Um brinde às mudanças

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Estamos tão acostumados a fazer as coisas sempre do mesmo jeito, a viver dentro da nossa zona de conforto, que às vezes nem nos reconhecemos mais em nós mesmos, ainda assim, seguimos repetindo velhos hábitos no piloto automático. Estamos tão confortáveis que já nem sabemos se aquilo ainda faz sentido para nós e não nos questionamos mais porquê fazemos assim. Talvez porque tenhamos medo da resposta. Talvez porque no fundo temos medo de descobrir que muito do que fazemos já não significa nada para quem nós somos hoje. Foi importante em algum momento, já não é mais. E ai a gente se depara com um vazio sem saber como preenchê-lo. Mudar dá um medo…

É engraçado ver como as pessoas reagem às mudanças. Parece que incomoda o outro quando você muda. As pessoas estranham. “Você não era assim”, “está diferente”, “mudou de repente”. Que bom que eu não era assim, fico feliz em estar diferente porque, deixa eu te contar um segredo, eu não estava feliz! E não, talvez não tenha sido tão de repente assim, afinal só eu sei como andavam as coisas aqui dentro antes de as mudanças se tornarem visíveis.

A verdade é que mudar faz parte da arte de viver. É muitas vezes algo natural ao longo do processo de crescimento e de autoconhecimento. Outras vezes, é estimulada por algum acontecimento…afinal, a vida acontece para todos, mais cedo ou mais tarde. E então você percebe que aquele você de ontem, aqueles hábitos, gostos e costumes, já não representam mais quem você é hoje. Simplesmente já não fazem mais sentido.

O segredo é não ter medo e estar aberto. Encarar as mudanças como possibilidades, como oportunidades que temos de deixar pra trás tudo o que já não nos faz mais bem e substituir por algo que esteja em sintonia com quem nós somos agora. Mudanças são nossa chance de sermos fieis à nossa verdade interior, de sermos simplesmente nós.

Então perde o medo de mudar, deixa de dar satisfação para os outros dos porquês. Descubra coisas novas que te façam feliz e que substituam o que já não se encaixa mais na sua vida. Deixa a mudança acontecer, não resiste não. Muda de roupa, a cor do cabelo, de cidade, de trabalho, de gostos, de hábitos, muda de opinião, de ponto de vista, de direção, muda o jeito de fazer as coisas, de sorrir, de olhar, de falar e de andar, muda rápido ou devagar, mas muda e celebra a mudança como quem ganha um presente da vida. Cheers!

 

4 dicas para aprender um novo idioma sozinho

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Recentemente resolvi transformar o ócio em algo produtivo e comecei a aprender Francês. Sozinha, online e de graça. Com muito tempo, porém pouco dinheiro, resolvi usar recursos à disposição para estudar. E gente, nem só de redes sociais vive a internet! Tem TANTO site legal e confiável que disponibiliza aulas gratuitas sobre praticamente tudo ao nosso alcance, basta ter interesse, saber e ter paciência para pesquisar e ter dedicação para de fato aprender sozinho.

Como a minha experiência está sendo com o aprendizado de uma nova língua – da qual até então eu só conhecia duas palavras: bonjour e merci – vou deixar aqui 5 dicas para aprender um novo idioma que estão funcionando para mim.

1. Sites online e gratuitos

Como disse no comecinho do post, existem MUITOS sites legais e confiáveis à disposição. Com uma pesquisa mais refinada, você vai encontrar aquele que mais corresponde às suas expectativas. No meu caso, tenho utilizado três sites diferentes que têm funcionado muito bem comigo. Um é melhor para vocabulário, outro para gramática e um terceiro para exercícios. O mais bacana de todos é o Polly Lingual, que oferece aulas básicas e gratuitas de vários idiomas (e tem ainda a opção de aulas mais avançadas no plano pago). Ele é mais focado em vocabulário e pronuncia.

2. Música

Sou movida à música, e aprender um idioma com o auxílio de canções ajuda bastante a fixar. Depois de encontrar alguns artistas franceses que gostei, como Zaz e Joyce Jonathan (aceito dicas! rs), separei algumas músicas favoritas. Ouço, leio, vejo a tradução, faço as associações, canto junto e vou repetindo até a coisa fixar e eu saber não só a letra como também o que ela significa. Excelente para formar vocabulário e aprender pronuncia (fundamental principalmente em uma língua tão diferente da nossa como o Francês e tantas outras). Vale também vídeos no Youtube. Tem alguns bem legais para quem tá aprendendo um novo idioma.

