{Dica de livro} “O que eu sei de verdade”, Oprah Winfrey


o-que-eu-sei-de-verdade-oprah“O que eu sei de verdade”, da Oprah Winfrey (Editora Sextante)
é um livro incrível sobre autoconhecimento, cheio de lições de alguém que se tornou referência para muita gente e que não contou com a sorte para ser quem é. Assim, Oprah nos passa várias lições, mas a principal delas é a de que somos responsáveis pela nossa vida e devemos fazer de tudo para tirar o melhor dessa experiência única.

Dividido em capítulos nos quais são abordados temas como alegria, perseverança, união, gratidão, possibilidade, deslumbramento, lucidez e poder, somos convidados a olhar para nossa vida com mais atenção e cuidado, refletindo sobre cada um desses temas e como os praticamos em nosso dia a dia.

Cada capítulo apresenta vários fragmentos de textos curtos nos quais a autora discorre sobre o tema contando sua experiência e vivência acerca de cada um. A leitura é leve e rápida, ao mesmo tempo bastante profunda e reflexiva. Impossível chegar à última página do mesmo jeito que começamos. Saímos do livro tocados e transformados em diferentes níveis.

Enquanto eu lia, queria compartilhar vários e vários trechos que considerei importantes e que acredito que fariam a diferença para quem os lesse. Deixo aqui apenas um dos meus favoritos e espero que vocês tenham a oportunidade e a curiosidade de ler o livro todo, garanto que será uma ótima experiência e de crescimento.

É verdade que quando você reunir coragem para defender os próprios interesses, quando ousar dar um passo à frente, falar por si, mudar de atitude ou simplesmente fazer algo diferente do que os outros consideram normal, o resultado nem sempre vai ser agradável. Você terá que enfrentar obstáculos. Às vezes vai fracassar. Os outros podem chamá-lo de maluco. Às vezes vai parecer que o mundo inteiro se uniu para lhe dizer quem você não pode ser e o que não pode fazer. (Algumas pessoas se irritam quando você supera as expectativas limitadas que elas sempre tiveram a seu respeito.) E, em momentos de fraqueza, seu medo e sua insegurança podem fazê-lo titubear. Talvez você se sinta tão esgotado que terá vontade de desistir. Mas as alternativas são sempre piores: você pode ficar preso a uma rotina angustiante por anos a fio. Ou pode passar os dias chafurdando em arrependimentos, perguntando a si mesmo como teria sido sua vida se você não tivesse dado tanta importância ao que as outras pessoas pensam.” (p.73)

Achei o propósito do livro muito parecido com O ano em que disse sim”, da Shonda Rhimes. Quem gostou de um com certeza vai gostar do outro. Inclusive eles abordam vários pontos em comum. Ambos são ótimos para mantermos por perto e reler alguns trechos de vez em quando.

Resenha também publicada no blog Sociedade do Livro.

Guia NY & About: um roteiro pronto para se apaixonar por Nova York

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Quando fui morar em Nova York, em 2015, vivia acessando o blog NY & About, da Martha Sachser, para pegar dicas diferentes do que fazer pela cidade, lugares para conhecer, gordices para experimentar…Já contei aqui que muitos lugares legais que conheci não estavam previamente no meu roteiro e foram incorporados graças às dicas do blog dela.

Ano passado, a Martha resolveu facilitar a vida de quem vai turistar pela Big Apple reunindo várias das suas melhores dicas em um roteiro pronto de até 9 dias por Nova York. São cerca de 100 páginas com sugestões de restaurantes, lojas, atrações turísticas, além de várias dicas úteis como, por exemplo, transporte pela cidade, temperatura em cada estação. O guia é recheado de fotos lindíssimas que vão te deixar ainda mais a fim de visitar cada cantinho escolhido e sugerido pela autora.

Uma coisa muito legal é que os roteiros estão organizados de um jeito todo especial para facilitar a visitação a atrações que são próximas umas das outras ajudando os turistas a aproveitarem o período que estiverem na cidade de maneira mais eficiente, sem perder tempo. (Sabe aquela coisa de “não sabia que x era perto de y!” e parecer uma pomba perdida? Quem nunca?!)

O livro está disponível na versão PDF e é super prático, pois dá para carregar no celular, tablet, etc, facilitando o acesso às informações que estão sempre à mão.

