Sem Spoilers: filmes de dezembro

Freud

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Título Original: Tutta Colpa di Freud

Gênero: Comédia

Direção: Paolo Genovese

Ano: 2014

País de Origem: Itália

Sinopse: O protagonista é um psicanalista (Marco Giallini), pai de três filhas em crise: uma lésbica frustrada tentando se tornar heterossexual (Anna Foglietta), uma jovem de dezoito anos de idade com um homem maduro (Laura Adriani), uma bibliotecária atraído por um ladrão de livros (Vittoria Puccini). Todos os três acabam no escritório do pai para falar sobre seus problemas.

Uma comédia leve e divertida que toca em pontos importantes dos relacionamentos amorosos e familiares, com ironia, veracidade e bom humor. Do mesmo diretor de Perfetti Sconosciuti e com alguns mesmos atores, a história flui e encaixa muito bem os personagens, com diálogos certeiros e boas surpresas.

Sete Homens e Um Destino

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Título Original: The Magnificent Seven

Gênero: Faroeste / Ação / Aventura

Direção: Antoine Fuqua

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Refilmagem do clássico faroeste Sete Homens e um Destino (1960), que por sua vez é um remake de Os Sete Samurais, de Akira Kurosawa. Os habitantes de um pequeno vilarejo sofrem com os constantes ataques de um bando de pistoleiros. Revoltada com os saques, Emma Cullen (Haley Bennett) deseja justiça e pede auxílio ao pistoleiro Sam Chisolm (Denzel Washington), que reúne um grupo especialistas para contra-atacar os bandidos.

Faroeste mais do mesmo! Ok, é um remake, mas esperava mais de um filme com Denzel Washington. A trama é superficial e não trouxe novidades. Bang, bang pra cá e pra lá que não contribui em nada no andamento da história e acaba ficando cansativo.

Uma Nova Chance Para Amar

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Título Original: The Face Of Love

Gênero: Drama / Romance

Direção: Arie Posin

Ano: 2014

País de Origem: EUA

Sinopse: Após o marido morrer afogado em uma praia mexicana, Nikki (Annette Bening) fica devastada. Cinco anos depois, ela ainda sente falta do marido, por mais que tenha seguido adiante em uma carreira de sucesso como decoradora de imóveis que estão prestes a serem vendidos. Um dia, ela encontra por acaso um homem parecidíssimo com seu grande amor: Tom (Ed Harris). Impressionada com a semelhança, Nikki resolve segui-lo e descobre que ele é professor de artes. Logo ela o contrata para que lhe dê aulas particulares de pintura, de forma que esteja sempre por perto. Não demora muito para que eles engatem um romance, por mais que a imagem do finado esteja sempre estampada no rosto de Tom.

Um romance maduro, bem clichê, mas com sentimento e fortes emoções. Imagina encontrar alguém que é a cara de alguém que já se foi? Coincidência, destino, loucura…seja o que for, você vai querer se aproximar, saber mais, reviver! Ótimas interpretações da dupla Annete Bening e Ed Harris e aquela pontinha de saudade ao ver Robin Williams em um dos seus últimos papéis.

O Maior Amor do Mundo

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Título Original: Mother’s Day

Gênero: Comédia / Romance

Direção: Garry Marshall

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Nesta comédia romântica, várias histórias associadas à maternidade se cruzam: Sandy (Jennifer Aniston) é uma mãe solteira com dois filhos, Bradley (Jason Sudeikis) é um pai solteiro com uma filha adolescente, Jesse (Kate Hudson) tem uma história complicada com a sua mãe, Kristin (Britt Robertson) nunca conheceu a sua mãe biológica e Miranda (Julia Roberts) é uma escritora de sucesso que abre mão de ter filhos para se dedicar à carreira.