3. Escrita

Qualquer que seja a língua, aprender a escrever é um passo mais complicado. Em Francês então, Jesus! rsrs Por isso praticar a escrita é fundamental. Vá praticando escrever as palavras que vai aprendendo, crie um sistema que funcione para você. Eu costumo escrever a palavra em português e depois, sem consulta, escrevê-la em Francês. Além de ajudar a memorizar o termo, vamos praticando a gramática.

4. Leitura

É óbvio que no começo vai ser difícil porque tudo o que você ler vai precisar de tradução. Mas com a prática as palavras vão ficando mais familiares, algumas delas você vai começar a deduzir antes mesmo de traduzir, e assim você vai aprendendo. Também acho a leitura muito útil para ir compreendendo a gramática e as estruturas das frases. Você vai prestando atenção em como elas são formadas e quando vê já consegue construir suas próprias frases. Assim, volte para o item “3- Escrita” e pratique 😉

Quero deixar claro que acho indispensável um aprendizado mais formal e aprofundado, com acompanhamento de um profissional. Mas para quem quer sair do nada para o básico, as dicas acima funcionam e muito. Mas também tem muito curso de responsa online, com temáticas e conteúdos mais diversos possíveis, que garantem certificados. Então antes de começar, dedique algum tempo a pesquisar as opções e crie uma rotina para se comprometer com o aprendizado.

Já se dispuseram a aprender algo novo sozinhos? Quais técnicas funcionam para vocês?

Martha Sachser: a brasileira que ganha a vida fotografando em NY

Já pensou ir para Nova York e voltar para casa com recordações lindíssimas e fotos incríveis? A blogueira e fotógrafa Martha Sachser ajuda muitos turistas a tornar essa viagem dos sonhos ainda mais memorável. 

Depois de trocar o Brasil por Nova York em 2010, a jovem mineira descobriu no hobby de fotógrafa sua profissão. Hoje ela ganha a vida em terras americanas clicando turistas brasileiros que desejam registrar a viagem de forma especial. Entre seus clientes, muitos fazem parte do nicho chamado de web-celebrities, como Taciele Alcolea, Bruna Vieira, Jade Seba e outros.

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Fotos: Martha Sachser

Morando em Nova York há quase dez anos, Martha trocou a vida em um escritório pela liberdade de trabalhar nos muitos pontos turísticos da cidade, como o Central Park, um dos passeios preferidos dos turistas que visitam a Big Apple. Para ficar ainda mais encantado e com muita vontade, confira alguns ensaios no site Martha Sachser Photography.

A sessão de fotografias dura em média duas horas. Nesse tempo, clientes e fotógrafa fazem um passeio pelos cartões-postais escolhidos para o ensaio e registram tudo em fotos que levarão de volta para casa em formato digital.

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Entre os cliques dos ensaios e as edições, Martha se dedica a viajar o mundo. Recentemente, concluiu a visita pelos 50 estados americanos antes dos 30 anos, um dos muitos projetos pessoais da fotógrafa que pretende ainda escrever um livro sobre a experiência e sobre a diversidade dos Estados Unidos.

A mineira também dedica seu tempo ao blog NY & About, um site referência para brasileiros que visitam a cidade, apaixonados pela Big Apple e para quem sonha em morar nos EUA um dia. Em 2016 ela lançou um guia de Nova York em formato e-book. Eu contei um pouquinho mais sobre o guia aqui no blog.

Para acompanhar as dicas e aventuras dela pelos Estados Unidos e se encantar com as fotos que ela faz por lá, confira seu Instagram e seu canal no Youtube!

Sem Spoilers: filmes de fevereiro

Até o Último Homem

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Título Original: Hacksaw Ridge

Gênero: Drama / Guerra / Biografia

Direção: Mel Gibson

Ano: 2017

País de Origem: EUA / Austrália

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, o médico do exército Desmond T. Doss (Andrew Garfield) se recusa a pegar em uma arma e matar pessoas, porém, durante a Batalha de Okinawa ele trabalha na ala médica e salva mais de 75 homens, sendo condecorado. O que faz de Doss o primeiro Opositor Consciente da história norte-americana a receber a Medalha de Honra do Congresso.