O guia custa 7 dólares e está à venda aqui.

A Martha mora em NY desde 2010 onde trabalha como fotógrafa e se dedica ao blog e ao canal no Youtube onde mostra muito sobre sua vida por lá e dá várias outras dicas legais para quem está indo para a cidade.

Sem Spoilers: filmes de janeiro

Façam suas apostas, pois está aberta a temporada do Oscar 2017!!! \o/

Desde a última edição da premiação, estou me dedicando e conseguindo assistir à maioria dos filmes indicados antes da entrega das estatuetas. Sempre admirei essas premiações, mas sem ter assistido aos filmes ficava sem graça, sem sentido. Agora fico na torcida, concordo ou discordo dos críticos, então… se cuidem Glória Pires e Rubens Ewald Filho!!! 😛

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La La Land: Cantando Estações

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Título Original: La La Land

Gênero: Comédia / Musical / Romance

Direção: Damien Chazelle

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.

Um musical com ritmo, e não me refiro às danças, mas às grandes atuações dos protagonistas, que tem uma ótima química e se entregam verdadeiramente aos seus papéis. O filme não se trata apenas de cantoria, tem ótimos diálogos e importantes silêncios que te colocam na pele dos personagens e te fazem sentir as frustrações diante de tantos “nãos” que a vida dá. Sonhadores entenderão! Ponto extra para a belíssima fotografia, ao colorido que invade a tela e às referências a tantos clássicos, como “Cantando na Chuva”, o casal dançante Fred Astaire e Ginger Rogers, “Amor Sublime Amor”e “Moulin Rouge”. Nostálgico e encantador!

É um dos favoritos ao Oscar, concorrendo em 13 categorias.

Sully – O Herói do Rio Hudson

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Título Original: Sully

Gênero: Biografia / Drama

Direção: Clint Eastwood

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: 15 de janeiro de 2009. Logo após decolar do aeroporto de LaGuardia, em Nova York, uma revoada de pássaros atinge as turbinas do avião pilotado por Chesley “Sully” Sullenberger (Tom Hanks). Com o avião seriamente danificado, Sully não vê outra alternativa senão fazer um pouso forçado em pleno rio Hudson. A iniciativa é bem sucedida, com todos os 150 passageiros a bordo sendo salvos. Tal situação logo transforma Sully em um grande herói nacional, o que não o isenta de enfrentar um rigoroso julgamento interno coordenado pela agência de regulação aérea nos Estados Unidos.

Muitos fatores contribuíram para o sucesso prévio desse filme: história real, Tom Hanks, Nova York e Clint Eastwood. Mas, apesar de ótimo, não foi suficiente para grandes indicações, ficando apenas com a de Melhor Edição de Som. Tom Hanks é indiscutivelmente um grande ator, ele sabe interpretar seus personagens com maestria e, neste caso, colocando o fator humano em evidência. E ainda teve o apoio de Aaron Eckhart (co-piloto Jeff) que formaram uma dupla e tanto! O roteiro não tem muito a dizer, mas a direção de Clint é impecável, conduzindo a trama entre vai e vens no tempo, muito bem conectados e com objetividade. Sou suspeita, sou fã… adorei! 🙂

Zootopia – Essa Cidade é o Bicho

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Título Original: Zootopia

Gênero: Animação

Direção: Byron Howard / Rich Moore

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Judy Hopps é a pequena coelha de uma fazenda isolada, filha de agricultores que plantam cenouras há décadas. Mas ela tem sonhos maiores: pretende se mudar para a cidade grande, Zootopia, onde todas as espécies de animais convivem em harmonia, na intenção de se tornar a primeira coelha policial. Judy enfrenta o preconceito e as manipulações dos outros animais, mas conta com a ajuda inesperada da raposa Nick Wilde, conhecida por sua malícia e suas infrações. A inesperada dupla se dedica à busca de um animal desaparecido, descobrindo uma conspiração que afeta toda a cidade.

Fazia tempo que eu não me empolgava tanto com uma animação! Uma história linda e divertida sobre superação, realização de sonhos e de encontrar amizade e lealdade onde menos se espera. E ainda faz uma ótima crítica ao preconceito, racismo, classes sociais, drogas, autoritarismo, machismo e por aí vai. Uma excelente reflexão embalada por uma música que é pura energia e encorajamento: “Try Everything”, da Shakira. Super recomendo! *-*

Já ganhou o Globo de Ouro, Critic Choice e concorre ao Oscar de Melhor Animação.