Depois do dia dos namorados (Valentine’s Day / Idas e Vindas do Amor) e do réveillon (New Year’s Eve / Noite de Ano Novo), Garry Marshal conta novas histórias cruzadas em uma data comemorativa: o dia das mães. É clichê, tem umas besteiras, mas é leve e muito divertido. Não tem como não rir com Jennifer Aniston e Kate Hudson! Curti, ri muito e tem as famosas cenas finais de making off! 😉

O Que os Homens Falam

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Título Original: Una Pistola En Cada Mano

Gênero: Comédia / Drama

Direção: Cesc Gay

Ano: 2014

País de Origem: Espanha

Sinopse: Oito homens enfrentam a crise de meia-idade neste filme de episódios. E. (Eduardo Fernandez), que perde tudo o que tem e volta a morar na casa da mãe, se encontra casualmente com um amigo de longa data, J. (Eduardo Sbaraglia), que conquista tudo o que deseja, mas fica deprimido. S. (Javier Camara) tenta retomar o casamento dois anos após o divórcio. G. (Ricardo Darín) confessa a L. (Luis Tosar) que desconfia que sua esposa o trai. P. (Eduardo Noriega) tenta seduzir uma colega de trabalho. Já A. (Alberto San Juan) e M. (Jordi Mollà) têm seus segredos íntimos revelados.

Pode parecer banal no começo, mas logo as histórias ganham forma e um ótimo tom de humor e veracidade sobre o que os homens geralmente não falam (ou falam entre si, não sei! rs). Todo e elenco masculino se destaca, apesar de Ricardo Darín e Javier Cámera serem os mais conhecidos. Um ótimo retrato do universo masculino, tão pouco explorado no cinema.

O Poder e a Lei

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Título Original: The Lincoln Lawyer

Gênero: Suspense / Drama

Direção: Brad Furman

Ano: 2011

País de Origem: EUA

Sinopse: Mick Haller (Matthew McConaughey) é um advogado diferente, a começar pelo seu local de trabalho devidamente instalado no banco de trás de seu carro, um automóvel modelo Lincoln. Separado da competente promotora Maggie (Marisa Tomei), ambos possuem uma filha e tudo corria bem com ele defendendo pequenos conflitos, mas um dia um caso importante caiu em suas mãos e ele estava disposto a provar a inocência do réu, um jovem milionário (Ryan Phillippe) acusado de assassinato. Só que ele não imaginava seu cliente escondendo a verdade, o que pode tornar todo o processo numa causa perdida.

Matthew McConaughey está ótimo nessa trama cheia de suspense e reviravoltas. Um ótimo filme de tribunal que te prende do começo ao fim e de te deixa sempre em dúvida quanto à inocência do acusado.

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{Dica de livro} “Falando o mais rápido que posso: de Gilmore Girls a Gilmore Girls e tudo no meio do caminho”, Lauren Graham

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Em seu livro biográfico Falando o mais rápido que posso” (Editora Record), Lauren Graham repassa sua vida e carreira desde muito antes de Gilmore Girls. Ela conta um pouquinho sobre sua infância e adolescência, mas foca mesmo em tudo o que passou desde que começou a correr atrás do sonho de ser atriz.

Com muito bom humor, ela conta sua relação com a “glamourosa” Hollywood, brinca com os segredos do mundo dos famosos, fala sobre os papeis que mais gostou de fazer ao longo dos anos, dos apertos que passou, das portas que se abriram depois da Lorelai e entra em algumas questões pessoais.

Mas claro que, assim como o subtítulo do livro diz “De Gilmore Girls a Gilmore Girls e tudo no meio do caminho”, o que não falta por aqui é Gilmore Girls. Lauren conta como foi o começo de sua relação com a Lorelai e com o seriado como um todo, faz uma análise de todas as temporadas da série, conta com alguns detalhes como foi fazer a última temporada e saber que aquele seria o fim, como foi lidar por tantos anos com o fato de que havia acabado e como foi saber, depois de tanto tempo, que o que ela e os fãs tanto queriam estava mesmo acontecendo: haveria um retorno.

Por fim, o livro traz alguns trechos do diário que Lauren manteve durante as gravações de “Gilmore Girls um ano para recordar”. E assim como nós que assistimos ao reboot ela também está com uma dúvida…

 Você não acha que aquele final ficou meio aberto?”

Pois é…

Para os fãs da Lauren Graham, “Falando o mais rápido que posso” é quase que um especial Lorelai Gilmore. Você acaba lendo com a voz (e a velocidade da fala) da personagem na cabeça e devora o livro rapidinho. É engraçado e emocionante. Uma leitura leve e divertida. Ah, e tem um monte de fotos desde a Lauren criança até os bastidores de Gilmore Girls.

Lauren Graham também é autora de “Quem sabe um dia”. Resenha aqui.