Surpreendente! Não sou muito fã de filmes de guerra, mas quando entra o fator humano no meio da barbárie, a coisa muda. Baseado em uma inspiradora história real, Até o Último Homem é emocionante e lindamente dirigido por Mel Gibson. As cenas são de encher os olhos e tem uma fotografia e efeitos especiais de cair o queixo. E a entrega física e emocional de Andrew Garfiled dá um toque especial ao persistente Desmond Doss, que foi até o fim pelos seus ideais. Uma ótima narrativa, contando desde a infância do protagonista, que impressiona pela força das imagens e pelo poder da história. Um dos melhores concorrentes ao Oscar deste ano!

Concorre em 6 categorias do Oscar, dentre elas a de melhor filme, diretor e ator.

Estrelas Além do Tempo

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Título Original: Hidden Figures

Gênero: Drama / Biografia

Direção: Theodore Melfi

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: 1961. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte. É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

Maravilhoso! #GirlPowerFeelings! rs Três personagens fortíssimas, baseadas na história real das matemáticas Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson, que enfrentaram preconceitos chocantes, mesmo para uma sociedade dos anos 60. E o que choca mais é saber que, em níveis diferentes, isso ainda acontece hoje em dia. Elas quebraram barreiras raciais, de gênero e profissionais. Atuações impecáveis – destaque para o trio Taraji, Octavia e Janelle, e Kevin Costner -, com diálogos excelentes que nos fazem refletir sobre a ignorância que ainda sobrevive com o preconceito, sem transforma-las em vítimas, muito pelo contrário, tornando-as admiráveis e exemplos a seguir. Adorei!

Concorre ao Oscar de melhor filme, atriz coadjuvante (Octavia Spencer) e roteiro adaptado.

A Qualquer Custo

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Título Original: Hell Or High Water

Gênero: Suspense / Drama

Direção: David Mackenzie

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Interior do Texas, Estados Unidos. Toby (Chris Pine) e Tanner (Ben Foster) são irmãos que, pressionados pela proximidade da hipoteca da fazenda da família, resolvem assaltar bancos para obter a quantia necessária ao pagamento. Com um detalhe: eles apenas roubam agências do próprio banco que está cobrando a hipoteca. Só que, no caminho, eles precisam lidar com um delegado veterano (Jeff Bridges), que está prestes a se aposentar.

Um faroeste moderno com belíssimas paisagens áridas e uma excelente trilha sonora. Um retrato dos EUA longe das metrópoles, mais interiorano e “faca na bota”, com seus caricatos personagens cowboys. A história é simples, transparece veracidade e apesar de muita previsibilidade, o filme flui e te faz torcer pelo bandido. Ou seria ele o mocinho da situação? Muito bom!

Concorre ao Oscar de melhor filme, ator coadjuvante (Jeff Bridges), roteiro original e montagem.

A Chegada

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Título Original: Arrival

Gênero: Ficção

Direção: Deniis Villeneuve

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Quando seres interplanetários deixam marcas na Terra, a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade.

Assim como Interestelar, A Chegada tem esse mesmo tema de difícil compreensão sobre comunicação alienígena e destino da humanidade. Mas o primeiro me tocou mais, por causa da emoção dos personagens e por não mostrar tanta irrealidade, como naves e seres em meio à névoa. A crítica amou, Amy Adams está ótima, mas não me agradou tanto.

Concorre ao Oscar de melhor filme, diretor, roteiro adaptado, fotografia, edição, design de produção e edição de som.

Lion – Uma Jornada para Casa

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Título Original: Lion

Gênero: Biografia / Drama

Direção: Garth Davis

Ano: 2017

País de Origem: EUA / Austrália / Reino Unido

Sinopse: Quando tinha apenas cinco anos, o indiano Saroo se perdeu do irmão numa estação de trem de Calcutá e enfrentou grandes desafios para sobreviver sozinho até de ser adotado por uma família australiana. Incapaz de superar o que aconteceu, aos 25 anos ele decide buscar uma forma de reencontrar sua família biológica.

