Sem Spoilers: filmes de janeiro

Oscar time!!!

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E lá vamos nós a essa época linda de premiações, cheinha de lançamentos e glamour, onde podemos assistir os melhores filmes do ano! *.* (É o que dizem, mas não é bem assim…rs)

Dunkirk

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Título Original: Dunkirk

Gênero: Guerra / Histórico / Drama

Direção: Christopher Nolan

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Na Operação Dínamo, mais conhecida como a Evacuação de Dunquerque, soldados aliados da Bélgica, do Império Britânico e da França são rodeados pelo exército alemão e devem ser resgatados durante uma feroz batalha no início da Segunda Guerra Mundial. A história acompanha três momentos distintos: uma hora de confronto no céu, onde o piloto Farrier (Tom Hardy) precisa destruir um avião inimigo, um dia inteiro em alto mar, onde o civil britânico Dawson (Mark Rylance) leva seu barco de passeio para ajudar a resgatar o exército de seu país, e uma semana na praia, onde o jovem soldado Tommy (Fionn Whitehead) busca escapar a qualquer preço.

Um filme de guerra muito bem feito tecnicamente, com cenas fortes, onde a tensão está presente o tempo todo. Minha expectativa estava bem alta, por causa dos elogios da crítica, indicações a vários prêmios, diretor consagrado e, quando o filme iniciou e me deparei com Mark Rylance, lembrei do ótimo papel dele em Ponte dos Espiões e pensei: agora vai! Só que não… Filmes de guerra não são meus preferidos, mas me chamam a atenção e me prendem quando tem uma boa história por trás das bombas e do cenário cinzento, como foi o caso de Até o Último Homem , concorrente do Oscar passado. Dunkirk não teve, foi um tanto quanto vazio nesse sentido.

Concorre ao Oscar de Melhor Filme, Direção, Fotografia, Mixagem de Som, Edição de Som, Design de Produção, Montagem e Trilha Sonora Original.

Me Chame Pelo Seu Nome

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Título Original: Call Me By Your Name

Gênero: Drama / Romance

Direção: Luca Guadagnino

Ano: 2018

País de Origem: França / Itália / EUA / Brasil

Sinopse: O sensível e único filho da família americana com ascendência italiana e francesa Perlman, Elio (Timothée Chalamet), está enfrentando outro verão preguiçoso na casa de seus pais na bela e lânguida paisagem italiana. Mas tudo muda quando Oliver (Armie Hammer), um acadêmico que veio ajudar a pesquisa de seu pai, chega.

“Quando você menos espera a natureza tem maneiras astutas para encontrar nossos pontos mais fracos.”

Um filme sobre amadurecimento, com uma estética admirável e com uma história de amor sensível e dramática. Os atores estão ótimos, com destaque para o protagonista Timothée Chalamet, que entrega um personagem carismático e corajoso. Sem contar com todo o clima anos 80 magnífico e uma ótima trilha sonora. Muito mais do que um drama homossexual, a história é sobre relações humanas, com emoção e sem apelação.

Foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, Ator (Timothée Chalamet), Roteiro Adaptado e Canção Original.

Lady Bird – A Hora de Voar

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Título Original: Lady Bird

Gênero: Drama / Comédia

Direção: Greta Gerwig

Ano: 2018

País de Origem: EUA

Sinopse: Christine McPherson (Saoirse Ronan) está no último ano do ensino médio e o que mais deseja é ir fazer faculdade longe de Sacramento, Califórnia, ideia firmemente rejeitada por sua mãe (Laurie Metcalf). Lady Bird, como a garota de forte personalidade exige ser chamada, não se dá por vencida e leva o plano de ir embora adiante mesmo assim. Enquanto sua hora não chega, no entanto, ela se divide entre as obrigações estudantis no colégio católico, o primeiro namoro, típicos rituais de passagem para a vida adulta e inúmeros desentendimentos com a mãe.

Um filme gostoso de ver, despretensioso, com aquela aura cult confortável e identificável. Saoirse Ronan está ótima no papel de Lady Bird, na passagem para a vida adulta, do colégio para a faculdade, cheia de dilemas e rebeldias. Leve, divertido e com a profundidade necessária, a estreia de Greta Gerwig como diretora e roteirista foi certeira e nos mostra uma história simples, mas cheia de vida e boas lições.

Na corrida pelo Oscar, Lady Bird está no páreo nas categorias Melhor Filme, Direção, Atriz (Saoirse Ronan), Atriz Coadjuvante (Laurie Metcalf) e Roteiro Original.

Três Anúncios para um Crime

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Título Original: Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

Gênero: Drama / Comédia

Direção: Martin McDonagh

Ano: 2018

País de Origem: Reino Unido, EUA

Sinopse: Inconformada com a ineficácia da polícia em encontrar o culpado pelo brutal assassinato de sua filha, Mildred Hayes (Frances McDormand) decide chamar atenção para o caso não solucionado alugando três outdoors em uma estrada raramente usada. A inesperada atitude repercute em toda a cidade e suas consequências afetam várias pessoas, especialmente a própria Mildred e o Delegado Willoughby (Woody Harrelson), responsável pela investigação.