A Luz Entre Oceanos

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Título Original: The Light Between Oceans

Gênero: Drama / Romance

Direção: Derek Cianfrance

Ano: 2016

País de Origem: EUA / Reino Unido / Nova Zelândia

Sinopse: Austrália, após a Primeira Guerra Mundial. Tom Sherbourne (Michael Fassbender) é um veterano da guerra contratado para trabalhar em um farol, que orienta os navios exatamente na divisão entre os oceanos Pacífico e Índico. Trata-se de uma vida solitária, já que não há outras casas na ilha. Logo ao chegar Tom é apresentado a Isabel Graysmark (Alicia Vikander), com quem logo se casa. O jovem casal rapidamente tenta engravidar, mas Isabel enfrenta problemas e perde dois bebês – o que, inevitavelmente, provoca traumas. Até que, um dia, surge na ilha em que vivem um barco à deriva, contendo o corpo de um homem e um bebê. Tom deseja avisar as autoridades do ocorrido, mas é convencido por Isabel para que enterrem o falecido e passem a cuidar da criança como se fosse sua filha, já que ninguém sabia que ela tinha tido um aborto. Mesmo reticente, Tom concorda com a proposta.

Uma narrativa clássica de um romance à beira do precipício. Como não enlouquecer vivendo tão isoladamente? Como conviver com a culpa de uma mentira? Ótima atuação de Fassbender e, principalmente, da Alicia Vikander nesse drama delicado, que toca lá no fundo e te deixa ora de um lado ora de outro da situação. Gostei!

Um Limite Entre Nós

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Título Original: Fences

Gênero: Drama

Direção: Denzel Washington

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Nos anos 50, Troy Maxson (Denzel Washington) tenta criar os filhos e cuidar da família da melhor maneira possível. Mas a tarefa não é fácil. Ele sonhou em ser jogador de baseball e virou coletor de lixo. Para piorar, a relação com o filho mais velho é complicada.

Baseada na peça homônima, de 1987, que teve uma nova versão em 2010 protagonizada pelo próprio Denzel Washington, “Um Limite Entre Nós” é uma aula de atuação. Viola Davis (Rose – a esposa) e Denzel combinam muito e dão um show. Ela como a resignada e paciente matriarca da época, que mantém o equilíbrio da família. Ele com suas múltiplas faces – amargo, depressivo, amigável, apaixonado – e com discursos intermináveis, mas longe de serem cansativos. (Oscar de melhor decoreba goes to… 😛 ). Senti um pouco a falta de trilha sonora, mas não compromete o filme. Muito bom e cheio de reflexões!

Concorre ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Roteiro Adaptado, além de já ter dado a Viola o Globo de Ouro, o SAG Award e o Critic Choice nessa mesma categoria e a Denzel Washongton o SAG Award de Melhor Ator Principal.

Moonlight: Sob a Luz do Luar

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Título Original: Moonlight

Gênero: Drama

Direção: Barry Jenkis

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Black (Trevante Rhodes) trilha uma jornada de autoconhecimento enquanto tenta escapar do caminho fácil da criminalidade e do mundo das drogas de Miami. Encontrando amor em locais surpreendentes, ele sonha com um futuro maravilhoso.

Uma história sobre autoconhecimento. Chiron, o protagonista, passa por 3 fases da vida (infância, adolescência e adulta) tentando sobreviver e se achar no mundo, escondido atrás de uma sociedade preconceituosa. Até a metade do filme, na adolescência do personagem, o filme é cativante e muito emocionante. Mas depois o longa parece que desanda, fica monótono, perde o brilho.

Já ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme Dramático, SAG Award de Melhor Ator Coadjuvante (Mahershala Ali) e concorre a 8 categorias do Oscar, incluindo a de Melhor Filme, Diretor, Ator Coadjuvante e Atriz Coadjuvante.

Manchester à Beira-Mar

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Título Original: Manchester by The Sea

Gênero: Drama

Direção: Kenneth Lonergan

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Lee Chandler (Casey Affleck) é forçado a retornar para sua cidade natal com o objetivo de tomar conta de seu sobrinho adolescente após o pai (Kyle Chandler) do rapaz, seu irmão, falecer precocemente. Este retorno ficará ainda mais complicado quando Lee precisar enfrentar as razões que o fizeram ir embora e deixar sua família para trás, anos antes.

