-Serra

Ano: 2014

País de Origem: EUA

Sinopse: Durante um voo de Nova York a Londres, o agente Neil Marks (Liam Neeson) recebe uma série de mensagens no celular, dizendo que um passageiro será morto a cada 20 minutos caso US$ 150 milhões não sejam transferidos para uma determinada conta bancária. Marks suspeita de cada passageiro e tripulante. Ao mesmo tempo, é suspeito para a tripulação e autoridades. Para cumprir seus objetivos, ele vai ter que enfrentar todos os seus limites.

146 passageiros. 146 suspeitos. Esse é o mais novo filme de ação/suspense/investigativo com Liam Neeson e Julianne Moore. Gosto dele, combina com esses papéis, mas gosto muito mais dela, que faz uma coadjuvante misteriosa e fundamental! O agente Neil precisa de ajuda. Nitidamente depressivo, alcoólatra, com pânico na decolagem e infligindo a lei fumando no banheiro do avião, ele precisa descobrir o emissor daquelas mensagens, salvar os passageiros e provar sua inocência. Ou seria ele o culpado de tudo?  É um whodunit – oi??? Whodunit ou Who done It ou Quem matou? é um recurso narrativo típico da ficção, que consiste em um assassinato de um dos personagens da trama desencadeando uma investigação para descobrir a identidade do criminoso –  estilo Agatha Christie (Hercule Poirot) e Arthur Conan Doyle (Sherlock Holmes) enigmático e envolvente do início ao fim, é cheio de pistas que vão indicando vários suspeitos que, realmente, poderiam ser os criminosos, mas ai alguém morre e o jogo recomeça.

Amo ir ao cinema, mas nunca tinha pensado, efetivamente, na diferença entre um filme na telona ou no conforto do sofá. Qualidade de imagem e som são imprescindíveis, mas isso um bom home theater resolve. Mas “Sem Escalas” me fez pensar nisso, saí do cinema avaliando o filme, que é bom (não excelente), mas a cenas de ação dentro daquele avião se sobressaíram por estarem ampliadas na minha frente.

Noivas em Guerra

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Título Original: Bride Wars

Gênero: Comédia Romântica

Direção: Gary Winick

Ano: 2009

País de Origem: EUA

Sinopse: Emma (Anne Hathaway) e Liv (Kate Hudson) são amigas desde criança, quando planejaram em detalhes como seriam seus casamentos. Um deles é importantíssimo: que a cerimônia ocorra no Hotel Plaza, o local onde os mais badalados casamentos de Nova York ocorrem. Agora, aos 26 anos, elas estão prestes a se casar. Mas um erro na marcação das datas faz com que elas coincidam, o que gera uma disputa entre as agora ex-amigas por quem fará a cerimônia no local sonhado.

Anne e Kate são ótimas atrizes, mas o filme deixa a desejar. Tem cenas engraçadas, uma lição final bonita (amizades e casamentos sempre me emocionam), mas a briga entre elas é muito boba e exagerada.

Onde os Fracos Não Têm Vez

Onde os Fracos Não Têm Vez

Título Original: No Country for Old Men

Gênero: Drama / Suspense

Direção: Ethan Coen e Joel Coen

Ano: 2008

País de Origem: EUA

Sinopse: No oeste do Texas, na década de 80, Llewelyn Moss (Josh Brolin), veterano do Vietnã, aproveita uma venda mal feita de drogas para fugir com US$ 2 milhões. Porém, ele passa a ser perseguido pelo caçador de recompensas e matador profissional Anton Chigurh (Javier Bardem) e pelo xerife Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones).

E no mês do Oscar, vamos ao ganhador de 4 estatuetas em 2008: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator Coadjuvante (Javier Bardem) e Melhor Roteiro Adaptado. Adoro o Javier e ele está incrível no papel do vilão, mas confesso: me assustei muito com ele nesse filme. Ele é psicótico demais, causa pânico só de olhar! Imagina então quando fala ou fica jogando cara ou coroa. Tommy Lee Jones é sempre Tommy Lee Jones, indiscutível. Mas o meu preferido aqui é Josh Brolin e seu personagem destemido e (quase) invencível. A trama, no geral, é muito boa, a caça ao dinheiro a qualquer custo prende muito, é um filme muito forte, angustiante. Mas o meu personagem preferido teve um final sem noção e o final do filme foi ainda mais sem noção. Vale muito pelas interpretações do trio!