Histórias da vida, dramas reais (não necessariamente baseada numa história real) me pegam de jeito. Com um nome extenso, esse faroeste contemporâneo tem muito a falar. Principalmente sobre dor, injustiça, preconceito, perdão e solidariedade. Recheado de boas atuações, com destaque para Frances McDormand, que está insuperável. Uma mulher forte, mas com um buraco no peito. Uma mãe que quer vingança a qualquer custo, mas com justiça. E quem faz o contraponto nessa jornada é Sam Rockwell com um personagem que vamos do ódio ao amor, surpreendente. E não podemos esquecer de Woody Harrelson, com cenas marcantes, incluindo uma carta emocionante. Personagens humanos, com qualidades e defeitos. Adorei e é o meu preferido do Oscar 2018! ❤

Concorre ao Oscar de Melhor Filme, Atriz (Frances McDormand), Ator Coadjuvante (Sam Rockwell e Woody Harrelson), Roteiro Original, Edição e Trilha Sonora Original.

A Forma da Água

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Título Original: The Shape of Water

Gênero: Drama / Romance / Fantasia

Direção: Guillermo del Toro

Ano: 2018

País de Origem: EUA

Sinopse: Década de 60. Em meio aos grandes conflitos políticos e transformações sociais dos Estados Unidos da Guerra Fria, a muda Elisa (Sally Hawkins), zeladora em um laboratório experimental secreto do governo, se afeiçoa a uma criatura fantástica mantida presa e maltratada no local. Para executar um arriscado e apaixonado resgate ela recorre ao melhor amigo Giles (Richard Jenkins) e à colega de turno Zelda (Octavia Spencer).

Um filme esteticamente belo e poético. Uma fábula que coloca a sua imaginação pra funcionar e te levar o mais longe que você sonhar ou o quanto você for capaz de trazer os personagens para a realidade. A protagonista Sally Hawkins e o clima sonhador da história me lembrou muito O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (mas gosto mais do francês). E Octavia Spencer está impagável num papel que lembra muito Histórias Cruzadas.  Além disso, tem uma fotografia linda, com cenas em tons de azul e um clima romântico e antiquado que saltam aos olhos. A crítica só faz elogios e acredito que deve levar a maioria das estatuetas. Não concordo totalmente, mas cada um com a sua opinião! rs

O Destino de uma Nação

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Título Original: Darkest Hour

Gênero: Drama / Histórico

Direção: Joe Wright

Ano: 2018

País de Origem: Reino Unido

Sinopse: Winston Churchill (Gary Oldman) está prestes a encarar um de seus maiores desafios: tomar posse do cargo de Primeiro Ministro da Grã-Bretanha. Paralelamente, ele começa a costurar um tratado de paz com a Alemanha nazista que pode significar o fim de anos de conflito.

Gary Oldman está irreconhecível! A sua caracterização e interpretação de Winston Churchill está perfeita, puxando para o lado humano do Primeiro Ministro e merecedora de todos os prêmios e indicações recebidas. Mas o filme é cansativo. Gostei da história se passar na mesma época de Dunkirk (filme de Chrisopher Nolan, no topo deste post), mostrando o outro lado da história e esse lado humano do personagem. Só.

Uma Mulher Fantástica

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Título Original: Uma Mujer Fantástica

Gênero: Drama

Direção: Sebastián Lelio

Ano: 2017

País de Origem: Chile / Alemanha / Espanha / EUA

Sinopse: Marina (Daniela Vega) é uma garçonete transexual que passa boa parte dos seus dias buscando seu sustento. Seu verdadeiro sonho é ser uma cantora de sucesso e, para isso, canta durante a noite em diversos clubes de sua cidade. O problema é que, após a inesperada morte de Orlando (Francisco Reyes), seu namorado e maior companheiro, sua vida dá uma guinada total.

Um filme sensível, com uma protagonista fantástica, como define o título. Em meio a tanto preconceito, vemos nessa história uma evolução cultural ao se tratar de diversidade de gênero de forma séria. As agressões físicas, verbais e até por um simples olhar vêm de todo lado, mas o diretor soube, ao mesmo tempo, expor desumanidades e compensar com a força de Marina e com o apoio que ela recebe das poucas, mas importantes pessoas ao seu redor. Muito bom, um ótimo exercício de empatia e tem meu voto para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

The Post – A Guerra Secreta

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Título Original: The Post

Gênero: Drama / Suspense

Direção: Steven Spielberg

Ano: 2018

País de Origem: EUA

Sinopse: Kat Graham (Meryl Streep) é a dona do The Washington Post, um jornal local que está prestes a lançar suas ações na Bolsa de Valores de forma a se capitalizar e, consequentemente, ganhar fôlego financeiro. Ben Bradlee (Tom Hanks) é o editor-chefe do jornal, ávido por alguma grande notícia que possa fazer com que o jornal suba de patamar no sempre acirrado mercado jornalístico. Quando o New York Times inicia uma série de matérias denunciando que vários governos norte-americanos mentiram acerca da atuação do país na Guerra do Vietnã, com base em documentos sigilosos do Pentágono, o presidente Richard Nixon decide processar o jornal com base na Lei de Espionagem, de forma que nada mais seja divulgado. A proibição é concedida por um juiz, o que faz com que os documentos cheguem às mãos de Bradlee e sua equipe, que precisa agora convencer Kat e os demais responsáveis pelo The Post sobre a importância da publicação de forma a defender a liberdade de imprensa.

Meryl Streep + Tom Hanks + Spielberg? =O Claro que minha expectativa estava nas alturas e… não foi atingida. Baseado numa história real, o filme trata sobre um fato histórico específico onde a liberdade de expressão foi crucial para o jornal e para o povo. Os (meus ❤ ) atores entregam boas atuações, mas sem muita ênfase. Um filme importante e com classe, mas sem grandes destaques.

Concorre ao Oscar de Melhor Filme e Melhor Atriz (Meryl Streep).

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Forever Young – O musical

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Como você estará em 2050?