Extremamente profundo. Toca em feridas que nem são nossas, mas sentimos como se fossem. Uma tristeza reprimida que choca e abala, sem ser melodramático. O protagonista, muito bem interpretado por Casey Affleck, transmite toda essa angústia dos traumas que vivenciou em poucas palavras e expressões. Não considero Casey um ótimo ator, mas acredito que esse papel se encaixou perfeitamente. Um filme recheado de flashbacks, que contam pequenas histórias diante de cada situação atual e engrandecem ainda mais a história. Muito bom!

Concorre ao Oscar de Melhor Filme, Diretor, Ator, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante e Roteiro Original.

Interrogation

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Título Original: Visaaranai

Gênero: Drama / Suspense / Policial

Direção: Vetri Maaran

Ano: 2015

País de Origem: Índia

Sinopse: Um grupo de imigrantes estão passando por uma tremenda injustiça. Eles foram detidos pela polícia, torturados e forçados a admitir um crime que não cometeram. Mas, quando todas as suas esperanças parecem ter se perdido, um policial de sua cidade natal depõe e finalmente consegue libertá-los. Mas o real problema começa quando o policial pede um favor em troca.

Baseado numa história real, o filme impacta pela violência, injustiça e pelos cenários sujos e tristes de um lugar corrupto. É uma crítica social ao sofrimento e descaso aos imigrantes. A ingenuidade dos protagonistas e a relação entre eles em se ajudar é tão doce e cativante, que contrasta e se sobressai a todo o cenário cruel e ficamos o tempo todo torcendo por eles. Adorei! E algumas curiosidades sobre o cinema indiano: tem um intervalo no meio do filme, todas as cenas com alguém fumando aparece um alerta “proibido fumar” e as cenas com sangue ficam em preto e branco.

Representante indiano no Oscar 2017, mas não entrou nos 5 finalistas de Melhor Filme Estrangeiro. 😦

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4 Benefícios práticos da meditação

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A prática da meditação tem muitos benefícios cientificamente comprovados (vou deixar ao final do post três links que falam mais sobre o assunto para quem se interessar). Mas resolvi trazer aqui 4 dos benefícios que eu alcancei depois que comecei a meditar regularmente. Afinal, nada melhor do que a experiência para comprovarmos (ou não) as teorias.

Não preciso nem dizer que no começo não é fácil. Ficar 5 minutos parado parece uma eternidade e uma missão quase impossível. Mas com o hábito, a gente se acostuma, aumenta o tempo gradativamente e chega a um ponto em que sentimos falta da prática nos dias em que não a realizamos.

Comecei a meditar no final de 2015 e desde então não parei mais. Tive ao longo desse tempo alguns momentos que me faziam deixar a prática de lado, geralmente quando eu estava passando por alguma fase difícil. Justamente quando eu mais precisava parecia que era ainda mais complicado passar qualquer tempo, por mínimo que fosse, sentada, imóvel, em silêncio e concentrada. Eu ficava ainda mais irritada do que já estava, além de ansiosa com o tempo que “não acabava nunca”. Mas não desisti. Foi durante um desses períodos difíceis, no começo deste ano, que me dei conta de que precisava voltar a meditar com frequência. Estavam me fazendo falta aqueles momentos de conexão e silêncio (e seus benefícios) que se estendiam por todo o meu dia. O barulho na minha mente estava perturbador e eu sabia que a meditação iria ajudar.

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Eis então 4 (dentre outros) benefícios que alcancei com a prática regular de meditação:

1. Conexão comigo mesma

Um dos objetivos da meditação é entrarmos em contato com nós mesmos. Assim passei a me enxergar com mais clareza, aprendi a identificar minhas dificuldades e qualidades, respeitando meus limites, me respeitando. Com a meditação nos aproximamos da nossa verdade, identificamos nossos valores e crenças e passamos a agir de acordo com eles, vivendo uma vida mais significativa, com mais propósito.