Preparem um lençol, pois um lenço não será suficiente pra carga de emoção desse filme, inspirado na história real de Saroo Brierley, um indiano de 5 anos de idade que, em 1986, se perdeu de seu irmão Guddu numa estação de trem e foi parar 1.600 quilômetros mais adiante, na caótica Calcutá, sem saber como voltar para casa. O pequeno Saroo, interpretado pelo apaixonante Sunny Pawar, faz sua estreia como ator e deixa a gente com o coração partido, tamanha delicadeza e veracidade no seu convívio com a mãe (Priyanka Bose), na interação super próxima com o irmão (Abhishek Bharate) e na sua luta para encontrar o caminho de volta. Ele foi escolhido pelo diretor em uma escola de Mumbai. Já adulto, agora com Dev Patel no papel, recomeça a jornada da busca pela família biológica. Estava um pouco receosa pelo ator, mas ele convence, se entrega e nos passa toda sua angústia por desconhecer suas origens. Impossível não chorar em vários momentos dessa aventura trágica de superação, coragem, persistência e, principalmente, esperança. Recomendadíssimo! ❤

Concorre ao Oscar de melhor filme, roteiro adaptado, fotografia, trilha sonora e ator e atriz coadjuvantes, com Dev Patel e Nicole Kidman. E eu estou muito na torcida de melhor filme!!! \o/

Um Homem Chamado Ove

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Título Original: En Man Som Heter Ove

Gênero: Comédia / Drama

Direção: Hannes Holm

Ano: 2017

País de Origem: Suécia

Sinopse: Ove é um senhor mal-humorado de 59 anos que leva uma vida totalmente amargurada. Aposentado, ele se divide entre sua rotina monótona e as visitas que faz ao túmulo de sua falecida esposa. Mas, quando ele finalmente se entregou às tendências suicidas e desistiu de viver, novos vizinhos se mudam para a casa da frente e uma amizade inesperada irá surgir.

Lembram do Ivo, lá de Tangerines? Agora é a vez de querer ser amigo do Ove! ❤ Que filme lindo, envolvente, emocionante! Cheio de lições de vida, amizade, bom humor e um drama comum, que te aproxima ainda mais da história. Entre idas e vindas no tempo, vamos conhecendo aos poucos a história do velho Ove, os motivos do seu mau humor constante e de sua rotina metódica e avessa a modernismos. Adaptação do best seller sueco de Frederick Backman, Um Homem Chamado Ove é daqueles filmes super agradáveis que tem que assistir! *-*

Concorre ao Oscar de melhor filme estrangeiro e maquiagem. E minha torcida, é claro, vai pra ele.

Elle

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Título Original: Elle

Gênero: Suspense / Drama

Direção: Paul Verhoeven

Ano: 2016

País de Origem: França / Alemanha

Sinopse: Michèle (Isabelle Huppert) é a executiva-chefe de uma empresa de videogames, a qual administra do mesmo jeito que administra sua vida amorosa e sentimental: com mão de ferro, organizando tudo de maneira precisa e ordenada. Sua rotina é quebrada quando ela é atacada por um desconhecido, dentro de sua própria casa. No entanto, ela decide não deixar que isso a abale. O problema é que o agressor misterioso ainda não desistiu dela.

Provocativo e diferente do que se espera de qualquer história de abuso sexual. A forma com que a protagonista, incrivelmente interpretada por Isabelle Huppert, lida com a situação nos choca e, ao mesmo tempo, nos encoraja a seguir em frente, na busca por quem é esse agressor. Os conflitos com todos ao seu redor são intensos e, ao longo da trama, vamos descobrindo que esse ato é só mais um dos trágicos momentos vividos por ela. Um filme único, desafiador e difícil de digerir.

Concorre ao Oscar de melhor atriz e é a minha preferida nessa categoria.

Jackie

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Título Original: Jackie

Gênero: Biografia / Drama

Direção: Pablo Larraín

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Jacqueline Kennedy (Natalie Portman), inesperadamente viúva, lida com o trauma nos quatro dias posteriores ao assassinato de seu marido, o então presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy.

O filme faz um recorte preciso do momento do atentado ao presidente JFK e os dias posteriores, na visão da primeira dama. O desenrolar desse curto espaço de tempo, que mistura flashbacks com uma entrevista de Jackie à imprensa e uma trilha sonora deprimente, acaba sendo cansativo. Destaque para a fotografia e a atuação de Natalie Portman, que está primorosa, diferente de tudo que já vimos dela, os trejeitos, a voz, o comportamento.

Concorre ao Oscar de melhor atriz, trilha sonora e figurino.