Com essa premissa, o musical Forever Young, em cartaz no teatro Fernando Torres, em São Paulo, leva ao palco seis artistas interpretando eles mesmos no futuro enquanto passam o dia em um retiro para ex-celebridades.

Supervisionados por uma enfermeira, interpretada por Nany People, os simpáticos velhinhos se transformam em verdadeiras estrelas do rock n’ roll quando ela não está de olho neles, mostrando que, apesar das dores e limitações advindas da idade, ainda se mantêm eternamente jovens.

O musical é extremamente divertido e uma ótima dica para quem curte pop rock.

Indicada aos principais prêmios do teatro em 2017, como Prêmio Bibi Ferreira, Reverência e outros, a comédia consegue, de forma bem-humorada, ser um retrato e uma crítica da terceira idade embalada por hits de sucesso do rock e do pop mundial passando dos anos 50 até os 90. Entre eles I Love Rock and Roll”, “Smells Like a Teen Spirit”, “I Wil Survive”, “I Got You Babe”, “Roxanne”, “Rehab”, “Satisfaction”, “Sweet Dreams”, “Music”, “San Francisco”, “California Dreamin”, “Let It Be”, “Imagine”, e, claro, “Forever Young”. Dentre as músicas nacionais, há “Eu nasci há 10 mil anos atrás”, de Raul Seixas, “Do Leme ao Pontal”, de Tim Maia e “Valsinha”, de Chico Buarque.

Dirigido por Jarbas Homem de Mello, Forever Young traz no elenco, além de Nany People, Miguel Briamonte ao piano e os atores Saulo Vasconcelos, Janaina Bianchi, Rodrigo Miallaret, Naima e Marcos Lanza, que dão um verdadeiro show de voz.

Forever Young

Em cartaz até 25 de março.

Horários: Sextas: 21h30 / Sábados: 21h / Domingos: 19h

Ingressos: a partir de R$ 35,00. https://www.ingressorapido.com.br/venda/?id=4273#!/tickets

Mais informações: https://teatrofernandotorres.com.br/produto/forever-young/

Sem Spoilers: filmes de dezembro

O Terminal

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Título Original: The Terminal

Gênero: Comédia / Drama / Romance

Direção: Steven Spielberg

Ano: 2004

País de Origem: EUA

Sinopse: Viktor Navorski (Tom Hanks) é um cidadão da Europa Oriental que viaja rumo a Nova York justamente quando seu país sofre um golpe de estado, o que faz com que seu passaporte seja invalidado. Ao chegar ao aeroporto, Viktor não consegue autorização para entrar nos Estados Unidos. Sem poder retornar à sua terra natal, já que as fronteiras foram fechadas após o golpe, Viktor passa a improvisar seus dias e noites no próprio aeroporto, à espera que a situação se resolva. Porém, com a situação se arrastando por meses, Viktor permanece no aeroporto e passa a descobrir o complexo mundo do terminal onde está preso.

Já revi várias vezes esse filme e, ao contrário de muitas críticas, não acho nada chato. Primeiramente: Tom Hanks! ❤ Como não amar esse personagem caricato, ingênuo e com um sotaque engraçado, sem soar falso, que ele interpreta. A atuação é impecável, como sempre. Viktor não tenta burlar nada, apenas espera, seguindo as regras e se adaptando às mais improváveis situações. Por mais inacreditável que pareça, foi baseado num fato parecido que aconteceu com um iraniano no aeroporto de Paris. Adorei e recomendo!

Em Retirada

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Título Original: Walking Out

Gênero: Drama / Suspense / Aventura

Direção: Alex Smith e Andrew Smith

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Um pai e um filho lutam para se conectar em qualquer nível, até que um encontro brutal com um animal predador no coração do deserto deixa ambos gravemente feridos. Se eles querem sobreviver, o menino deve carregar seu pai até algum lugar seguro.

Sobreviver nas montanhas já não é uma coisa fácil. Acrescente neve, animais selvagens e desentendimentos entre pai e filho e o negócio fica tenso, muito tenso. A história é bastante óbvia, o que faz a diferença é a evolução da relação entre eles e o desfecho emocionante. Além disso, a fotografia é estonteante! Apesar do arrastamento inicial, Walking Out é um bom filme sobre relações humanas e, principalmente, familiares. E vale a pena ver Matt Bomer num papel totalmente diferente e se saindo tão bem. ^.^

Assassinato no Expresso Oriente

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Título Original: Murder on the Orient Express

Gênero: Suspense / Policial

Direção: Kenneth Branagh

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: O que começa como um luxuoso passeio de trem pela Europa rapidamente se desdobra em um dos mistérios mais elegantes, tensos e emocionantes já contados. Do romance da autora mais vendida do mundo, Agatha Christie, “Assassinato no Expresso do Oriente” conta a história de treze estranhos presos em um trem, onde todos são suspeitos. O detetive Hercule Poirot, que embarca de última hora no trem, deve correr contra o tempo para resolver o quebra-cabeça antes que o assassino ataque novamente.