Os Suspeitos

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Título Original: Prisoners

Gênero: Policial / Drama / Suspense

Direção: Denis Villeneuve

Ano: 2013

País de Origem: EUA

Sinopse: O filme narra o drama familiar vivido pelos casais Keller (Hugh Jackman) e Grace Dover (Maria Bello) e Franklin (Terrence Howard) e Nancy Birch (Viola Davis), que sofrem com o desaparecimento de suas filhas Anna (Erin Gerasimovich) e Joy (Kyla Drew Simmons) durante a ceia do Dia de Ação de Graças. Franklin e Keller contam com a ajuda da polícia local, comandada pelo detetive Loki  (Jake Gyllenhaal), para ir em busca das crianças. Quando Keller suspeita que o detetive encarregado das buscas já desistiu de procurar pelo culpado, este pai desesperado começa a desconfiar de todas as pessoas ao redor. Fazendo sua própria investigação, ele encontra o principal suspeito e decide sequestrá-lo.

Pra começo de conversa: adoro filmes policiais/investigativos! Fazer parte da trama, estar sempre em dúvida, ter o imaginário instigado me prende muito. Não sabemos nada além do que sabem aqueles pais desesperados e o próprio detetive. Estamos juntos nessa caçada, que parece avançar mais pelo lado de Keller, que resolve fazer uma investigação paralela. Mas a incerteza fica sempre no ar! Todos esses ingredientes estão em “Os Suspeitos”. Aliás, a tradução do nome até tem a ver, mas o que retrata mesmo o filme é o título original “Prisoners”, pois todos acabam prisioneiros em algum momento da trama, literalmente ou não. Um filme muito envolvente, tenso do início ao fim, por vezes violento, que faz a gente participar da investigação. O clima de suspense é ampliado pela paisagem cinza, chuvosa e com neve, priorizando os tons azulados. Ponto para a fotografia! E, claro, as atuações são muito boas, cada pai/mãe com sua reação perante a perda da filha e o detetive com seu cacoete nos olhos deixa tudo mais angustiante. E tem um final ousado, nada convencional com Hollywood!

Minha Vida Sem Mim

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Título Original: Mi vida sin mí

Gênero: Drama

Direção: Isabel Coixet

Ano: 2003

País de Origem: Espanha / Canadá

Sinopse: Ann (Sarah Polley) é uma batalhadora jovem de 23 anos, que foi precoce em tudo na vida, especialmente na constituição de sua família. Foi mãe aos 17 anos, e novamente aos 19, e vive com o sossegado marido Don (Scott Speedman) e as encantadoras filhinhas em um trailer no quintal da casa de sua perturbada mãe (Debbie Harry) e tem um pai que está na prisão há 10 anos. Trabalha à noite como faxineira em uma universidade que nunca terá condições de estudar. Depois de um desmaio, ela descobre que tem um tumor e lhe restam dois meses de vida.

O filme foi produzido pela El Deseo, produtora dos irmãos Agustín e Pedro Almodóvar.

Lindo, sensível, realista, inspirador. Sarah Polley transmite isso fielmente com a sua Ann, uma jovem mãe que teve que enfrentar a vida adulta muito cedo, forte e frágil ao mesmo tempo e percebe que deixou sua vida de lado quando descobre que tem pouco tempo de vida. Então, decide fazer uma lista (a famosa “things to do before I die” ou “bucket list”) e colocar seus sonhos em prática. Uma história sobre doença, mas que retrata a vida pura e simples. Muito leve e emocionante, sem te fazer soluçar. Destaque para os pensamentos da protagonista e os diálogos profundos com Lee (Mark Ruffalo). Momentos interessantes e musicais da história é que Ann conheceu Don no último show do Nirvana e, na sua busca por mudança no visual (item da sua lista) se depara com uma cabeleireira fã de Milli Vanilli…rs.

Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo

Procurase Um Amigo Para o Fim do Mundo

Título Original: Seeking a Friend for the End of the World

Gênero: Drama / Comédia

Direção: Lorene Scafaria

Ano: 2012

País de Origem: EUA

Sinopse: Dodge (Steve Carell) foi abandonado pela esposa após descobrir que um meteoro se chocará com a Terra em um curto espaço de tempo. Decidido a recuperar o tempo perdido, ele sai numa viagem para encontrar uma namorada dos tempos de escola e acaba conhecendo Penny (Keira Knightley) no meio dessa confusa história.