2. Estar (mais) presente

Sou dessas que faz muita coisa no piloto automático, sem prestar atenção. Com a meditação, comecei a estar presente e me concentrar mais com cada atividade realizada e com os momentos vividos. Passamos a fazer as coisas com mais consciência. Vemos e sentimos o que estamos fazendo, realmente ouvimos o que os outros estão falando. Sabemos o que está acontecendo com nós, o que estamos sentindo. Afinal estamos realmente ali, completamente presentes sem embarcar nas viagens da mente que distraem e levam para longe do aqui e do agora.

3. Acalmar a mente

Meus pensamentos “falam” alto demais e o tempo todo, tumultuando a minha mente e me deixando estressada, irritada e até cansada mesmo sem fazer muita coisa. A meditação tem ajudado a silenciar esse barulho todo, possibilitando que eu tenha mais clareza e ordem em meus pensamentos, além de me sentir mais tranquila e relaxada. Isso acaba abrindo espaço na minha mente para coisas mais úteis, como, por exemplo, criatividade, atividades físicas, artísticas, dentre outras coisas.

4. Paciência

Acredito que esse item inclui outros dois benefícios: aceitação e respeito – com nós mesmos e com os outros. Aprendendo a focar na nossa respiração, acabamos nos acalmando e aprendemos a lidar melhor com as adversidades. Assim, nos tornamos mais pacientes, aceitamos melhor o que é diferente e o que não podemos controlar e com isso respeitamos essas diferenças. Ser paciente, sempre com o auxílio da respiração, ajuda a reduzir a ansiedade e o estresse de situações que nos levariam a agir de cabeça quente e, consequentemente, cometermos erros e gerarmos mágoa para nós e para os demais envolvidos. 

Existem vários tipos de meditação. Já testei alguns, mas a que mais funciona para mim é a mindfulness guiada. Acredito que regra é experimentar até encontrar uma que funcione para você. Para me ajudar na prática diária, utilizo o aplicativo Calm (em inglês). Ele traz uma nova meditação por dia com um tema para reflexão e exercício, tem programas com séries de 7 e 21 dias com temáticas específicas e ainda tem meditações para dormir.

Lembre-se: alguns dias são mais difíceis que outros (e tudo bem!), mas a dedicação é recompensada diariamente.

Vou deixar aqui os links que falei com alguns conteúdos sobre os benefícios científicos da prática. Como meditar | Viver de Blog | Mundo Interpessoal 

Boa leitura e boa meditação!

5 Clubes de leitura para participar em Ribeirão Preto

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Ler é um ato solitário. Mas quando chegamos à última página de uma história, logo procuramos aqueles amigos que já leram o mesmo livro para compartilhar opiniões, dividir pontos de vista, discutir personagens, dentre outras coisas. E se ninguém leu, fazemos logo uma indicação na espera pelo momento do bate-papo.

Compartilhar opiniões e debater o que lemos é uma forma de aprofundar a expandir ainda mais o conteúdo consumido e participar de clubes de leitura é uma das melhores maneiras de ir além.

Por isso, resolvi compartilhar aqui 5 clubes literários que acontecem mensalmente em Ribeirão Preto. Que tal escolher um (ou todos) e começar a expandir seus horizontes? E se você não é de Ribeirão, procure nas livrarias ou bibliotecas da sua cidade que com certeza você vai encontrar um grupo super legal para fazer parte também 😉

1. Clube do Livro da ParaLer

Os encontros do clube da ParaLer acontecem há 4 anos, nas tardes de sábados. A escolha dos títulos não segue um gênero específico e os livros a serem discutidos no mês seguinte são definidos ao final de cada bate-papo em uma votação entre os participantes. As conversas são livres, com cada um contando o que achou da obra.

Segundo o mediador Danilo Barbosa, o que os une é a paixão pela literatura. “Temos leitores de 18 a 70 anos e lemos desde romances adultos à distopias juvenis. Os encontros possibilitam ver como a literatura é capaz de unir pessoas e fazer a diferença em nossas vidas. O livro abre mais portas do que podemos imaginar.”

A programação dos encontros pode ser conferida na página do clube no Facebook.

A livraria ParaLer fica na Rua Capitão Adélmio Norberto da Silva, 786 – Alto da Boa Vista. Telefone (16) 2101-7900.