Toni Erdmann

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Título Original: Toni Erdmann

Gênero: Comédia / Drama

Direção: Maren Ade

Ano: 2017

País de Origem: Alemanha / Áustria

Sinopse: Winfried (Peter Simonischek) é um senhor que gosta de levar a vida com bom humor, fazendo brincadeiras que proporcionem o riso nas pessoas. Seu jeito extrovertido fez com que se afastasse de sua filha, Ines (Sandra Hüller), sempre sisuda e extremamente dedicada ao trabalho. Percebendo o afastamento, Winfried decide visitar a filha na cidade em que ela mora, Bucareste. A iniciativa não dá certo, resultando em vários enfrentamentos entre pai e filha, o que faz com que ele volte para casa. Tempos depois, Winfried ressurge na vida de Ines sob o alter-ego de Toni Erdmann, especialista em contar mentiras bem-intencionadas a todos que ela conhece.

Um filme que incomoda. Qualquer relação de conflito familiar provoca reações interessantes e incomodativas. Ao mesmo tempo que as piadas do protagonista quebram o gelo em alguns momentos, em outros só o colocam e deixam as pessoas ao redor em situações embaraçosas e nos mostram a verdadeira solidão por trás do “palhaço”. Concorrente alemão ao Oscar de melhor filme estrangeiro, Toni Erdmann tem um roteiro interessante, humano, super diferente e com ótimas e sensíveis atuações.

Florence – Quem é Essa Mulher?

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Título Original: Florence Foster Jenkins

Gênero: Biografia / Comédia / Drama

Direção: Stephen Frears

Ano: 2016

País de Origem: Reino Unido / França

Sinopse: Florence Foster Jenkins (Meryl Streep) é uma rica herdeira que persegue obsessivamente uma carreira de cantora de ópera. Aos seus ouvidos, sua voz é linda, mas para todos os outros é absurdamente horrível. O ator St. Clair Bayfield (Hugh Grant), seu companheiro, tenta protegê-la de todas as formas da dura verdade, mas um concerto público coloca toda a farsa em risco.

Um filme engraçado, mas comum, com roteiro fraco, válido apenas pelas atuações de Meryl Streep, Hugh Grant e com destaque para o talentoso e cômico pianista, interpretado por Simon Helberg.

Concorre ao Oscar de melhor atriz com Meryl Streep.

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{Dica de livro} “O que eu sei de verdade”, Oprah Winfrey


o-que-eu-sei-de-verdade-oprah“O que eu sei de verdade”, da Oprah Winfrey (Editora Sextante)
é um livro incrível sobre autoconhecimento, cheio de lições de alguém que se tornou referência para muita gente e que não contou com a sorte para ser quem é. Assim, Oprah nos passa várias lições, mas a principal delas é a de que somos responsáveis pela nossa vida e devemos fazer de tudo para tirar o melhor dessa experiência única.

Dividido em capítulos nos quais são abordados temas como alegria, perseverança, união, gratidão, possibilidade, deslumbramento, lucidez e poder, somos convidados a olhar para nossa vida com mais atenção e cuidado, refletindo sobre cada um desses temas e como os praticamos em nosso dia a dia.

Cada capítulo apresenta vários fragmentos de textos curtos nos quais a autora discorre sobre o tema contando sua experiência e vivência acerca de cada um. A leitura é leve e rápida, ao mesmo tempo bastante profunda e reflexiva. Impossível chegar à última página do mesmo jeito que começamos. Saímos do livro tocados e transformados em diferentes níveis.

Enquanto eu lia, queria compartilhar vários e vários trechos que considerei importantes e que acredito que fariam a diferença para quem os lesse. Deixo aqui apenas um dos meus favoritos e espero que vocês tenham a oportunidade e a curiosidade de ler o livro todo, garanto que será uma ótima experiência e de crescimento.