Mais um filme para rever valores e fazer coisas que se tem vontade antes do fim chegar. Quem nunca se perguntou o que levaria consigo no caso de uma saída de emergência de casa? Penny levou seus discos preferidos. Dodge, um cachorro que foi abandonado em um parque. (Eu já pensei em levar tanta coisa que não conseguiria carregar, mas alguns DVD’s estão no topo da lista! rs)

Gostei muito do papel da Keira, combina muito com o jeito maluquinho dela, e o Steve, excepcionalmente, não está fazendo comédia, uma novidade pra mim! São poucos os atores consagrados na comédia que se arriscam no drama e conseguem uma atuação satisfatória, como é o caso do afetuoso e digno Dodge.

Tem uma abordagem diferente ao tema “fim do mundo”, sem pânico, sem desespero, com um toque de humor irônico. É leve e doce, muito pelas atuações da dupla, mesmo sabendo o que os espera.

Monster – Desejo Assassino

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Título Original: Monster

Gênero: Drama / Suspense

Direção: Patty Jenkins

Ano: 2004

País de Origem: EUA

Sinopse: Vítima de abusos durante a infância, Aileen Wuornos (Charlize Theron) tornou-se prostituta ainda na adolescência. Ela está prestes a acabar com a própria vida quando conhece Selby (Christina Ricci), uma jovem lésbica com quem acaba se envolvendo. Certa noite, depois de ser agredida por um cliente, Aileen acaba matando o sujeito. O incidente desencadeia uma série de outros assassinatos, que faz com que ela fique conhecida como sendo a primeira serial killer dos Estados Unidos.

Mais uma ganhadora do Oscar de melhor atriz (além do Globo de Ouro e Urso de Prata do Festival de Berlim), em 2004, Charlize Theron fielmente interpreta Aileen Wuomos, nessa forte história real. Ela está irreconhecível, entrou de cabeça no papel, psicológica e fisicamente, de forma extraordinária – engordou 13 Kg, adquiriu manchas na pele, raspou as sobrancelhas, utilizou prótese dentária, escureceu os dentes e abandonou o seu jeito feminino. Tudo isso aliado a uma atuação intensa e insana. É triste, chocante, faz a gente ter muita pena da personagem e a se questionar quem realmente é a vítima. O filme é bom, a atuação impecável, só não faz muito meu estilo.

Contrabando

Contrabando

Título Original: Contraband

Gênero: Ação / Suspense

Direção: Baltasar Kormákur

Ano: 2012

País de Origem: EUA

Sinopse: Chris Farraday (Mark Wahlberg) já tinha largado a vida de contrabandista, mas Andy (Caleb Jones), o irmão de sua esposa Kate (Kate Beckinsale), se meteu numa jogada e perdeu a mercadoria. Agora, ele precisa voltar à ativa para recuperar o prejuízo porque Tim Briggs (Giovanni Ribisi) e seus capangas começam a ameaçar sua esposa e a família. Começa então uma forte pressão e Chris vai precisar de toda a sua experiência e contatos para vencer essa corrida contra o relógio e pagar uma dívida de milhões de dólares.

É um remake do islandês “Reykjavík-Rotterdam” (2008), onde o protagonista é o diretor da versão americana, Baltasar Kormákur. Um filme mais do mesmo, mas ainda assim não totalmente previsível. Muito bem conduzido pelo diretor e, por consequência, por Mark Wahlberg, sem enrolação e com bons momentos de tensão. E, só pra completar, adorei o nome do protagonista: Chris Farraday! rs

O Verão da Minha Vida

O verão da minha vida

Título Original: The Way Way Back

Gênero: Comédia / Drama

Direção: Nat Faxon e Jim Rash

Ano: 2013

País de Origem: EUA

Sinopse: Duncan (Liam James) é um garoto de 14 anos que não suporta o namorado de sua mãe, Trent (Steve Carell), que volta e meia o menospreza. Durante uma viagem a praia, Duncan conhece Owen (Sam Rockwell), um cara despojado que trabalha no parque de diversões aquático local. Suas férias mudam de rumo quando ele passa a trabalhar ao lado do novo amigo nesse parque.

Comédia dramática – ta aí um gênero que já me conquistou. Duncan tem o mesmo estilo de Charlie (As Vantagens de Ser Invisível), um jovem tímido, deslocado na vida, tentando encontrar seu próprio caminho. Totalmente identificável. O filme é leve e sem grandes pretensões, que vai conquistando aos pouquinhos e te faz querer abraçar Duncan, dançar ao som de New Sensation – INXS e dar boas risadas com a equipe do parque. Sam Rockwell está incrível, engraçado e é o herói da história. Porque férias de verão nem sempre são sensacionais, mas podem se tornar dependendo de quem você encontra no caminho.