2. Clube do Livro da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto

Acontecem há 3 meses na sede da Fundação, aos sábados. A cada encontro define-se a data para o próximo mês. Os bate-papos são conduzidos pela curadora do clube Gabriela Bazan Pedrão, que faz uma introdução do autor da obra do mês, levanta alguns pontos importantes e em seguida o debate segue livre, variando entre tópicos específicos do livro e opiniões pessoais. Aberto para leitores desde a adolescência até a terceira idade, as escolhas dos títulos buscam abranger todos os públicos. “Os estilos variam, cada mês lemos algo diferente do mês anterior. O objetivo é caminhar entre gêneros diversos e dar a oportunidade para o grupo conhecer novos estilos e livros que talvez na escolha individual não seriam lidos”, conta Gabriela.

“Para mim é incrível ter a oportunidade de participar e gerenciar esse grupo. Nossas reuniões têm sido muito proveitosas e as discussões interessantes. A leitura é uma atividade muito individual e solitária, então ter a oportunidade de trocar ideias e impressões é fantástico e sempre enriquecedor”, conclui a curadora.

A programação dos encontros é disponibilizada na página da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto.

A sede da Fundação fica na Rua Professor Mariano Siqueira, 81, Jardim América. Telefone (16) 3911-1050.

3. Clube do Livro da livraria da Travessa

Na Livraria da Travessa os encontros acontecem há mais de um ano, geralmente na primeira quarta-feira de cada mês, às 19 horas, e são abertos a um público que varia entre os 20 e os 70 anos. A escolha dos livros é feita trimestralmente pelos participantes entre uma pré-seleção escolhida pela mediadora. Os títulos fazem parte do catálogo do Grupo Editorial Penguin Companhia das Letras (e selos).

Segundo a mediadora Adriana Sina Telles, “os encontros são sempre descontraídos, ricos em conteúdos e bem dinâmicos, onde todos participam e opinam”.

Para conferir a programação, os interessados podem assinar a newsletter no site da Livraria da Travessa ou enviar um e-mail para clubedeleitura.ribeirao@travessa.com.br.

A Livraria da Travessa fica no Ribeirão Shopping – Av. Cel. Fernando Ferreira Leite, 1540, Jardim California. Telefone (16) 3623-6828.

4. Café Literário

Os encontros acontecem mensalmente desde outubro, normalmente às quintas-feiras, às 19 horas, na sede da Associação dos Advogados de Ribeirão Preto (AARP). O grupo nasceu voltado ao universo adolescente, com a leitura de Harry Potter. Mas participantes de todas as idades compõem as reuniões para debater a série. Segundo a organizadora dos encontros Jucimara Pauda, “o interessante na leitura de HP é que o livro promove a interação de pessoas de várias idades. Temos no grupo pessoas com mais de 50 anos e com menos de 20. É uma interação muito gostosa e que está fazendo bem para todos os participantes”.

A programação dos eventos pode ser encontrada na página Livros sem Frescura e no Facebook da AARP.

A AARP fica na Rua Otto Benz, 1100, Nova Ribeirânia.

5. Café Literário Criminal

O Café Literário Criminal, também coordenado pela Jucimara, é mais voltado ao público adulto e discute livros sobre crimes e suspense. “Nos encontros, cada um fala sobre a sua impressão da obra, o que marcou a leitura e o que ela proporcionou de aprendizado”, comenta. Os encontros acontecem normalmente às terças-feiras, às 19 horas, também na sede da Associação dos Advogados de Ribeirão Preto (AARP).

“Para mim, a grande vantagem dos clubes de leitura é você perceber como cada pessoa tem uma visão diferente do livro. Você também tem a oportunidade de ler obras que se dependesse apenas da sua escolha, você não leria”, conclui Jucimara.

A programação dos eventos pode ser encontrada na página Livros sem Frescura e no Facebook da AARP.

A AARP fica na Rua Otto Benz, 1100, Nova Ribeirânia.

E ai, já participaram ou participam de algum clube de leitura? Se você conhece algum outro grupo, deixa sua indicação para nós nos comentários.

 

Bons motivos para assistir “This is Us”, série da NBC

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This is Us” – série da NBC que estreou em setembro de 2016, recebeu três indicações ao Globo de Ouro e acabou de ser renovada para mais duas temporadas – foi uma boa surpresa dentre as séries recém-lançadas, está entre as mais assistidas da TV aberta nos Estados Unidos e tem os ingredientes perfeitos para fazer você também se apaixonar, assim como eu.