{Dica de livro} “O ano em que disse sim”, Shonda Rhimes

o_ano_em_que_disse_sim_shondaImagina sentar no bar do Joe (alô fãs de Grey’s Anatomy!) ao fim do plantão no Grey Sloan Memorial Hospital e bater um papo regado à tequila com ninguém mais ninguém menos do que Shonda Rhimes. É assim que a criadora de Grey’s Anatomy, Scandal, How To Get Away With Murder e Private Practice nos faz sentir quando pegamos seu livro – O ano em que disse sim” (Editora Best Seller) – para ler.

Um bate-papo informal e bastante revelador que ajuda a desmitificar a mulher por trás da Shondaland, a mais criativa “fábrica” de seriados (na minha humilde opinião). Afinal, apesar de ser uma pessoa brilhante, Shonda nunca saía da sua zona de conforto e procurava se manter dentro dos limites daquilo que a garantia certa segurança, daquilo que ela sabia em que era boa.

Quanto mais eu dizia o que pensava, mais estava disposta a mergulhar nas conversas difíceis; quanto mais disposta estava a dizer “sim” para mim, menos disposta estava a permitir que entrassem em minha vida pessoas que me deixassem mais vazia, mais infeliz e mais insegura.” 

Ao longo das 256 páginas, em uma linguagem simples e coloquial, Shonda conta como mudou sua vida depois de ouvir sua irmã dizendo a ela “você nunca diz sim a nada”. Com isso, ela se colocou uma meta: dizer sim às coisas que a assustavam, como, por exemplo, dar entrevistas ao vivo, ir a festas ou até mesmo brincar com suas filhas. Inclusive, como dizer sim ao “não”.

Além de mostrar uma Shonda completamente humana, cheia de medos e fraquezas, o livro é um delicioso passeio pela transformação que ela passou quando começou a dizer sim em sua vida, sem floreios, mostrando os ganhos e as perdas desse processo.

E como não poderia deixar de ser, há também muito dos seus personagens no livro. Ela conta um pouco sobre seu processo criativo, seu encontro com o sucesso e mostra sua relação com suas “criaturas”.

Quando você se senta para escrever todos os dias, fica mais fácil acessar aquele espaço criativo dentro de sua mente.”

“O ano em que disse sim” fala sobre a vida de Shonda Rhimes, mas é um livro inspirador sobre autoconhecimento, autoaceitação, autenticidade e empoderamento e para muitos leitores vai ser inclusive um estímulo para sair da própria zona de confortoum convite à transformação.

Sem Spoilers: filmes de novembro

Jogo do Dinheiro

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Título Original: Money Monster

Gênero: Suspense

Direção: Jodie Foster

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Lee Gates (George Clooney) é o apresentador do programa de TV “Money Monster”, onde dá dicas sobre o mercado financeiro mesclando com performances típicas de um popstar. Um dia, um desconhecido (Jack O’Connell) invade o programa exatamente quando ele está sendo gravado e, com um revólver, obriga Lee a vestir um colete repleto de explosivos. Patty Fenn (Julia Roberts), a produtora do programa, imediatamente ordena que o mesmo saia do ar, mas o invasor exige que ele permaneça ao vivo, caso contrário matará Lee. Assim acontece e, a partir de então, tem início uma investigação incessante para descobrir quem é o sequestrador e algum meio de salvar todos os que permanecem no estúdio. Paralelamente, a audiência do programa sobe sem parar e todos passam a acompanhar o que acontecerá com o apresentador.

Investimentos, bolsa de valores, ações… não são meus temas preferidos, mas Jogo do Dinheiro consegue envolver, principalmente pelas boas atuações do elenco. A trama faz uma eficaz  crítica ao capitalismo e ao sensacionalismo da tv, mas eu esperava mais de um filme dirigido por Jodie Foster e protagonizado por George Clooney e Julia Roberts.

Filho de Saul

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Título Original: Saul Fia

Gênero: Guerra / Drama / Suspense

Direção: László Nemes

Ano: 2016

País de Origem: Hungria

Sinopse: 1944, campo de concentração de Auschwitz, durante a Segunda Guerra Mundial. Saul (Géza Röhrig) é um judeu obrigado a trabalhar para os nazistas, sendo um dos responsáveis em limpar as câmaras de gás após dezenas de outros judeus serem mortos. Em meio à tensão do momento e às dificuldades inerentes desta tarefa, ele tenta salvar o corpo de um menino.