Há mais de 20 anos me apaixonei e viciei nos livros de Agatha Christie. E foi nessa época que li Assassinato no Expresso Oriente. Claro que não lembrava mais do desfecho, melhor assim, sem spoilers! rs Estava com a expectativa lá em cima pelo filme e não me decepcionei. O elenco é maravilhoso (Penelope Cruz, Judi Dench, Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Daisy Ridley…), mas quem se destaca é Kenneth Branagh, que além de dirigir, encarna brilhantemente o excêntrico detetive Hercule Poirot. Com belíssimas cenas do trem em meio à neve e o pôr do sol, a investigação vai se desenrolando devagar, com informações dadas na medida certa, fazendo com que você se sinta parte do jogo. Adorei e espero ansiosamente pela próxima adaptação: “A Morte no Nilo”. *.*

Encalhados

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Título Original: Laggies

Gênero: Comédia / Romance

Direção: Lynn Shelton

Ano: 2015

País de Origem: EUA

Sinopse: Quando uma jovem mulher irresponsável e imatura (Keira Knightley) recebe um pedido de casamento de seu namorado, ela entra em crise. A primeira ideia é fingir que precisa fazer um retiro em busca de auto conhecimento profissional, mas de fato ela se esconde na casa da sua nova melhor amiga, a adolescente Annika (Chloe Grace Moretz).

Um filme que parece bobo (e por vezes é), super clichê, mas real. Nos vemos em diversos momentos na pele dos personagens, com seus problemas e dilemas da vida adulta. Keira combina muito bem com o papel, mas Sam Rockwell é que dá o tom divertido da história. Um bom entretenimento, agradável e sem pretensões.

Argo

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Título Original: Argo

Gênero: Suspense / Drama / Histórico

Direção: Ben Affleck

Ano: 2012

País de Origem: EUA

Sinopse: 1979. O Irã está em ebulição, com a chegada ao poder do aiatolá Khomeini. Como o antigo xá ganhou asilo político nos Estados Unidos, que haviam apoiado seu governo de opressão ao povo iraniano, há nas ruas de Teerã diversos protestos contra os americanos. Um deles acontece em frente à embaixada do país, que acaba invadida. Seis diplomatas americanos conseguem escapar do local pouco antes da invasão, indo se refugiar na casa do embaixador canadense. Lá eles vivem durante meses, sob sigilo absoluto, enquanto a CIA busca um meio de retirá-los do país em segurança. A melhor opção é apresentada por Tony Mendez (Ben Affleck), um especialista em exfiltrações, que sugere que uma produção de Hollywood seja utilizada como fachada para a operação. Aproveitando o sucesso de filmes como “Guerra nas Estrelas” e “A Batalha do Planeta dos Macacos”, a ideia é criar um filme falso, a ficção científica Argo, que usaria as paisagens desérticas do Irã como locação. O projeto segue adiante com a ajuda do produtor Lester Siegel (Alan Arkin) e do maquiador John Chambers (John Goodman), que conhecem bem como funciona Hollywood.

Baseado numa história real, com um projeto de resgate que parece coisa de filme, rs, Argo é impressionante. Ben Affleck se sai muito bem no papel desse especialista, mas se destaca na direção do longa, com técnicas de edição e fotografia da época, deixando esse clima de anos 70/80 bem verossímil, além de toda a ambientação e figurino impecáveis. A narrativa é calma e vai crescendo lentamente a tensão dessa fuga impossível, nos deixando sem fôlego! Dentre os principais prêmios, ganhou o Oscar de Melhor Filme, Roteiro Adaptado e Edição, e Globo de Ouro de Melhor Filme Dramático e Melhor Diretor. Super recomendo!

Atração Perigosa

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Título Original: The Town

Gênero: Suspense / Drama

Direção: Ben Affleck

Ano: 2010

País de Origem: EUA

Sinopse: Doug MacRay (Ben Affleck) é muito bom na arte de planejar assaltos e lidera um grupo de ladrões de bancos que sempre sai impune, apesar das investigações do FBI. Um dia, ao realizar um assalto, seu parceiro Jem (Jeremy Renner) leva uma refém, por precaução. Ela é Claire Keesey (Rebecca Hall), subgerente do banco assaltado, solta próximo à praia algum tempo depois. O fato traumatiza Claire, deixando-a com sequelas. O problema é que Jem descobre que Claire mora a apenas quatro quarteirões do bando, tornando-se uma ameaça para o grupo. Doug fica encarregado de vigiá-la mas, após uma conversa ocasional na lavanderia, inicia um relacionamento com ela.

Um bom filme de ação, um pouco clichê, mas com a dose certa de perseguição, drama e bom humor. Uma história sobre segundas chances, com um desfecho muito bom.

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Sem Spoilers: filmes de novembro

 

Mãe

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Título Original: Mother

Gênero: Drama / Romance

Direção: Darren Aronofsky

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Um casal vive em um imenso casarão no campo. Enquanto a jovem esposa (Jennifer Lawrence) passa os dias restaurando o lugar, afetado por um incêndio no passado, o marido mais velho (Javier Bardem) tenta desesperadamente recuperar a inspiração para voltar a escrever os poemas que o tornaram famoso. Os dias pacíficos se transformam com a chegada de uma série de visitantes que se impõem à rotina do casal e escondem suas verdadeiras intenções.

Insano resume! O.O Um suspense psicológico complexo, que choca em vários momentos (de fazer a gente olhar com um olho só!). Uma história que prende, cheia de simbolismos e deixando a expectativa sempre alta pelo que virá depois, buscando uma explicação para as coisas estranhas que acontecem. Um filme que incomoda, mas de uma forma negativa.