O drama sem exageros e os personagens nada caricatos, que vão muito além do óbvio e do clichê, emocionam e divertem em uma história com um enredo bem diferente e que conquista desde o primeiro episódio.

O piloto começa prometendo nos apresentar pessoas que nasceram no mesmo dia e nos questiona se isso significa que há alguma conexão entre elas. Em seu aniversário de 36 anos, conhecemos Kate, Kevin e Randall. Três personagens completamente diferentes, mas com muitas coisas em comum e que vão nos conduzir por episódios que intercalam presente e passado para contar a história de cada um deles e a forma como tudo se conecta em suas vidas.

This Is Us - Season 1

Kate (Chrissy Metz) é uma mulher obesa que começa a frequentar reuniões para mudar de vida e de peso. Kevin (Justin Hartley) é um ator rico e famoso, que tem quase tudo na vida, mas está infeliz e quer encontrar algo que lhe traga mais sentido. Randall (Sterling K. Brown) é um negro que foi abandonado ainda recém-nascido e acabou sendo adotado por uma família que o criou da melhor forma possível e com tanto amor que ele acabou extremamente bem sucedido e feliz, mas que agora resolveu procurar seu pai biológico. Cada um nos conquista por uma particularidade, mas Randall é meu favorito. O jeito dele é tão espontaneamente confuso, peculiar e naturalmente engraçado que arranca boas risadas e proporciona muita identificação.

This Is Us - Season 1

Enquanto isso, no passado, somos apresentados a Jack (Milo Ventimiglia) e Rebecca (Mandy Moore), um casal jovem e apaixonado, cheio de sonhos e prestes a começar uma família.

Os atores são ótimos e interpretam cada um de seus personagens com profundidade e delicadeza, dando ao seriado um toque bastante realista. Além disso, a forma como as questões que a série levanta são tratadas fogem do lugar comum.

Resumindo e para dar mais alguns motivos para você assistir, “This is Us” levanta questões importantes sobre preconceito, fala de família, de superação e transformação, faz refletir, é emocionante e divertida e faz tudo de um jeito tão único e com tamanha delicadeza que chega a tocar o espectador em um nível pessoal e transforma os personagens em parte do nosso dia a dia (ou faz de nós parte da família “This is us”).

Confira o trailer:

Sem Spoilers: filmes de dezembro

Freud

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Título Original: Tutta Colpa di Freud

Gênero: Comédia

Direção: Paolo Genovese

Ano: 2014

País de Origem: Itália

Sinopse: O protagonista é um psicanalista (Marco Giallini), pai de três filhas em crise: uma lésbica frustrada tentando se tornar heterossexual (Anna Foglietta), uma jovem de dezoito anos de idade com um homem maduro (Laura Adriani), uma bibliotecária atraído por um ladrão de livros (Vittoria Puccini). Todos os três acabam no escritório do pai para falar sobre seus problemas.

Uma comédia leve e divertida que toca em pontos importantes dos relacionamentos amorosos e familiares, com ironia, veracidade e bom humor. Do mesmo diretor de Perfetti Sconosciuti e com alguns mesmos atores, a história flui e encaixa muito bem os personagens, com diálogos certeiros e boas surpresas.

Sete Homens e Um Destino

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Título Original: The Magnificent Seven

Gênero: Faroeste / Ação / Aventura

Direção: Antoine Fuqua

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Refilmagem do clássico faroeste Sete Homens e um Destino (1960), que por sua vez é um remake de Os Sete Samurais, de Akira Kurosawa. Os habitantes de um pequeno vilarejo sofrem com os constantes ataques de um bando de pistoleiros. Revoltada com os saques, Emma Cullen (Haley Bennett) deseja justiça e pede auxílio ao pistoleiro Sam Chisolm (Denzel Washington), que reúne um grupo especialistas para contra-atacar os bandidos.

Faroeste mais do mesmo! Ok, é um remake, mas esperava mais de um filme com Denzel Washington. A trama é superficial e não trouxe novidades. Bang, bang pra cá e pra lá que não contribui em nada no andamento da história e acaba ficando cansativo.