Filme húngaro vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro deste ano, Filho de Saul choca. Pelas imagens da barbárie do holocausto, mesmo que desfocadas e pela intensa atuação do protagonista, que precisa agir mecanicamente e sem reação ou expressão diante dos horrores da guerra. É um filme bem difícil de lidar e também cansativo, pois a câmera acompanha sempre o protagonista, como se fôssemos os olhos dele, então é instável demais. A motivação de Saul ao encontrar o menino, fazendo de tudo para dar a ele um enterro digno é muito boa, mas o desfecho não leva a lugar algum. Não assisti todos os concorrentes ao Oscar nesta categoria, mas Mustang era o meu preferido.

Capitão Fantástico

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Título Original: Captain Fantastic

Gênero: Comédia / Drama

Direção: Matt Ross

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Ben é o pai de seis crianças pequenas, que decide fugir da civilização e criar os filhos nas florestas selvagens do Pacífico Norte. Ele passa os seus dias dando lições às crianças, ensinando-os a praticar esportes e a combater inimigos. Um dia, no entanto, Ben é forçado a deixar o local e retornar à vida na cidade. Começa o aprendizado do pai, que deve se acostumar à vida moderna.

Capitão Fantástico é fantástico! *-* Um road movie indie que te pega de jeito e te faz refletir por dias pela mensagem profunda e inteligente que passa. Fotografia lindíssima, figurinos excêntricos e diálogos cativantes que te fazem se apaixonar por essa família incomum. E tem uma cena musical encantadoramente emocionante, que vai ser difícil de ser superada por algum outro filme esse ano. (#vamosacompanhar) Uma história diferente que toca não pela impossibilidade do modo de viver daquela família “fantástica”, mas porque nos mostra que a maneira que vivemos já cansou e que, não precisamos ser radicais, mas encontrar um adequado meio termo. Recomendadíssimo e necessário.  ❤

Suíte Francesa

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Título Original: Suite Française

Gênero: Drama / Guerra / Romance

Direção: Saul Dibb

Ano: 2016

País de Origem: Reino Unido, França, Bélgica, Canadá

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, na França, Lucile Angellier (Michelle Williams) passa os dias junto de sua sogra (Kristin Scott Thomas) esperando pelo retorno do marido, um prisioneiro de guerra. Enquanto alguns combatentes franceses retornam para a casa, o pequeno vilarejo onde Lucile mora começa a ser invadido por soldados alemães, incluindo o refinado Bruno von Falk (Matthias Schoenaearts). Apesar de resistir aos flertes do soldado, Lucile acaba cedendo e inicia uma relação amorosa com ele.

Inspirado em manuscritos de Irène Némirovsky, possivelmente baseados em fatos que presenciou no campo de concentração e, aproximadamente 60 anos depois achados pela filha que lançou o livro homônimo, Suíte Francesa retrata a guerra de um ponto de vista diferente. Em meio a invasões, angústias e medos, o amor pode acontecer! A ambientação nos anos 40 é ótima e as atuações contidas, como pedem os personagens, mas impecáveis. Um filme cheio de dilemas e emoções verdadeiras, só senti falta do idioma francês. Gostei!

Desconhecido

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Título Original: Unknown

Gênero: Suspense / Ação

Direção: Jaume Collet-Serra

Ano: 2011

País de Origem: Reino Unido, Alemanha, França, Canadá, EUA, Japão

Sinopse: Martin Harris (Liam Neeson) acabou de sair de um coma de quatro dias, fruto de um acidente de carro em Berlim.  Ao acordar, descobre que sua esposa (January Jones) não o reconhece e, para piorar, existe um outro homem (Aidan Quinn) usando sua identidade. Ignorado pelas autoridades e na mira de assassinos, sua única chance de desvendar este mistério é contar com Gina (Diane Kruger), uma motorista de táxi que poderá ajudá-lo a provar que ele não está louco.

Um dos meus filmes de ação com o Liam Neeson preferidos! A história é ótima, tem um suspense na medida e te deixa instigado pelo desfecho, sempre em dúvida sobre quem realmente é Martin Harris. Tem clichê de ação típica de Hollywood, claro, mas convence e tem boas surpresas.