Vôo Noturno

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Título Original: Red Eye

Gênero: Suspense / Ação

Direção: Wes Craven

Ano: 2005

País de Origem: EUA

Sinopse: Lisa Reisert (Rachel McAdams) detesta voar, mas precisa realizar uma viagem ao Texas quando sua avó morre. Ela decide retornar a Miami, onde mora, no último vôo disponível, mas uma forte tempestade faz com que a decolagem atrase. Enquanto espera ela conhece Jackson Rippner (Cillian Murphy), um homem charmoso e gentil que lhe faz companhia. Ao entrar no avião ela fica surpresa com o fato de que Jackson está na poltrona bem ao lado da sua. Logo após a decolagem Jackson diz a Lisa que o motivo de estar naquele vôo é matar um poderoso político, que se hospedará juntamente com a família no hotel que ela trabalha em Miami. Jackson exige a ajuda de Lisa em seu plano, pois caso contrário um assassino contratado por ele irá matar o pai dela, o que depende apenas de uma ligação telefônica.

Um suspense razoável, mas super previsível. A ação fica um pouco de lado para dar espaço à tensão psicológica. Essa tensão e a boa atuação dos protagonistas é que prendem a narrativa até certo ponto, mas a trama não evolui muito. Apenas mais do mesmo.

Águas Rasas

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Título Original: The Shallows

Gênero: Suspense / Terror

Direção: Jaume Collet-Serra

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Nancy (Blake Lively) é uma jovem médica que está tendo de lidar com a recente perda da mãe. Seguindo uma dica sua, ela vai surfar em uma paradisíaca praia isolada, onde acaba sendo atacada por um enorme tubarão. Desesperada e ferida, ela consegue se proteger temporariamente em um recife de corais, mas precisa encontrar logo uma maneira de sair da água.

Extremamente tenso e, no geral, com ótimos efeitos. Não é só uma história de tubarão, é uma luta árdua pela sobrevivência. Nos colocamos no lugar de Nancy e pensamos junto com ela. Um filme curto e direto, sem chance para monotonia. O que me incomodou foi o exagero em sensualizar a protagonista e o desfecho entre ela e o tubarão, um pouco forçado.

Preto e Branco

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Título Original: Black or White

Gênero: Drama

Direção: Mike Binder

Ano: 2014

País de Origem: EUA

Sinopse: O advogado Elliot Anderson (Kevin Costner) acaba de perder sua esposa em um acidente de carro. Os dois criavam, juntos, a neta Eloise (Jillian Estell), já que a mãe da menina morreu no parto. Enquanto luta com sua dor, ele recebe a visita inesperada da avó paterna da garota, Rowena (Octavia Spencer), que exige que a neta seja criada pelo pai, Reggie (Andre Holland), um viciado em drogas, cuja negligência faz Elliot culpá-lo pela morte de sua filha. Agora, os avôs de Eloise vão entrar em uma luta pela guarda dela.

Um filme que trata de forma competente sobre preconceito racial e entre classes sociais. Não há preferências, apenas os fatos a favor e contra os avós paterno e materno, que querem a guarda da menina. Uma história bem realista e emocionante, com ótimas atuações, sobre amor, perdão e feridas difíceis de serem curadas.

Horas Decisivas

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Título Original: The Finest Hours

Gênero: Drama / Ação

Direção: Craig Gillespie

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Em 1952, uma grande nevasca leva uma plataforma de petróleo a se rachar, lançando 84 tripulantes ao mar. Enquanto a tempestade dificulta a sobrevivência do grupo, uma equipe de guardas costeiros tenta resgatar as vítimas.

Um filme bom, mas não traz nada de novo sobre o estilo “homens ao mar durante uma tempestade”. O que pesa um pouco mais é o ótimo elenco (Chris Pine, Bem Foster, Casey Affleck…) e ser baseado numa história real, além da ótima ambientação nos anos 50 e efeitos visuais muito bem feitos.

Tubarão

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Título Original: Jaws

Gênero: Terror / Suspense / Ação

Direção: Steven Spielberg

Ano: 1975

País de Origem: EUA

Sinopse: Um terrível ataque a banhistas é o sinal de que a praia da pequena cidade de Amity virou refeitório de um gigantesco tubarão branco, que começa a se alimentar dos turistas. Embora o prefeito queira esconder os fatos da mídia, o xerife local (Roy Scheider) pede ajuda a um ictiologista (Richard Dreyfuss) e a um pescador veterano (Robert Shaw) para caçar o animal. Mas a missão vai ser mais complicada do que eles imaginavam.

Revi esse filme depois de muito tempo e sem lembrar de muita coisa. Foi quase como ver pela primeira vez. Um super clássico! Um suspense que antecipa os fatos, mas não deixa de ser surpreendente. Que mostra o necessário, sem exageros, deixando a imaginação completar a cena. A trilha sonora de John Williams (que ganhou o Oscar) te faz prender a respiração, muito mais do que ver o tubarão em si. Novamente o imaginário, criamos o monstro na nossa cabeça ao ouvir aquelas notas musicais, sabemos da presença dele, sem que apareça na tela. Tubarão é considerado o primeiro blockbuster de Hollywood. É Spielberg, no começo da carreira, fazendo história. Indispensável!

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Sem Spoilers: filmes de outubro

 Curtindo a Vida Adoidado

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Título Original: Ferris Bueller’s Day Off

Gênero: Comédia

Direção: John Hughes

Ano: 1986

País de Origem: EUA

Sinopse: No último semestre do curso do colégio, Ferris Bueller (Matthew Broderick) sente um incontrolável desejo de matar a aula e planeja um grande programa na cidade com sua namorada (Mia Sara), seu melhor amigo (Alan Ruck) e uma Ferrari. Só que para poder realizar seu desejo ele precisa escapar do diretor do colégio (Jeffrey Jones) e de sua irmã (Jennifer Grey).