Uma Nova Chance Para Amar

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Título Original: The Face Of Love

Gênero: Drama / Romance

Direção: Arie Posin

Ano: 2014

País de Origem: EUA

Sinopse: Após o marido morrer afogado em uma praia mexicana, Nikki (Annette Bening) fica devastada. Cinco anos depois, ela ainda sente falta do marido, por mais que tenha seguido adiante em uma carreira de sucesso como decoradora de imóveis que estão prestes a serem vendidos. Um dia, ela encontra por acaso um homem parecidíssimo com seu grande amor: Tom (Ed Harris). Impressionada com a semelhança, Nikki resolve segui-lo e descobre que ele é professor de artes. Logo ela o contrata para que lhe dê aulas particulares de pintura, de forma que esteja sempre por perto. Não demora muito para que eles engatem um romance, por mais que a imagem do finado esteja sempre estampada no rosto de Tom.

Um romance maduro, bem clichê, mas com sentimento e fortes emoções. Imagina encontrar alguém que é a cara de alguém que já se foi? Coincidência, destino, loucura…seja o que for, você vai querer se aproximar, saber mais, reviver! Ótimas interpretações da dupla Annete Bening e Ed Harris e aquela pontinha de saudade ao ver Robin Williams em um dos seus últimos papéis.

O Maior Amor do Mundo

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Título Original: Mother’s Day

Gênero: Comédia / Romance

Direção: Garry Marshall

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Nesta comédia romântica, várias histórias associadas à maternidade se cruzam: Sandy (Jennifer Aniston) é uma mãe solteira com dois filhos, Bradley (Jason Sudeikis) é um pai solteiro com uma filha adolescente, Jesse (Kate Hudson) tem uma história complicada com a sua mãe, Kristin (Britt Robertson) nunca conheceu a sua mãe biológica e Miranda (Julia Roberts) é uma escritora de sucesso que abre mão de ter filhos para se dedicar à carreira.

Depois do dia dos namorados (Valentine’s Day / Idas e Vindas do Amor) e do réveillon (New Year’s Eve / Noite de Ano Novo), Garry Marshal conta novas histórias cruzadas em uma data comemorativa: o dia das mães. É clichê, tem umas besteiras, mas é leve e muito divertido. Não tem como não rir com Jennifer Aniston e Kate Hudson! Curti, ri muito e tem as famosas cenas finais de making off! 😉

O Que os Homens Falam

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Título Original: Una Pistola En Cada Mano

Gênero: Comédia / Drama

Direção: Cesc Gay

Ano: 2014

País de Origem: Espanha

Sinopse: Oito homens enfrentam a crise de meia-idade neste filme de episódios. E. (Eduardo Fernandez), que perde tudo o que tem e volta a morar na casa da mãe, se encontra casualmente com um amigo de longa data, J. (Eduardo Sbaraglia), que conquista tudo o que deseja, mas fica deprimido. S. (Javier Camara) tenta retomar o casamento dois anos após o divórcio. G. (Ricardo Darín) confessa a L. (Luis Tosar) que desconfia que sua esposa o trai. P. (Eduardo Noriega) tenta seduzir uma colega de trabalho. Já A. (Alberto San Juan) e M. (Jordi Mollà) têm seus segredos íntimos revelados.

Pode parecer banal no começo, mas logo as histórias ganham forma e um ótimo tom de humor e veracidade sobre o que os homens geralmente não falam (ou falam entre si, não sei! rs). Todo e elenco masculino se destaca, apesar de Ricardo Darín e Javier Cámera serem os mais conhecidos. Um ótimo retrato do universo masculino, tão pouco explorado no cinema.

O Poder e a Lei

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Título Original: The Lincoln Lawyer

Gênero: Suspense / Drama

Direção: Brad Furman

Ano: 2011

País de Origem: EUA

Sinopse: Mick Haller (Matthew McConaughey) é um advogado diferente, a começar pelo seu local de trabalho devidamente instalado no banco de trás de seu carro, um automóvel modelo Lincoln. Separado da competente promotora Maggie (Marisa Tomei), ambos possuem uma filha e tudo corria bem com ele defendendo pequenos conflitos, mas um dia um caso importante caiu em suas mãos e ele estava disposto a provar a inocência do réu, um jovem milionário (Ryan Phillippe) acusado de assassinato. Só que ele não imaginava seu cliente escondendo a verdade, o que pode tornar todo o processo numa causa perdida.

Matthew McConaughey está ótimo nessa trama cheia de suspense e reviravoltas. Um ótimo filme de tribunal que te prende do começo ao fim e de te deixa sempre em dúvida quanto à inocência do acusado.

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