Diário de uma Paixão

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Título Original: The Notebook

Gênero: Drama / Romance

Direção: Nick Cassavetes

Ano: 2004

País de Origem: EUA

Sinopse: Todo dia um homem visita uma senhora com sérios problemas de saúde que prejudicaram irreversivelmente sua memória. Em cada uma destas visitas, ele lê para ela um capítulo de uma linda história de amor, que começa assim: “Noah era um jovem operário numa pequena cidade. Allie era uma garota rica e culta da capital. Eles se conheceram num parque de diversões e, apaixonados, viveram o mais intenso verão de suas vidas. Porém, por imposição da família de Allie, o jovem casal teve que se separar. Veio a 2ª Guerra Mundial e Allie conheceu um soldado de família tradicional que a pediu em casamento. Sete anos mais tarde, às vésperas de seu casamento, Allie reencontra Noah e tudo vem à tona outra vez, colocando a jovem em um terrível dilema, com o coração dividido entre seu primeiro amor e o belo rapaz que pode lhe oferecer a vida tranqüila que sua família sempre sonhou.” Enquanto o homem que a visita lhe conta este envolvente romance, a senhora doente parece redescobrir o prazer de emoções há muito adormecidas, relembrando passagens de sua própria juventude.

Baseado no romance best seller de Nicholas Sparks, o filme retrata uma apaixonante história de um amor arrebatador, extremamente emocionante. Rachel McAdams e Ryan Gosling estão perfeitos como Allie e Noah, eles passam toda a honestidade, as angústias, os sonhos e as emoções que esse amor causou em suas vidas. Já tinha assistido há alguns anos, mas sempre vale a pena ver de novo. E como o amor está no ar, acho que cabe aqui o vídeo da premiação do casal, no MTV Movie Awards, pelo melhor beijo daquele ano.

E temos aqui uma referência a Breaking Bad (já falei que sou fã?), os versos que Noah lê para o pai são de Walt Whitman – W.W. rs

Amor Sem Escalas

baixarfilmesdownload11Título Original: Up in the Air

Gênero: Drama / Comédia

Direção: Jason Reitman

Ano: 2009

País de Origem: EUA

Sinopse: Ryan Bingham (George Clooney) tem por função demitir pessoas. Por estar acostumado com o desespero e a angústia alheios, ele mesmo se tornou uma pessoa fria. Além disto, Ryan adora seu trabalho. Ele sempre usa um terno e carrega uma maleta, viajando para diversos cantos do país. Até que seu chefe contrata a arrogante Natalie Keener (Anna Kendrick), que desenvolveu um sistema de videoconferência onde as pessoas poderão ser demitidas sem que seja necessário deixar o escritório. Este sistema, caso seja implementado, põe em risco o emprego de Ryan. Ele passa então a tentar convencê-la do erro que é sua implementação, viajando com ela para mostrar a realidade de seu trabalho. Em uma dessas viagens, Ryan conhece Alex Goran (Vera Farmiga), também executiva, que tem o mesmo estilo de vida que ele e, aos poucos, começam a se envolver.

“No ano passado viajei 322 dias. Isso quer dizer que passei 43 dias infelizes em casa”. George Clooney está muito bem no papel de um “profissional da demissão”, frio, sem laços afetivos ou apegos materiais, que passa mais tempo em viagens a trabalho do que em casa. E com prazer! Mas uma mudança na sua rotina o tira completamente da zona de conforto e o faz reavaliar sua vida. E se tudo voltar a ser como era antes, ele ainda será o mesmo? Personagens verossímeis, com atores carismáticos resultam num bom filme que te faz rir e pensar o que realmente importa na vida. Destaque para um diálogo incrível entre Natalie, Alex e Ryan, sobre perspectivas frustradas sobre o futuro e como a gente vai mudando de opinião sobre as coisas com o passar do tempo. Além do final nada convencional.

E mais uma vez a tradução do nome escorrega e dá um tom mais romântico que não vemos no filme. Eu mesma, antes de ler qualquer sinopse do filme, achava que era uma comédia romântica centrada em George Clooney e Vera Farmiga. Me surpreendi positivamente.