Um clássico da sessão da tarde e na minha lista interminável de “preciso assistir”! Como já falei outras vezes, filmes vistos na infância se tornam parte da vida e, quando revistos, só trazem boas lembranças. Já esses mesmos filmes vistos pela primeira vez agora, já não causam tanto impacto, mas Curtindo a Vida Adoidado me envolveu nessa atmosfera de ingenuidade e aventura que era faltar aula e passear por aí! (eu sempre fui muito CDF, mas me convenciam a fazer isso! ;)) Uma boa história sobre a rebeldia adolescente dos anos 80, cheia de bom humor e com uma ótima trilha sonora.

O Círculo

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Título Original: The Circle

Gênero: Drama / Suspense / Ficção

Direção: James Ponsoldt

Ano: 2017

País de Origem: EUA / Emirados Árabes

Sinopse: The Circle é uma das empresas mais poderosas do planeta. Atuando no ramo da Internet, é responsável por conectar os e-mails dos usuários com suas atividades diárias, suas compras e outros detalhes de suas vidas privadas. Ao ser contratada, Mae Holland (Emma Watson) fica muito empolgada com possibilidade de estar perto das pessoas mais poderosas do mundo, mas logo ela percebe que seu papel lá dentro é muito diferente do que imaginava.

“Isso é muito Black Mirror.” O famoso meme gerado pela ótima série Black Mirror cabe aqui para definir O Círculo, apesar da superficialidade do filme. Além disso, estava empolgada para ver o Tom Hanks \o/, mas como ele tem uma participação pequena, ficou abaixo das minhas expectativas. A história de um futuro não muito distante prende e traz uma importante lição sobre a internet, as redes sociais e o quanto as pessoas estão presas nesse mundo virtual.

Os Últimos na Terra

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Título Original: Z for Zachariah

Gênero: Drama / Suspense / Ficção

Direção: Craig Zobel

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Ann Burden (Margot Robbie) sobrevive a uma guerra nuclear em uma pequena cidade norte-americana. Ela acredita ser a única humana na Terra, até encontrar um cientista procurando por sobreviventes. A relação entre eles fica frágil quando entra em cena outro sobrevivente e os dois homens passam a lutar pelo afeto de Ann.

Três ótimos personagens, interpretados por Margot Robbie, Chiwetel Ejiofor e Chris Pine, últimos sobreviventes na Terra e um clima super tenso entre eles. O contexto é sombrio, o trio é completamente estranho um ao outro e nunca se sabe o que realmente querem. A história traça um paralelo com o início da humanidade, pelo ponto de vista religioso: o paraíso inabitado, Adão e Eva, a tentação. Um filme simples, um pouco lento, mas muito bem aproveitado e faz uma ótima reflexão sobre a essência humana e os instintos primitivos.

Um Grito no Escuro

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Título Original: Evil Angels

Gênero: Drama

Direção: Fred Schepisi

Ano: 1988

País de Origem: EUA / Austrália

Sinopse: No ano de 1980, no estado australiano de Queensland, um desaparecimento de um bebê choca a sociedade. Enquanto seus pais, que são da igreja adventista, estão acampando, uma espécie de cão selvagem leva o bebê embora. Com isso uma busca é iniciada, junto com outras pessoas que também estavam no acampamento, mas o corpo da criança nunca mais é achado. A intolerância religiosa e o estranhamento a alguns costumes dos adventistas faz com que a mídia crie diversos mitos em torno do que realmente aconteceu no dia do desaparecimento, e os pais acabam culpados por assassinato. Lyndi Chamberlain (Meryl Streep) e seu marido Michael Chamberlain (Sam Neill) terão que provar que são inocentes, mesmo todos estando contra eles.

Baseado numa história real, o filme é chocante de diversas formas: pela tragédia, pelo preconceito religioso, pela imprensa sensacionalista e pela condenação sem provas conclusivas. As atuações de Sam Neil e, principalmente, Meryl Streep são impecáveis. Ela inclusive recebeu uma indicação ao Oscar por esse papel. Um filme intenso e que nos faz pensar nas nossas próprias atitudes, no quanto julgamos os outros, sem conhecer.

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Título Original: 360

Gênero: Drama / Romance

Direção: Fernando Meirelles

Ano: 2012

País de Origem: Reino Unido / Áustria / Brasil / França

Sinopse: Inspirado em “La Ronde”, clássica peça de Arthur Schnitzler, 360 é uma reunião de histórias dinâmicas e modernas, passadas em diversas partes do mundo. Laura (Maria Flor) é uma mulher que deixou a vida na terra natal para tentar a sorte em Londres ao lado do namorado Rui (Juliano Cazarré). Ao descobrir que o parceiro está tendo um caso com Rose (Rachel Weisz), ela decide voltar para o Brasil. Na volta pra casa, ela conhece um simpático senhor (Anthony Hopkins) e Tyler (Ben Foster), duas pessoas em momentos difíceis em suas vidas. Num outro lado da história, Mirka (Lucia Siposová) é uma jovem tcheca que começa a trabalhar como prostituta para juntar dinheiro. Ao mesmo tempo, lida com a desaprovação da irmã Anna (Gabriela Marcinkova). O primeiro cliente de Mirka é Michael (Jude Law), que por sua vez é casado com Rose.

Um filme simples, mas muito bem entrelaçado, reunindo histórias de amor, traição, raiva, amizade e diversos relacionamentos em várias partes do mundo e entre pessoas de diferentes gerações e nacionalidades. As tramas se cruzam em diversos momentos, mas nunca perdem a sua individualidade. Com ótimos atores e um roteiro envolvente, 360 mostra a vida como ela é, que as nossas escolhas nos moldam e que estamos em constante movimento. Muito bom!