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{Dica de livro} “O filho de mil homens”, Valter Hugo Mãe

o_filho_de_mil_homens_1336244277bCom uma linguagem coloquial e uma forma única de construir seu texto, a escrita de Valter Hugo Mãe é o primeiro convite à leitura de “O Filho de Mil Homens” (Editora Cosac Naify) e o primeiro elemento que nos leva para dentro da história.

Além disso, a narrativa em si nos transporta a uma aldeia cheia de personagens peculiares (e que nos tomam pela mão desde o primeiro capítulo) e ao mesmo tempo universais, que nos conquistam pela simplicidade e autenticidade, e faz ainda uma celebração das diferenças, do que há de único em cada um.

Tendo como foco a história de Crisóstomo (um personagem simples, aparentemente despretensioso, mas com uma sabedoria especial), um homem solitário que aos 40 anos sonha em ter um filho, “O filho de mil homens” conta várias pequenas histórias que se enlaçam no decorrer dos fatos dando liga ao enredo que culmina na invenção de uma família nada comum e cheia de particularidades.

Quem tanto pede o que lhe pertence assim o mundo convence.”

Com um olhar delicado sobre questões como sonhos, amor, solidão, família, alegrias e tristezas, homossexualidade e preconceito, o autor aborda os temas de diferentes pontos de vista, sem deixar de ser crítico à sua maneira, e nos convida a refletir sobre a nossa sociedade.

Diferente de tudo que já li principalmente pela escrita única de Valter Hugo Mãe, “O filho de mil homens” me conquistou por isso e pela simplicidade e doçura de seus personagens.

Deve nutrir-se carinho por um sofrimento sobre o qual se soube construir a felicidade, repetiu muito seguro. Apenas isso. Nunca cultivar a dor, mas lembrá-la com respeito, por ter sido indutora de uma melhoria, por melhorar quem se é. Se assim for, não é necessário voltar atrás. A aprendizagem está feita e o caminho livre para que a dor não se repita. Estava a crescer.”

Sem Spoilers: filmes de outubro

Pets – A Vida Secreta dos Bichos

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Título Original: The Secret Life of Pets

Gênero: Animação / Comédia

Direção: Yarrow Cheney, Chris Renaud

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Max é um cachorro que mora em um apartamento de Manhattan. Quando sua querida dona traz para casa um novo cão chamado Duke, Max não gosta nada, já que seus privilégios parecem ter acabado. Mas logo eles vão ter que pôr as divergências de lado quando um incidente coloca os dois na mira da carrocinha. Enquanto tentam fugir, os animais da vizinhança se reúnem para o resgate e uma gangue de bichos que moram nos esgotos se mete no caminho da dupla.

Não sei se estou ficando muito crítica ultimamente, mas as animações que assisti deixaram muito a desejar. Sou apaixonada por bichinhos de estimação (tenho 4!) e estava ansiosa por esse filme. Gostei muito da rotina dos personagens, o que pensam, falam, como agem na presença e na ausência de seus donos, mas a parte da aventura foi cansativa e a “gang” do esgoto dava medo. O.O  O que mais chamou a atenção nessa parte da história foram os cenários belíssimos de New York.

Perfeitos Desconhecidos

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Título Original: Perfetti Sconosciuti

Gênero: Comédia

Direção: Paolo Genovese

Ano: 2016

País de Origem: Itália

Sinopse: Sete amigos de longa data se reúnem para um jantar. Em uma brincadeira, decidem compartilhar um com o outro, na mesa, o conteúdo de cada mensagem de texto, e-mail e ligações que recebem. No jogo, muitos segredos começam a se revelar, provando que nem todos se conhecem de verdade.

Cada um de nós tem três vidas: uma pública, uma privada e uma em segredo”.

Realmente conhecemos os nossos amigos, familiares ou a pessoa com quem convivemos diariamente? Claro que não! =O Conhecemos a versão que essa pessoa deseja transparecer, assim como mostramos somente o lado que queremos que os outros vejam. Todos têm segredos, isso é natural do ser humano e esse filme mostra, de forma divertida e com excelentes diálogos, o quanto pequenas ou grandes omissões fazem parte da vida. Um drama familiar recheado de humor e com ótimo elenco, que prende do início ao fim e convida a pensar até que ponto devemos saber os segredos do outro.

