Derrotas

Entrou em casa e não acendeu a luz. O escuro aumentava ainda mais o silêncio da sala fechada. Ficou parado, sem nenhum movimento além da respiração.

Aos poucos, os olhos se acostumaram à escuridão e ele deu alguns passos.

Parou de costas para o sofá e se deixou levar pelo cansaço, pela luta recém-enfrentada, pela derrota.

Cedeu ao peso extra que havia carregado nos últimos dias e desabou.

Não é possível ser sempre forte. Uma hora, você cede.

Fechou os olhos, apoiou a cabeça no encosto do sofá, os braços caídos ao lado do corpo, as pernas largadas.

Só a respiração preenchia aquele espaço. A respiração. A escuridão. O silêncio.

2 comentários sobre “Derrotas

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