É verdade que quando você reunir coragem para defender os próprios interesses, quando ousar dar um passo à frente, falar por si, mudar de atitude ou simplesmente fazer algo diferente do que os outros consideram normal, o resultado nem sempre vai ser agradável. Você terá que enfrentar obstáculos. Às vezes vai fracassar. Os outros podem chamá-lo de maluco. Às vezes vai parecer que o mundo inteiro se uniu para lhe dizer quem você não pode ser e o que não pode fazer. (Algumas pessoas se irritam quando você supera as expectativas limitadas que elas sempre tiveram a seu respeito.) E, em momentos de fraqueza, seu medo e sua insegurança podem fazê-lo titubear. Talvez você se sinta tão esgotado que terá vontade de desistir. Mas as alternativas são sempre piores: você pode ficar preso a uma rotina angustiante por anos a fio. Ou pode passar os dias chafurdando em arrependimentos, perguntando a si mesmo como teria sido sua vida se você não tivesse dado tanta importância ao que as outras pessoas pensam.” (p.73)

Achei o propósito do livro muito parecido com O ano em que disse sim”, da Shonda Rhimes. Quem gostou de um com certeza vai gostar do outro. Inclusive eles abordam vários pontos em comum. Ambos são ótimos para mantermos por perto e reler alguns trechos de vez em quando.

Resenha também publicada no blog Sociedade do Livro.

Guia NY & About: um roteiro pronto para se apaixonar por Nova York

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Quando fui morar em Nova York, em 2015, vivia acessando o blog NY & About, da Martha Sachser, para pegar dicas diferentes do que fazer pela cidade, lugares para conhecer, gordices para experimentar…Já contei aqui que muitos lugares legais que conheci não estavam previamente no meu roteiro e foram incorporados graças às dicas do blog dela.

Ano passado, a Martha resolveu facilitar a vida de quem vai turistar pela Big Apple reunindo várias das suas melhores dicas em um roteiro pronto de até 9 dias por Nova York. São cerca de 100 páginas com sugestões de restaurantes, lojas, atrações turísticas, além de várias dicas úteis como, por exemplo, transporte pela cidade, temperatura em cada estação. O guia é recheado de fotos lindíssimas que vão te deixar ainda mais a fim de visitar cada cantinho escolhido e sugerido pela autora.

Uma coisa muito legal é que os roteiros estão organizados de um jeito todo especial para facilitar a visitação a atrações que são próximas umas das outras ajudando os turistas a aproveitarem o período que estiverem na cidade de maneira mais eficiente, sem perder tempo. (Sabe aquela coisa de “não sabia que x era perto de y!” e parecer uma pomba perdida? Quem nunca?!)

O livro está disponível na versão PDF e é super prático, pois dá para carregar no celular, tablet, etc, facilitando o acesso às informações que estão sempre à mão.

O guia custa 7 dólares e está à venda aqui.

A Martha mora em NY desde 2010 onde trabalha como fotógrafa e se dedica ao blog e ao canal no Youtube onde mostra muito sobre sua vida por lá e dá várias outras dicas legais para quem está indo para a cidade.

Sem Spoilers: filmes de janeiro

Façam suas apostas, pois está aberta a temporada do Oscar 2017!!! \o/

Desde a última edição da premiação, estou me dedicando e conseguindo assistir à maioria dos filmes indicados antes da entrega das estatuetas. Sempre admirei essas premiações, mas sem ter assistido aos filmes ficava sem graça, sem sentido. Agora fico na torcida, concordo ou discordo dos críticos, então… se cuidem Glória Pires e Rubens Ewald Filho!!! 😛

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La La Land: Cantando Estações

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Título Original: La La Land

Gênero: Comédia / Musical / Romance

Direção: Damien Chazelle

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.

Um musical com ritmo, e não me refiro às danças, mas às grandes atuações dos protagonistas, que tem uma ótima química e se entregam verdadeiramente aos seus papéis. O filme não se trata apenas de cantoria, tem ótimos diálogos e importantes silêncios que te colocam na pele dos personagens e te fazem sentir as frustrações diante de tantos “nãos” que a vida dá. Sonhadores entenderão! Ponto extra para a belíssima fotografia, ao colorido que invade a tela e às referências a tantos clássicos, como “Cantando na Chuva”, o casal dançante Fred Astaire e Ginger Rogers, “Amor Sublime Amor”e “Moulin Rouge”. Nostálgico e encantador!

É um dos favoritos ao Oscar, concorrendo em 13 categorias.

Sully – O Herói do Rio Hudson

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Título Original: Sully

Gênero: Biografia / Drama

Direção: Clint Eastwood

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: 15 de janeiro de 2009. Logo após decolar do aeroporto de LaGuardia, em Nova York, uma revoada de pássaros atinge as turbinas do avião pilotado por Chesley “Sully” Sullenberger (Tom Hanks). Com o avião seriamente danificado, Sully não vê outra alternativa senão fazer um pouso forçado em pleno rio Hudson. A iniciativa é bem sucedida, com todos os 150 passageiros a bordo sendo salvos. Tal situação logo transforma Sully em um grande herói nacional, o que não o isenta de enfrentar um rigoroso julgamento interno coordenado pela agência de regulação aérea nos Estados Unidos.