Negócio das Arábias

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Título Original: A Hologram for the King

Gênero: Drama

Direção: Tom Tykwer

Ano: 2016

País de Origem: Alemanha / EUA / Reino Unido / França

Sinopse: Durante a recessão nos Estados Unidos, um homem de negócios falido (Tom Hanks) procura recuperar suas perdas financeiras viajando para a Arábia Saudita, a fim de vender sua ideia “genial” para um monarca que está construindo um enorme complexo no meio do deserto.

O que poderia dar errado para o empresário Alan Clay, brilhantemente interpretado por Tom Hanks (como sempre! *-*), tentando apresentar seu sistema de tecnologia holográfica para um rei árabe? Tudo! Choque cultural, condições de trabalho ruins e que ninguém resolve, agenda bagunçada do rei que nunca está presente… Um filme super light, divertido, sem grandes pretensões e com bons diálogos, principalmente entre Alan e o taxista Yousef. Fãs de Hanks não podem perder! 😉

Olhos da Justiça

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Título Original: Secret in Their Eyes

Gênero: Policial / Suspense / Drama

Direção: Billy Ray

Ano: 2015

País de Origem: EUA

Sinopse: A vida dos investigadores do FBI Ray (Chiwetel Ejiofor) e Jess (Julia Roberts) e da procuradora Claire (Nicole Kidman) é severamente abalada pelo assassinato da filha adolescente de Jess. Treze anos após o crime, Ray continua buscando pistas e finalmente parece ter encontrado um caminho para solucionar o caso. A verdade é chocante e os limites entre justiça e vingança tornam-se imperceptíveis.

A versão americana do filme argentino El Secreto de Sus Ojos não é tão boa quanto a original, mas te envolve no suspense e na intensidade da investigação, principalmente pela ótima atuação do elenco – Julia Roberts, Chiwetel Ejiofor e Nicole Kidman. A desglamourização de Julia, que está envelhecida, triste e amargurada pelo trauma que sofreu sua personagem, dá o ótimo tom de veracidade e profundidade ao remake. Muito bom!

Mensagem Para Você

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Título Original: You’ve Got a Mail

Gênero: Comédia / Romance

Direção: Nora Ephron

Ano: 1999

País de Origem: EUA

Sinopse: Proprietária de uma pequena livraria, Kathleen (Meg Ryan) praticamente mora com seu noivo (Greg Kinnear), mas o “trai” através da internet com um desconhecido, pois todo dia ela manda pelo menos um e-mail para ele. Seu misterioso amigo (Tom Hanks) também faz o mesmo e passa pela mesma situação: “infiel” com sua noiva (Parker Posey). De repente, a vida dela abalada com a chegada de uma enorme livraria, que pode acabar com um negócio que da sua família há 42 anos, e ela passa a não suportar um executivo que comanda esta mega-livraria, sem imaginar que o mesmo homem com quem ela conversa pela internet. Após algum tempo, ele toma consciência da situação, mas teme se revelar e muito menos dizer que se sente atraído por ela.

Ótima revisão! Meg Ryan e Tom Hanks, como não amar? ❤ Ele, o dono da maior rede de livrarias de New York; ela, dona de uma pequena, aconchegante e tradicional livraria de bairro, herdada da mãe. O destino se encarregou de aproximá-los virtualmente, onde mostram um ao outro o melhor de si, sem saber que já se conhecem no “mundo real”, onde mostram um ao outro o pior de si. Clichê, mas encantador!

Rocky – Um Lutador

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Título Original: Rocky

Gênero: Ação / Drama

Direção: John G. Avildsen

Ano: 1977

País de Origem: EUA

Sinopse: Rocky Balboa (Sylvester Stallone), um lutador de boxe medíocre que trabalha como “cobrador” de um agiota, tem a chance de enfrentar Apollo Creed (Carl Weathers), o campeão mundial dos pesos-pesados, que teve a ideia de dar oportunidade a um desconhecido como um golpe publicitário. Mas Rocky decide treinar de modo intensivo, sonhando apenas em terminar a luta sem ter sido nocauteado pelo campeão.