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Sem Spoilers: filmes de agosto

Beleza Oculta

 

599032Título Original: Collateral Beauty

Gênero: Drama

Direção: David Frankel

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Após uma tragédia pessoal, Howard (Will Smith) entra em depressão e passa a escrever cartas para a Morte, o Tempo e o Amor – algo que preocupa seus amigos. Mas o que parece impossível, se torna realidade quando essas três partes do universo decidem responder. Morte (Helen Mirren), Tempo (Jacob Latimore) e Amor (Keira Knightley) vão tentar ensinar o valor da vida para o protagonista.

Quer ver um filme emocionante? É esse! Danem-se as críticas, essa história vai te tocar de forma única e vai arrancar lágrimas até dos mais duros. (Tenho provas! kkkkk) Com um elenco de peso, a trama vai se desenrolando cheia de surpresas e, quando você  achar que já chorou o suficiente, vem outra reviravolta ainda mais comovente! Uma ótima reflexão sobre a morte, o tempo e o amor. ♥

Loving

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Título Original: Loving

Gênero: Drama / Romance

Direção: Jeff Nichols

Ano: 2016

País de Origem: EUA / Reino Unido

Sinopse: Richard (Joel Edgerton) e Mildred Loving (Ruth Negga), um casal inter-racial, são presos em junho de 1958 por terem se casado. Jogados na prisão e exilados do estado onde viviam, eles lutam pelo matrimônio e pelo direito de voltar para casa como uma família.

O racismo já foi abordado de diferentes formas no cinema, mas em Loving o discurso é diferente. Aliás, não há discurso, apenas uma relação de amor linda e delicada entre duas pessoas que só querem ficar juntas e formar uma família. Baseado numa história real, faz uma ótima crítica ao preconceito, tão injusto e revoltante da época. Um filme socialmente necessário, que mostra que, infelizmente, esse tipo de julgamento ainda persiste nos dias de hoje, mesmo que de forma diferente.

Rei Arthur – A Lenda da Espada

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Título Original: King Arthur: Legend of the Sword

Gênero: Ação / Aventura / Fantasia

Direção: Guy Ritchie

Ano: 2016

País de Origem: EUA / Reino Unido / Austrália

Sinopse: Arthur (Charlie Hunnam) é um jovem das ruas que controla os becos de Londonium e desconhece sua predestinação até o momento em que entra em contato pela primeira vez com a Excalibur. Desafiado pela espada, ele precisa tomar difíceis decisões, enfrentar seus demônios e aprender a dominar o poder que possui para conseguir, enfim, unir seu povo e partir para a luta contra o tirano Vortigern, que destruiu sua família.

O diferentão ame ou odeie Guy Ritchie traz uma versão moderna da lenda de Excalibur. Charlie Hunnam encara perfeitamente esse novo Arthur e conduz a história com muita ação, excelente humor e idas e vindas no tempo com cortes rápidos e precisos, sem dar tempo de respirar. Impossível desassociá-lo de Jax Teller, personagem tão famoso da série Sons Of Anarchy, mas o papel desse rei diferenciado caiu como uma luva. Com ótimos diálogos, boa ação e efeitos especiais (só um pouquinho de fantasia além do meu gosto) Rei Arthur – A Lenda da Espada é um excelente entretenimento, com uma trilha sonora estilo medieval super pertinente. Adorei!

Mulher Maravilha

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Título Original: Wonder Woman

Gênero: Ação / Aventura / Fantasia

Direção: Patty Jenkis

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

A repercussão desse filme foi grande e continua dando o que falar, com razão! Mulher Maravilha é divertidíssimo e passa uma mensagem incrível de força feminina, determinação e de que o amor pode sim vencer. Todos temos o bem e o mal dentro da gente, cabe a nós decidir o que vai prevalecer e pelo que vamos lutar! Gal Gadot interpreta com veracidade essa heroína ingênua e determinada a mudar o mundo. Nos vemos nela. E sua interação com Chris Pine só traz benefícios ao longa, com diálogos cheios de humor e intensidade. Adorei!

The Belko Experiment

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Título Original: The Belko Experiment

Gênero: Suspense / Ação

Direção: Greg McLean

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Tudo corria bem nas Indústrias Belko, mais um dia normal de trabalho. No entanto, tudo muda repentinamente para os funcionários da empresa quando eles descobrem que, na verdade, são cobaias humanas e que terão que seguir as ordens de uma misteriosa voz, que se anuncia apenas através dos alto-falantes instalados no prédio, mesmo que isso signifique matar os colegas de trabalho para sobreviver.

Um experimento psicológico que vai te levar à tensão extrema, junto com os personagens. As situações são intensas e todos vão se dando conta que, o que parecia ser inicialmente uma brincadeira, é algo completamente sério e precisam lutar pela sobrevivência, nem que isso implique em matar. Não é o tipo de filme que eu escolheria assistir, mas a presença de Tony Goldwyn (o presidente Fitzgerald da série Scandal e o amigo da onça Carl de Ghost: Do Outro Lado da Vida) me chamou a atenção e não me decepcionei. Um filme ousado, pouco divulgado, mas que traz uma reflexão interessante do que o ser humano é capaz, fazendo uma analogia com esse mundo corporativo tão competitivo, onde quem vence é o melhor, independente das circunstâncias, mesmo passando por cima das pessoas.