Tudo Acontece em Elisabethtown

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Título Original: Elisabethtown

Gênero: Drama / Comédia / Romance

Direção: Cameron Crowe

Ano: 2005

País de Origem: EUA

Sinopse: Drew Baylor (Orlando Bloom) era muito bem sucedido no trabalho, até que o seu grande projeto numa indústria de calçados fracassou. Por isso, quer acabar com sua vida, mas ao receber a notícia que seu pai havia falecido, Drew vai a Elizabethtown, no Kentucky, cidade natal de seu pai, para o enterro. No caminho ele conhece a aeromoça Claire Colburn (Kirsten Dunst), pela qual acaba se apaixonando.

“Você tem um tempo para se entregar a uma tristeza absoluta. Curta-a, abrace-a, descarte-a. E siga em frente”

Cenas leves e esperançosas diante de uma morte e o declínio de uma boa carreira, que nos fazem lembrar como são importantes os laços afetivos e, muito mais do que chegar a algum lugar, saber aproveitar a jornada. Se tiver uma boa trilha sonora, melhor ainda! E com U2 – Pride, sem contestação (#momentofã). Também conta com excelentes atuações da Kirsten Dunst e da Susan Saradon. Orlando Bloom deixa a desejar, mas não compromete. Um filme com ótimos diálogos, mas quando as palavras somem, as músicas falam pelos personagens. Achei o máximo as cenas que a Claire faz de conta que fotografa, com os dedos!

A Morte e Vida de Charlie

A Morte e Vida de Charlie.

Título Original: Charlie St. Cloud

Gênero: Drama

Direção: Burr Steers

Ano: 2010

País de Origem: EUA

Sinopse: Charlie St. Cloud (Zac Efron) é um jovem que sofre em aceitar a morte de seu irmão mais novo, com o qual matinha uma ligação especial. Para ficar próximo a ele, Charlie aceita um emprego de zelador no cemitério em que ele está enterrado. Todas as noites ele vê o irmão e os dois podem matar as saudades. Tudo parecida simples até que ele se apaixona por uma jovem e tem que fazer uma escolha: ficar perto do seu querido irmão ou ir atrás da garota que ele ama.

O filme até tem boas intenções, a história é linda e triste (baseada no romance de Ben Sherwood), mas as atuações não convencem. E nem estou falando de Zac Efron, que funciona como Charlie em boa parte da trama, principalmente em momentos introspectivos. É um drama sobre segundas chances, oportunidades perdidas e achadas, mas de forma superficial.

Toda Forma de Amor

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Título Original: Beginners

Gênero: Comédia / Drama

Direção: Mike Mills

Ano: 2012

País de Origem: EUA

Sinopse: Oliver Fields (Ewan McGregor) é um sujeito de vida pacata como artista gráfico que perdeu a mãe há cinco anos. Ele sofre um novo abalo ao receber duas notícias vindas de seu pai, Hal (Christopher Plummer), que anuncia ter câncer e ser homossexual. Oliver embarca em um relacionamento com a atriz francesa Anna (Mélanie Laurent) e espera que as experiências passadas em seu núcleo familiar, ainda que inusitadas, o auxiliem na construção de sua vida amorosa.

Personagens melancólicos conduzem muito bem essa história sensível e não linear.  As relações humanas e morais são muito bem tratadas, com realidade e bom humor. Somos jogados para dentro da cabeça de Oliver, que narra os diferentes momentos da sua vida, sempre situando com comentários curiosos o que estava acontecendo na época: filmes, moda e política. Isso nos faz entender como ele pensa e olhar sob sua perspectiva. A dupla Ewan e Mélanie estão ótimos, mas o destaque vai para a vivacidade de Christopher Plummer que, aos 75 anos, decide ser ele mesmo. Aliás, foi ele o ganhador do Oscar 2012 de Melhor Ator Coadjuvante por este papel.

Querido John

Querido John

Título Original: Dear John

Gênero: Romance / Drama

Direção: Lasse Hallström

Ano: 2010

País de Origem: EUA

Sinopse: John Tyree (Channing Tatum) é um jovem soldado que está em casa, licenciado. Um dia ele conhece Savannah Curtis (Amanda Seyfried), uma universitária idealista em férias, por quem se apaixona. Eles iniciam um relacionamento, só que logo John precisará retornar ao trabalho. Dentro de um ano ele terminará o serviço militar, quando poderão enfim ficar juntos. Neste período eles trocam diversas cartas, onde cada um conta o que lhe acontece a cada dia. Porém, neste meio tempo os aviões sequestrados se chocam com as torres do World Trade Center, colocando abaixo não apenas as Torres Gêmeas como também as chances do casal se reencontrar. Munido de seu sentimento de dever patriótico, John decide renovar seu período de alistamento militar, o que vai gerar conseqüências para seu relacionamento com Savannah.