A mítica de Rocky Balboa continua presente até hoje, desde o começo da saga nos anos 70 com o clássico Rocky – O Lutador. Não lembro se já tinha assistido todo, ou partes, não é dos meus temas preferidos, mas o personagem marcou gerações e Stallone será sempre o Rocky. E ao ouvir a música tema é impossível não lembrar do filme e, até mesmo, fazer uns movimentos de boxe. rs Mesmo que você não tenha assistido nenhum dos 7 filmes da franquia, mesmo que você não goste de boxe, até mesmo se você não curte o Stallone: faz parte!  😉

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Sem Spoilers: filmes de setembro

Noite Sem Fim

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Título Original: Run All Night

Gênero: Ação / Policial / Drama

Direção: Jaume Collet-Serra

Ano: 2015

País de Origem: EUA

Sinopse: Jimmy Conlon (Liam Neeson) é um atirador da máfia que sempre foi leal a Shawn Maguire (Ed Harris), que conhece há décadas. Seu passado fez com que se afastasse do filho, Michael (Joel Kinnaman), que vive ao lado de esposa e filha. Michael tentou ser lutador de boxe profissional, mas não teve sucesso no esporte e hoje trabalha como motorista de limusine. Um dia, ao realizar um trabalho, ele leva dois traficantes à casa de Danny Maguire (Boyd Holbrook), o filho de Shawn. Danny mata ambos e, após perceber que Michael viu uma das mortes, passa a persegui-lo. Jimmy consegue matá-lo antes, o que desperta a fúria de Shawn, que agora quer que Michael morra para que seu antigo parceiro sinta o mesmo que ele.

Gosto da ação do Liam Neeson. E esse filme traz um plus no elenco, Joel Kinnaman, que eu virei fã após a série The Killing  <3. Liam sempre consegue dar profundidade ao gênero, contextualizar a trama, dar veracidade aos personagens. Noite Sem Fim tem muito disso em meio a uma situação delicada de lealdade a um grande parceiro e a vida do próprio filho. Muita tensão, suspense e ação de qualidade.

Duas Vidas

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Título Original: The Kid

Gênero: Comédia

Direção: Jon Turteltaub

Ano: 2000

País de Origem: EUA

Sinopse: Se você tivesse a chance de encontrar consigo mesmo quando tinha 8 anos de idade, será que aquela feliz criança gostaria de ver o que você se tornou quando cresceu? Em se tratando de Russ Duritz, a resposta um ressoante “Não!”. Russ (Bruce Willis) tem sua pacata vida como um profissional bem-sucedido virada de cabeça para baixo quando, de forma mágica e inesperada, encontra Rusty, ele mesmo com apenas 8 anos (Spencer Breslin). Rusty um doce e ligeiramente gordo menino que não fica nada feliz ao ver seus sonhos de ser um piloto de avião irem por água abaixo após conhecer sua versão adulta. Porém, o convívio de ambos irá ajudar Russ a relembrar seus sonhos de infância, para que ele possa se tornar o adulto que sonhava ser quando criança.

Lindo! Revi depois de algum tempo e continua sendo tocante. Uma lição de vida sobre o quanto é importante sonhar na infância (e na vida toda!) e que não podemos deixar de correr atrás do que nos motiva, do que nos faz brilhar os olhos. *-* É leve, bem-humorado, perfeito para a família.

O Casamento do Meu Melhor Amigo

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Título Original: My Best Friend’s Wedding

Gênero: Comédia / Romance

Direção: P.J. Hogan

Ano: 1997

País de Origem: EUA

Sinopse: Julianne (Julia Roberts) e Michael (Dermot Mulroney) combinaram que, se ambos continuassem solteiros quando completassem 28 anos, se casariam. Quando recebe um telefonema do amigo, às vésperas da fatídica data, anunciando que está prestes a se casar, mas com outra (Cameron Diaz), Julianne se descobre apaixonada por ele e aceita o convite para ser madrinha, mas com segundas intenções.

Sim, eu ainda não tinha assistido esse filme. E não, eu não gostei tanto assim. Essa é a típica reação de filmes antigos que assistimos muito tempo depois, eles não nos agradam tanto quanto os que assistimos na época e revemos infinitamente, pois nos marcaram em determinado momento da sessão da tarde da vida. Mas a Julia Roberts é ótima, sempre!  🙂

A Verdade Sobre Marlon Brando

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Título Original: Listen To Me Marlon

Gênero: Documentário

Direção: Stevan Riley

Ano: 2015

País de Origem: Reino Unido

Sinopse: A extraordinária parte da vida de Marlon Brando não conhecida pelas câmeras e pelos holofotes é revelada. Um extenso arquivo de áudio pessoal do ator desenha sua vida íntima. O próprio Marlon Brando é o guia que revela sua vida longe dos palcos e das telas, revelando tudo de seu ponto de vista.