Muitos fatores contribuíram para o sucesso prévio desse filme: história real, Tom Hanks, Nova York e Clint Eastwood. Mas, apesar de ótimo, não foi suficiente para grandes indicações, ficando apenas com a de Melhor Edição de Som. Tom Hanks é indiscutivelmente um grande ator, ele sabe interpretar seus personagens com maestria e, neste caso, colocando o fator humano em evidência. E ainda teve o apoio de Aaron Eckhart (co-piloto Jeff) que formaram uma dupla e tanto! O roteiro não tem muito a dizer, mas a direção de Clint é impecável, conduzindo a trama entre vai e vens no tempo, muito bem conectados e com objetividade. Sou suspeita, sou fã… adorei! 🙂

Zootopia – Essa Cidade é o Bicho

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Título Original: Zootopia

Gênero: Animação

Direção: Byron Howard / Rich Moore

Ano: 2016

País de Origem: EUA

Sinopse: Judy Hopps é a pequena coelha de uma fazenda isolada, filha de agricultores que plantam cenouras há décadas. Mas ela tem sonhos maiores: pretende se mudar para a cidade grande, Zootopia, onde todas as espécies de animais convivem em harmonia, na intenção de se tornar a primeira coelha policial. Judy enfrenta o preconceito e as manipulações dos outros animais, mas conta com a ajuda inesperada da raposa Nick Wilde, conhecida por sua malícia e suas infrações. A inesperada dupla se dedica à busca de um animal desaparecido, descobrindo uma conspiração que afeta toda a cidade.

Fazia tempo que eu não me empolgava tanto com uma animação! Uma história linda e divertida sobre superação, realização de sonhos e de encontrar amizade e lealdade onde menos se espera. E ainda faz uma ótima crítica ao preconceito, racismo, classes sociais, drogas, autoritarismo, machismo e por aí vai. Uma excelente reflexão embalada por uma música que é pura energia e encorajamento: “Try Everything”, da Shakira. Super recomendo! *-*

Já ganhou o Globo de Ouro, Critic Choice e concorre ao Oscar de Melhor Animação.

A Luz Entre Oceanos

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Título Original: The Light Between Oceans

Gênero: Drama / Romance

Direção: Derek Cianfrance

Ano: 2016

País de Origem: EUA / Reino Unido / Nova Zelândia

Sinopse: Austrália, após a Primeira Guerra Mundial. Tom Sherbourne (Michael Fassbender) é um veterano da guerra contratado para trabalhar em um farol, que orienta os navios exatamente na divisão entre os oceanos Pacífico e Índico. Trata-se de uma vida solitária, já que não há outras casas na ilha. Logo ao chegar Tom é apresentado a Isabel Graysmark (Alicia Vikander), com quem logo se casa. O jovem casal rapidamente tenta engravidar, mas Isabel enfrenta problemas e perde dois bebês – o que, inevitavelmente, provoca traumas. Até que, um dia, surge na ilha em que vivem um barco à deriva, contendo o corpo de um homem e um bebê. Tom deseja avisar as autoridades do ocorrido, mas é convencido por Isabel para que enterrem o falecido e passem a cuidar da criança como se fosse sua filha, já que ninguém sabia que ela tinha tido um aborto. Mesmo reticente, Tom concorda com a proposta.

Uma narrativa clássica de um romance à beira do precipício. Como não enlouquecer vivendo tão isoladamente? Como conviver com a culpa de uma mentira? Ótima atuação de Fassbender e, principalmente, da Alicia Vikander nesse drama delicado, que toca lá no fundo e te deixa ora de um lado ora de outro da situação. Gostei!

Um Limite Entre Nós

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Título Original: Fences

Gênero: Drama

Direção: Denzel Washington

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Nos anos 50, Troy Maxson (Denzel Washington) tenta criar os filhos e cuidar da família da melhor maneira possível. Mas a tarefa não é fácil. Ele sonhou em ser jogador de baseball e virou coletor de lixo. Para piorar, a relação com o filho mais velho é complicada.