Uma linda história também baseada no livro de Nicholas Sparks, romântica e triste na medida certa, com reviravoltas que vão te fazendo torcer para que tudo, ao final, dê certo. Só faltou um pouco de química no casal.

Terapia de Risco

TERAPIA DE RISCO

Título Original: Side Effects

Gênero: Policial / Drama / Suspense

Direção: Steven Soderbergh

Ano: 2013

País de Origem: EUA

Sinopse: A trama gira em torno da jovem Emily Hawkins (Rooney Mara), que acaba de ver o marido (Channing Tatum) ser libertado da prisão por um crime de colarinho branco. Mesmo aliviada, Emily tem crises de depressão e busca a ajuda de medicamentos prescritos para conter a ansiedade. Ela também busca amparo num tratamento psicológico, lidando com  profissionais (Jude Law e Catherine Zeta-Jones). O tratamento, por mais que comece de forma positiva, vai gerar consequências inesperadas na vida da jovem.

Ótimos atores numa história interessante, envolvente e cheia de surpresas, que vai de um drama incômodo sobre depressão a um suspense conspiratório. Todos os personagens têm espaço para mostrar suas performances e, inicialmente, ficamos em dúvida quem é o protagonista. Uma trama inteligente e que merece muita atenção aos detalhes.

 72 Horas

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Título Original: The Next Three Days

Gênero: Suspense / Ação

Direção: Paul Haggis

Ano: 2010

País de Origem: EUA

Sinopse: John Brennan (Russell Crowe) é um professor universitário que leva uma vida perfeita, até sua esposa Lara (Elizabeth Banks) ser acusada de ter cometido um crime brutal. Ela jura que não é a autora do crime. Após três anos de recursos judiciais sem sucesso, John percebe que o único meio de ter sua esposa de volta será tirando-a da prisão. Ele tem apenas 72 horas para elaborar o plano e executá-lo.

Um thriller de ação de ótima qualidade, envolvente e bem encaixado. Russell Crowe está brilhante no papel de um sujeito simples que vê seu mundo virar do avesso com a prisão da esposa. E ele é um “herói” atípico, um homem comum tramando um plano mirabolante, mas capaz de cometer erros e sentir medo. Nos identificamos com o seu amadorismo ao se envolver no mundo do crime, seu olhar nervoso e desconfiado, mas sem perder o foco que é reunir novamente a sua família, custe o que custar. Elisabeth Banks também merece destaque, está muito verossímil com seus sentimentos pelo filho e marido, assim como na perda de esperança quando tudo parece não dar certo. E ainda nos deixa em dúvida se cometeu ou não o crime. Além disso, temos Liam Neeson fazendo uma participação pequena, mas importantíssima.

 O Lugar Onde Tudo Termina

lugar onde tudo terminaTítulo Original: The Place Beyond the Pines

Gênero: Suspense / Drama

Direção: Derek Cianfrance

Ano: 2013

País de Origem: EUA

Sinopse: Luke (Ryan Gosling) é um motociclista misterioso, que pilota dentro de globos da morte para um circo itinerante. Quando descobre que sua ex-namorada, Romina (Eva Mendes), teve um filho seu, ele tenta se reaproximar dela. Sua intenção é mostrar-se um pai capaz de sustentar o filho e, para isso, Luke decide participar de uma série de roubos a bancos. O problema é que Luke não consegue reprimir seu lado violento, o que lhe traz problemas não apenas com Romina mas também com Robin (Ben Mendelsohn), seu parceiro de assaltos. Apesar dos vários problemas inesperados que surgem, ainda assim Luke resolve realizar sozinho um assalto a banco. Perseguido pela polícia, ele vira alvo de Avery Cross (Bradley Cooper), um policial que cumpria sua rotina fazendo a ronda diária.

Um filme inicialmente curioso, muito bom, que conta a história dramática de Luke e Romina. Quando o policial Avery entra, a trama muda totalmente para falar sobre ele, sua família e seu trabalho. Há a ligação, mas é muito sutil. Mas quando o tempo passa é que vemos a real conexão desses personagens. Uma demonstração do quanto as escolhas de uma pessoa repercutem na vida dos que a rodeiam.

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