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Sem Spoilers: filmes de julho

Rainbow

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Título Original: Dhanak

Gênero: Drama

Direção: Nagesh Kukunoor

Ano: 2015

País de Origem: Índia

Sinopse: Em Rajasthan na Índia, Pari (Hetal Gada), uma menina de 10 anos, e Chotu (Krrish Chhabria), seu irmão de 8 anos, moram em uma vila perto das dunas de areia. Eles perderam os pais em um acidente e moram com os tios. Chotu é cego, mas lida bem com a situação, enquanto Pari é os olhos dele, sua guia e melhor amiga. Ainda inocentes, Pari promete a Chotu que ao completar 9 anos ele irá enxergar e, ao ver um cartaz de doação de olhos, ela acredita que encontrará alguém que possa ajudá-la.

Excelente! Diferentes culturas (da nossa e dos EUA) sempre trazem reflexões e aprendizados interessantíssimos e, nesse caso, uma lição de simplicidade, esperança e fraternidade. A cativante história dos irmãos Pari e Chotu nos leva por uma road trip leve e otimista, em meio a dificuldades tão distantes da nossa realidade. Muita música indiana, bom humor, companheirismo e amor pelo cinema. Apaixonante! Super recomendo!

A Incrível Jornada de Jacqueline

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Título Original: La Vache

Gênero: Comédia

Direção: Mohamed Hamidi

Ano: 2016

País de Origem: França

Sinopse: Fatah, um pequeno fazendeiro argelino, só tem olhos para sua vaca Jacqueline, que ele sonha em ver na grande feira de Agricultura, realizada em Paris. Determinado a levar a vaca até lá, ele a carrega consigo e cruza a França à pé, após pegar um barco para Marselha. No caminho, Fatah e Jacqueline vivem uma jornada cheia de surpresas e aventuras.

Divertido, simples e com uma ingenuidade tocante. A Incrível Jornada de Jacqueline e Fatah é cheia de aventura, bom humor e diálogos críticos que te fazem pensar. Há muita força de vontade, esperança e carisma no protagonista. Apesar de alguns clichês, é uma comédia encantadora que valoriza sentimentos essenciais e pouco usuais atualmente, como a tolerância, a solidariedade e a amizade.

Mulheres do Século 20

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Título Original: 20th Century Women

Gênero: Drama / Comédia

Direção: Mike Mills

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Na Califórnia dos anos 70, uma mãe (Annette Bening) tenta cuidar de sua família da melhor forma possível enquanto também procura respostas para as vidas de suas duas jovens amigas – uma fotógrafa aficcionada pela cultura punk (Greta Gerwig), e uma amiga de seu filho (Elle Fanning).

Três gerações de mulheres se encontram na trama principal desse filme: Dorothea (Anette Bening) com 55 anos, Abbie (Greta Gerwig) perto dos 30 e Julie (Elle Fanning) com 17 anos. É final dos anos 70, o feminismo está no auge, mas a história vai muito além disso, falando sobre a relação de mãe e filho, educação e amadurecimento. Com uma forma diferente de contar, explorando cada personagem, sua idade e contextualizando com o ano de nascimento, somos inseridos no mundo de cada um deles e nos envolvendo de forma única. Sem nada de extraordinário, mas com uma profundidade e força incrível, e embalado por uma trilha sonora espetacular. Uma homenagem a todas as mulheres e mães. Adorei!

A Morte lhe Cai Bem

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Título Original: Death Becomes Her

Gênero: Comédia / Fantasia

Direção: Robert Zemeckis

Ano: 1992

País de Origem: EUA

Sinopse: Uma famosa atriz egocêntrica (Meryl Streep) rouba de uma aspirante a escritora (Goldie Hawn) o noivo (Bruce Willis), um famoso cirurgião plástico. A noiva rejeitada se torna extremamente complexada e gorda, mas após 14 anos ela lança o livro “Eternamente Jovem” e, na noite de autógrafos, está mais linda do que nunca. Despertando a atenção de todos, principalmente da atriz que, sentindo-se cada dia mais velha, acaba indo se consultar com uma mulher sensual, bela e misteriosa (Isabella Rossellini), que tem uma poção da juventude que proporciona resultados inimagináveis. Ao bebê-la, ela fica jovem outra vez e descobre que sua rival também é cliente da feiticeira. Inicialmente elas começam a brigar pelo médico, mas logo as duas estão preocupadas e, de certa forma, unidas contra um terrível efeito colateral.

Uma comédia divertida, com muita fantasia, mas que consegue refletir sobre um tema atemporal: a eterna busca pela juventude. Meryl Streep, premiada e reconhecida por seus papéis dramáticos, está ótima como comediante. E, logo no início do filme, faz uma apresentação musical, cantando e dançando espetacularmente. Uma atriz completa! #soufã *-* Bruce Willis também tem destaque, num papel extremamente cômico e ingênuo. Um ótimo entretenimento com efeitos visuais inovadores que, na época, renderem um Oscar ao filme.

O Mínimo para Viver

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Título Original: To The Bone

Gênero: Drama

Direção: Marti Noxon

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Uma jovem (Lily Collins) está lidando com um problema que afeta muitos jovens no mundo: a anorexia. Sem perspectivas de se livrar da doença e ter uma vida feliz e saudável, a moça passa os dias sem esperança. Porém, quando ela encontra um médico (Keanu Reeves) não convencional que a desafia a enfrentar sua condição e abraçar a vida, tudo pode mudar.

Um filme bom, sem nada surpreendente, mas que passa muito bem a mensagem sobre anorexia. O grande destaque vai para a atuação da protagonista, Lily Collins, que entrou no personagem, emagreceu e reviveu os medos e desafios desse distúrbio, que já havia sofrido na adolescência. Mesmo sem muita profundidade, é um tema interessante e necessário, que foi tratado de forma bem realista.

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