Baseada na peça homônima, de 1987, que teve uma nova versão em 2010 protagonizada pelo próprio Denzel Washington, “Um Limite Entre Nós” é uma aula de atuação. Viola Davis (Rose – a esposa) e Denzel combinam muito e dão um show. Ela como a resignada e paciente matriarca da época, que mantém o equilíbrio da família. Ele com suas múltiplas faces – amargo, depressivo, amigável, apaixonado – e com discursos intermináveis, mas longe de serem cansativos. (Oscar de melhor decoreba goes to… 😛 ). Senti um pouco a falta de trilha sonora, mas não compromete o filme. Muito bom e cheio de reflexões!

Concorre ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Roteiro Adaptado, além de já ter dado a Viola o Globo de Ouro, o SAG Award e o Critic Choice nessa mesma categoria e a Denzel Washongton o SAG Award de Melhor Ator Principal.

Moonlight: Sob a Luz do Luar

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Título Original: Moonlight

Gênero: Drama

Direção: Barry Jenkis

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Black (Trevante Rhodes) trilha uma jornada de autoconhecimento enquanto tenta escapar do caminho fácil da criminalidade e do mundo das drogas de Miami. Encontrando amor em locais surpreendentes, ele sonha com um futuro maravilhoso.

Uma história sobre autoconhecimento. Chiron, o protagonista, passa por 3 fases da vida (infância, adolescência e adulta) tentando sobreviver e se achar no mundo, escondido atrás de uma sociedade preconceituosa. Até a metade do filme, na adolescência do personagem, o filme é cativante e muito emocionante. Mas depois o longa parece que desanda, fica monótono, perde o brilho.

Já ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme Dramático, SAG Award de Melhor Ator Coadjuvante (Mahershala Ali) e concorre a 8 categorias do Oscar, incluindo a de Melhor Filme, Diretor, Ator Coadjuvante e Atriz Coadjuvante.

Manchester à Beira-Mar

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Título Original: Manchester by The Sea

Gênero: Drama

Direção: Kenneth Lonergan

Ano: 2017

País de Origem: EUA

Sinopse: Lee Chandler (Casey Affleck) é forçado a retornar para sua cidade natal com o objetivo de tomar conta de seu sobrinho adolescente após o pai (Kyle Chandler) do rapaz, seu irmão, falecer precocemente. Este retorno ficará ainda mais complicado quando Lee precisar enfrentar as razões que o fizeram ir embora e deixar sua família para trás, anos antes.

Extremamente profundo. Toca em feridas que nem são nossas, mas sentimos como se fossem. Uma tristeza reprimida que choca e abala, sem ser melodramático. O protagonista, muito bem interpretado por Casey Affleck, transmite toda essa angústia dos traumas que vivenciou em poucas palavras e expressões. Não considero Casey um ótimo ator, mas acredito que esse papel se encaixou perfeitamente. Um filme recheado de flashbacks, que contam pequenas histórias diante de cada situação atual e engrandecem ainda mais a história. Muito bom!

Concorre ao Oscar de Melhor Filme, Diretor, Ator, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante e Roteiro Original.

Interrogation

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Título Original: Visaaranai

Gênero: Drama / Suspense / Policial

Direção: Vetri Maaran

Ano: 2015

País de Origem: Índia

Sinopse: Um grupo de imigrantes estão passando por uma tremenda injustiça. Eles foram detidos pela polícia, torturados e forçados a admitir um crime que não cometeram. Mas, quando todas as suas esperanças parecem ter se perdido, um policial de sua cidade natal depõe e finalmente consegue libertá-los. Mas o real problema começa quando o policial pede um favor em troca.

Baseado numa história real, o filme impacta pela violência, injustiça e pelos cenários sujos e tristes de um lugar corrupto. É uma crítica social ao sofrimento e descaso aos imigrantes. A ingenuidade dos protagonistas e a relação entre eles em se ajudar é tão doce e cativante, que contrasta e se sobressai a todo o cenário cruel e ficamos o tempo todo torcendo por eles. Adorei! E algumas curiosidades sobre o cinema indiano: tem um intervalo no meio do filme, todas as cenas com alguém fumando aparece um alerta “proibido fumar” e as cenas com sangue ficam em preto e branco.

Representante indiano no Oscar 2017, mas não entrou nos 5 finalistas de Melhor Filme Estrangeiro. 😦

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