“O que falta ao tempo” de Ángela Becerra

Se eu não tivesse desejado TANTO esse livro, eu provavelmente não teria terminado de lê-lo.

Quando olhei pra ele pela primeira vez na livraria, me apaixonei pela capa e pelo título. Em seguida, me fascinou a sinopse e eu demorei séculos até conseguir encontrá-lo numa promoção (porque ele era bem carinho pro meu bolso).

A parte bonita termina ai e eu só cheguei ao fim porque como dizem, “a esperança é a última que morre” e eu tinha esperança, até o fim, de que uma reviravolta mudaria minha opinião sobre o livro. Não mudou.

A história é fraca mesmo, quase sem graça. Muita enrolação e coisas que no fim não dão em nada.

Resumindo, “O que falta ao tempo” tem uma ótima sinopse para um livro muito fraco, além de umas ótimas “frases de efeito” que eu marquei.

 

Mazarine tem uma grande paixão por pintura e uma excentricidade extrema (embora isso não a torne mais atraente para o leitor). Ninguém sabe de onde ela veio, quem é sua família…nada. Ela é um mistério para todos e chama atenção por onde passa por uma particularidade: andar descalça. Além disso, ela esconde em sua casa um segredo. Uma menina morta e não enterrada, como ela mesmo diz: Sienna, a misteriosa santa que acaba sendo o centro de toda a história.

Mazarine pouco sabe sobre aquela santa. Mas mantém conversas constantes com ela, que é considerada a melhor amiga e conselheira da jovem e nunca a revela para ninguém. No entanto, quando começa a usar um medalhão que encontrou com a santa, ela passa a ser perseguida por uma seita, os Arts Amantis, que querem localizar Sienna, que teve um sumiço misterioso.

Enquanto isso, a jovem se apaixona por Cádiz, o pintor com quem ela começa a “trabalhar” e que também acaba se apaixonando por ela embora seja casado com Sara, uma fotografa de sucesso.

Mas então, Mazarine fica noiva de Pascal, um rapaz que conheceu do nada pelas ruas de Paris e a partir daí se desenvolve um triângulo, ou um quarteto, amoroso cheio de mistérios, segredos e complicações.

Enquanto isso, alguns personagens dão as caras em algumas cenas, mas nem sei bem porque estão lá. Se não estivessem, não fariam falta nenhuma.

Apenas no final, mas beeeem no finalzinho mesmo uma coisa bem pequena me surpreendeu. Algo que falei “bem, por essa eu não esperava”, mas logo passou e voltou a ficar tudo sem graça de novo e ai o livro acabou.

 

Sinopse: O livro conta a complicada história de Mazarine, uma jovem estudante de pintura parisiense que vive sozinha numa casa no Quartier Latin. De hábitos excêntricos, Mazarine tem apenas três mudas de roupa, caminha descalça pelas ruas da cidade, levando nos ombros um longo casaco preto que chega até os pés e, no pescoço, um medalhão. Apesar disso, Mezarine consegue levar uma vida aparentemente comum aos olhos dos demais cidadãos de Paris. Mas assim que sua admiração pelo professor do curso chega às raias da idolatria, sua história começa a tomar outra direção. Cádiz, de 60 anos, é um célebre e respeitado pintor cujo prestígio se mantém, mesmo não tendo produzido nenhuma obra relevante nos últimos tempos. Suas esperanças de renascimento artístico estão depositadas no talento natural de Mazarine para a pintura, mas essa ligação entre professor e aluna logo assume os contornos de um caso tórrido. Paralelamente ao desenrolar dessa relação, os integrantes de uma estranha seita começam a rondar e espionar a casa da jovem, em busca de algo que teria sido escondido ali há décadas. Sem ter ideia do que seja, Mazarine se vê repentinamente em perigo.

 

 

 

 

 

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