Um dos mais importantes atores do cinema mundial mostrando a vida como ela é. Além de toda fama, talento e prestígio, Marlon Brando nos conta o que acontecia por trás dos holofotes. Áudios, vídeos e fotos compõem este documentário denso, repleto de altos e baixos da carreira do ator, seus problemas pessoais, com a família, seu amadurecimento profissional e a busca incessante por autoconhecimento. Muito interessante.

Café Society

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Título Original: Café Society

Gênero: Comédia / Drama / Romance

Direção: Woody Allen

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Anos 1930. Bobby (Jesse Eisenberg) é um jovem aspirante a escritor, que resolve se mudar de Nova York para Los Angeles. Lá ele deseja ingressar na indústria cinematográfica com a ajuda de seu tio Phil (Steve Carell), um produtor que conhece a elite da sétima arte. Após um bom período de espera, Bobby consegue o emprego de entregador de mensagens dentro da empresa de Phil. Enquanto aguarda uma oportunidade melhor, ele se envolve com Vonnie (Kristen Stewart), a secretária particular de seu tio. Só que ela, por mais que goste de Bobby, mantém um relacionamento secreto.

Muito elogiado pela crítica e considerado um dos melhores filmes de Woody Allen, Café Society não me agradou tanto assim e passou longe dos meus preferidos do diretor. A fotografia é o ponto alto, belíssima! Mas o roteiro é tão simples que parece que nada acontece. Kristen Stewart até que vai bem, mas não combinou muito com o papel, principalmente no segundo momento da trama. Já Jesse Einsenberg está ótimo, é a persona escrita de Allen, você consegue ver o diretor nos trejeitos do personagem Bobby. Uma trama instável e não muito atrativa.

Sétimo

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Título Original: Septimo

Gênero: Suspense

Direção: Patxi Amezcua

Ano: 2014

País de Origem: Espanha / Argentina

Sinopse: Todos os dias, Sebastián (Ricardo Darín) e seus dois filhos, Luna (Charo Dolz Doval) e Luca (Abel Dolz Doval) fazem a mesma brincadeira. Eles apostam quem vai do sétimo andar ao térreo de forma mais rápida: o pai, no elevador, ou as crianças, de escada. Sebastián sempre ganha o jogo, mas quando, um dia, seus filhos desaparecem durante a “corrida”, sem deixar pistas, ele não vai medir esforços para recuperá-los.

Ricardo Darín é um grande ator e filmes com ele sempre me fisgam. Mas este, deixou a desejar. A história é ótima e prende muito num primeiro momento, com a tensão pelo desaparecimento das crianças, a desconfiança em cada conversa na busca pelo culpado e a sempre ótima interpretação do protagonista. Mas o desfecho, que é muito bom também, acontece de forma muito rápida e fácil, fazendo despencar as expectativas.

Como Eu Era Antes de Você

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Título Original: Me Before You

Gênero: Drama / Romance

Direção: Thea Sharrock

Ano: 2016

País de Origem: Reino Unido

Sinopse: Rico e bem sucedido, Will (Sam Claflin) leva uma vida repleta de conquistas, viagens e esportes radicais até ser atingido por uma moto, ao atravessar a rua em um dia chuvoso. O acidente o torna tetraplégico, obrigando-o a permanecer em uma cadeira de rodas. A situação o torna depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus pais (Janet McTeer e Charles Dance). É neste contexto que Louisa Clark (Emilia Clarke) é contratada para cuidar de Will. De origem modesta, com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, ela faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will e, aos poucos, acaba se envolvendo com ele.

Como Eu Era Antes de Você é uma adaptação do romance de Jojo Moyes, que a Fran me indicou: “Você precisa ler!!!” Talvez se eu tivesse lido, teria me envolvido mais com a história, que não deixa de ser linda e apaixonante. Adaptações costumam resumir e cortar partes da história e eu senti um pouco isso, que faltaram algumas conexões. Mas a sensível, profunda e divertida relação de Will e Lou nos faz pensar muito sobre a importância de viver cada momento e o quanto as nossas atitudes afetam quem está por perto. O desenrolar do filme até pode ser clichê, mas o final surpreende.

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